D.N.A Advance: Nova Ordem do Século escrita por Sensei Oji Mestre Nyah Fanfic


Capítulo 57
Inverno na Terra do Sol Nascente - Parte II


Notas iniciais do capítulo

Save meus queridos. Desta vez eu demorei um pouquinho pois estava ocupado com outras coisas, mas eu me esforcei para terminar este capítulo o quanto antes. Hoje teremos a reunião na casa de Paulo, o reatamento de TAKARI e o aparecimento de Slash em Tóquio. Espero que gostem do capítulo. Ah,,,, a destruição da escola!! O Enredo vai dar uma mexedinha e vai partir para uma nova reviravolta - se bem que descobrimos o segredo de Weiz e da filha de Yuuko, Naomi; já podemos dizer que foi uma grande reviravolta. Sem delongas, boa leitura.



─ Podemos conversar? ─ perguntou Nakawa.

─ Claro que sim, entra.

─ Tem mais alguém aqui?

─ Estou sozinha.

─ Senhora Kamiya, fale-me francamente. O intuito da senhora era outro quando se encontrou comigo. É ou não é?

─ Tenho que confessar que sim ─ as duas se sentaram. ─ Quando eu fui até você, a minha intenção era completamente diferente. Um dia antes eu havia descoberto o endereço da enfermeira que cuidou do meu parto.

─ Você estava à procura de alguma resposta?

─ Há muito tempo, eu conheci Susuka através de alguns amigos. Coincidentemente ela era prima do pai adotivo de um dos amigos dos meus filhos. Nos conhecemos na escola, último ano do ensino médio. Éramos amigas e confidentes. Foi quando ela decidiu viajar para a Califórnia, passar uma temporada lá por causa de uma bolsa de estudos para uma universidade norte-americana. Anos depois, ela já estava namorando com um homem e ele era filho de um bilionário. A nossa relação não era mais a mesma. Nós duas ficamos grávidas ao mesmo tempo e tivemos filhos com poucas horas de diferença. Até ontem, eu pensava que o meu filho havia nascido morto, porém a enfermeira me confirmou tudo. Houve uma troca de bebês naquele dia e a minha filha foi parar nas mãos de Susuka. Como ela teve a coragem de ficar calada? Sofri todos esses dias. Por isso eu me importava demais com a minha filha caçula, Kari. Era como se eu quisesse preencher uma lacuna em minha vida.

─ Oh, querida. Como Susuka poderia se impor contra os Matsunagas? São pessoas poderosíssimas e sem limites. Se eu soubesse quem você era ou onde morava, ajudaria com certeza. Mas eu sou uma simples empregada nesse mundo megalomaníaco dos milionários.

─ Kiba me deu o endereço da mansão e eu fui lá. Agora eu quero saber, eu preciso saber quem é a minha filha! Por favor me leve até ela!

─ Infelizmente não será possível, no momento. Seria estranhíssimo para ela saber disso assim, abruptamente. Vamos fazer o seguinte: eu vou aos poucos insinuar para ela que é adotiva e que foi roubada da mãe pelos próprios familiares adotivos. Depois você entra na história. Ah, tome isto ─ Nakawa entregou a carta.

─ O que é isso?

─ Leia com bastante atenção. Não quero que os demais saibam ainda. É uma carta que Susuka escrevera há anos antes de morrer. Aqui revela quem é a sua filha e também o seu nome. Por isso eu tive a certeza que a mãe dela é você. Agora preciso ir.

─ Espere. Não vai nem me dizer o nome dela?

─ Leia a carta. O nome dela está aí. Depois vamos pensar num jeito de fazer vocês duas se encontrarem, ou melhor, se reencontrarem. Com licença.

Nakawa foi embora com a sensação de dever cumprido. A sua consciência estava limpa e já não havia nenhum resquício de culpa. Yuuko abriu o envelope e começou a ler o conteúdo. Entre choro e tristeza, ela sentiu que havia uma pontinha de esperança em ver finalmente a sua filha.

...

Tominaga ainda se insinuava para Wesley. A garçonete entregou o lanche para os três e eles comeram. A professora olhou no seu relógio e logo se apressou a ir embora.

─ Gatinho, deixei o meu número com você. Me liga. Até loguinho, Paulo.

─ Até.

─ Espera aí, vai me deixar assim? Você me seduziu e agora sai desse jeito?

