Jungle Guards School - INTERATIVA escrita por Giovanna


Capítulo 21
Photograph


Notas iniciais do capítulo

Se eu estou triste com o fato de termos sido eliminados da copa? Com certeza, mas ainda assim vim fazer produtivo kkkk
Espero que gostem do capítulo mais do que eu estou gostando.



[Jungle High School, refeitório, 09:31 AM]

— Eu nem acredito que hoje já é dia 20 de outubro. – Heather reclamou frustrada. – Nossas provas finais são daqui a 2 semanas.

— Fica tranquila. – Lucian que estava sentado ao lado da ruiva colocou a mão no ombro da mesma. – Você é a minha garota, claro que vai bem nas provas.

— Na verdade, estar associada ao Lucian não melhorará suas notas. – Aurora observou fazendo todos da mesa rirem.

Entretanto a aura pesada recaiu sobre a turma mais uma vez, Heather estremecia de ansiedade e duvida por ter Lucian ali ao seu lado e manter um segredo tão grande dele, Aurora tentava não surtar com tudo o que estava acontecendo, enquanto Pietro e Natalia nem mesmo se olhavam sentando o mais longe possível um do outro.

Pietro havia decidido dar um espaço – literalmente – para Natalia. Ele não sabia como ela se sentia no momento depois da conversa que eles haviam tido sobre os sentimentos dela e não queria deixa-la pior do que parecia.

Heather olhava preocupada a todo instante para a mesa da meia-irmã, Jocelyn a  encarava com um sorriso brincalhão no rosto a todo momento, como se pudesse sentir o desespero da dúvida de sua irmã de onde estava. O que só enfurecia ainda mais a jovem com os hormônios a flor da pele por causa da gravidez.

Porém tudo pareceu se dissipar quando James e Kenai entraram no refeitório, eles pareciam viver dentro de uma bolha de amor onde nada negativo os afetava. O que encantava a todos na escola, eles haviam passado a ser o casal favorito e mais comentado da semana.

— Eai pessoal. – James cumprimentou com um sorriso seus amigos enquanto se sentava. – O que ta pegando?

— Além do Kenai pegando você? – Pietro riu aprovando o casal. – Nada.

— Suas piadas podiam variar um pouco com o tempo. – Ikky riu vendo os amigos fazerem um high-five por cima de Aurora.

— Minas piadas nunca envelhecem. – Pietro se defendeu. 

— Suas piadas são do tempo da minha avó, Pietro. – Lucian entrou na brincadeira.

— Ok, já entendi, minhas piadas são ruins. – Pietro rolou os olhos. – Mas ainda assim vocês gostam delas.

— Com certeza não. – Heather discordou enquanto bebia seu suco.

— Ninguém mais ri delas desde a primeira vez que você contou. – Aurora observou.

— Só a Natalia. – Ikky concordou rindo. – Mas ela não tem culpa, é a primeira vez que as ouve.

E por um instante que pareceu infinito, os olhares de Natalia e Pietro se cruzaram. Ela desejou desaparecer ou voltar no tempo, porque ter os olhos de alguém que quebrou seu coração em cima de si, era pior do que ser congelada por 70 anos.

Então um estrondo sendo logo seguido por uma sirene e luzes vermelhas foi ouvido por toda a escola. Todos que estavam no refeitório se assustaram, as vozes começaram a se aglomerar uma em cima da outra, todos confusos e um pouco surdos com o barulho.

— O que é essa droga? – Natalia perguntou assustada.

— Uma simulação de incêndio talvez? – Heather perguntou por cima de todo o barulho, a mão concentrada no ventre.

As luzes passaram a piscar até serem completamente apagadas, a poeira tomou conta do local antes que outra explosão pudesse ser ouvida. Todos deram ascenderam as luzes dos celulares.

— A simulação de incêndio já foi. – James era o mais preparado para situações assim. – Isso é real.

Por um instante todos ficaram em silencio, quietos o suficiente para ouvirem a parede do refeitório começar a rachar. Todos entraram em pânico e começaram a passar pelas portas de incêndio aos montes, porém eram muitos alunos desesperados para conseguirem sair juntos, logo o caos estava espalhado e não havia ninguém que impedisse aquilo.

— Crianças. – Heather bufou vendo todos desesperados e subiu em uma das mesas.

