Jungle Guards School - INTERATIVA escrita por Giovanna


Capítulo 25
Every Breath You Take


Notas iniciais do capítulo

Feliz Carnaval! Não sei se é assim que são as saudações carnavalescas.
Mais um capítulo, espero que vocês gostem.
Boa leitura!



[Casa dos Uttanum, sala de estar, 19:20 PM]

Fei Zhou, mãe de Somchai se apressava para preparar os últimos detalhes da festa de aniversário do filho. Não é todo dia que um jovem escorpião fazia 18 anos.

Somchai desceu as escadas, não era fã de festas, porém sua mãe estava muito animada com a ideia de fazer algo para o filho então o mesmo decidiu não interferir na festa. Além disso, sabia que Derek gostava de comemorações e sentia que devia isso a ele.

Estavam passando por muita coisa, o seu espírito maligno parecia cada vez mais próximo de leva-lo a loucura. As contantes aparições em seus sonhos, os sussurros, deixavam o tailandês em péssimas condições. Talvez tirar a cabeça dos afazeres o deixaria em paz por uma noite.

A campainha soou. Somchai se apressou a atender o seu primeiro convidado e o beijou com tamanha felicidade ao perceber que era Derek. Ele sempre chegava cedo.

— Feliz aniversário, meu amor.

O mais novo desejou lhe entregando um presente. Somchai agradeceu enquanto o conduzia para dentro da casa. Derek cumprimentou os sogros e ajudou nos últimos detalhes, havia uma mesa de doces, bebidas e o bolo de meio metro. Com certeza muitas pessoas haviam sido convidadas.

Uma a uma, os convidados foram chegando. Derek acompanhava Somchai para receber os convidados, já que o garoto era praticamente da família. Todos os familiares de Somchai adorava Derek.

Os amigos mais íntimos não demoraram a chegar, a música tocava deixando todos no clima. Aquela festa seria inesquecível.

— Feliz aniversário. – Lucian que chegou acompanhado de Heather parabenizou o antigo inimigo.

— Obrigado.

Apesar de terem trabalhado juntos enquanto Penélope estava na escola, a cobra e o escorpião não conseguiam retornar a amizade que tinham no passado. Por vezes o mundo real pode afastar pessoas que pareciam ser eternas.

— Vejam só se não é a minha Regina George favorita! – Claire anunciou sua chegada junto de Jocelyn.

Somchai suspirou junto do namorado, apesar de serem amigos da moça, não aguentavam seus comentários com referencia a cultura pop e a traição entre os dois, com certeza já haviam passado por essa fase.

— Muito bom ver vocês, meus amigos. – Jocelyn saudou. – Como vai sua mãe, escorpiãozinho?

— Por favor, não faça comentários sexuais sobre a minha mãe. – Somchai pediu enojado.

— Não se preocupe, vou segurar minhas patas no lugar hoje.

A negra sorriu entrando na festa, Derek balançou a cabeça negativamente. Esses eram seus amigos.

[Festa do Somchai, Jardim, 20:00 PM]

Ikky caminhou até o jardim, o ar fresco atingiu seu rosto. Segurava um copo de refrigerante, a festa rolava solta, porém ele não se sentia bem. Sua vida parecia desmoronar.

Ataques do governo estavam acontecendo por sua causa e o jovem não sabia como lidar com esse fardo. Seu grupo continuava praticando o bem, mas estava custando a segurança de seus amigos. Ele nunca desejou isso.

O loiro acastanhado sentou em um dos bancos que havia no jardim da casa dos Uttanum, o jardim era repleto de flores e arvores. Mãe de Somchai passava seu tempo cuidando do jardim, era seu hobbie. Cuidar da natureza, ele pensou.

Era isso que estavam fazendo, punindo aqueles que destruíam seu lar. Todos os jovens presentes naquela festa tinham esse dever. Proteger a natureza. Mas seu subconsciente vivia se perguntando, quem protegeria a natureza se todos fossem mortos? Ou capturados como armas? O jovem suspirou frustrado.

— Está tudo bem? – Uma voz feminina chamou sua atenção. – Você parece estressado.

— Ah, Max. – Ikky sorriu. – Está tudo bem, é só a pressão das provas.

— Seus pais estão pegando no seu pé por causa disso também?

— Digamos que eu mesmo. – Ele riu desconfortável por mentir. – Porque não está na festa?

— Estou fugindo da Jocelyn. – Confidenciou. – Ela fica um porre quando está com a Claire.

— Elas são um porre.

— Não fala assim delas. – Maxine riu dando um tapa gentil na cabeça do rapaz.

Seus olhos ficaram vidrados nas iris verdes de Ikky. Ele era bonito, gentil, engraçado, sentia uma atração por ele. Ikky ficou sem palavras por um momento, seu coração que sempre batia mais rápido do que os outros, desacelerou. Gostava de passar seu tempo com Maxine.

Antes de pudesse pensar no que estava fazendo, sua mão foi para o rosto da jovem, eles iniciaram um beijo discreto e doce. Ikky sentia borboletas no estômago. Maxine era maravilhosa, mas ele não. Seus pensamentos se voltaram para as noites em que estava com a Katastrophy.

Maxine não merecia isso. Ele se levantou rompendo o beijo.

— Desculpe.

Seus pés se afastaram da jovem que mantinha sua feição perplexa.

