Na Minha Vida escrita por André Tornado


Capítulo 24
Estrada e liberdade


Notas iniciais do capítulo

No capítulo anterior:
O jantar foi saboroso e farto, fizeram-se telefonemas para acalmar familiares e amigos próximos de que estava tudo bem e depois os rapazes foram divertir-se para a festa. Causaram uma excelente impressão, especialmente nas moças da aldeia. A dona da hospedaria seduziu o George e o George deixou-se seduzir. Uma noite memorável!



O automóvel era um Cadillac Fleetwood Broughman, de 1966, de cor branca. Uma antiguidade sobre rodas, mais esgotado do que o velho Renault de John Lennon. Uma classificação mais suave e politicamente correta do que sucata. Na verdade, o Cadillac branco não passava de outra carcaça envelhecida e maltratada pelo tempo, disfarçada em carro clássico.

Era o que eles precisavam para seguir viagem de Viejos até à fronteira e depois apanharem a autoestrada até à cidade onde morava a Margaret, não se iam pôr com esquisitices. Tinha um motor General Motors de oito cilindros em “V”, consumia gasolina à bruta, um autêntico sorvedouro de combustível, ia dos zero aos cem quilómetros por hora em pouco mais do que nove segundos, tinha quatro portas e era uma autêntica banheira americana dos bons velhos anos sessenta do século vinte. Dava uma certa classe e permitia uma travessia relativamente confortável através do deserto. Em tempos fora considerado um carro de luxo, agora apodrecia numa garagem de um negociante de carros usados que já se tinha reformado, mas que mantivera, por graça, alguns exemplares da sua vasta mercadoria. Não fosse aparecer alguém desesperado para sair de Viejos pelas planícies inóspitas a norte, como aquele grupo de quatro rapazes que se tinham revelado como uns músicos impressionantes nos festejos locais da noite anterior.

Todos os conheciam por causa da sua atuação e cumprimentavam-nos com o apodo de gringos musicais. Era engraçado, era acolhedor, fora divertido e a festa tinha sido maravilhosa, mas eles queriam ir-se embora, o mais depressa que conseguissem. Não tinham mais assuntos a tratar ali e esperava-os uma longa viagem. Queriam chegar o quanto antes ao seu destino. Saber se podiam assentar na nova cidade durante uns tempos até que a notícia do assalto acalmasse e acabasse por cair no esquecimento.

A irmã de Conchita abraçava-se a Ringo Starr com tanta sofreguidão que ele se sentia esganado, mas deixava a moça manter-se alapada a ele, por não querer desfazer cedo demais aquela separação que estava a ser regada a lágrimas. Paul dava as mãos à amiga desta, dizendo-lhe que gostara muito de a conhecer e que iria escrever-lhe, uma vez que a moça lhe tinha entregado um papel perfumado com a sua morada na aldeia, o número de telemóvel, o endereço eletrónico, a conta no Facebook, Instragram e Whatsapp. A própria Conchita escutava, abatida e pálida, o adeus conciso de John, que fumava com uma descontração ofensiva.

Yeah, love… Foi muito bom estar contigo.

— Vais escrever-me?

Conchita também tinha entregado um papel a John, menos espampanante do que o da sua amiga, um simples quadrado branco com o seu endereço eletrónico e o número de telemóvel, apenas, sem perfume, sem coraçõezinhos nos cantos e sem uns lábios desenhados a batom vermelho num beijo imprimido com fervor na missiva apaixonada.

— Não sou muito bom a escrever… Não fiques admirada, está bem, love?

— Podes só enviar-me um “olá”. Basta um “olá”.

— Sim, basta um olá” e desencadeia-se uma tempestade de esperança… não é?

Conchita baixou a cabeça. Ela compreendia que aquela despedida era definitiva, o que acontecera fora somente uma aventura de apenas uma noite, nada de promessas, nada de compromissos, nada de estúpidas ilusões, mas insistiu:

— Tens o meu número… Liga-me, se não gostas de escrever.

— Quando arranjar um telemóvel novo… love.

