Como se livrar de um moleque apaixonado. escrita por LDMRPB


Capítulo 10
Aniversário


Notas iniciais do capítulo

Capitulo novo yaaay!!
Notícia sobre a frenquencia de postagem nas notas finais.
Uma boa leitura!!!



Capítulo 10 - Aniversario.

 

Alguns dias se passaram desde que ficara doente, apesar de ter sido apenas um resfriado de um dia, Brian havia feito questão de ficar com o mais velho e lhe fazer companhia durante o dia inteiro.

Era o final da tarde de um sábado ensolarado e Dylan o aproveitava em uma rede na sua varanda lendo um romance policial acompanhado de Dorothy que cochilava em sua barriga.

A frequência com que via o loiro diminuía a cada dia já que o mais novo estava em seu período de provas finais e bem próximo de terminar o ano letivo. Dylan tentava não ser uma distração para o menino, mas não podia negar a si que sentia falta daquela figura em seu dia a dia. Principalmente do seu sorriso. Dylan percebeu o quanto se viciou no sorriso fácil do Brian e como aquele sorriso o fazia sentir bem. Sua opinião quanto ao garoto estava mudando de uma forma que ele não sabia lidar. Hoje faria dois dias que não o via e isso estava lhe causando um aperto no peito e um desejo quase incontrolável de lhe ver nem que fosse por alguns minutos.

Voltou a página do livro que já havia lido, pois com sua cabeça divagando acabou por não prestar atenção nas palavras. Ultimamente isso vinha acontecendo cada vez com mais frequência. Se perdia em pensamentos sobre o loiro e perdia a noção da realidade.

Sentiu uma vibração ao seu lado e pegou o aparelho celular revelando que havia recebido uma mensagem.

“Dyyyyyy vou comemorar meu aniversario no bar da cor, você vem?” Recebeu a mensagem de um número que nem ao menos tinha salvo, mas que não havia dúvida quanto a quem seria. Só uma pessoa o chamava assim.

“É proibida a entrada de menores.” Foi a resposta que enviou depois de digitar milhões de coisas e apagar. Sentia certo desconforto ao imaginar o Brian em uma boate gay, já conseguia imaginar a atenção que o loiro chamaria e a quantidade de homens que flertariam consigo.

“Poxa se apenas existisse um documento mágico que pudesse facilmente resolver esse problema, não é mesmo?”

“Você está falando de identidade falsa, Brian?” Perguntou o obvio, sentindo uma grande vontade de o repreender.

“Você vem?” O  mais novo perguntou ignorando a pergunta do moreno que costumava ser tão certinho.

Dylan demorou bons minutos antes de responder. A frase “eu não contaria com isso” ficou rondando a sua cabeça por um tempo e ele chegou até a digitar, mas não teve coragem de envia-la. Podia imaginar o Brian agitado próximo do celular aguardando sua resposta, com seu sorriso fácil em seus lábios, coberto de expectativa e aquela resposta faria com que aquele tão belo sorriso desaparecesse.

“Que horas?” Decidiu por mandar.

“10!!! ♥ ♥ ♥” O moreno acabou por sorrir com a maneira que fora respondido.

“Vai precisar de carona?” Indagou. Já imaginando que seria mais seguro ir com o mais novo e voltar com ele para que não ocorresse nenhuma fatalidade.

“Estou na casa de um amigo, vou com ele.”

“Que amigo?” A pergunta veio tão rápido que Dylan só pode se repreender depois de enviada.

“Ciumes? HAHAHA Ele é da escola. Vou com ele e mais alguns amigos. Mas espero que meu namorado apareça também. Ele é muito chato para sair, sabe?.” Brian respondeu não perdendo a chance de lhe provocar um pouco.

“Quais as chances de ser preso se eu for pego coberto de pirralhos de 17 anos?” Retribuiu a provocação.

“Todos são de maior, Dy. Eu sou o mais novo.”

