Jungle Guards School - INTERATIVA escrita por Giovanna


Capítulo 27
Thunder


Notas iniciais do capítulo

Hello my friends, tudo bom?
Amei escrever esse capítulo, tá bombástico. O próximo é meu favorito, mas vai ser um pouco difícil de fazer.


Gente do céuuuuuuu, vocês viram o teaser que saiu hoje de Avengers: Endgame? Eu tô morta com aquilo, ansiosa demais ♥ Vou na pré-estreia só pra ver meus amores.
Mas sem ficar enrolando.
Boa leitura!



[Cais, 19 de Novembro, 10:31 AM]

O vento frio de inverno acertava o pequeno corpo de Maxine que andava sob o cais, as roupas de inverno surtiam efeito esquentando seu corpo, entretanto seu coração continuava congelado dado à notícia de que Ikky continuava desaparecido. A pedida de sua irmã mais nova havia saído de casa a contragosto e ali estava no cais, na época mais fria do ano para invocar algum animal para que Anna tivesse com quem conversar.

Anna corria pelos espaços sem neve acumulada, em alguma espécie de amarelinha imaginária. A mais nova conseguia sentir a tristeza da irmã mais velha, a boa e alegre Maxine havia desaparecido com o passar dos dias. Apesar de Anna não ter ídeia do que estava acontecendo no colégio de Max, ela sabia que algo não estava certo. Motivo suficiente para que ela arranjasse uma desculpa para tentar animar a irmã.

É para isso que irmãos servem, não é?

— Veja, Max. – Anna gesticulou para que ela se aproximasse. – O lago não está congelado ainda.

— Anna, não é um lago. – Max corrigiu. – É o mar.

— Você pode invocar uma baleia então? – a excitação na voz de Anna era visível.

Maxine suspirou sendo vencida pelo olhar doce que sua irmã possuía no momento, era impossível negar qualquer coisa para ela. A garota de cabelos negros se concentrou fechando os olhos e respirou fundo sentindo os pulmões protestarem pelo ar gelado, aproximou as mãos com os dedos abertos em forma de um triangulo. Um radar foi emitido de sua cabeça pela imensidão do mar, uma mensagem breve que seria respondida pela baleia mais próxima.

Anna observava tudo como se fosse a primeira vez, era facinada com o poder da irmã. Por vezes gostava de fantasiar que Maxine era a “Aquaman” de sua família, uma legítima super-heróina.

Max abriu os olhos com o som inconfundível de sua amiga Doris, a beleia, vindo do fundo do mar. Anna começou a pular de alegria pelo cais quando Doris apareceu na superfície, ela era linda. Maxine riu pela primeira naquele dia, era incrível ver a inocência de sua irmã ainda intocável apesar dos males ao redor do mundo.

Doris se aproximou do cais cumprimentando Maxine e Anna com um jato de água e com um canto breve. Anna amava baleias por esse motivo, elas se comunicavam cantando. Maxine respondeu com o canto das baleias, ao qual era fluente.

Anna pode acariciar a baleia como se fosse um animal de estimação, Maxine a abraçou e a ajudou a se livrar de porções de lixo que haviam ficado presas em seus dentes.

— Você parece o pinóquio ai dentro. – Anna comentou da irmã.

— Eu não te contei, eu sou o Pinóquio. – Maxine colocou o dedo na frente do nariz, imitando o personagem.

As garotas aproveitaram o restante das horas com Doris, fazendo diversas perguntas e brincando juntas. Entretanto, Maxine jamais teria imaginado que em sua frente estava a fonte de resposta de todas as suas dúvidas.

[Encontro da Katastrophy, 16:10 PM]

— A gente foi descoberto, com certeza. – A jovem integrante do grupo estava a ponto de pirar.

— Ikky não é forte, ele vai falar. – Julius constatou.

— Vocês nem sabem se foi o governo que sequestrou o menino. – Storm rebateu.

— Não importa quem tenha sequestrado ele, nos estamos ferrados se não fizermos nada. – A menina alertava.

— Vocês estão me dando dor de cabeça com todo esse falatório. – Claire que estava recostada em seu trono todo esse tempo pensando, finalmente saiu das sombras.

— Nos ilumine com alguma brilhante ideia, líder. – Julius pediu. – Estamos à mercê do nada.

— A escola está trabalhando para acha-lo, vamos deixar assim. – Claire pegou um dos biscoitos que ficavam expostos na mesa e o mordeu. – Confiem no seu parceiro de trabalho.

— Confiar no Ikky? – Storm questionou. – O mesmo Ikky que queria se entregar semana passada?

— Você está surdo? – Claire o fitou. – Talvez a idade esteja afetando sua audição, ou sua memória.