Por instantes desejou que a atitude de bad boy de John fosse apenas isso, uma atitude. Por momentos acreditou que ele iria sorrir-lhe e piscar-lhe o olho, indicando que podia estar a dizer aquilo, a cortar-lhe todas as fantasias, mas que era só para que os seus amigos ouvissem. Ele sabia que ela estava a pensar assim e mentalmente achava patético. Contudo tinham precisado da Conchita para que os tivesse apresentado ao homem que lhes disponibilizara o velho Cadillac com que iniciariam, por fim, a longa estrada que os transportaria para outro mundo, outra realidade, longe da pacata e quente Viejos e não queria deixá-la de coração partido, assim tão de repente. O tempo encarregar-se-ia de mostrar-lhe essa evidência, entretanto já ele estava longe e as lembranças daquela noite mais desvanecidas e descaracterizadas.

Por seu turno, George estava sozinho e saboreava o seu cigarro, contemplando as escassas nuvens que vogavam no céu. Tinha-se despedido da sua mulher logo na estalagem e acontecera sem grandes lamechices, com uma maturidade e desprendimento que ele não sentia, verdadeiramente. Não quebrara a pose, nem quando o beijo fora mais demorado do que estava à espera, pois a mulher dera a entender que estava tudo conversado entre eles depois das brincadeiras escaldantes da noite anterior que duraram até de madrugada, deixando-o exausto e feliz. Mas beijara-o com muita paixão. Fora bom, podia continuar a ser bom, mas havia um caminho para fazer… Ela, com muita pena, percebeu-o. Ele sacudiu os ombros, penteou a cabeleira farta e rebelde com os dedos e também o percebeu. O assunto ficou encerrado e achava penoso estar a assistir, embora ligeiramente afastado, àquela demonstração piegas da Conchita, da irmã e da amiga.

Romântico e gentil, Paul prometeu mil e uma coisas à sua namorada daquela aldeia. Também fora ele que recebera o bilhete mais completo. Os lábios da moça tremeram, os dentes brancos morderam-nos e se antes sorria, a seguir desmanchou-se num choramingo. Paul abraçou-a, beijou-lhe os cabelos, soltou-a. Deu um toque em John e foram para o carro.

Ringo aproveitou a deixa para deslizar, literalmente escorrer dos braços da irmã da Conchita, desdobrando-se em palavras desconexas que ligadas formavam mais ou menos uma frase coerente de despedida. Entre os dedos apertava também um pedaço de papel dobrado com os dados da moça. E ela continuava a chorar, com um lencinho branco bordado encostado à face, os olhos claros e expressivos a pestanejar sem parar.

John sentou-se ao volante e fechou a porta com um baque forte. Paul contornou a parte da frente, abriu a porta do pendura e ocupou o seu lugar, colocando o cinto enquanto erguia a mão e acenava ligeiramente, provocando novas lágrimas na sua namorada com aquele gesto. Na bagageira estavam os seus poucos haveres, ou seja as guitarras e as baquetas. O saco do dinheiro tinha sido atirado para o banco traseiro e Ringo recuperou-o quando aí se sentou, agarrando-o discretamente. Continuavam sem tocar nas notas, o carro fora pago, mais uma vez, com o cartão de crédito de Paul.

Ao dirigir-se para o automóvel, George descobriu a segunda amiga, aquela que ele tinha rejeitado na festa, a espreitar a cena desde uma esquina sombria. Naquele relance pareceu-lhe que a moça também chorava, o que seria estranho pois nada tinha acontecido entre ela e nenhum deles, nada de contacto físico e amor apaixonado na cama de uma estalagem que não tolerava orgias. No entanto, tinha mesmo acontecido atividade carnal em grupo, pois soubera, de manhã, quando subira para tomar um duche, que John, Paul e Ringo tinham partilhado o quarto, sem se importarem com a privacidade uns dos outros. Nem elas se tinham importado, pelo que não havia nada a censurar ou a reportar.

A noite estivera demasiado ardente para certas definições, fronteiras e pruridos.