“Dy, os meninos estão no meu pé para lhes dar atenção. Te vejo mais tarde?! Beijos.” Brian mandou duas mensagens seguidas e o moreno largou o celular quando viu que a conversa teria fim naquele momento, mas foi surpreendido quando o celular vibrou novamente.

“Te amo! ♥” Dylan sentiu o coração acelerar ao ler a mensagem e a releu algumas vezes, esperando que as palavras se transformassem em qualquer outra coisa. Outra coisa que não o fizesse se sentir como se sentia naquele momento. Não sabia quanto tempo fitou aquela mensagem, mas quando Dorothy se remexeu e o deixou, ele foi trazido de volta a realidade. Decidiu levantar também e se organizar para a noite que viria. Sabia que o aniversario do Brian estava próximo, mas não tinha conhecimento do dia exato.

— O que eu compro para ele? — Dylan perguntou a gata que bebia água sem lhe dar qualquer atenção. Encarou o animal por mais alguns minutos considerando o que faria em seguida. Não conhecia o loiro o suficiente para saber que músicas ouvia ou quais seus hobbies. Decidiu por tomar um banho e ir ao shopping. Quando visse algo que achasse que o jovem fosse gostar compraria.

Dylan voltou para casa após umas duas horas perambulando pelas lojas, parcialmente frustrado pela falta de criatividade do presente que escolheu. Queria dar ao loiro algo especial, mas se contentou com uma camisa de um heroi que Brian parecia gostar bastante pelo filme que viram.

Olhou ao relógio em seu pulso percebendo que o horário que havia marcado com o mais novo se aproximava. Decidiu comer algo, tomar um banho e se arrumar para o evento. Apesar de prezar pela pontualidade, hoje, Dylan faria a questão de se atrasar, pois tinha total certeza que o moleque não estaria na boate assim que ela fosse aberta.

Já havia se passado das dez horas quando o moreno acabou de se arrumar, analisou seu reflexo no espelho se julgando mentalmente pelo esforço que colocara em ficar atraente. Usava uma camisa azul marinho com discretas estampas branca, uma calça apertada preta e um mocassim também preto. Além disso, fez algo que a muito tempo não fazia, retirou seus óculos grossos dos rosto e colocou as desconfortáveis lentes de contato. Fazia um bom tempo que não se sentia bonito assim, e não fazia ideia do porque tanto esforço para ir a uma boate já que nem mesmo era público desses lugares. Caramba, nem acreditava que passou mais que meia hora ajeitando o cabelo. Deu mais uma olhada antes de sair de casa. Pelo menos o esforço compensou, estava se sentindo bonito.

O transito estava um pouco intenso mesmo que já fosse mais tarde, o clube que iria ficava bem no centro da cidade e em um sábado a noite era bastante popular. Aproveitou o momento para sintonizar na rádio e ouvir as músicas que provavelmente encontraria lá, ação que apenas o desmotivou, pois nenhuma lhe era familiar. Talvez realmente estivesse muito velho para tal.

Depois de estacionar sem muita dificuldade, pois a maioria das pessoas preferiam utilizar transportes alternativos, Dylan se direcionou a fila que lhe aguardava na entrada.

Sentiu alguns olhares sobre si e isso o deixou mais confiante. Não conseguia deixar de se perguntar se o loirinho também lhe olharia daquela forma. Passou uns bons vinte minutos na fila, coberto de ansiedade e expectativa.

Entrou no local e percebeu que teria muita dificuldade em encontrar com o mais novo. O espaço grande estava coberto por pessoas que dançavam, os jogos de luzes eram hipnotizantes e a música estrondosa, tinha certeza que se ligasse o Brian não o ouviria. Passou com dificuldade esbarrando em inúmeras pessoas em direção ao segundo andar, sabia que seria mais fácil localizar o loiro de lá. No percusso ainda teve que se esquivar de algumas mãos que o puxavam para longe do seu objetivo. Após se posicionar na grade no andar de cima teve um campo maior de visão. Se arrependia de usar lentes, pois sua visão não estava tão boa. Mas não iria desistir, escaneou aquele local de ponta a ponta, procurando pelo motivo que o fazia estar ali. Seu coração saltou uma batida quando finalmente o encontrou.

