Collide escrita por Allie Próvier


Capítulo 13
13. Benefícios


Notas iniciais do capítulo

Voltei rapidão porque chegaram leitoras novas e eu tô super feliz, hahahaha. ♥
E também porque eu estava, tipo, MUITO ansiosa para postar esse capítulo! Com certeza vocês irão gostar, haha. E como hoje é Dia dos Namorados, nada melhor do que um capítulo bem amorzinho, né?
Ah, e tem música nesse capítulo. É só clicarem no nome dela que o link abrirá em outra janela!
Boa leitura!




CAPÍTULO 13

Oh, eu serei seu devaneio, usarei suas coisas favoritas. Nós poderíamos ser belos, ficar embriagados na vida boa. Te levarei ao paraíso, diga que nunca me deixará ir.

The Chainsmokers (ft. Rozes) - Roses

 

   Chegamos a São Francisco assim que o sol se pôs e escureceu.

   Fomos o caminho inteiro de volta brigando para escolher as músicas e eu aturando Daniel me contando piadas infames e pornográficas. Isso quando não eram totalmente sem graça ou eu não entendia nada. E aí iniciamos uma longa discussão de por que meninos gostam de ser tão idiotas às vezes e acham que garotas devem rir das idiotices deles.

   Daniel disse que eu faço idiotice o tempo inteiro, então eu não tinha direito de reclamar de nada. Preferi ficar em silêncio para não concordar e acabar de vez com a minha credibilidade. Ele ficou repetindo meu nome diversas vezes para me irritar, já que eu passei a ignorá-lo totalmente e ficava apenas olhando a rua pela janela.

— Vamos comer algo? – ele perguntou de repente.

— Como assim? – perguntei rapidamente, olhando-o.

   Daniel riu alto.

— É só falar de comida que você responde. – ele disse, ainda sorrindo feito um idiota. – Eu não sei, você pode escolher. Com a fome que eu estou, qualquer coisa vai ser ótimo.

   Fiquei olhando-o por alguns segundos, antes de voltar a olhar a rua pela janela. Tentei disfarçar um sorrisinho. Daniel não me chamava para comer desde... Eu nem lembro qual foi a última vez. Eu sentia falta. Era sempre divertido sair com ele assim, e ele também conhecia os melhores lugares.

— Eu estou com vontade de comer no carro hoje. – falei. – Não quero sair daqui.

— Ok, madame. – ele assentiu. – Podemos comprar algo naquela lanchonete perto da ponte, então?

   Eu concordei e ele dirigiu para lá. Passamos no drive-thru e eu pedi apenas por um hambúrguer e refrigerante, mas Daniel exagerado como sempre pediu tudo em tamanhos gigantes e com queijo extra. Depois de pronto, jogou aquela sacola de papel cheia de comida no meu colo, sorrindo feito uma criança.

— Esse cheiro de queijo está me deixando desnorteado. – ele resmungou, agoniado. – Vamos parar em algum lugar logo, mas aonde?

— Se já estamos aqui, vamos ao Crissy Field. – falei, abrindo a sacola em meu colo e espiando o que havia dentro. – Lá é mais tranqüilo para estacionar a essa hora.

   Crissy Field é um ponto próximo à ponte Golden Gate, um dos melhores lugares para vê-la. É basicamente um calçadão bem de frente para a baía, onde as pessoas caminham, andam de bicicleta e também podem estacionar na praia. Eu gostava de ir pra lá às vezes com Eve, para fazer exatamente o que eu e Daniel faremos agora: comer dentro do carro. Às vezes eu também ia sozinha, para espairecer os pensamentos.

   Daniel estacionou bem de frente para a praia e levantou um pouco os vidros das janelas, o suficiente para que não fôssemos assaltados e nem morrêssemos sufocados. O vento ali era forte e frio, e eu imaginei o quão densa a névoa que desce em todas as madrugadas e manhãs sobre São Francisco ficava ali. Separamos nossos lanches e Daniel gemeu de prazer ao dar a primeira mordida no hambúrguer. Revirei os olhos por causa de sua reação, sorrindo, enquanto comia meu lanche.