Pois, a segunda amiga chorava mesmo… Ele suspirou, triste por constatar como as mulheres daquela aldeia eram demasiado solitárias e ambiciosas. Queriam fugir dali, de preferência de braço dado com um forasteiro… Os moços da terra não chegavam para os seus sonhos. Agarrou na porta que Paul ainda não fechara. Pulou por cima deste e sentou-se no assento do meio, pois aquele carro era tão largo que permitia esse banco suplementar dianteiro.

John olhou-o divertido.

— Queres ir aí, entre mim e o Paul?

— Porquê? É perigoso?

— Não! Podes não aguentar com as cantigas...

— Experimenta-me!

Inclinando-se, Ringo deu duas palmadas nos encostos de couro.

— Vamos, rapazes! Está na hora da partida.

— Uh... Querendo fugir da praga da Conchita e companhia? – troçou John olhando por cima do ombro. – Viejos já perdeu a piada depois de todos os segredos… desvendados?

— John! – censurou Paul incomodado. Deitou uma olhadela à rua onde as três mulheres aguardavam que eles, finalmente, se fossem embora, de olhos aguados, lencinhos nas mãos, contraídas e lastimosas. – Elas… Elas ainda estão ali.

— Então, façam adeus.

— Ah, és impossível… Não tens coração.

— Tenho, tenho coração! – riu-se John, esticando um braço por cima de George, querendo acertar-lhe uma palmada que Paul esquivou. – Ontem batia tão depressa enquanto eu fazia a Conchita…

— Johnny!

— Cantar, Macca. Cantar.

— Saímos daqui, ou não? – perguntou George, olhando alternadamente para os dois amigos.

— Vamos lá, já lhes dissemos adeus. Foram moças... espetaculares. Com certeza que ficarão num lugar especial na nossa memória e no nosso coração – analisou Ringo, cínico. – No nosso coração que bateu muito por elas, ontem à noite. Não é verdade, George?

O guitarrista corou levemente, cruzou os braços.

— A minha... mulher de ontem não é para aqui chamada.

— Eu acho que o Georgie foi o que teve mais sorte – disse John fingindo que estava amuado. – Conseguiu apanhar o tubarão deste oceano.

— George! Chamo-me George!

— Não sei – alinhou Paul. – Não lhe queres perguntar por detalhes? Talvez o tubarão fosse inofensivo, afinal… Um pequeno peixinho vermelho de aquário que gostava de carícias e de atenção.

— Sim, Conta-nos detalhes… – pediu John dando uma cotovelada no rapaz mais novo. – Como foi que conseguiste fisgar aquela tipa que insinuou que éramos casalinhos?

— Talvez quisesse comprovar… que não éramos casalinhos e quis experimentar com um de nós, para tirar a dúvida definitivamente – respondeu George colando o queixo ao peito, escondendo um sorriso maroto. – E não vou contar detalhes. Sou tímido.

— Mostraste-lhe… não lhe mostraste? – perguntou Ringo.

— Tímido?! – admirou-se John.

— Acho que ela ficou convencida e sem qualquer dúvida. Sim, mostrei-lhe.

— Oh, o George tem os seus dotes de conquistador! – exclamou Paul.

Uma gargalhada geral.

John agarrou na chave, enfiou-a na ignição, rodou o pulso, ligou o motor. O Cadillac roncou num troar ensurdecedor, como se guardasse dentro do capô um monstro à espera de ser libertado. John engatou a mudança automática para diante, na posição de “marcha” e carregou no pedal do acelerador para soltar a besta, que clamava pela estrada que iria conquistar. Girou o volante, o carro fez uma inversão dramática, quase um pião completo, os pneus traseiros levantaram uma nuvem de poeira que toldou a janela do vidro traseiro. Ringo recostou-se, sorrindo.