─ É claro que saio. Isso é o que as mulheres deveriam fazer com os homens. Deixá-los a ver navios. Agora com licença que eu tenho mais coisas interessantes para fazer. Mas eu não vou esquecer de você. Liga, viu?

─ Ai, essas mulheres são maluquinhas ─ disse Wesley decepcionado. Paulo riu dele.

Tominaga marcou o horário que Naomi estava para sair. Pegou um táxi na porta da escola. Na outra saída, do estacionamento, o Porsche conversível branco de Naomi apareceu. A professora de inglês pediu ao motorista para seguir o veículo da frente. Depois de alguns minutos, a dona do colégio parou de frente a um hotel de três estrelas onde Müller estava hospedado.

─ O que você vai fazer, Naomi Matsuvaca? ─ ela pegou uma câmera filmadora da bolsa e começou a filmá-la.

Müller saiu e deu um beijo na boca da mulher. Tominaga sorriu ao filmar a cena. Era tudo o que ela queria. Prevendo mais, ela insistiu para que o taxista continuasse com a perseguição. Os dois foram para um motel no começo da tarde.

─ Brincadeira, viu. Kari, a Putomi Matsuvaca te fez de trouxa e T.K, seu trouxa, ela está de caso com o novato de Berlim.

─ Falando sozinha, moça?

─ Não é da sua conta! Agora toca pra Nerima!

Takeru estava depressivo com a separação. Mesmo com Patamon tentando reanimá-lo, não tinha jeito. Ele estava desanimado, deitado no sofá e com um pijama. A campainha fez barulhos duas vezes, mas nada. O digimon foi atender a porta e viu Tominaga pelo olho mágico. Abriu.

─ Olá, você deve ser o Patamon, não é?

─ Sou? Você deve ser a amiga da Kari.

─ Isso mesmo. Sou a Tominaga, professora Tominaga. Estou aqui para conversar com Takaishi a fim de ajudá-lo a reconquistar a Kari.

Patamon acordou o seu domador. Este viu a professora em pé diante dele e se levantou.

─ Nossa, você está péssimo.

─ Não sei o que faz aqui. A Kari voltou a morar em Odaíba.

─ Eu não vim ver a Kari. Vim ver você. A propósito, deve estar muito mal com a separação de vocês. Pela sua cara, as coisas não vão bem.

─ Deu pra perceber é?

─ TK, o que você acha da Naomi. Não, é sério. O que você acha dela?

─ Atirada demais. Outro dia ela quase o beijou.

─ Patamon! Eu acho que ela seja uma pessoa boa, mas nunca fez o meu tipo.

─ O seu conceito está errado. Ela não é a pessoa que você diz quem é. Olha só o que eu tenho para te mostrar.

TK ficou relutante em ver o conteúdo da câmera. Tominaga havia dito que sempre suspeitou a relação da Naomi e o professor novato. Disse ainda que seguiu os dois e os flagrou num momento bem íntimo. O loiro ficou abismado com as carícias que o professor novato dava em Naomi, isto na gravação. Finalmente a máscara de Matsunaga havia caído.

─ Hipócrita. Ela sempre me disse que gostava de mim!

─ E você acreditou no que ela disse? Pelo amor, acorda! Você a conhece há quatro meses. A Kari, há anos.

─ Mesmo assim a Kari não vai acreditar em mim. Eu a traí.

─ Isso é o que você pensa. Não duvido nada que foi armação da Naomi e do tal Müller. Você sabia que quando Kari estava para sair ela entrou no carro desse Müller aí? Coincidência, não?

─ Será mesmo? Droga, eu vou agora mesmo falar com a Naomi...

─ Não faça isso. Ela vai desconfiar e depois negar tudo. Precisamos de uma prova irrefutável e mostrarmos essa prova para a Kari.

─ Como?

─ Já vim preparada. O meu pai é ex-militar e tem guardado algumas coisas da época de serviço. Uma delas é o microfone espião em forma de alfinete ─ Tominaga mostrou o pequeno objeto. ─ É uma escuta bem discreta. Eu estarei ouvindo e gravando ao mesmo tempo em que a pessoa diz. Você vai convidar Naomi ainda hoje para um encontro e no final vai abraçá-la, aí coloca o microfone.

