Jungle Guards School - INTERATIVA escrita por Giovanna


Capítulo 34
High Hopes


Notas iniciais do capítulo

Último capítulo do acordo, não me odeiem pelas mudanças drásticas.
Mantenham em suas mentes que se passou 5 anos, muita coisa pode ter acontecido.
Boa leitura!



[Caribe, praia de Cancún, 17:35 PM]

Cinco anos haviam se passado desde a formatura de Lucian. O jovem conseguia se lembrar com exatidão o sentimento daquele dia, a conquista esvaindo por seus poros, mas os tempos haviam mudado. Lucian suspirou enquanto bebia seu suco e seus olhos se fixavam em Heather mais uma vez.

Ela sorria confortável, conversando com Aurora. O casamento do Sr. Carpenter e do Sr. Lancaster havia reunido a turma mais uma vez para comemorar uma vitória, porém Lucian nunca se sentiu tão derrotado. O telefone do cobra apitou mais vez, porém ele ignorou a chamada.

Os Anjos da Lei o haviam eleito capitão, ele era o mais novo a ocupar o cargo. A sensação de ser capitão e fazer a diferença no mundo animal o emocionava todos os dias, mas o preço para ser o melhor havia sido alto demais. Heather ainda despojava da aliança de casamento em seu dedo anelar, apesar de estarem separados há meses.

Heather sentia suas costas queimarem, mas não por causa do sol daquela ilha, após meses sem encarar Lucian face a face, ali estava ele a encarando constantemente enquanto ela mantinha um sorriso no rosto e tentava disfarçar o incômodo.

— Aurora, ele não para de encarar. – Heather sussurrou entredentes não querendo ser notada.

— Eu posso falar com ele. – Aurora se ofereceu. – Você claramente não está gostando disso.

Heather fechou os olhos suspirando, os dedos girando a aliança no dedo frequentemente, como um tique nervoso. Por um momento ela desejou que os problemas desaparecessem e que eles pudessem voltar a época maravilhosa do ensino médio, onde os problemas ainda não eram tão grandes.

— Todo mundo diz que é uma fase sabe. – Heather se abriu com Aurora. – A maldição dos sete anos, que se passarmos por isso, conseguimos passar por tudo,mas... eu não acho que seja uma fase.

— Você sabe que eu não gosto do seu marido. – Aurora se ajeitou na cadeira do bar. – Mas talvez vocês tenham que conversar sobre isso, a separação foi muito rápida, vocês se casaram muito jovens, ambos querem carreiras de sucessos, mas também querem ter uma família, vocês precisam se resolver sem prejudicar um ao outro.

— Eu sei. – Heather suspirou fazendo Aurora soltar um riso fino. – É tão difícil ser adulto.

Aurora não havia se casado, não estava namorando ninguém, todos os seus esforços foram concentrados em construir o seu futuro sem interferências do seu coração defeituoso. Aurora Weeber era proprietária de uma empresa em ascensão, com poder feminino completo e que ajudava cada Protetor que pudesse ajudar, mas para Heather ela era sua melhor amiga, ao qual sempre recorria quando precisava conversar.

— Não surta, mas ele está vindo para cá. – Aurora pegou sua bebida e discretamente saiu do lado da amiga indo em direção a Derek.

— Achei que essa belezinha estava no meio do oceano. – Lucian se encostou no balcão e apontou para a aliança de casamento.

— Eu estava brava, mas não sou louca. – Heather deu de ombros ao se lembrar da última briga do casal, ao qual ela insinuou ter jogado a aliança pela privada. – Você perdeu a sua?

— Ela derreteu. – Lucian olhou para a mão onde a aliança ficava há três anos. – Um dos delinquentes quase arrancou minha mão no processo.

— Fico feliz que você esteja bem. – Heather ficava mudando seu peso de um pé para o outro, nervosa com a situação. – Olha, eu sei que estamos no casamento do nosso antigo diretor e não devíamos discutir isso aqui, mas você tem que visitar mais os seus filhos. O Maximus sente muito a sua falta, assim como Jasmin.

— Eu sei, desculpa. – Lucian fitou a areia branca abaixo de seus pés. – O trabalho está uma loucura, eu não tenho conseguido muito tempo entre as missões, mas eu vou melhorar.

— Eu sei que isso é difícil pra você, que os Anjos da Lei exigem muito do novo capitão e que com as condições políticas do nosso mundo tudo está uma loucura, mas foi por esse mesmo motivo que estamos separados por tanto tempo, não faça os nossos filhos passarem pelo mesmo que eu passei. – Heather se manteve firme na fala.

Apesar de um trabalho fenomenal, Lucian tinha um tempo escasso para ficar com a família. Com Heather se especializando em medicina, era extremamente difícil não deixar as crianças acompanhadas de babás a todo momento e a pressão do casamento sucumbiu sobre o casal fazendo com que eles se separassem. As responsabilidades de uma vida adulta.

Ambos se encararam por alguns minutos, era claro que ainda havia amor entre os dois, mas o relacionamento estava desgastado, ambos estavam cansados e não conseguiam mais encaixar as peças do perfeito quebra cabeça.

[Caribe, praia de Cancún, 18:00 PM]

Heather acompanhou o pai pela trilha de flores até o altar o entregando para o Sr. Carpenter, o pôr do sol colorindo a felicidade do casal. A ruiva se sentou próxima a eles, quando a cerimônia começou.