O carro arrancou impaciente, percorrendo com grande ruído o caminho de terra batida, a borracha das rodas a chiar enquanto trucidava as pedrinhas semeadas pelo percurso, indo na direção da estrada alcatroada mais adiante, uma serpente negra que ziguezagueava pela paisagem. Paul ainda espreitou pelo retrovisor e viu as três mulheres, Conchita no centro, as outras duas a abraçarem-se a ela para se confortarem mutuamente. Uma quarta juntava-se-lhes e ele achou que reconhecia nela a primeira moça que dançara com George na festa, antes de aparecer a estalajadeira. A imagem estava turvada pela nuvem acastanhada gerada pelo arranque do automóvel. Fechou os olhos, pensou um pouco mais nelas, nos beijos quentes trocados na noite anterior, depois sabia que seria como o baterista afirmara. Um momento especial na memória e no coração, nada mais.

Quando o Cadillac começou a rolar na estrada, sem nada mais à frente do que o vasto deserto, sentiram alívio, liberdade, arrojo, invencibilidade, o horizonte expandiu-se até ao infinito, eles sabiam que estavam a retomar a vida nas suas mãos e que havia esperança no futuro próximo. Eles podiam, literalmente, fazer tudo o que quisessem, sem contrariedades ou imposições.

John conduzia com um prazer indiscritível, sorriso no rosto, o vento a soltar-lhe os cabelos. Os vidros da frente estavam abertos para fazer circular o ar, porque fazia muito calor e o sol queimava o solo, as aflorações rochosas e os catos imponentes que se erguiam descorados, de longos e grossos braços elevados para o céu.

Ringo brincava com as suas baquetas, agitando-as num ritmo imaginado, concentrado numa música que ele teria na cabeça. O ar circulante fazia demasiado barulho dentro do carro para que se conseguisse ouvir as batidas com precisão, mas Paul animou-se com a possibilidade de criar uma canção. Começou a bater com as mãos no tabliê. George, que continuava de braços cruzados, olhou-o expectante. John, que o conhecia melhor do que os outros, limitou-se a sorrir de través, pois já sabia que vinha aí uma inspiração momentânea e genial.

Ringo apercebeu-se do novo tempo e começou a mimá-lo.

Então Paul abriu a boca, forçou a garganta para se fazer ouvir por cima da ventania que enchia o carro e começou a cantar:

 

Got a good reason for taking the easy way out

Got a good reason for taking the easy way out now

She was a day tripper, a one way ticket yeah

It took me so long to find out, and I found out.

 

Tive uma boa razão para tomar a saída mais fácil

Tive uma boa razão para tomar agora a saída mais fácil

Ela era uma viajante de um único dia, com bilhete único yeah

Levei tanto tempo para descobrir, e eu descobri.

 

John apercebeu-se das frases repetidas e começou a cantar com o amigo. George também fazia o mesmo. Decorava as palavras e cantava-as, criando uma harmonia vocal de fundo que acompanhava a voz esforçada de Paul.

A canção era uma espécie de testemunho do que tinha acabado de acontecer, com as meninas de Viejos. Só que Paul torcera a letra de modo a que fizesse referência a eles num papel inverso. Havia, contudo, outro significado escondido e John sorria. Ringo continuava com as suas batidas nos encostos, mesmo ao lado do ouvido de George que desatou a bater palmas para reforçar o ritmo.

 

She’s a big teaser, she took me half the way there

She’s a big teaser, she took me half the way there now

She was a day tripper, a one way ticket yeah

It took me so long to find out, and I found out.

 

Ela é uma grande provocadora, levou-me apenas até meio do caminho

Ela é uma grande provocadora, agora levou-me apenas até meio do caminho

Ela era uma viajante de um único dia, com bilhete único yeah

Levei tanto tempo para descobrir, e eu descobri.

 

O Cadillac percorria a estrada, tragando milhas atrás da milhas, veloz e poderoso, criatura metálica a correr através do deserto, seta alva disparada por um centauro, alimentado a combustível e a música.