─ Tominaga, você é genial. Mas estou me sentindo mais crápula ainda por ter acreditado naquela mulher.

─ Sem problemas. O bom que você já foi alertado. Vamos colocar o plano em prática.

Naquele dia, Takeru convidou Naomi para um jantar num restaurante. É claro que ela escolheu o seu melhor vestido preto para a ocasião. Ele deixou Patamon e Tominaga no apartamento enquanto saía com a mulher. Tominaga colocou os fones e ligou um aparelho para escutar.

Naomi chamou o seu motorista para levá-los a um restaurante finíssimo. TK ficou até constrangido porque o menor preço do cardápio era quase 50 dólares. A herdeira foi a que pagou a maior parte da conta.

Depois do encontro, TK abraçou a mulher colocando o microfone atrás do seu vestido. A limusine parou de frente para o prédio onde ele morava e o rapaz desceu do carro. Após isso Naomi mandou o motorista ir na direção da casa de Müller. A armadilha estava armada.

Müller atendeu à porta e viu Naomi parada na frente dele. Os dois se beijaram e foram ao cafofo do amor.

Tominaga ficou abismada com os insultos que a mulher havia dito. Mesmo assim, resolveu mostrar a gravação para o rapaz. O conteúdo era tão pesado que TK não conseguiu escutar mais o áudio.

─ Essa prova é irrefutável. A Kari precisa escutar tudo, mas preciso do resto da semana para juntar todas as provas.

─ Eu sou burro mesmo. Aquela mulher nunca se importou comigo...

─ O que vai fazer?

─ A primeira coisa é pedir demissão.

─ Ainda não. Faça isso depois que ela for desmascarada. Se você não quiser ir para a escola o resto da semana, não vá. Inventa que ficou muito doente.

Tominaga estava disposta a acabar com a alegria de Naomi Matsunaga.

...

Dias depois...

A neve começou a castigar Tóquio. A metereologia explicou superficialmente o que veio a causar o tempo adverso. As coisas não estavam fáceis, pois um nevoeiro ficou na cidade durante alguns dias. A neve, ainda que pouca, atrapalhou e muito. E para piorar um pequeno terremoto foi sentido em especial na Odaíba. Mesmo assim, com todas essas adversidades, Tominaga foi para a casa da mãe da Kari para conversar com ela. A digiescolhida veterana nunca imaginaria o conteúdo da conversa, por isso permitiu que a amiga fosse. É porque ela estava muito magoada e não estava acreditando mais no que TK dizia. E se uma pessoa defendê-lo, não acreditaria do mesmo jeito.

─ Oi Tomi, entra.

─ Nossa, como está frio lá fora. Nunca mais vi um inverno tão rigoroso quanto esse. Kari, posso colocar o meu celular para carregar?

─ Claro que sim. Tem uma tomada no canto da parede. Dá uma olhada ali que você acha.

Tominaga recarregou o celular. As duas ficaram conversando sobre assuntos fúteis, foram ver a internet juntas e etc. Até que foi o momento mais crucial que a amiga de Kamiya já passou. Ela pegou o celular e foi ao encontro da outra. Sem muita explicação, ela colocou o vídeo que fez da Naomi e Müller se encontrando e pôs para outra ver.

─ Não vem, não. Se a Naomi fica com os dois, o problema é dela.

─ Esse Müller é um cafajeste. Ele não presta, amiga. Os dois são amantes.

─ Ele pode ser cafajeste, mas não livra o TK de ser cafajeste do mesmo jeito.

─ Será?

─ Qual o motivo do “Será”? O TK lhe mandou aqui para livrar a carinha dele, não é?

─ Não. Só quero que ouça um áudio e tire as suas próprias conclusões.

Kari escutou o áudio da conversa reveladora de Naomi com Müller. A mulher ficou chocada com o conteúdo. Nele, Naomi confessou que dopou Takeru e que se despiu para que Kari pudesse pensar numa traição. Era óbvio que a moça se arrependeu de ter desconfiado do noivo.

─ Você pode falar com ele agora. Ele está ─ Tominaga se levantou do sofá e foi para a porta, abriu-a e fez o loiro entrar. ─ aqui.