Aurora estava sentada ao lado de Penélope e Derek, enquanto Jocelyn ficava com a irmã. A castanha nunca se sentiu tão plena quanto naquela tarde, seu coração exalava uma felicidade pura pelo casal ao prestigiar o amor deles.

— Por favor, não chora. – Ela pediu ao ver Derek derramar lágrimas com o momento.

— Casamentos são meu ponto fraco, ok? – ele sussurrou aceitando o lenço de papel da amiga.

— Você é o advogado mais manteiga mole que eu conheço. – Aurora sorriu fazendo o amigo rir em meio às lágrimas.

— Você me ama, pode parar. – Derek se defendeu enquanto secava as lágrimas.

— Quando vai ser a sua vez? – Aurora perguntou se referindo ao anel de noivado no dedo do amigo.

— Jordan quer que seja esse ano. – Derek a olhou aflito. – Mas eu acho que devíamos esperar mais.

— Você está enrolando o homem há dois anos, se casa logo! – Penélope se intrometeu na conversa.

— Eu levo casamentos muito a sério. – Derek explicou. – Não posso simplesmente decidir isso de uma hora pra outra.

— Claro que pode. – Penélope balançou a mão como se não fosse nada.

— Nessa eu concordo com ele. – Aurora defendeu o amigo. – Você se casou numa capela do Elvis, em Las Vegas.

— Eu não tenho tempo pra essas bobagens de casamento, eu só queria me casar. – Penélope esclareceu. – É o amor que conta, não a festa.

— Uau, Jocelyn te laçou de jeito não foi? – Aurora ficou boquiaberta.

— Eu nunca vi tanto sentimentalismo em uma frase só da Penélope. – Derek fingiu espanto.

— Ah, fiquem quietos vocês dois. – ela reclamou e seu telefone vibrou. – Já volto.

— Ela não deixa de trabalhar nem no casamento do próprio tio. – Derek ficou chocado. – Isso é um vício.

No mesmo instante, Aurora estava checando alguns emails de sua empresa que pareciam muito importantes. Derek retirou o celular da mão dela.

— Você não vai trabalhar hoje também. – O crocodilo proibiu. – É dia de reunião com os amigos.

— Tudo bem. – Aurora bufou.

Sua empresa era tudo o que ela mais presava em seus últimos 5 anos, desde a simples ideia no papel até o atual prédio com seu nome nele, era muito trabalho duro para que ela conseguisse se esquecer por um minuto.

— Chegamos a tempo dos votos. – Natalia se espremeu para entrar na fileira atrás de Aurora.

— Isso que eu chamo de atraso. – Derek olhou para o casal atrás de si que estavam vermelhos por conta da vergonha.

— Pietro teve uma reunião de emergência antes de sairmos do hotel. – Natalia explicou completamente brava.

— Eu não podia ignorar, amor. – Pietro arrumava o terno enquanto fingia prestar atenção na cerimônia. – Era importante.

— Assim como esse casamento. – Natalia vociferou para ele.

— Meu erro, coloca na conta. – Pietro tentou se livrar da onda de raiva da esposa.

— É a segunda vez, só esse mês, Pietro. – Natalia soou desapontada.

— Jesus, a quantos casamentos vocês vão? – Derek se intrometeu levando um cutucam de Aurora. – Desculpa, eu não estava ouvindo a conversa.

Os quatro se entreolharam e decidiram calar a boca, a cerimônia estava quase no fim.

— Se alguém se opõe a esse matrimônio, fale agora ou cale-se para sempre. – o juiz de paz anunciou esperando alguns segundos para alguma reação, assim como os noivos.

E para a surpresa de todos, Penélope apareceu no meio do corredor de areia, todos a fitaram surpresos e chocados com a reação da sobrinha do noivo. Aurora estava perplexa, o que ela estava fazendo?

— Tio Aaron. – sua voz estava falha e ela tremia como uma vara.

— Penélope? – Aaron Carpenter que se mantinha de mãos dados com seu parceiro olhava a sobrinha com confusão. – O que foi?

— Eu não queria estragar o casamento, mas... – ela mantinha a boca aberta, mas nada saia dela.

Todos os olhos se mantinham atentos na morena, aquilo parecia um momento surreal, de filme.

— Penélope, você está assustando a gente. – Heather se levantou, não deixaria que a felicidade do pai fosse estragada tão facilmente, não depois de tudo o que eles tiveram que passar por causa de James e do preconceito da sociedade.

— Eu recebi uma ligação do hospital. – Penélope respirou fundo e sorriu brevemente. – O James acordou.



Notas finais do capítulo

A maldição dos sete anos é real, muitos casais que eu conheço passam por ela e considerando o fato de que Lucian e Heather ficaram juntos muito cedo, era inevitável que em algum momento eles encontrassem suas diferenças e não conseguissem superar com facilidade.
Ta quase todo mundo noivo ou casado já, menos a Aurora, achei digno hahaha ninguém mereceu ter o coração desse bebê ainda.
Eu sempre imaginei o final como um casamento, só não sabia de quem e trazer a relação do diretor Carpenter como algo que une a galerinha, foi importante pra mim, ele fez de tudo por esses meninos e meninas.
O epílogo vai trazer o fechamento real dos personagens, então esperem mais mudanças até lá.
Beijinhos



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