Ela ativou seu espírito de leão que passou a brilhar mais intensamente do que todas as luzes dos celulares e rugiu fazendo mais poeira recair sobre eles, porém todos os espíritos manifestados e não manifestados responderam ao chamado de sua rainha.

— Uau. – Lucian olhava para Heather com encanto nos olhos. – Essa é minha menina!

— Todo mundo presta atenção, fiquem calmos. – Heather os instruía. – Vocês são malditos protetores! Não hajam como criancinhas.

Ela rolou os olhos e desceu da mesa com seus saltos. Mesmo em uma situação de caos, Heather sabia como lidar com a multidão. Aurora foi a primeira a agir deixando suas abelhas fazerem uma contagem de todos os alunos presentes, seria uma catástrofe algum deles ficar para trás.

Logo os que possuíam espíritos mais forte fisicamente, ajudavam aqueles que estavam em choque demais para se mover. Lucian domava alguns dos espíritos mais rebeldes que queriam causar ainda mais euforia com encanto de cobra. James foi o primeiro a ver a ajuda chegar e tentou passar para os responsáveis à situação principal.

Porém o que todos se perguntavam era: o que havia acontecido?

[Jungle High School, Ala K, sala de recreação, 11:22 AM]

— Espera, então aquele climão todo antes de tudo ir pelos ares é por causa disso? – Aurora perguntava a uma Natalia largada em um dos sofás.

— Basicamente sim. – Ela suspirou enfiando suas mãos sempre quentes no bolso da blusa de moletom. – Eu conversei com ele e ele simplesmente se afastou.

— Talvez ele esteja esperando você dar algum sinal. – Aurora arriscou.

— Que sinal? – Natalia perguntou se afundando ainda mais no sofá. – de que eu estou destruída?

— Ah minha querida. – Aurora sorriu. – Isso acho que todos nós conseguimos ver.

— Ótimo apoio, Aurora. Valeu.

— Você sabe que eu estou brincando. – Aurora bateu nela com uma das almofadas enquanto se ajeitava no sofá. – Pelo o que eu entendi, faz praticamente 2 dias que vocês não se falam, então ele não sabe o que está acontecendo tanto quanto você.

— Isso dá o direito dele se afastar?

— No caso sim, já que ele não sabe o que você quer. – Aurora tentava explicar. – Homens não sabem o que fazer quando quebram o coração das meninas.

— Homens são idiotas. – Natalia resmungou.

— Eu definitivamente concordo.

— Talvez eu passe a gostar de garotas agora. – Ambos se olharam e começaram a rir. – Não.

— Do que as damas tanto conversam sem mim? – James se aproximou das amigas. – Porque não estão com os outros?

Aurora olhou para a roda que havia se formado no centro do salão recreativo, Pietro e Derek pareciam estar em alguma batalha de queda de braço. Aurora olhou de volta para James com total desinteresse no olhar.

— Acho que isso é um total: “Eu não ficaria ali nem que me pagassem.” – James riu. – Mas então, do que vocês falavam?

— Meu coração partido. – Natalia anunciou. – mas isso não é o mais importante, o que você descobriu sobre o que aconteceu a pouco?

— Ah sim, isso é interessante. – James se lembrou do que havia saído para fazer antes de se perder na luta de queda de braço. – Meu pai fez o maior esforço para que nenhuma informação do que aconteceu caísse entre os alunos, mas é claro que eu consegui algo.

— Qual é, elefantinho. – Lucian apareceu atrás dele. – Para de enrolar.

— É James, você está se vangloriando demais. – Claire se juntou aos quatro que a olharam de soslaio. – Vocês não acharam que iam conseguir a informação e ficar só para vocês, não é mesmo?

— Porque você não vai caçar o que fazer, Claire? – Somchai apareceu ao lado de Natalia que reprimiu um grito de susto pelo garoto ser tão sorrateiro e silencioso.

— Na verdade, já cacei. – Claire respondeu. – E aqui está sua resposta.

Ela apontava para James, que revirou os olhos e decidiu prosseguir com o que havia descoberto, mesmo com intrusos ali perto.

— Bom, o que eu descobri, é que o que quer que tenha nos acertado, veio direto do governo.