Kari olhou para trás e ficou envergonhada. Tanto que abaixou a cabeça e não conseguiu olhar nos olhos dele. TK pegou no queixo dela e a abraçou. Os dois ficaram uns dois minutos abraçados. Lágrimas saíam dos olhos dos dois. Era uma cena linda. Tominaga batia palminhas enquanto assistia com Tailmon e Patamon.

...

─ Eles já devem ter chegado ─ dizia Paulo. O rapaz correu para abrir a porta. Aiko e Agumon apareceram diante deles. ─ Fala, mano. Há quanto tempo?

─ Diz aí, Paulo. Como vão as coisas?

─ Vão indo bem, obrigado. Agumon, o que é isso?

─ Isso é uma torta que a tia do Aiko fez e mandou para vocês ─ disse o digimon carregando uma tapaué.

─ Se depender do meu irmão caçula, isso aí vai desaparecer em três segundos. Deixa eu ajudar com a bagagem.

Aiko entrou em casa e já foi bem recepcionado por todos. Ray ficou bastante feliz com a chegada do irmão. Os outros também cumprimentaram o rapaz e seu parceiro digimon. O recém-chegado viu Dracmon pela primeira vez.

─ E quem é esse digimon?

─ Aiko, esse aqui é o Dracmon. Dracmon este é o Aiko. O parceiro dele viajou, por isso está aqui hospedado nesses dias ─ disse Paulo.

─ Muito prazer em conhecê-lo ─ disse Aiko.

─ O prazer é meu ─ disse Dracmon envergonhado. Ele odiava ficar com vergonha.

─ Dracmon, desde quando você conhece o seu parceiro? ─ perguntou Agumon.

Todos ficaram olhando para ele. Dracmon engoliu em seco e teve que inventar.

─ Há 1 ano. Isso mesmo.

Lucas não suportava o digimon. Ele era o único que sentia uma presença má nele.

O som da campainha soou. Aiko sorriu e disse que os amigos chegaram. Paulo foi com ele. Para a surpresa dele Jin, Mushroomon haviam chegado. Além desses o veterano Izzy e seu parceiro Tentomon. Paulo ficou contente, pois não via muito os outros digiescolhidos.

─ Nossa, vou ter que preparar algo para vocês comerem. Vou pedir comida de um restaurante ─ disse Márcia.

O intuito de Aiko era conversar a respeito de Weiz, tanto ele quanto Jin foram avisados por Gennai dias antes. Eles ficaram na parte de fora da casa, sentados em cadeiras. Os digimons aceitaram lanches e ficaram em um outro lugar.

─ Fala Impmon, como foi que você virou digimon? ─ perguntou Tentomon.

─ Ahh... uma longa história.

─ Puxa vida, conta logo ─ insistiu Agumon.

─ Tudo bem, mas não é algo de que me orgulho. Começou quando...

─ Vou aqui e volto já ─ disse o pequeno vampiro.

─ Onde acharam esse aí? ─ perguntou Mushroomon.

─ Deixa o coitado. Está sem o parceiro ─ falou Impmon. ─ Voltando ao que disse...

No grupo dos digiescolhidos...

─ Paulo, eu convoquei essa reunião entre nós porque tem um assunto muito mais preocupante. O Gennai avisou para todos nós que Weiz, durante muito tempo, estava querendo transformar o digimundo como era antes nos tempos dos Mestres das Trevas. Porém, de uma maneira diferente ─ disse Aiko.

─ Ele também falou a respeito dele para mim ─ respondeu Paulo.

─ Sim, mas não falou a respeito de como está o digimundo atualmente. Mostra para ele, Izzy ─ disse Jin.

Izzy retirou da bolsa um tablet e instalou o programa que Gennai havia mandado.

─ Aqui é um software capaz de mapear algumas áreas do digimundo. Como o Barbamon, que vocês enfrentaram, distorceu o tempo por lá; daí lá se passaram séculos em apenas 3 meses que vocês ficaram aqui. Deu tempo de sobra. Olha isso.

O aparelho de Izzy mostrou uma planta de uma parte do digimundo. Estava sendo controlado por nove governantes, todos eles na fase Mega. Eram digimons que tiveram muito mais preparo que os Mestres das Trevas e, segundo o próprio Gennai, o mais fraco tem o poder do Kaiser Barbamon! A notícia chocou Paulo. Como poderiam vencer nove digimons praticamente deuses?! As áreas em que cada governante atuava chamava-se ZONA DE GOVERNO. Eram ilhas flutuantes que formavam um espiral que ia bem lá no céu. O resto do digimundo foi escravizado ou ficou selvagem.