   Ficamos em silêncio, ambos olhando para a vista à nossa frente. As ondas não eram tão fortes, mas ainda assim dava para ouvir o barulho delas quebrando na areia. Eu me vi absorta enquanto observava a ponte toda iluminada novamente. Vê-la tão de perto me deixava ainda mais aérea do que vê-la da janela do apartamento, bem mais distante. Ela parecia brilhar muito mais.

— Me conte algum segredo seu. – Daniel disse de repente, bebendo seu refrigerante em seguida.

   O olhei sem entender. Por que isso agora? Ele ficou apenas me olhando, esperando eu responder. Suspirei, pensando um pouco.

— Uma vez criei eu e Benjamin no The Sims. – falei baixinho, me achando uma idiota. – Nós casamos e tivemos dois filhos. Nunca contei isso nem para a Eve, porque ela provavelmente iria me bater.

   Daniel fez uma careta de nojo e incredulidade para mim, me fazendo rir.

— O que você vê nele afinal, Ally? – ele perguntou, dessa vez parecendo bem sério. – E não vale dizer que por que ele é lindo ou coisa assim, porque isso é totalmente idiota.

— Eu não sei. – fui sincera. – Eu nunca parei para pensar nisso, na verdade. Eu comecei a gostar dele há dois anos. Foi muito rápido. Eu o vi e me senti muito atraída, queria saber mais dele... Sempre fiquei muito nervosa quando ele se aproximava. E feliz.

— Só isso?

   Revirei os olhos, ficando um pouco impaciente com ele.

— Não venha querer ficar como a Eve. – pedi. – Dizendo que isso é totalmente irrelevante e que parece ser mais uma paixonite de adolescente, e não algo profundo.

— É exatamente o que parece ser. – ele disse prontamente, e eu o olhei em silêncio, vendo-o com seu olhar fixo na praia. – Você só gosta dele porque quer. Tem essa idéia fixa na mente, diz pra si mesma que gosta dele, quando isso não é verdade. Se você se der a chance de gostar de outra pessoa, vai ver como será fácil desapegar-se dele.

— E de quem eu gostaria, Daniel? – perguntei, me sentindo levemente incomodada e atingida com suas palavras. – Não são todos que tem a sorte que você tem, querido.

— Como assim?

— Eu não deixo qualquer um se aproximar, você já deve ter percebido isso. Eu converso com muitas pessoas, mas não são todas que me dão vontade de ter por perto. – respondi, mexendo o canudo dentro do copo, fazendo um pequeno redemoinho no refrigerante. – Benjamin foi o único cara que realmente gostei até hoje. O único que atraiu a minha atenção a esse ponto.

— Aparentemente não foi o único, se foi a mim que você usou como “modelo” para seu namorado fictício.

Tristen Beer - Promises

   Olhei para ele pelo canto dos olhos e vi que ele me observava. Havia virado um pouco o corpo no banco e eu nem ao menos percebi. Suas costas estavam meio encostadas na lateral do banco e na porta, as pernas um pouco dobradas e o corpo praticamente de frente para mim, enquanto bebia mais do seu refrigerante.

   Todas as atitudes que ele teve durante todo esse tempo, tudo o que me disse, os beijos... E agora isso. Eu imaginava onde ele queria chegar, mas não sabia realmente. Era confuso.

— Aonde você quer chegar, Dan? – perguntei baixinho, diretamente.

   Ele continuou me olhando com uma expressão séria e pensativa. Nem ele mesmo parecia saber que caminho estava tomando, qual o motivo por trás de todas aquelas insinuações. Por fim, ele deixou o copo de lado e sentou com mais postura, cruzando os braços.

— Olha, eu sei que isso vai parecer confuso...

— Já parece. – falei, interrompendo-o e recebendo um olhar irritadiço dele. – Desculpe.

— Enfim... – suspirou. – Não é que eu esteja apaixonado por você, ou algo assim, como você achou no começo só porque eu te dava atenção. Não é isso. Eu não estou apaixonado por você.

