Doctor Who - The Dream Saga escrita por Caebri


Capítulo 1
The laugh of an star


Notas iniciais do capítulo

Sejam bem-vindos, leitorxs.

Essa é minha primeira fanfiction baseada em DW, estando ainda em desenvolvimento, na atual data, e com intenção de aberturas para uma expansão pessoal ao universo da série. O título, "Dream Saga", entrega um pouco o tema que será abordado ao longo dos 10 capítulos pretendidos, até o desfecho. Este primeiro serve como um prólogo.

Espero que gostem e, não deixem de comentar as boas e más impressões, caso hajam.

Boa leitura.



Em algum lugar da estratosfera...

O Doutor não estava feliz com o funcionamento de sua TARDIS.

— Não, não. Isso não está certo — disse ele, para ninguém em especial, caminhando ao redor do painel de controle enquanto escorregava as mãos por botões. — Não faz tanto tempo assim que os reparos necessários foram feitos, eu tenho certeza. Eu estava lá; eu mesmo os fiz. — Parando, ele vira o corpo na direção oposta e segue para a parte inferior do painel, local em que os cabos, fios e a magia da materialização estão.

Seus passos ecoam em volume suficiente para serem ouvidos junto aos ruídos que vinham de outros espaços da nave, e isso o faz lembrar que talvez já estivesse na hora de redecora-los, todos.  Assim que aquele outro problema estivesse resolvido, é claro. Para isso, ele se aproxima do coração da TARDIS, captando uma estranheza: estava demasiado frio ali, o que contrariava os princípios básicos da energia e o funcionamento não-estático.

De súbito, ao primeiro toque dos dedos perscrutadores na estrutura protegida por placas de bom material, a iluminação se desordena, criando intervalos de lampejos coloridos entre roxo, laranja e branco. O Doutor reflete, filtrando e descartando possibilidades sobre o que poderia estar acontecendo naquele instante. Um conjunto de maus funcionamentos mecânicos? O reservatório de ouro líquido teria se exaurido? A interferência de um outro alguém em sua TARDIS...?

Curioso e ciente de que os sensores do painel e suas telas não o ajudariam a detectar mais do que os seus olhos conseguiriam, ele retorna para o centro e programa o curso para a Terra, qualquer lugar, no atual ano dos humanos, antes de começar sua inspeção. Dependendo dos resultados, ele até poderia tirar um tempo para providenciar uma terceira piscina e palhetas do vinil mais durável de Apalapucia. Há tempos não ia para lá e, na última vez em que tencionou ir, não estava sozinho como agora, mas com uma dupla bastante especial: a garota qu...

Um baque.

Um dos corações do Doutor reclama. Seu corpo ainda estava na metade dos degraus para o piso plano quando perdeu força, inesperadamente, e caiu nos mesmos, ao tempo em que outro baque soou e fez todo o ambiente chacoalhar. Surpreso, ele tenta se recompor, mas seus músculos não respondem e agora pontadas atingem um dos corações e o cérebro; sua mente parou de funcionar, os pensamentos se esvaíram, com o foco óptico em afastamento a noção do que pretendia fazer, antes de estar daquela forma, ali, some. Sua única percepção provém dos raios dourados que os braços de mangas arregaçadas até o cotovelo começaram a emanar, como também aconteceu com as mãos, os dedos... sua própria cabeça também devia estar a despontar tais raios.

Raios de uma regeneração. 

Surpreso e exasperado, o Doutor recobra seus movimentos, não sem certo esforço, e titubeia até o painel, girando uma alavanca minúscula que estava escondida atrás de um espelho retrátil e cuja função era inibir o funcionamento e trancar a TARDIS até que ele estivesse bem para pronunciar o código de desbloqueio com a voz. Olhando para o pequeno espelho, já de volta à posição original, ele confirma sua suspeita: estava regenerando.

Mas aquela não era uma regeneração normal. Ele não havia forjado uma, tampouco estava machucado, à beira da morte, para que ela acontecesse...

A não ser que...

Não.

Tudo é escuridão. A última coisa que o Doutor ouve, antes de perder a consciência, é uma doce risada feminina que parecia vir das estrelas.

E risos femininos, vindos de estrelas, definitivamente não caracterizavam um bom sinal.





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