Todos ficaram em silêncio, os olhos de Claire brilhavam em um intenso verde escuro, suas garras saltavam para fora das unhas. Controle com certeza não era a palavra do momento em sua agenda.

— Sinto muito, chefe.

— Obrigada.

Ela se recompôs e respirou fundo. O sumiço de Ikky afetava seu sono a dias, onde quer que aquele menino estivesse, ele podia estragar qualquer chance de liberdade condicional para Claire. Ela sabia que era um perigo ter uma bomba relógio como Ikky por ai, mas não tinha como evitar.

— Chefe. – A menina se arriscou. – Esse plano é ruim e você sabe disso.

— Me apresente uma ideia melhor. – Claire estendeu a mão oferecendo a oportunidade.

— Poderiamos começar uma guerra. – Storm sugeriu no lugar dela, Claire arqueou uma sobrancelha para ele. – Eu sei que a sua oferta foi hipotética, mas é um plano.

— O plano foi sempre punir aqueles que maltratavam a natureza.

— Mas você sempre almejou a guerra. – Storm adivinhou. – Seria uma causa nobre os protetores lutarem contra o governo para salvar outro protetor que foi sequestrado.

— Pessoas apoiariam o plano. – A menina concordou.

— Nossos rostos estariam estampados em todos os lugares. – Claire citou com uma carga de arrogância, eles não pareciam pensar em nada.

— Você tem a personificação de uma líder. – Julius elogiou. – Todos seguiriam você, chefe.

— Você conseguiria comandar essa guerra com um pé nas costas. – A menina tentava persuadir Claire.

— Vocês são estúpidos desse modo mesmo ou eu só nunca percebi? – Claire parecia chocada.

Eles realmente não percebiam o perigo de se comandar uma rebelião. Todos podiam morrer. Ela podia acabar presa, torturada, condenada a morte. Se conseguisse escapar, seria procurada por Protetores e pelo governo. Aquela era a pior idéia que ela já havia ouvido.

Claire nunca quis ser o rosto de uma revolução. Ela só queria ser o cérebro de uma, ter peões para jogar, ver o circo pegar fogo, mas o que eles estavam propondo era suicídio.

Se Claire havia aprendido algo, era que participar dos próprios experimentos, nunca dava certo.

[Casa dos Carpenter, sala de estar, 18:57 PM]

— O diretor deixou mesmo usarmos a casa dele? – Natalia perguntou insegura.

— Sim. – Heather respondeu se sentando em um dos sofás. – Meu pai achou melhor que ele ficasse em algum lugar que não lembrasse o James e a esposa, então ele foi lá pra casa.

— Ele também se desculpa por não poder participar da reunião de hoje. – Aurora comunicou. – Mas alguém tem que cuidar do governo atrás dos alunos protetores.

— Eu sinto tanta dó daquele homem. – Maxine suspirou se lembrando das diversas vezes em que cantava o diretor perto de James. – Filho desaparecido, escola sendo atacada, o que mais falta?

— Eu espero que nada. – Pietro franziu o cenho. – Não estamos em condições de batalhar com mais nada.

— Apesar do diretor não estar aqui... – Lucian foi até a porta de entrada. – Ele mandou uma substituta.

Lucian abriu a porta e Penélope jogou os cabelos lisos e negros para trás do ombro. Suas roupas estavam diferentes de qualquer outra vez que o grupo havia visto, as cores vivas haviam sumido. Ela usava ula calça verde militar, uma blusa preta com a logo dos Anjos da Lei, botas de combate e uma jaqueta de chuva. Ela adentrou a casa.

— Uou, Penélope. – Jocelyn piscou repetidas vezes. – Você está diferente.

— Estámos sob ataque soldados. – Seu tom era sério. – Dois de nossos membros foram extraídos silenciosamente do ambiente mais seguro para nossa nação, não há sinal e nem pistas conclusivas de seus paradeiros. O governo não pode ajudar, estamos sozinhos nessa.

— Eles estão nos atacando, é obvio que não vão ajudar. – Aurora acrescentou.

— Podemos pelo menos saber o motivo? – Heather perguntou.

Penélope passou os olhos por todos os rostos naquela sala, mas não encontrou o que procurava. Ela suspirou quebrando a pose de sargento durona.

— Olha pessoal, o governo cortou todas as verbas dos Anjos da Lei, mas estávamos próximos de descobrir os responsáveis pelos ataques. Sabemos que tudo isso é devido ao grupo Katastrophy. – Penélope se recostou na poltrona que havia sentado. – Imagino que tenham ouvido nas notícias.

Todos assentiram, porém Aurora sentiu sua garganta fechar e seu coração bater mais forte. Os ataques eram culpa de Claire e ela tinha provas suficientes para incrimina-los. Ela podia acabar com tudo isso.