— Eu já entendi.

— Mas... – ele engoliu em seco, olhando para a baía e voltando seu olhar para mim rapidamente. – Eu acho que se estamos nessa “coisa”, podíamos tirar um pouco de proveito disso, não acha?

   Hã? Era o que eu estava entendendo mesmo? Contive a vontade de rir, enquanto bebia mais refrigerante. Daniel parecia um pouco nervoso.

— Você sabe, já fingimos ser namorados, então não iria ser estranho para ninguém e...

— Daniel, – o interrompi novamente e ele pareceu aliviado por eu fazer isso. – você está sugerindo que sejamos amigos com “benefícios”?

   Ele semicerrou os olhos, pensativo e por fim, assentiu.

— É. – ele disse. – Você entendeu rápido.

— Não foi muito difícil. – revirei os olhos. – Eu não sei...

— Está se guardando para o Benjamin ou coisa assim? – ele perguntou com sarcasmo.

— Não seja idiota. – resmunguei. - Não estou me guardando tanto assim.

   Daniel revirou os olhos, mas tinha uma expressão levemente divertida no rosto. Ainda esperava uma resposta. Tudo bem, eu já estava estranhando o modo como ele me tratava esse tempo todo e falei que se ele ia querer jogar, eu jogaria também. Mas na verdade eu sou bem tímida. Eu não sou cara de pau como ele, que sai agarrando meninas indefesas pelo pulso na cama e quase as beija, largando-as inertes e desnorteadas sem fazer nada no fim.

   Não que eu esperasse que ele fizesse algo, mas...

   Ficar com Daniel. Amigos com benefícios. Isso parecia o tipo de coisa que não acabaria bem, no entanto, não mataria ninguém. E talvez fosse legal. Pelo o menos teríamos o que fazer para passar o tempo, ao invés de querermos agarrar um no pescoço do outro em discussões sem sentido.

   Substituir ódio e discussões por beijinhos. Não era uma idéia ruim.

— Ok, eu aceito. – falei, e ele pareceu surpreso. – Mas com uma condição.

— Eu não posso me apaixonar por você? – ele revirou os olhos e eu sorri abertamente, reconhecendo aquela fala do filme “Um Amor para Recordar”, que era um dos meus preferidos.

— Você viu o filme? – perguntei sorridente e ele deu de ombros. – Enfim, não era isso. A condição é que você pare de implicar tanto comigo e passe a me tratar com mais delicadeza.

— Desde que você pare de falar tanta besteira, tudo bem. – ele concordou.

— Isso é difícil. – mordi o lábio inferior, com uma expressão chateada, fazendo-o rir. – Mas vou tentar.

   Sorrimos um para o outro. Ele me olhava de uma forma profunda, fazendo-me sentir mais exposta do que nunca. Foi quando eu lembrei um ponto importante.

— Você não me disse ainda o que iria querer em troca. – falei, sentando-me do mesmo jeito que ele, encostada no banco e na porta, fazendo-nos ficar praticamente frente a frente.

— Em troca de que?

— De fingir ser meu namorado. Esqueceu?

   Ele levantou um pouco as sobrancelhas, parecendo lembrar isso só agora. Então, jogou o corpo um pouco para frente, ficando mais próximo de mim. Uma de suas mãos caiu sobre a minha coxa esquerda, enquanto ele aproximava seu rosto do meu, sorrindo sugestivamente.

   Ai meu Deus.

— Eu já sei o que quero. – ele disse baixinho.

   Soltei o ar devagar, sentindo meu coração bater mais forte. E quando seus lábios encostaram os meus, foi como no episódio da cozinha. Um arrepio atravessou minha espinha e se manifestou em meu corpo inteiro, me fazendo ficar arrepiada. Sua mão livre veio até o meu rosto e o segurou delicadamente, - de uma forma que eu nunca imaginaria Daniel fazendo – enquanto ele aprofundava o beijo e eu levava minhas mãos aos seus ombros.

