D.N.A Advance: Nova Ordem do Século escrita por Sensei Oji Mestre Nyah Fanfic


Capítulo 55
Kazumi Kiba


Notas iniciais do capítulo

Este é um daqueles capítulos revelações. Igual ao capítulo 53 em que foi revelada a verdadeira identidade de Blizzard Daregon, aqui também há revelações sobre um dos maiores segredos desta fanfic. Leiam com atenção, pois há detalhes em algumas conversas dos personagens. Também aparecerá personagem novo, mas ele não vai se revelar logo. Boa leitura.



Special Guest Stars:

Ken Ichijouji/ Wormmon

Nashi Zumi/ Kotemon

e Slash.

Yuuko entrou na casa da mulher. Ela passaria brevemente por lá. Kiba até tentou convencê-la a tomar um chá enquanto conversavam, mas eram em vão.

─ Minha filha está passando por problemas pessoais e não posso ficar tanto tempo longe dela.

─ O que devo a honra da sua vinda?

─ Você deve ser mesmo a enfermeira Kiba que ajudou no meu parto. Lembra-se? Sou Yuuko Kamiya. Estava esperando um filho.

─ E o que eu tenho a ver com isso?

─ O menino chamado Paulo que veio aqui falou que você disse que...

─ Olhe e escute. Eu já cometi um erro no passado sim, mas não com a senhora. Houve outra paciente naquele dia e eu fiz coincidentemente. Se estiver pensando que o seu filho não era o seu filho, está redondamente enganada. Mais alguma coisa?

─ Aqui ─ Yuuko colocou um papel sobre uma mesa. ─ Está o meu endereço de Odaíba. Se estiver querendo fazer uma amiga ou outra coisa, é só me visitar. Com licença.

Yuuko foi com esperanças, mas percebeu que estava completamente errada.

Enquanto isso, Tailmon foi atender à porta. Uma mulher elegante apareceu diante da digimon. Tailmon tentou disfarçar que era um gato doméstico, mas já era tarde demais.

─ Quem é?

─ Posso falar com Hikari Kamiya, por favor.

─ Sou eu mesma. O que deseja?

─ Sou Kenyako. Posso ao menos entrar?

Kari deixou que a mulher entrasse. Ako ficou olhando para o apartamento desdenhando por ser classe média. A digiescolhida da luz ofereceu um chá para a mulher, mas esta decidiu ser a mais objetiva possível.

─ Na verdade eu sou Kenyako Matsunaga, tia da Naomi e filha do meu falecido pai Ryuu. Vim aqui para lhe propor um pacto.

─ Desculpe-me, senhora. Eu não faço acordo com ninguém da sua família. Naomi começou as intrigas delas, seu pai me ameaçou. Eu não devo nada a ninguém da sua laia.

─ Sim, mas eu não sou que nem eles. Sou boa. Papai e Naomi se uniram para tentar me destruir. Cheguei há pouco tempo da Coréia, mataram o meu falecido marido e penso que foram eles. Aposto que a minha sobrinha destruiu a sua vida recentemente.

─ O pior que foi...

─ Que tal se nos uníssemos para acabar de vez com ela?

─ Não, isso não. Não quero virar uma criminosa que nem a sua sobrinha ou se pai. Se a senhora me dá licença, eu tenho muito o que fazer.

─ Tudo bem ─ Ako já estava para sair quando Yuuko chegou. ─ Com licença, senhora.

─ Quem era, filha?

─ Uma professora lá da escola.

─ Não é qualquer professora que tem uma bolsa daquela marca.

─ Conseguiu o que queria?

─ Ah, não. Deixa pra lá.

Nesse momento, o pai de Kari também chegava.

...

Takeru continuou numa fossa sem igual. Depois de saber que Kari não queria mais vê-lo, ele apelou para se afundar mais ainda. Como? Ligando para ninguém mais ninguém menos que Naomi Matsunaga. Claro que ela voou assim que ele desligou o telefone. Agora o seu sonho de conquistar o professor já estava quase sendo realizado. Contudo, não contava com um obstáculo.

