D.N.A Advance: Nova Ordem do Século escrita por Sensei Oji Mestre Nyah Fanfic


Capítulo 56
Inverno na Terra do Sol Nascente - Parte I


Notas iniciais do capítulo

Um capítulo postado hoje. Hoje é um dia muito especial para mim. Hoje faz exatamente 3 anos de Nyah. Sim galerinha, só me dei conta ontem kkk e decidi deixar o capítulo já postado. Esse também foi rápido, mas o outro não será tão rápido assim, por isso aproveitem.



O táxi parou em frente a um supermercado da região. Ela pagou ao motorista e entrou no lugar.

Nakawa comprava produtos alimentícios e os colocava dentro de um carrinho. Ela ajudava a uma instituição de caridade e todo o mês fazia isso.

─ Espere, meu filho. Não corra! Junior ─ dizia uma mulher para o seu filho aparentemente de uns cinco anos. ─ Não vá por aí. Ai meu Deus, que peste.

O menino esbarrou no carrinho em que Nakawa juntava os produtos. Logo as compras caíram no chão obrigando a mulher a se agachar para pegá-las.

─ Posso ajudá-la?

─ Oh, agradeceria, se não for incômodo para você.

─ Imagina. A senhora não tem idade para ficar fazendo força, principalmente se agachar assim. Pronto, as compras já estão todas no lugar. Nossa, são muitas coisas.

─ É que eu costumo doar isso tudo para uma ONG. Eu faço isso todo mês.

As duas foram até o caixa. Depois saíram juntas. Nakawa convidou a mulher para tomarem saquê juntas numa lanchonete ali próxima. A outra aceitou e ambas foram até o local.

─ Estou tão exausta. Ultimamente o meu trabalho está me consumindo.

─ A senhora deve ser Nakawa ou estou errada?

─ Não, mas como sabe o meu nome?

─ Lembra-se da enfermeira Kiba?

─ Sim, a conheci apenas em duas ocasiões. Você a conhece?

─ Eu sou uma amiga. Eu soube que ela morreu assassinada ontem.

─ Meu Deus. Como aconteceu essa barbaridade?

─ Acho que foi um assalto. Mas eu sou uma amiga e estava pedindo emprego, daí ela me disse sobre o local em que a senhora trabalha. Eu fui lá e, desculpe, mas eu a segui até o mercado. Queria ver se a senhora estava interessada em contratar alguém.

─ Olha, no momento não estamos aceitando porque o Staff está completo. Mas quem sabe algum dia apareça uma vaga. Você será a primeira na minha lista.

As duas tomaram a bebida. Yuuko pegou o celular e pediu que Nakawa anotasse o número dela. A governanta fez isso.

─ Qual o seu nome para eu poder colocar na minha agenda?

─ Yuuko Kamiya.

Nakawa se levantou repentinamente e olhou nos olhos de Yuuko. A governanta se assustou quando a outra disse o seu nome.

─ A senhora está bem?

─ Sim, estou.

─ Então eu já vou indo...

─ Espere. Deixe que eu a levo até a sua casa ─ Yuuko relutou. ─ Por favor, eu insisto.

O carro de Nakawa foi até Odaíba e parou em frente ao prédio. Yuuko se despediu da mulher e entrou. A governanta ficou pensativa e pegou uma lista telefônica que havia no assoalho. Procurou todas as Yuukos com sobrenome Kamiya que vivem em Tóquio. Só havia uma.

─ A mãe da Naomi ─ disse ela.

...

Começou a cair os primeiros cristais de neve em Tóquio. A metereologia disse que o clima seria o mais baixo dos últimos 50 anos e todo cuidado era pouco. As estradas e avenidas ficavam lisas quando nevava.

Ako desceu da limusine com o seu felpudo casaco de pele de urso. A ricaça entrou na escola pela primeira vez na sua vida. Ela não escondia o ar de nojo vendo muitas crianças passarem para lá e para cá. Um grupo do ensino médio que jogavam futebol passou perto dela. Ela quase morreu de asco quando sentiu o cheiro de suor deles.