Ao guiá-lo, Lennon era como o mestre-de-cerimónias daquela viagem que os carregava nas asas da liberdade, nos ventos quentes, em nuvens inventadas e coloridas. A paisagem no exterior torcia-se em ondulações provocadas pelo calor, monótona nos seus amarelos e outros tons terrosos. E a rasgá-la a brancura singela do automóvel, a deixar uma esteira de novelos de fumo no seu rasto. Visto do ar, pelos olhos das águias que pairavam naquele céu profundamente azul, o movimento na via cortava a calmaria, havia vida entre a aridez. O mundo existia mesmo naquele lugar parado. Entre as rochas, nas alturas, na estrada alcatroada.

A cabeça de Paul oscilava à medida que ele ia contando a história daquele encontro que não terminara da melhor maneira, que fora cheio de equívocos e de preconceitos.

 

Tried to please her, she only played one night stands

Tried to please her, she only played one night stands now

She was a day tripper, a Sunday driver yeah

It took me so long to find out, and I found out.

 

Tentei agradá-la, ela só alinhava em aventuras de uma noite

Tentei agradá-la, agora ela só alinhava em aventuras de uma noite

Ela era uma viajante de um único dia, uma condutora de domingo yeah

Levei tanto tempo para descobrir, e eu descobri.

 

No encerramento da canção, todos cantavam, até Ringo tinha juntado a sua voz à de Paul, de John e de George. O refrão era a quatro, numa apoteose harmónica.

 

Day tripper, day tripper, yeah

 

Viajante de um único dia, viajante de um único dia, yeah

 

Houve gritos no final, aplausos, assobios. Paul recostou-se, lançando a cabeça para trás, aliviado por ter terminado já que puxara bastante pela voz na sua competição com o vento. Sorria, satisfeito,

— Isso pede uma introdução vigorosa… Um solo de guitarra – indicou George.

— E pandeiretas – acrescentou Ringo. – É uma excelente canção.

— Talvez possamos gravá-la na nova cidade. O que dizes, Paul? – propôs John.

Paul encolheu os ombros, descontraído.

— Talvez… Quem sabe a sorte que nos espera no fim deste caminho.

A sobrancelha de George levantou-se.

— Gravar um disco? Isso é arrojado…

— Ricos e famosos! – imaginou Ringo, fazendo uma festa no saco do dinheiro.

— Tenho uma surpresa para vocês – cortou John, embalado no entusiasmo gerado pela canção que todos viam como um futuro grande sucesso musical. – Abre o porta-luvas, Macca.

Paul obedeceu prontamente ao que o amigo lhe pedia e lançou a mão ao fecho do pequeno compartimento. Ringo chegou-se à frente e, tal como George, pôs-se a olhar curioso para descobrir o que John inventava.

Ele queria a harmónica para mostrar-lhes outra canção, pensou Paul a baixar a tampa do compartimento. Iria adverti-lo de que deveria ter cuidado, pois estava a conduzir e não podia desconcentrar-se da estrada, que era uma reta infinita, mas que podia apresentar algum obstáculo imprevisto.

Sim, dentro do porta-luvas estava a harmónica, como ele antecipara. Mas estava também outra coisa. George e Ringo esticaram o pescoço para ver melhor. O sorriso de John foi malicioso e engraçado, um menino apanhado a fazer uma travessura.

E Paul sentiu o maxilar descair, empurrado por uma tremenda força. Simplesmente, ficou boquiaberto.



Notas finais do capítulo

Olá queridas leitoras, caros leitores!
Estamos de regresso a esta história - e eu também já estava com muitas saudades de publicá-la.
Desejo-vos um bom ano novo cheio de coisas boas, com muita música e amor!
Espero que 2018 seja cintilante.

Então, vamos ao capítulo: John, Paul, George e Ringo despediram-se da aldeia e meteram-se pela estrada fora através do deserto, deixando três corações partidos.
Destino: liberdade.

A canção deste capítulo é "Day Tripper", de 1965 e deixo-vos o vídeo (enquanto existir no YouTube...):
https://www.youtube.com/watch?v=h_WmfdGO7bE
Pessoalmente é uma das minhas canções favoritas da banda.

E agora? O que será que o Paul descobriu?

Próximo capítulo:
Famosos.



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