─ Não fique assim. Se ela não acredita no seu amor, é porque ela nunca te amou. Você deve se lembrar da Kari como uma amiga dos tempos de infância, mas só isso.

O homem estava sentado no sofá com as mãos sobre o rosto. Ela praticamente estava abraçada a ele. Patamon não gostou daquela cena.

“Preciso fazer alguma coisa ou aquela mulher vai ficar com o T.K pra sempre. Será que eu ligo para a Kari? Não, ela está odiando o T.K. O que eu faço pra tirar essa parasita daqui de casa? Já sei!”

─ Acho... que você tem razão. Você deve ter razão. Ela nunca me amou. Naomi...

Ela praticamente se jogou até ele. Takeru tentou aproximar os seus lábios com os dela. Os dois tomaram um grande susto quando Patamon começou a esbravejar.

─ AI!! QUE DOR!! Eu estou com a barriga doendo!

─ Patamon! Patamon, o que você tem?

─ Estou com dor de barriga. Ai, ai. Quero um chá!

─ Naomi, eu preciso ficar só com o Patamon. Afinal se fosse com a sua parceira também ficaria preocupada.

Naomi ficou com raiva por aquilo ter acontecido bem em cima do melhor momento. Ela teve que sair.

Patamon ainda fingia, mas dizia que já estava passando. Teve que aceitar um chá para deixar a encenação mais real possível.

─ Acho que não vou receber mais a Naomi aqui.

─ Ufa ─ disse o digimon aliviado.

...

Ako entrou na limusine quando viu uma pessoa descer de um táxi. Era uma pessoa que ela conhecia perfeitamente. A mulher decidiu continuar no mesmo lugar para depois seguir a pessoa.

Yuuko abriu a porta e viu a ex-enfermeira para na sua porta.

─ Você aqui?

─ Eu pensei no que você disse e resolvi contar uma coisa para você. É particular.

─ Vamos para um quiosque de um food truck aqui perto. Enquanto tomamos um suco, conversamos.

Kiba aceitou a proposta. As duas saíram.

─ Olha só. Aquela mulher é a mãe da Hikari Kamiya e a outra é a enfermeira que fez a troca dos bebês na maternidade. Mas o que está acontecendo aqui? Será que elas se conhecem há muito tempo? Não pode ser. Eu sou burra.

─ O que faço, senhora?

─ Dê a volta no quarteirão e veja se pode localizar as duas.

O motorista fez exatamente assim. Por sorte dela, as duas estavam paradas em um quiosque. A rua era muito movimentada, por isso a mulher preferiu não sair do carro. Ordenou que o motorista fosse comprar um lanche no quiosque e que ouvisse a conversa das duas.

Yuuko e Kazumi sentaram-se numa mesa. Um homem trouxe dois copos de suco. Ambas ficaram conversando.

─ Quando eu disse que o episódio da troca de bebês era de uma outra pessoa, eu menti. Você, Yuuko, você é a pessoa que eu troquei o bebê.

─ Não pode ser. A criança nasceu morta. Um menino.

─ Aquele menino não era seu. Ele foi trocado por uma paciente que conhecia você perfeitamente. Conheceu Susuka Izumi?

─ Ela era a minha melhor amiga. A minha amiga dos tempos de escola. Ela também era parente do pai do Koushiro, o Izzy.

─ Ela se casou com um filho de um bilionário muito influente. A gravidez dela era complicada, estava sendo quase impossível da criança nascer de um parto normal. Foi quando soubemos que a criança nasceu morta. Susuka falou uma vez de você para o marido e o sogro. Este último ficou vigiando a sua família, dia e noite. Quando soube que daria à luz no mesmo dia que a nora, comprou o obstetra e também a mim.

─ Não é possível. Fiz pré-natal e tudo. Era um menino!