   Eu não tenho de idéia de quanto tempo ficamos desse jeito. Sua mão já havia subido da minha coxa para a minha cintura, seus dedos quentes encostando levemente na minha pele, enquanto eu acariciava sua nuca. Perdi a noção de tempo e espaço, mas acordei quando ouvi um carro estacionar ao lado.

   Beijá-lo era algo absurdamente bom.

   Daniel percorreu seus lábios levemente pela minha bochecha, levando-os em direção ao meu pescoço. Fechei os olhos, suspirando pela sensação boa, mas os abri levemente vendo o carro estacionado perto dali, - a menos de 2 metros de distância – começando a sacudir de repente.

   Tentei enxergar melhor, confusa, enquanto me via dividida entre entender o que diabos acontecia naquele carro, e aproveitar o momento com Daniel. Mas quando começou a ficar bem claro o que acontecia no outro automóvel, eu ri um pouco, atraindo a atenção de Dan. Ele me olhou com os olhos semicerrados e levemente brilhantes. Mais do que o normal.

— O que foi, garota? – ele perguntou baixinho, mas sem o tom seco ou sarcástico de sempre. Era quase carinhoso.

— Aquele carro. – apontei tentando não rir alto e ele olhou para trás para ver do que eu estava falando. – Ou estão sendo atacados por extraterrestres invisíveis ali dentro, ou...

Porra. – ele riu. – Vamos embora antes que alguém acione a polícia e achem que estamos fazendo coisas aqui também.

   Nós dois nos ajeitamos, cada um em seu respectivo banco, e Daniel ligou o carro. Eu ajeitei meu cabelo, sentindo meus lábios um pouco inchados, e sorri para mim mesma. Peguei minha bolsa no chão e vi que a tela do celular estava acesa. Peguei-o rapidamente e vi que era uma resposta de Eve à mensagem que eu havia mandado mais cedo, perguntando sobre o exame de Vanessa.

   “O resultado da biópsia sai daqui a uma semana, só então saberemos se é apenas um cisto benigno. Ou não.”

   Suspirei, desejando fortemente que fosse apenas um cisto benigno.

   “Vou passar aí para ver vocês, tudo bem?”

   “Claro.”

   Pedi para Daniel me levar na casa de Eve e expliquei o que estava acontecendo. Ele também ficou preocupado, mesmo não conhecendo Vanessa. Aquele tipo de situação preocupava a qualquer um. Assim que chegamos, ele estacionou na frente da casa e desligou o carro, pegando seu celular no porta-luvas e colocando-o no bolso em seguida.

— Você vai entrar comigo? – perguntei surpresa. – Pensei que iria embora.

— Claro que eu vou entrar, não vou largar você aqui. – ele me olhou parecendo confuso por eu ter dito aquilo. – E também seria muita falta de consideração com Eve não ir vê-las.

   Sorri levemente para ele e saímos do carro. Em certos momentos Daniel me surpreendia. Não por achar que ele era uma pessoa ruim... Apenas por não esperar certas atitudes, mesmo. Às vezes é tão repentino e “fora do normal” dele, e eu fico confusa. Caminhamos juntos até a entrada da casa e antes mesmo de tocar a campainha, Eve abriu a porta, sorrindo para nós.

— Ora, ora, olha quem está aqui. – ela arqueou as sobrancelhas, olhando para Daniel. – A que devo sua magnífica presença, senhor?

   Ele riu, cumprimentando-a com um beijo no rosto. Ela abriu espaço para que ele entrasse e eu a abracei apertado. Ela correspondeu ao abraço, suspirando em meu ombro.

— Senti a sua falta nesses dois dias, sabia? – ela disse. – Quero que me conte tudo.

— Vou contar. – sorri.