─ Com licença, onde fica a sala da diretora?

─ Siga em frente, depois dobre à esquerda. A última sala ─ respondeu um professor.

Ako foi conforme indicada. Ela abriu a porta e viu Naomi acessando a internet pelo celular.

─ Posso entrar?

─ Ah, não. As coisas já estão ruins com a neve caindo e a megera entrando. Já que entrou sem bater, fecha pelo menos a porta. E que casaco pomposo é esse? Os alunos vão pensar que é uma aranha armadeira gigante.

─ Pode brincar à vontade, mas eu vim propor um acordo com você.

─ Lá vem ferrada. Tia, a senhora não tem vergonha na cara, não. Pelos céus, deixa de intriga. Eu já estou prevendo o que vai falar. Mesmo assim, eu vou deixar. Fala.

─ Porque você não dá uma lição naquela tal de Hikari Kamiya? Soube que é a sua rival.

─ Foi, e não vai ser mais. Isso porque eu venci. Agora sai daqui porque não tenho tempo para os seus delírios. Olha ali a porta te esperando. Fecha quando sair.

Ako ficou com muita raiva da insolência da sobrinha. Contudo, fez exatamente como a outra disse. Ela saiu e deixou Naomi sozinha na sala.

─ Imbecil, vou destruir seu contos de fada em breve ─ disse baixinho para si mesma. Saiu sendo motivo de risada por parte dos alunos que riam por causa do casaco chamativo. ─ Bando de pestinhas fedorentos!

...

Enquanto isso, Kari viu a sua mãe se trancar no quarto. De maneira nenhuma Yuuko quis abrir a porta. Ela ficou preocupada e confusa ao mesmo tempo. Desistiu de tanto bater.

─ Ela não quis sair?

─ Não.

─ Deixe-a só. Ela deve ter uma grande razão.

─ Ai Tailmon. A mamãe escondeu um segredo grave de mim. O que eu faço?

─ Ela precisa ficar sozinha pra poder refletir. Depois quando ela quiser, converse.

─ Só você mesma para se manter calma numa hora dessa.

Kari foi até a sacada do apartamento e viu um carro estranho parado perto da portaria. Era um carro preto, alto, como de seguranças. Um homem de terno preto estava olhando para cima. Ela entrou imediatamente para casa e ligou para Ken.

Duas viaturas da polícia chegaram e prenderam os seguranças. Na delegacia, Ken fez perguntas aos homens. Eles revelaram que trabalhavam para a Genetech e que estavam vigiando a mando de Ako Matsunaga.

Na empresa, Ako foi intimada a depor, mas não compareceu. O seu advogado fez isso por ela.

Enquanto isso, Cyberdramon sobrevoava a cidade de Tóquio. Ele vigiava cada passo que Paulo dava. Pelas ordens que Weiz deu, não era para atacá-lo ainda. Enquanto não acharem um tempo sobrando, não podiam fazer nada.

Todavia, nem Cyberdramon nem Weiz sabiam que uma pessoa os observava de longe. A lente do binóculos capturou a imagem do digimon sobre o terraço de um apartamento.

─ O que você acha? ─ perguntou Agumon.

─ Não sei bem que tipo de digimau aquele é. Sempre sobrevoa na região de Nerima ─ respondeu Aiko, irmão de Ray.

─ Não era lá que nós morávamos?

─ Sim, era. Espera um pouco, meu irmão mora lá. Além dele moram digiescolhidos antigos.

─ Você acha que ele está querendo fazer algum mal com algum deles?

Aiko não respondeu à pergunta. Ficou observando o digimon. Afastou a lente mais um pouco e viu a escola em que os seus colegas estudavam. O prédio era grande o suficiente para ser visto fora de Nerima.

─ Ele deve estar espionando Paulo ou Lúcia.

─ O que a gente vai fazer?