— Mas porque eles atacaram todos, se só alguns fizeram o trabalho sujo? – Natalia questionou.

— No início, imaginamos que eles queriam acabar com todos de uma vez. – Penélope explicou.

— Para que não houvesse qualquer tipo de vingança. – Pietro entendia a linha de raciocinio, mas ficava frustrado ao imaginar que seu pai estava metido nisso.

— Mas agora que Protetores estão sendo sequestrados, outras duas possibilidades surgiram. – Penélope cerrou os dentes. – Ou eles estão procurando peças chaves para achar os culpados, ou...

— Estão atrás dos nossos poderes. – Lucian concluiu.

— Por isso eles desligaram os Anjos da Lei. – Aurora concordou. – Os Anjos podiam achar os culpados com o tempo, mas se eles quisessem os poderes dos Protetores, os Anjos nunca permitiriam.

— Eles precisavam tirar os Anjos da jogada. – Heather sentiu o nervosismo subir sua bexiga. – Para virem atrás de nós. Um por um.

— Para estudar os nossos poderes. – Max pensou no que havia feito aquela manhã, imaginou se havia alguém a observando. – Para estudar o nosso corpo, nosso gene, vamos ser cobaias.

— Pior do que isso. – Jocelyn se arrepiou. – Somos soldados perfeitos.

A tensão caiu no ar. Todos tentavam processar as informações em suas cabeças, mas era muita coisa. Naquele mesmo instante podiam estar correndo perigo ou simplesmente estarem alucinando.

— Toda essa tensão, encheu minha bexiga. – Heather se levantou com ansêa de vômito, mas tentou disfarçar o máximo possível para chegar ao banheiro.

— Pela Santa Mãe Natureza, isso é insano! – Natalia começou a andar de um lado para o outro e Pietro foi até ela.

— Fica tranquila, a gente vai resolver isso. – Ele tentou tranquiliza-la, por mais que estivesse aterrozidado.

— É um doce vê-lo tentar me acalmar, mas eu ‘tô surtando. – Ela sussurro para que os outros não percebecem o desespero dela.

— Você acha que eu também não estou? – Os dois riram de nervoso.

Mas logo Natalia e todos os outros pararam ao ouvirem um grito do andar de cima. O som feminino despertou a atenção de todos, não demorou muito para os protetores se corresem rumo ao som.

— Vem do quarto do James! – Penélope correu na direção do quarto junto de Lucian e Natália.

— Heather? – ele chamou.

Ninguém respondeu. Todos ficaram em silêncio, porém ela não aparentava estar mais no comodo frio. Natalia sentiu o cheiro de sangue, seu olfato a levou até a janela. Ao se debruçar, pode ver as outras casas cobertas de neve, mas tudo parecia normal... exceto pelas gotas de sangue no parapeito da janela.

— Pessoal. – Natalia se virou para o restante da turma. – Heather deixou uma pista pra gente.

[Casa do diretor, 19:20 PM]

— Mais devagar, Derek. – Jocelyn pediu ao lhe entregar uma xícara de chá.

— Somchai e eu estamos nos arrumando para vir para a reunião, estavamos atrasados por causa da neve, ele saiu primeiro e simplesmente sumiu. – respondeu. – Ele parou tudo o que estava fazendo o saiu da casa, eu o segui e ele sumiu.

— Sem rastros? – Pietro balançou a cabeça negativamente. – Isso é impossível, até eu sei disso.

— Seria. – Ele concordou. – Mas Somchai é um tipo especial de espirito.

— O que pode ser agora? - Maxine perguntou sarcástica.

— O espírito do Sonchai é muito antigo e vingativo, conhecido como Herdeiro. – Derek explicou. – Ele é um espírito assassino e pelo o que vocês me contaram, o governo pode estar muito interessado nisso.

— Ele é um Herdeiro das Sombras? – Jocelyn perguntou boquiaberta. – Somchai não tem controle sobre nada, coitado.

— As buscas precisam ser 100 vezes mais intensas agora. – Penélope concluiu. – Se o governo consegue extrair o poder de um espirito desses, eles possuem o exército mais forte do planeta.

— A gente precisa dar um fim nisso. – Pietro concordou.

Apesar de todos não estarem mais na sala de estar, já que Natalia e Lucian estavam cuidando do sangue da janela, Aurora tomou coragem e falou:

— Eu tenho o jeito de acabar com isso, chamem Claire Meyer.



Notas finais do capítulo

Estava tudo dando errado e agora está tudo pior ainda, esse pessoal não perde por esperar. Será que o sangue da janela vai levar ao nosso sequestrador/a?

Ansiosa para ver a reação de vocês hehehe

Beijinhos



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