   Entramos e fomos para a sala. Vanessa estava sentada no sofá, mudando os canais da TV enquanto resmungava algo consigo mesma, talvez irritada por não encontrar nenhum programa bom passando, como sempre. Quando nos viu, sorriu abertamente, abrindo apenas um braço para que eu a abraçasse. Percebi que era devido ao corte da biópsia no outro seio. Estava muito recente, então devia estar dolorido. Senti uma pontada no peito, mas disfarcei, sentando-me ao seu lado e dando um beijo em seu rosto. Ela me abraçou pelos ombros, beijando minha cabeça.

— Fiquei sabendo onde você esteve nesse fim de semana, mocinha. – ela disse. – Quero que me conte.

— Todos querem. – sorri.

   Daniel se apresentou para Vanessa, sentando-se em uma poltrona próxima a nós em seguida, e ela pareceu gostar dele. Eve sentou no tapete, de frente para nós, como gostava de fazer desde sempre quando estávamos na sala.

   Contei a elas sobre a viagem e sobre meu pai, inclusive sobre as crianças e Kate. Aproveitei e contei sobre Carmel também, sobre ela continuar do jeitinho de sempre. Eve e Vanessa haviam viajado uma vez para lá comigo e meus pais quando éramos pequenas.

   Quando terminei de contar tudo sobre o meu fim de semana, elas disseram que estavam muito felizes por mim e pelo meu pai também. Então, Vanessa começou a contar sobre a suspeita de câncer de mama e sobre os exames. Ficamos todos com um olhar apreensivo, e ela tentava disfarçar e fingir que estava tranqüila, mas claramente não estava.

   Ficamos mais um tempo conversando com elas e depois achamos melhor ir embora, pois já estava ficando tarde e elas pareciam bem cansadas. Eve pediu para que eu dormisse lá, mas eu já estava sem roupas limpas para dormir e ir à escola no dia seguinte. Tinha que colocar tudo para lavar assim que chegasse em casa. Ela aceitou meu motivo para não ficar, mas me fez prometer que dormiria lá no dia seguinte.

   Fiz a promessa do dedo mindinho e ela sorriu, me abraçando antes de eu sair. De volta ao carro, Daniel pegou um casaco no banco de trás e o vestiu. Estava esfriando e eu já estava começando a sentir frio também. Nós fomos num silêncio confortável até minha casa. Quando chegamos, ele parou em frente ao prédio e desceu para me ajudar a levar minha bolsa de viagem, que parecia mais pesada do que quando eu havia ido. Ficamos olhando um para o outro pelo canto dos olhos no elevador, disfarçadamente, e sorríamos um pouco quando desviávamos o olhar. Não sei por que, mas parecia que tudo havia mudado.

   Entramos no apartamento e eu saí acendendo todas as luzes, agoniada com todo aquele escuro. Ele colocou minha bolsa em cima do sofá e ficou me olhando, com as mãos nos bolsos da calça, enquanto eu abria a janela da sala para entrar um ar fresco.

— Você vai ficar bem sozinha? – ele perguntou, parecendo preocupado.

— Claro que vou. – sorri levemente para tranquiliza-lo. – Não sei por que toda essa preocupação sua e de seus tios. Eu vivo bem aqui, Dan.

— Ok. – ele suspirou, olhando ao redor. – Então... Qualquer coisa me liga. Boa noite.

   Ele me deu as costas e foi andando até a saída. Eu o acompanhei, abrindo a porta para que ele saísse. Ele passou por mim, mas parou e encostou um ombro no batente, me olhando com um sorrisinho.

— Por que você está todo oferecido assim? – eu ri, achando graça daquele jeito sem graça e ansioso dele.

   Ele também riu e ficamos nos olhando, ambos sorrindo feito dois idiotas. E realmente éramos. Dei um passo na sua direção ao mesmo tempo em que ele se inclinava sobre mim, me beijando.

   É... Eu podia me acostumar com isso.



Notas finais do capítulo

#TeamDaniel tá tão forte aqui que eu não to me aguentando, hahahaha. O que acharam do capítulo? E como acham que as coisas serão a partir de agora? Eu tô bem ansiosa pra mostrar o restante da história pra vocês, hahaha.
Comentem dizendo o que acharam, logo trarei o próximo capítulo, amores ♥



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