─ Vou ligar para um amigo e pedir ajuda dele. Lembra-se que eu vou ficar de recesso da faculdade? Eu vou passar o resto do mês e até fevereiro do próximo ano lá na casa do meu irmão. Se aquele digimau pensa que vai passar a perna na gente, está muito enganado.

Aproveitando-se que Impmon havia saído de casa, Dracmon fez uma magia para poder se comunicar com o seu chefe. Weiz apareceu diante dele. O homem não imaginava que a comunicação entre os dois seria tão rápida assim.

─ Fale, Dracmon.

─ Ontem à noite eu escutei algo interessante. O Gennai já sabe da identidade do senhor e contou para o Paulo. Impmon já está atento que o senhor foi quem causou o acidente que aconteceu com ele.

─ Então os meus planos devem ser colocados em prática o mais rápido possível.

Lucas e Lúcia chegaram mais cedo do colégio. A menina abriu o portão de casa e pegou as sacolas de lixo para colocá-las na caçamba num beco perto da casa deles. O loiro continuou dentro da casa. Ouviu a voz de Dracmon na sala de sua casa. Foi vê-lo e o pegou em flagrante conversando com outro.

─ E tem mais, o Gennai recomendou aos digiescolhidos para ter cuidado com o senhor. Eles vão desconfiar de algo?

─ Talvez sim, talvez não. Continue na casa deles pelo menos esta semana. Quando tudo estiver pronto, eu darei as instruções.

Lucas ficou com ódio de Dracmon. O vilãozinho estava enganando a todos na casa. Precisava fazer algo. Entrou e o confrontou ali mesmo na sala.

─ Quem era aquele que estava falando contigo?

─ Eu não sei do que você está falando. Eu não sei mesmo.

─ Mentiroso ─ Lucas puxou-o para mais perto. ─ Você sabe o que vai acontecer se eu contar a verdade que ouvi para todos, não é?

─ Não sei do que está falando.

Lúcia entrou em casa e Lucas soltou o digimon. A menina perguntou o que ele queria com Dracmon, mas o loiro desconversou.

Na escola, Tominaga não gostou nadinha quando soube que a sua amiga, Kari Kamiya, fora demitida justamente por Naomi. Depois que viu a megera e o alemão conversando, nunca mais parou de pensar que eles possivelmente estavam tramando algo. O pior foi quando soube que Kari e TK se separaram. Decidiu que não descansaria até desmascarar Naomi por conta própria.

─ Ora, ora que estranho. Já é a terceira vez que eu vejo Müller entrar naquela sala esta semana. E é porque hoje ainda é terça. Aguardem, pois suas máscaras vão cair logo logo.

Ela desceu para ir embora e viu Paulo sentado. A aula do jovem terminou mais tarde, por isso ficou sozinho. Como ela conhecia o adolescente, se ofereceu para fazer companhia para ele no térreo. Sentou-se num banco.

─ Como vai?

─ Oi professora. A senhora está esperando alguém?

─ Estou esperando uma amiga. Ela vai aparecer daqui a pouco.

Wesley apareceu como Beelzebumon em forma humana. O homem vestia-se com uma capa preta, mas não escondia o seu rosto pálido com seus cabelos loiros. Tominaga sorriu ao vê-lo. Era o mesmo homem que esbarrou há quatro meses na porta do colégio. Wesley reconheceu a professora e quis dar meia volta, mas já era tarde demais.

─ Quem é esse bonitão?

─ Ah... é... o meu pai ─ respondeu Paulo sem jeito.

─ Olá, paizão. Eu sou a professora Tominaga, professora de inglês do quinto e sexto ano.

─ Olá, Tominaga. O prazer é meu em conhecê-la ─ disse Wesley também sem jeito.

─ Vamos tomar um café na lanchonete da escola?

─ Um café? ─ disseram os dois juntos.

─ Vamos lá, vai ser divertido.

─ Eu não sei...

─ O meu pai agradeceria ─ Paulo respondeu. Wesley o fuzilou com os olhos.

─ Então vamos ─ Tominaga praticamente arrastou os dois.