─ Matsunaga comprou a todos e falsificou seus exames. Ele já sabia que naquela época o neto nasceria com problemas. Ela pagou uma grande fortuna para que tudo ocorresse debaixo dos panos. Escute, você tinha na verdade uma menina. A sua filha foi trocada no mesmo dia que o filho de Susuka Izumi morreu.

Lágrimas escorriam dos olhos da mulher.

─ Desgraçada ─ ela pôs as mãos na mesa e olhou para Kiba. ─ Você destruiu a minha vida! Pensei que meu filho tivesse morrido, mas a minha verdadeira filha foi levada pra longe de mim. Eu nunca vou te perdoar!

As pessoas olhavam a reação descontrolada da mulher.

─ Você pode nunca me perdoar, mas antes tome isto ─ ela entregou um endereço. ─ A família que recebeu a sua filha mora nesta mansão. Susuka está morta faz um tempo, por isso acho que só vivem o avô e a neta. Esta neta pode ser a sua verdadeira filha. Outra coisa, há uma governanta que trabalha lá. Ela foi no mesmo dia que a sua filha nasceu. Não sei se ela trabalha ainda lá, vai ter muita sorte se a achar. Não me agradeça. Eu fiz o que achei ser o certo.

Kiba foi embora. O motorista escutou absolutamente tudo e entrou na limusine.

─ Siga a tal Kiba e me conte tudo durante o trajeto.

Kiba chegou em casa, mas antes de fechar a porta, Ako entrou com tudo.

─ A senhora é a cunhada de Susuka Izumi. Eu a conheço. Estava ajudando o seu pai para fraudar testes que aquela pobre mulher fizera.

─ Posso entrar? Já entrei mesmo. É o seguinte: quanto você quer para desmentir o que falou para a mulher.

─ O seu dinheiro sujo não vai me comprar, senhora.

─ Está tão determinada a limpar a sua consciência assim? Você foi tão culpada quanto nós.

─ Sim, eu fui. Mas estou determinada a ir até o fim para juntar mãe e filha. As duas foram enganadas por vocês. E o que a senhora tem a ver com isso?

─ Se Naomi descobrir que é uma Kamiya, os meus planos vão por água abaixo. Tanto ela quanto Hikari Kamiya, as duas irmãs, se odeiam mortalmente. Pretendo tirar proveito do ódio das duas. Para isso eu pago o quanto você quiser. Quer que eu faça um cheque de quanto? 100 mil, 200 mil? Falo de dólares.

─ Sai daqui, seu dinheiro me enoja. Sai!

─ Olha que não vai ter outra chance. Tudo bem. Adeus para sempre, Kazumi Kiba.

Ako desceu as escadas tomando cuidado para não tropeçar. Ligou para alguém pelo celular. Ela pediu um serviço profissional para Kiba. A pobre coitada mal sabia, mas morreria naquela mesma noite.

Yuuko ficou desesperada quando soube da verdade. Ela pegou o carro do marido e saiu de Odaíba à noite para chegar nas imediações onde ficava a mansão. Depois de quase duas horas procurando o endereço, ela finalmente conseguiu achar a propriedade. Era realmente enorme. A mulher ficou dentro do carro parada por vários minutos. Pensou na dica sobre a governanta da casa.

─ Hoje ela não vai aparecer. Mas amanhã eu voltarei.

Ela ligou o carro novamente e partiu.

Enquanto isso, Dracmon ficou sem jeito quando os outros membros da família de Paulo chegaram. À noite, o próprio Paulo quis apresentar o hóspede para a mãe. Todos ficaram sentados na sala enquanto Impmon praticamente empurrava o pequeno vampiro para a sala.

─ Vamos, não precisa ter essa vergonha toda.

─ Eu acho que não é necessário. Prefiro ficar no quarto.

─ Não, vai comigo. Aqui está ele. Dracmon.

Márcia e Ray analisaram o pequeno digimon. Dracmon se manteve sorridente, um sorriso canalha, mas sorridente. Todos gostaram do pequeno hóspede.

─ Gostei de você, Dracmon. Bem-vindo à minha casa ─ disse Márcia.