Brian estava muito sensual e ao constatar isso Dylan sentiu que precisava sentar. Sua respiração estava descompassada e suas pernas de repente não pareciam fortes o suficiente para sustentar seu corpo. Não se importou com os olhares e sentou ali mesmo no chão, aonde ainda conseguia visualizar o loiro. Brian dançava com um grupo de amigos, e segurava um copo de bebida na mão. Uma menina dançava muito próximo de si e de costas eles se esfregavam ao ritmo da musica que tocava. O loiro usava shorts pretos e com isso toda vez que rebolava ao chão suas coxas e bunda pareciam roubar todo o holofote. Um casal de meninos ofereceram algum tipo de pastilha ao menino que recusou e continuou a beber seu drink, os meninos então colocaram na própria boca e a dividiram em um beijo molhado.

Dylan já tivera seus momentos de festas e sabia muito bem o que aquela pastilha era. Sentiu um alivio ao ver que o loiro recusou, mas ainda sim sentia uma enorme vontade de se aproximar e lhe arrastar pelos braços de volta para sua casa. Odiava estar ali, o observando com aquela dança sensual, o copo de bebida, o sorriso fácil direcionado a qualquer um e os olhares predadores que lhe avaliavam. Ninguém deveria olhar para o que era seu daquela maneira. Se repreendeu no mesmo momento. O Brian não era seu.

— O que eu estou fazendo aqui? — Se questionou em voz baixa. Acabou rindo sem qualquer prazer. Estava mesmo observando e o pior, desejando aquele garoto? O loiro parecia se divertir muito bem sem si, e tinha certeza que seria melhor assim. Decidido, desceu as escadas e caminhou para longe daquela orgia com musica. Sabia que era um erro e ele jamais deveria ter vindo aqui. Sentia seu estomago embrulhando como se tivesse bebido litros de álcool. Estava com raiva,frustado e muito confuso. Não fazia ideia do que sentia, mas tinha certeza que estava errado em sentir. Respirou fundo quando finalmente deixou aquele local. A fila agora ainda maior.

— Dylan? — Ouviu uma voz lhe chamando. Procurou a voz e encontrou um rosto sorridente e levemente surpreso em lhe ver ali.

— Rajesh. — O moreno o reconheceu na hora. Apesar de bem mais arrumado que antes seu rosto era bastante memorável.

— Já está indo? — Indagou curioso. — Se quiser pode ficar comigo e alguns amigos. — Ofereceu. — Devo admitir que estou bastante surpreso em lhe ver aqui. —

— Agradeço, mas não estou me sentindo bem. — Justificou sem muita vontade. No momento sentia a necessidade de estar sozinho e gritar todas as suas frustrações, o que menos queria era voltar lá para dentro e ver o loiro novamente.

— Entendo. — O indiano respondeu se aproximando do Dylan. — Você fica muito bonito sem os óculos. —

— Obrigado. — Foi tudo que respondeu, percebendo que o veterinário se aproximava de si com um sorriso sensual em seus lábios.

— Bom, até outro dia então. — Se despediu e voltou em direção ao seu grupo de amigos que o chamava já que a fila começara a andar. Dylan respondeu um adeus apressado e caminhou derrotado até seu carro. Maldito momento que decidira sair de casa.



Notas finais do capítulo

Pessoal eu vou postar a cada 15 dias ou assim que receber 5 comentários (tem muita gente lendo e quase ninguém comentando, to ficando desmotivada). Sei que parece chantagem e talvez seja um pouquinho, mas eu prefiro pensar como uma recompensa. Mas não se sintam obrigados a nada, em quinze dias tem cap novo independente de quantidade.



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