[Festa do Somchai, sala de estar, 20: 30 PM]

Maxine estava frustrada. Quando finalmente consegue beijar Ikky, ele simplesmente foge. Não conseguia entender o motivo de aquilo ter acontecido, com certeza não era ela, já que tinha ciência de que beijava muito bem.

A baleia agarrou o cupcake mais próximo e o mordeu furiosa, comer aliviava a pressão que sentia dos fatos. Um dos péssimos motivos de se ter um melhor amigo cozinheiro, você passava a comer muito mais do que gostaria.

— Porque comida é tão gostoso? – Max reclamou com Kenai que estava escorado no bar.

— Porque sim. – Ele respondeu. –  Você parece nervosa, aconteceu alguma coisa? – O urso percebeu a mastigação excessiva da amiga.

— Aconteceu. – reclamou. – mas não quero falar disso.

— Isso é raro. – Kenai comentou, já que a amiga raramente parava de falar. – tem certeza?

— Tenho. – ela engoliu outro cupcake. – Onde está James? Seria bom ter a alegria excessiva dele agora.

— Ele foi visitar a mãe. – Kenai respondeu.

— Que estranho. – Max parou pra pensar. – Ele nunca me contou sobre ela.

— Para mim também não. – Kenai concordou. – Ele raramente fala sobre ela.

— Sério? – Maxine desconfiou. – Vocês são namorados, deviam falar sobre tudo.

— Não sobre isso, aparentemente.

— Ei, Somchai. – Maxine abanou a mão chamando a atenção dele. – James já te contou sobre a mãe dele alguma vez?

— Não. – Somchai respondeu. – Por quê?

— Sou repórter, informações confidenciais me excitam. – respondeu e logo chamou a atenção de Derek, Jocelyn e Claire para perguntar a mesma coisa.

— Ele nunca falaria sobre a mãe conosco, não somos nem amigos. – Jocelyn respondeu o obvio. – tente perguntar a algum daqueles panacas.

Ela apontava para o grupo de amigos que se encontravam ao redor de Heather. Maxine andou até lá acompanhada dos outros.

— Olá pessoal. – Cumprimentou. – Sei que isso vai parecer estranho, mas vocês já ouviram alguma coisa sobre a mãe do James?

Lucian engoliu em seco diante a pergunta, ele já havia.

— Não. – Heather respondeu. - Porque você quer saber?

— Ele disse ao Kenai que ia visitar a mãe, mas a gente percebeu que não sabe nada sobre ela. É tipo um mistério.

— Porque será que ele nunca contou nada? – Heather se questionou, eram amigos de longa data.

— Você disse que ele foi visita-la? – Lucian perguntou confuso. – Isso é impossível.

— É só ele pegar um ônibus e ir até a casa dela, não é tão difícil assim, gênio. – Jocelyn retrucou.

— É impossível sim. – Ele suspirou. – A mãe do James morreu há 10 anos.

[Festa do Somchai, sala de estar, 20:45 PM]

Aurora ria de uma das piadas do irmão mais velho. Havia os levado a festa, gostava de passar um tempo com a família e amigos.

— Essa festa até que está legal. – Américo, o irmão mais novo comentou.

Ele raramente saia para qualquer lugar com Aurora, era um milagre ele ter aceitado estar ali com ela.

— Fico feliz que você esteja gostando, vou pegar mais doces pra gente.

A castanha se afastou dos familiares, indo em direção a mesa de doces, porém a multidão de colegas concentrada no meio da sala chamou sua atenção.

— Está tudo bem aqui? – Ela perguntou desconfiada.

— Aurora. – Heather saudou, aliviada. – Você conhece muito bem o James.

— Somos tão amigos quanto você e ele. – ela respondeu incerta.

— Ele já te contou sobre a mãe dele? – Maxine perguntou.

— Me contou o que? – ela questionou.

— Ela não sabe, ele só contou para mim. – Lucian revelou. – Por isso eu digo que nada disso faz sentido.

— O que não faz sentido? – Aurora perguntou começando a ficar nervosa.

— Aparentemente, James foi visitar a mãe. – Kenai explicou. – Mas segundo Lucian, a mãe dele morreu a anos atrás.

Aurora sentiu a informação bater em sua cabeça. James havia perdido a mãe e não havia contado isso para ninguém? Ela chacoalhou a cabeça tentando pensar claramente.

— Liguem para o diretor, ele pode confirmar. – Ela sugeriu. – Mas porque toda a preocupação? Ele pode ter ido visitar o túmulo dela.

— Não. – Lucian contestou. – Em 10 anos, James nunca foi visitá-la.

— Sempre tem uma primeira vez. – Jocelyn comentou por cima de todos.

— Se ele nem mesmo contou sobre ela, duvido que tenha coragem de ir visita-la, sozinho. – Somchai afirmou, conhecia James e sabia que ele não tomava decisões precipitadas.

— Estou ligando para o diretor. – Heather declarou.

Todos fizeram silencio até que o diretor atendesse e eles pudessem perguntar sobre a mãe de James. Entretanto, a conversa não tomou o rumo esperado, logo Heather concluiu algo ruim.

— Pessoal, eu acho que o James desapareceu.



Notas finais do capítulo

Temos teorias? O que será que aconteceu com o James?
O arco de festa acabou, agora teremos alguns problemas constantes pela frente. Não que ele já não tivessem antes hihihi



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