Pegaram uma mesa e pediram hambúrgueres. Tominaga estava praticamente sentada no colo de Wesley. A moça não tomava jeito mesmo. Era secura, três meses sem... (autor tossindo) vocês sabem perfeitamente o que é.

─ E então, Wesley. Você é casado? Solteiro? Enrolado? Amancebado?

─ Sou solteiro.

Por dentro, Tominaga comemorava a festa de fim de ano antecipado. Dava até para escutar os fogos de artifício. Ela não esperou mais e deu mais ainda em cima do homem.

─ Wesley, onde posso encontrá-lo? Quero o número do seu celular ─ o pior que ele nem tinha.

─ Ah... é... ah...

─ Espera aí. Aqui está o meu número ─ ela anotou num guardanapo e deu ao homem. ─ Qualquer coisa é só ligar para mim. Gatinho.

Wesley começou a ficar vermelho. Paulo sorriu ao ver os dois juntos. O seu digivice começou a alertar para uma mensagem. Ele retirou do bolso da calça e ligou. Era Aiko.

─ Há quanto tempo, amigão.

─ Paulo, eu voltarei para a casa do meu irmão no fim de semana. Levarei também Agumon, ele está morrendo de saudades.

─ Ótimo. Aposto que está trazendo novidades.

─ Tenho sim. Só vou dizer quando eu chegar aí. Também um amigo meu que vai nos visitar em breve.

─ Quem?

─ Um dos antigos digiescolhidos. Peço que chame também o Jin, vai ser muito importante. Então é só isso. Até mais.

─ Até.

Paulo ficou pensativo no que Aiko disse. Enquanto Tominaga sufocava Wesley com o seu jeito sucubus de ser.

Longe dali, Márcia aproveitou o horário de almoço para ir a um restaurante próximo do trabalho. A mulher ficou esperando o seu prato chegar enquanto apreciava a chuva no lado de fora da vidraça.

─ Quer companhia para o almoço?

─ Daregon, como vai? Que coincidência nós nos encontrarmos por aqui.

─ Por quê? Eu também trabalho na emissora. E então, eu posso me sentar?

─ À vontade. Nossa como é bom ver um colega por aqui. Às vezes eu me sinto só. E então, aposto que não é japonês. Não tem olhos puxados.

─ Sou canadense. Mas moro há muito tempo aqui.

Márcia realmente ficou feliz em vê-lo. Weiz fez exatamente como Dracmon: sorria descaradamente e fingia ser um cavalheiro nato. Eram apenas aparências falsas, pois o homem tinha um plano perverso em mente: separar a mãe dos seus filhos.

...

Ako não gostou que as irmãs mais belicosas do mundo a fizessem de palhaça. Primeiro levou um fora de Kari Kamiya e agora da sua sobrinha. Ela não aguentava mais ser passada para trás. Não quis mais ser coadjuvante, e sim como uma personagem principal. Então ela teria que fazer algo impactante. No escritório da Genetech, ela pegou o seu celular e ligou para um dos seguranças que tinha contatos com a Yakuza.

─ Alo, Rami? Sou eu, a dona Matsunaga. Rami, eu quero saber se os seus coleguinhas estão dispostos num plano de grandes proporções?... É claro que eu pagarei muito bem pelo serviço. Sim, vai ser pesado. Quero que destruam a escola neste final de semana...

Kari e Tailmon saíram, deixando Yuuko sozinha. Enquanto assistia à TV, ela escutou a campainha tocar. Abriu a porta e viu Nakawa parada na frente dela e segurando uma carta.

─ Podemos conversar? ─ disse a governanta.

E agora? Yuuko vai saber da verdade?



Notas finais do capítulo

Próximo capítulo teremos a operação da Tominaga em desmascarar a Naomi. Será que Kari vai saber da verdade? Nakawa contará toda a verdade para Yuuko. A volta de Aiko na fic e a escola será destruída a mando da tia mais trilouca do Japão, Ako. Até mais....



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