— Espera, o que tem de especial nisso? – Ikky que nem mesmo havia sido notado pairando sobre os amigos perguntou.

— Você é realmente uma pedra menino. – Claire suspirou. – Somente essa informação diz muito, mas o principal é que o governo está usando o fato de ter conhecimento sobre nos contra nos mesmos.

— É claro. – Lucian concordou se ligando a tudo. – Eles sabem que não podemos reportar publicamente nada, então não podemos fazer muita coisa contra eles.

— Mas ainda assim, eles atacaram uma escola, sendo de pessoas com poderes ou não, é uma escola! – Aurora ressaltou. – Porque eles iriam querer nos atacar?

— Eu não sei. – James admitiu. – Poderia ser tanta coisa.

— Na verdade... – Somchai pareceu se atentar a um fato importante. – O que nos torna diferente deles?

— Poderes? – Natalia respondeu duvidosa.

— Exato. – Claire seguiu a linha de raciocínio do escorpiano. – O governo sempre está em busca de melhorias próprias.

— Então porque não tentar roubar poderes de singelos jovens? – Lucian apreciou o bom plano deles.

— Mas e então? – Ikky questionou. – O plano deles é nos atacar, porque não podemos contra atacar, mas e daí?

— E daí que isso já é um começo. – James assegurou. – o que quer que não saibamos, é ruim para a minoria.

— No caso, nós. – Natalia concluiu.

— Devemos contar isso aos outros? – Lucian questionou. – Se eu fosse eles, odiaria ficar de fora disso.

— Talvez o melhor seja não contar. – Somchai ponderou.

Apesar de não serem melhores amigos, Lucian e Somchai sabiam conviver pacificamente por agora. Assim como os grupos concorrentes conviviam melhor depois da operação secreta que Penélope havia os convocado.

— Espalhar pânico para alguns deles pode não ser a melhor ideia. – Aurora observou o grupo de jovens que continuava na disputa de queda de braço. – Nem todos se dão bem com noticias desse porte.

— Mesmo que em teoria. – Natalia concordou.

— Talvez, o mais sábio a se fazer seja contar só aos mais próximos. – James concordou e por um momento pensou seriamente se devia contar a Kenai, seu problema de raiva não seria uma boa coisa para agora. – E deixar os adultos cuidarem disso.

— É. – Lucian apertou o ombro do amigo. – Se seu pai deu conta até agora, talvez consiga ligar com essa enrascada.

— Claire? – Aurora olhou para a outra castanha procurando saber se esta estava de acordo com tudo.

— O que? – ela perguntou ao ver todos a olhando. – Não me questionem, eu adoro ver o circo pegar fogo, mas estou mais ansiosa para as surpresas que esse governo tem para nos.

[Jungle High School, quadra de treino, 14:12 PM]

Kenai sentia o suor correr por seu corpo, os olhos focados nos movimentos de Derek, a respiração descompassada. Derek era um oponente e tanto, mesmo no treino ambos davam tudo de si.

O jovem negro desviou do ataque direto do crocodilo, porém seu pé ficou preso na cauda de Derek. O campo de treino não favorecia a nenhum dos dois, mas Kenai estava mais perturbado do que Derek, as imagens do caos do café da manhã não saiam de sua cabeça.

“O que poderia ter sido aquilo?” Ele se questionava enquanto era jogado no chão com o puxão da cauda do loiro e ficava preso em um mata-leão. Ele fazia força para se soltar, mas sua mente fazia o trabalho de deixa-lo distraído.

— Qual é, Kenai. – Derek reclamou enquanto o segurava e apoiava seus pés no menino. – Você está deixando fácil.

“Se concentre!” Kenai gritou mentalmente para si mesmo, sua visão focou apesar da falta de ar inicial. Com dificuldade pela posição irregular, ele concentrou sua força extrema de urso para suas pernas e levantou. Logo Derek estava somente segurando o pescoço do rapaz como um bicho preguiça.

Porém Kenai tinha um sério problema ao se concentrar. As coisas saiam do eixo e então aquilo acontecia. Sua visão ficou vermelha de raiva e ele sentiu seu peito subir e descer com uma frequência maior, os pedidos do Derek para soltá-lo pareciam breves sussurros.