─ Obrigado, senhora. Eu juro que vou me comportar enquanto o meu parceiro estiver fora.

Dracmon comemorou intimamente a sua primeira vitória. Ele pensou que era fácil demais enganar os humanos e Impmon. Para ele, todos ali eram bobos.

O único que não foi muito com a cara de Dracmon foi Lucas. Ainda tinha aspecto de digimon celestial, o que o fazia identificar um elemento das trevas a quilômetros. Previu que, mesmo falando para Lúcia e os outros, eles não acreditariam. Por isso resolveu investigar por conta própria.

...

DIGIMUNDO

Linx saiu da base secreta de Gennai há quase cinco anos no tempo do digimundo. Foram poucos dias terrestres. Passaram-se três meses que ela conheceu Slash e também estava acompanhada por um digiescolhido conhecido. A missão era voltar para a base secreta.

Um novo inimigo, porém desconhecido, surgiu para atormentar mais ainda a vida de Gennai. O Chanceler. Este foi designado pessoalmente por Weiz para espalhar o horror no digimundo. Ele era o líder dos novos governadores, mas ninguém sabia ao certo se ele era humano, digimon ou outra coisa.

Linx e os outros estavam perto de um rio onde pegariam uma embarcação para ir na direção da base. No entanto, alguns digimons do Chanceler estavam vigiando o local já prevendo que a mulher estava para chegar. Havia também câmeras voadoras por todos os lados.

─ Droga. Esses digimons vão nos impedir ─ disse Linx.

─ Eu posso mandar Kotemon digievoluir para acabar com eles.

─ Espera, Nashi. Eles são três e o Kotemon não vai dar conta ─ disse Linx.

─ Esperem. Eu tenho um plano ─ Slash acessou o seu aparentemente digivice ultra avançado. Apareceu o holograma de um digimon chamado por ele de “Justice”.

─ Isso é um digimon? ─ perguntou Kotemon.

─ Eu sou um digiescolhido, mas ficou difícil para os digimons e digiescolhidos viverem no futuro. A Genetech iniciou uma caçada mundial para matar os digimons e seus digiescolhidos. Eu fui um dos poucos que continuei vivo. Então eu fiz com o que meu digimon entrasse neste aparelho desmaterializando o seu corpo físico. Uma nova tecnologia surgiu fazendo com que digiescolhidos e seus digimons pudessem evoluir juntos.

─ Incrível ─ disse Linx.

─ Linx, você vai até o barco. Kotemon e eu lutaremos com os digimaus.

Linx correu em direção ao barco. Os três digimons correram atrás dela. Era um Duskmon, DarkTyranomon e Flymon. O digivice de Nashi brilhou.

DIGIEVOLUTION

─ Kotemon digievolui para... Dinohumon!

Slash materializou um card com a figura de um digimon em fase mega. Na sua mente, o seu parceiro se comunicava, pois os dados do seu parceiro estavam em seu corpo.

“Tem certeza que vai usar a forma extrema? Vai deixá-lo muito fraco.”

“Não tenho outra escolha. Provavelmente o inimigo vai enviar mais capangas” ─ respondeu Slash em pensamento.

SOUL DIGIEVOLUTION

─ Digievolução da alma. Fase: Mega. Slash mega digievolui para...

Linx tentava ligar o motor do barco. Ela viu os três monstros serem reduzidos a dados pelos dois digimons. Nashi e ela ficaram espantados com a força do digimon do futuro. Ele parecia um humano mascarado, mas tinha uma arma num dos braços.

─ Vamos logo! ─ disse Dinohumon assim que todos tinham chegado na embarcação.

Durante a travessia do rio, um Megadramon surgiu das águas e logo nadou na direção deles. Slash transformado conseguia levitar e atrasou o monstro marinho. Alguns digimons insetos atacaram o barco e logo começou uma batalha com Dinohumon.

─ Estamos quase chegando no território da base. Os digimaus não podem entrar, pois há uma barreira protetora envolvendo ─ disse ela.