─ Não posso acreditar nisso. É chocante.

─ Isso mesmo Paulo ─ falou Izzy. ─ As coisas estão bem mais piores do que nunca. Cada ilha dessa é como se fosse uma Ilha Arquivo com particularidades totalmente diferentes.

─ Maldito Weiz. Por que ele fez isso? ─ disse Paulo indignado.

─ Ninguém aqui sabe. Eu fui totalmente pego de surpresa. Sabe no dia que eu te dei aquele fatídico exame de DNA? Dias depois o Gennai se comunicou comigo para falar disso. Mas o Aiko foi o primeiro a saber.

─ Segundo Gennai, os governantes ainda não se deslocaram das suas zonas. Parece que todos os 9 estão esperando por alguém ainda superior. Acreditei que pudesse ser o próprio Weiz, mas a vinda dele à Terra é que descartou essa teoria. Será que o verdadeiro inimigo ainda não chegou ao digimundo? Olha só Paulo, vocês estão em perigo.

─ Como assim, Aiko?

─ Diversas vezes eu vi um misterioso digimon sobrevoando esta região de Nerima. Ele parece ser muito forte.

─ Não brinca!

─ Não é brincadeira, não. Agumon é testemunha. Tem um digimon espião aqui pertinho de vocês. Será que tem algo a ver com o Weiz, hein?

Paulo ficou preocupado.

Enquanto isso, Dracmon conseguiu ouvir tudo o que os quatro disseram. Chegou a hora de voltar para o seu chefe e contar tudo.

...

Sobre o terraço de um pequeno prédio no centro de Tóquio, surgiu um portal do digimundo. Slash passou sobre ele. O homem estava completamente protegido com o capacete e a roupa especial. Era a primeira vez depois de anos que pisava na Terra novamente. Ficou olhando a movimentação e o ar urbano da capital japonesa.

─ Há quanto tempo... ─ pensou alto.

Ele não perdeu tempo. Acionou os comandos do seu capacete que detectou a região de Nerima, era como um GPS. Logo acionou o amortecedor das suas botas e pulou do prédio de três andares. Começou a correr com a invisibilidade da sua roupa. As pessoas sentiam um vulto passar entre elas, na verdade era Slash invisível.

“Nerima, Localiza casa de Raymond Kyoto. Localização detectada.”

Slash viu o Cyberdramon sobre uma construção que mais parecia um templo budista.

Os digivices de Jin, Paulo e Aiko apitavam. Era uma mensagem de Gennai. Izzy conectou um cabo USB do digivice de Paulo para o seu tablet. Gennai apareceu na mensagem do Skype do rapaz.

─ Digiescolhidos, há algo de suma importância que preciso dizer. Uma pessoa de muita confiança minha vai conversar com vocês daqui a pouco. Abri um portal do digimundo para Tóquio. Ele se chama Slash. Ele tem informações valiosíssimas acerca de Weiz. Vale a pena prestar atenção nele. Até logo digiescolhidos.

Não havia outra saída para Dracmon a não ser cair fora dali o quanto antes. Poderia ser desmascarado ali e não poderia se defender com 4 digiescolhidos sendo que 3 ativos. Pediu permissão a Lúcia para ir embora e menina o acompanhou até a portão. Ela se despediu dele fechando o portão.

Lucas também saiu, resolveu seguir Dracmon para ter certeza da sua teoria. Foi escondido de todos.

Dracmon foi para um local mais afastado e sem gente e abriu um portal de comunicação com Weiz. Ali explicou que precisava voltar e do retorno de Slash. Weiz imediatamente pediu para que ele voltasse pois seu plano seria colocado em prática nos próximos dias.

Lucas escutou toda a conversa dos dois. Ficou chocado, mesmo esperando algo de suspeito por parte de Dracmon. Descobriu que este era um digimau.

Cyberdramon dormia quando percebeu a presença de outra pessoa. Um homem se aproximou dele.

─ Quem é você?

─ Eu quem faço as perguntas aqui, digimon maligno. Está aqui a serviço de Weiz. O que quer com Paulo?

─ Isso não te interessa.

─ Ah, mas vai falar. Você não será páreo para esse digimon.