Em poucos segundos Derek estava sendo jogado para o outro lado da arena acertando outros 4 alunos. Por sorte, o crocodilo se recuperava rápido, Kenai veio a toda velocidade para cima dos cinco jovens, Derek ficou em posição para proteger aqueles que estavam caídos.

— Não faça isso Kenai. – Derek pedia. – Não me obrigue a fazer isso.

Porém Kenai não o ouvia. Seu problema de raiva estava se agravando e ele estava decidido a ignorar isso, mas não por muito tempo.

Kenai se jogou na direção dos cinco alunos e Derek foi obrigado a usar de suas garras para para-lo, em um movimento rápido, sangue pingava no chão da quadra de treino, assim como das garras de Derek.

Logo o professor que havia chegando voando, aplicou do veneno paralisante dos lagartos que possuía para ocasiões como essa.

— O treino acabou para você, Kenai. Por favor Derek, vá se limpar e ajude seus amigos.

Derek suspirou vendo o amigo ser levado dali pelo professor, o ombro rasgado pelas garras do crocodilo, algo que começava a se tornar frequente nas rotinas dos meninos.

[Jungle High School, Ala J, sala de jogos, 20:56 PM]

— Ele se descontrolou, de novo? – Somchai perguntou apoiando sua cabeça no colo de Jocelyn que fazia pesquisas pelo celular.

— Max, você podia tentar falar com ele. – Derek pediu, tentava ajudar Kenai a controlar sua raiva assim como tentava ajudar Somchai com seu espírito, mas Kenai era teimoso demais para ouvi-lo.

— Você já viu o quão teimoso aquele ursão pode ser? – Maxine que mexia em seu laptop em cima de uma mesa improvisada suspirou. – Eu já tentei gente.

— Talvez ele só aceite isso quando machucar alguém. – Claire observou enquanto ficava em sua usual e costumeira posição na sua poltrona preferida. – E lá no fundo eu espero que seja o James, só pra doer mais um pouquinho.

— Você realmente não tem sentimentos. – Derek suspirou. – Não sei como podemos ter o mesmo espírito.

— Você quer que eu te explique de onde os bebês vem, Derek? – Claire alfinetou. – Mas é uma resposta simples, meu caro, podemos ter espíritos iguais, mas somos muito diferentes.

— É, você teria arrancado minha cabeça ao invés de arrancar meu ombro. – A voz de Kenai encheu a sala. – Essa é a diferença.

— Não deixa de ser verdade. – Claire ponderou.

— Que tal não falarmos do meu problema de raiva pelo menos uma quarta-feira? – Kenai pediu.

— Talvez quando você passar a leva-la a sério. – Maxine alertou.

— Olha, eu estou tentando resolver isso, já é um começo. – Kenai encerrou o assunto. – Mas agora devíamos nos preocupar com as provas de final de ano.

— Ah, nem me fale disso. – Jocelyn lamentou. – Eu realmente preciso de um milagre para não repetir nas matérias do segundo do ensino médio.

— Isso que dá se esforçar só na parte física. – Claire olhou para a negra. – E que físico.

Todos riram, na amizade entre Claire e Jocelyn não havia algo que não pudesse não ser dito. Elas tinham uma liberdade incrível em conjunto.

— Acho que antes de todos morrerem de desespero com as provas, podemos deixar esse momento gravado. – Maxine propôs pegando sua câmera da bolsa.

Claire rolou os olhos, mas concordou em tirar a foto. Derek ficou entre Jocelyn e Somchai, ao lado de Kenai que estava acima de Claire. Maxine ficou a frente para tirar a foto.

— Digam família. – Max pediu.

— Família!

A foto foi revelada e a família formada.



Notas finais do capítulo

E ai? O que estão achando dos acontecimentos?
O capítulo da semana que vem deve ser bem mais "bombastico" que esse kkkkk
Espero que tenham gostado.

Sem fotos de personagem hoje, porque eu realmente não fazia ideia de quem colocar.
Talvez semana que vem apareça alguém da família da Aurora... Estou pensando na possibilidade ainda.

Beijinhos



Hey! Que tal deixar um comentário na história?
Por não receberem novos comentários em suas histórias, muitos autores desanimam e param de postar. Não deixe a história "Jungle Guards School - INTERATIVA" morrer!
Para comentar e incentivar o autor, cadastre-se ou entre em sua conta.