Slash deu um chute no monstro marinho que o fez cair. Deu tempo de todos ficarem no barco quando a barreira abriu como num portal. Depois fechou, impedindo que os digimons passassem. Eles puderam subir o rio com calma. Dava para ver programas (homens) armados por todos os lados. Eles desceram e viram uma montanha igual à Mugen, da antiga Ilha Arquivo.

─ A base está lá ─ disse Linx.

Muito distante dali, no alto das montanhas geladas, havia um castelo enorme todo feito de rocha e gelo. Vários digimons voadores ficavam vigiando os arredores. Era o quartel-general do Chanceler, o indivíduo mais temido pelos digimons atualmente. Dentro das maciças paredes de gelo, havia o salão com um trono. O Chanceler estava sentado enquanto assistia aos eventos ocorridos com Linx e os outros.

─ Com quem eles pensam que estão brincando? ─ ele assistia por meio de mágica que ele mesmo produzia. As imagens vinham em tempo real das câmeras espalhadas por aí. ─ Mais uma vez conseguiram fugir.

Um NeoDevimon apareceu diante dele.

─ Deseja algo, mestre?

─ Mandarei uma mensagem para o Gennai ─ por dentro de uma máscara, um sorriso.

─ Como o senhor quiser.

...

No mundo humano, Gennai mandou um e-mail para Paulo. O arquivo chegou com áudio e texto. Tanto ele quanto Impmon escutaram o recado. Dracmon, que havia saído por um instante do quarto do garoto, esperou na porta do jovem. Ele ficou escutando a gravação.

─ Paulo, eu tenho uma péssima notícia. Duas, para ser mais exato. A primeira é que o digimundo está escravizado mais uma vez pelo poder das trevas. Nove grandes inimigos ainda não identificados surgiram para escravizar digimons e distorcer o mundo aqui. Talvez o retorno de vocês não demorará. A segunda notícia é sobre o Weiz. Ele na verdade se chama Blizzard Daregon e foi ele quem causou desordem mais uma vez neste mundo. Ele foi para o mundo humano para um fim ainda desconhecido por mim. Por favor, tomem muito cuidado se virem ele em Tóquio. A mesma mensagem foi enviada para os demais digiescolhidos do grupo. Até mais.

Impmon e Paulo ficaram chocados. O tal Daregon era na verdade Weiz.

─ O causador da minha desgraça esteve bem ao nosso lado e nem percebemos ─ lamentou Impmon.

─ Calma. Caramba, o que o Weiz fez foi muito grave. Mas se foi ele quem fez isso com você então ele só pode estar querendo se vingar de algo que você fez. O que foi?

─ O QUÊ?! Nem olha pra mim assim, filho. Eu nunca conheci o Weiz antes do digimundo e estou desanimado depois dessa lapada que o Gennai deu.

Paulo ficou pensativo.

Dracmon escutou toda a conversa. Teria que informar ao seu chefe o que estava acontecendo, pois assim se prevenia. Mais afastado, dois olhos azuis vigiavam as ações do pequeno vampiro. Era Lucas.

Num outro bairro, o carro da polícia parou perto de uma rua cheia de comércios. Ken desceu do carro sempre acompanhado por Wormmon. Eles foram até a cena do crime.

─ Coitadinha ─ disse o digimon.

─ O que houve aqui? ─ perguntou ele para um perito.

─ A mulher foi baleada no peito. Um tiro certeiro. Uma testemunha ocular disse que viu outra mulher visitá-la à tarde. Ela deu as características.

Ken ficou olhando para a vítima no chão.

No outro dia pela manhã...

─ Já vou ─ a mulher abriu a porta. ─ Você é o Ken. O que faz aqui?

─ Por favor, senhora Yuuko. Podemos conversar?

─ Claro, entra.

Ken estava sozinho.

─ Ken, que surpresa. Veio me visitar? Cadê a Yolei? Soube que de novo está grávida.