SOUL DIGIEVOLUTION

─ Digievolução da alma. Slash digievolui para Justimon!

As pessoas caminhavam calmamente nas ruas da cidade quando perceberam a aproximação de dois objetos estranhos no céu. De repente, Cyberdramon e Justimon caíram no meio da pista causando vários acidentes. A potente arma no braço do digimon mega carregou nem com a metade da potência e atirou sobre o digimau que foi arrastado por vários metros e caiu dentro de uma loja de roupas. Os cliente e vendedores correram para se proteger.

─ Não pode comigo ─ disse Justimon.

─ Droga.

Cyberdramon se jogou contra o outro e os dois saíram rolando na calçada. Cyber deu um soco em Justimon que o fez voar. Logo ambos estavam lutando no ar. As pessoas fotografavam com os celulares. Aquela parte da cidade parou para ver a batalha no céu.

O digimau não pôde competir com um digimon nível mega e logo já estava fraco. Foi a chance de Justimon carregar o seu canhão no máximo. Preparou-se para atirar contra o malvado, mas algo aconteceu na mente do digimon.

“NÃO!!!!!!!” ─ gritou Slash em pensamento. Quem estava no comando era o seu misterioso parceiro digimon Justice.

“Por quê?”

“Esqueceu de quem é esse digimon? Não podemos destruí-lo”

Justimon permitiu que Cyberdramon fugisse. De alguma forma ele sabia perfeitamente que aquele digimon mal era o verdadeiro parceiro de Paulo que estava sendo coagido por Weiz.

...

Os seguranças da escola foram todos rendidos. Sete membros da Yakuza entraram no lugar, pediram que todos que estavam lá saíssem e implantaram bombas em muitos lugares do colégio. A operação foi feita em meia-hora. Seis fizeram o serviço e um ficou olhando os reféns impedindo-os de chamar a polícia. Todos eles estavam fortemente armados.

Depois de libertarem os reféns e saírem dali, eles acionaram os explosivos. Seis bolsas com muitos TNTs explodiram o prédio. Em poucos minutos, os dez andares foram consumidos por labaredas de fogo. Até que o edifício não suportou o impacto das explosões e colapsou vindo ao chão. As pessoas correram da nuvem de poeira e os bombeiros haviam chegado atrasado. A polícia proibiu a passagem das pessoas e colocou um isolante para que ninguém se aproximasse. As canais de TV chegaram e noticiaram o acontecimento.

Óbvio que Naomi soube disso. Ela não ficou quieta. Saiu do centro da cidade e voltou para a mansão. Ficou com puta ódio da tia e jurou matá-la na mesma hora. A ideia de destruir a escola só podia ter partido de Ako, com certeza. O seu carro só faltou criar fogo por onde ele passava. Chegou na mansão e logo entrou. Não tinha pessoa no mundo que a fizesse ficar calma.

Ako assistia ao noticiário no seu quarto quando Naomi chegou com a cara de poucos amigos.

─ Foi você quem teve a ideia de destruir a escola?

─ Se eu negar?

─ Não tem como negar. Fontes minhas me disseram que foi você a mandante. Por que fez isso?

...

Todos já estavam sabendo da destruição da escola. A notícia chegou na casa de Márcia que ficou chocada. Não só ela, mas Ray e todos os outros. Era uma notícia bizarra. Quando alguém imaginaria algo assim acontecer?

─ Onde vamos estudar agora? ─ perguntou Paulo.

─ Vocês teriam a última semana antes das férias de inverno. Acredito que as aulas ficarão suspensas ou terminarão. Caramba, o que houve ali? ─ disse Ray.

A campainha foi tocada. Lúcia se dispôs a abrir o portão. Paulo foi com ela na expectativa de ser Slash. Eles abriram o portão e viram o homem aparentemente cansado na frente deles. Slash havia finalmente chegado na casa de Paulo.



Notas finais do capítulo

Dê o seu feedback com a opinião de vocês a respeito do capítulo. E divulguem para os seus amigos as minhas fanfics. Okay?

Próximo capítulo: HAHAHAHAHA vocês, que odeiam a Naomi, principalmente a leitora Di Faniello, que querem vê-la humilhada... chegou aquele capítulo que vocês soltarão fogos. Anotem aí: capítulo 58 vai ser o desmascaramento de Naomi. Certo? Valeu!



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