─ Kari, a Yolei está bem. Na verdade estou aqui para conversar com a sua mãe sobre a morte de uma mulher chamada Kazumi Kiba. Ela mora bem longe daqui.

─ O quê? Ela está morta?

─ Mamãe, o que está havendo?

─ Testemunhas oculares disseram que viram a senhora na casa dela antes da mesma ser assassinada.

─ Peraí, Ken. Você não está achando que a minha mãe é uma assassina?

─ Não, é só uma conversa informal.

─ Eu fui até ela porque eu tinha um motivo muito forte para ter feito isso. Ela se negou de me revelar a verdade e aí vim pra casa. Minutos depois, a tal Kiba veio até aqui para conversarmos. Fomos para uma venda perto daqui e conversamos. Eu não posso dizer a você o conteúdo porque é pessoal demais. Eu juro que não voltei à noite lá.

─ Que verdade é essa, mamãe?

─ Desculpa pelo incômodo. Eu já vou.

Kari levou Ken até a porta. Assim que se despediu do amigo, a mulher foi querer tirar satisfações com a mãe. De tanto ser pressionada pela filha, Yuuko acaba dizendo toda a verdade para a filha. Até o que Kiba havia dito.

─ Mamãe, como pôde ter escondido de mim e do Tai que temos uma irmã! É inadmissível! E quem é essa tal Kiba que trocou os bebês? Cadê a minha irmã?!

─ Para de falar isso! Eu vou sair, vou sair!

Yuuko saiu de táxi até a mansão. Ela ficou parada perto da entrada. Passaram-se vários minutos e o taxista já estava impaciente. Foi quando ela viu um carro preto sair de dentro da propriedade. Um vidro baixou revelando uma senhora idosa.

─ Dona Nakawa, o que a senhora quer? ─ perguntou um dos seguranças.

─ Só quero que diga para a dona Ako ou Naomi que eu fui ao supermercado fazer compras. Tudo bem?

─ Certo.

A mulher dirigia o carro.

─ Segue aquele carro.

O táxi em que Yuuko estava foi logo atrás.

...

No digimundo, Gennai teve uma grande surpresa. Linx chegou depois de poucos dias. Ela estava completamente mudada depois de anos no digimundo selvagem. Um teletransportador foi encarregado de levar os quatro até o homem.

─ Conseguiu achar as Relíquias Digitais?

─ Não. Fora anos de busca, mas nada. O Weiz as escondeu muito bem escondido ─ respondeu ela.

─ Droga, eu tinha alguma esperança. Temos um visitante desconhecido? ─ disse Gennai.

─ Gennai este é Slash, Slash este é o Gennai.

─ Prazer em vê-lo mais uma vez.

─ Mais uma vez?

─ Gennai, o Slash veio do futuro. Ele conhece toda a trajetória dos atuais digiescolhidos e de Weiz. Você precisa ouvi-lo.

─ Senhor ─ um homem que trabalhava em um computador chamou Gennai. ─ Temos uma mensagem de vídeo.

─ De onde veio?

─ Da Zona 9, senhor.

─ O Chanceler. Coloque-o na tela grande.

Um telão mais ao fundo. Um vídeo curto gravado pelo tal Chanceler. Curiosamente não se podia ver o rosto desse elemento. Apenas que dava para perceber a forma de uma cabeça de um lobo com dentes afiados.

─ Há quanto tempo, Gennai. Você está escapando de mim igual o diabo quando foge da cruz. No entanto, eu aviso logo que os seus dias e dos digiescolhidos estão contados. Mesmo que você aumente todo o seu esforço, não terá chance de livrar este mundo da escuridão e do espírito negro causados por mim e os governadores. Sobretudo quando o Imperador Lucemon vier para causar terror assim como dito nas profecias das antigas ruínas . Aproveitem seus momentos derradeiros Hahahahahahaha...

Gennai definitivamente não soube lidar com essa nova ameaça.



Notas finais do capítulo

Próximo episódio: Yuuko vai atrás de Nakawa e Lucas continua na cola de Dracmon a fim de desmascará-lo. Até mais.



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