Collide escrita por Allie Próvier


Capítulo 28
28. Caminhos


Notas iniciais do capítulo

Queria avisar que eu tô no 3º ano do ensino médio, o ENEM tá chegando, tenho 7 pesquisas pra fazer à mão e 2 seminários de história pra preparar, mas eu sou guerreira e amo vocês, HAHAHAHA.
Tá aqui o capítulo com música e muito amor (cliquem no nome da música quando ela aparecer e abram em outra janela para ouvir enquanto leem), espero que gostem! ♥

E TEM SURPRESA NO FINAL, LEIAM!!!




CAPÍTULO 28

 

Porque por um momento, um bando de ladrões

em jeans rasgados conseguiram dominar o mundo.

Taylor Swift - Long Live

 

   O domingo amanheceu nublado.

   Sentei preguiçosamente na cama e percebi que havia adormecido com a roupa do dia anterior. Fui até o banheiro e fiz careta para o meu reflexo no espelho. Eu estava um caco. Arranquei a roupa amassada de mim e tomei um banho. Lavei bem o rosto e os cabelos, e me senti bem melhor. Saí do banheiro enrolada na toalha e fui para o quarto botar uma roupa. Vesti um pijama qualquer, já que não pretendia sair de casa, e fui para a cozinha.

   No meio do caminho, dei de cara com Daniel dormindo no sofá. Arqueei uma sobrancelha, confusa. Eu havia mandado ele dormir no quarto da minha mãe, e ele caiu no sono ali mesmo. Suspirei, indo até meu quarto para pegar um cobertor e um travesseiro. Joguei um edredom sobre ele e coloquei o travesseiro debaixo de sua cabeça. Seu sono estava tão pesado que ele nem fez menção de acordar.

   Devia ser por volta de onze horas da manhã, mas eu o deixaria dormir mais. Se eu estava exausta, imagine ele que foi e voltou de Carmel dirigindo durante a madrugada.

   Fui até a cozinha para preparar algo para comer e vi que, novamente, a geladeira estava quase vazia. A maior parte da comida que eu havia comprado com a minha mãe já havia acabado. Gemi de frustração. Peguei um casaco qualquer e calcei chinelos, apenas. Iria até um mercadinho que havia no fim da minha rua, de pijama mesmo. Ninguém se arruma para ir ao mercadinho do fim da rua em pleno domingo chuvoso.

   Comprei alguns biscoitos, macarrão para o almoço, pães, queijo, suco e alguns doces. Voltei para casa praticamente arrastando os pés de preguiça. Quando cheguei, Daniel ainda dormia. Guardei as coisas no armário da cozinha e na geladeira, e comecei a preparar o macarrão.

   O menu de quase todos os dias é macarrão, porque é a coisa que eu faço melhor. E é bem prático.

   Daniel acordou quando eu já estava servindo meu prato. Apenas o vi indo até o banheiro para lavar o rosto e logo estava de volta. Acabei servindo o prato dele também e quando ele entrou na cozinha, eu já colocava suco nos copos para nós dois.

— Obrigada. – ele disse baixinho.

   Sentamos no sofá e eu liguei a TV. Passava um episódio qualquer de Friends. Comemos em silêncio, dando umas risadinhas vez ou outra. No fim, ele se ofereceu para lavar a louça. Fiquei no sofá trocando os canais e me sentindo levemente nervosa. Eu sabia que quando ele terminasse com a louça, teríamos a conversa.

   E eu não estava errada. Quando Daniel sentou no sofá novamente, me olhando com expectativa, eu desliguei a TV e me ajeitei onde estava. Ficamos um de frente para o outro.

— Eu quero explicar. – ele disse.

   Eu assenti, dando espaço para ele falar. Daniel se ajeitou onde estava, parecendo procurar uma posição confortável ou então enrolar por mais um tempo antes de vir com desculpas. De qualquer forma, eu esperava para ouvi-las e esperava que fossem sinceras.

— Louise apareceu no colégio novamente, sem eu saber. Ela insistiu em falar comigo, disse que queria ir à um lugar mais reservado... Eu neguei, porque já estava indo te encontrar, mas ela entrou no meu carro e não parava de insistir, como sempre. Eu acabei aceitando. – ele disse, me olhando nos olhos. – Fui ao Píer com ela, porque ela disse que queria ir até lá. Eu não sabia daquela foto, não fazia a mínima ideia de que ela havia nos fotografado. Só soube quando você mencionou isso na mensagem de ontem.

   Assenti fracamente, apoiando minhas costas no encosto fofo do sofá.

— E sobre o que ela queria conversar? – perguntei com um ar de despreocupação, mas na verdade estava me corroendo de curiosidade e incômodo por dentro.

— Sobre o pai dela. – ele deu de ombros, se encostando no sofá como eu. – Ela parecia tão desesperada que eu pensei que fosse algo realmente sério. Mas, no fim, ela só queria conversar sobre o pai que está querendo que ela vá viver com ele. Ela está em dúvida se vai ou não, e queria a minha opinião.

— E qual foi a sua opinião?

— Que eu quero que ela vá para bem longe. – ele disse, me fazendo rir um pouco. – Mas eu não disse isso. Falei que talvez seja melhor para ela viver com o pai, porque a mãe não faz muito bem a ela.

   Dada as explicações, o silêncio caiu entre nós. Fiquei olhando para as minhas unhas pintadas de azul que já estavam descascando, - quando eu lembrar de ir cortar o cabelo, tenho que lembrar de fazer as unhas também – enquanto Daniel olhava para mim. Eu sentia seu olhar, o peso dele esperando pela minha resposta a tudo aquilo. Mas eu não tinha uma resposta, tinha? Eu não sei bem como lidar com isso agora. O que devo dizer? Que “acho bom mesmo” que ele a queira longe? Que ele nunca mais deve mentir para mim? Que eu não quero que ele volte a vê-la?

   Isso soa tão possessivo e errado, apesar de ser tudo o que eu quero dizer.

— Diz alguma coisa. – ele pediu baixinho. – Eu não queria te magoar, Ally. Eu juro que não queria sair com ela, mas você sabe como ela é insistente.

— Mas você não é obrigado. – falei rapidamente, cortando-o. – Não importa o quão insistente ela seja, você não tem que vê-la porque ela quer.

   Ele suspirou, passando as mãos no rosto. Eu sabia que devia ser complicado para ele, considerando que Louise é sua amiga de infância, mas ele prometeu que não voltaria a vê-la. Ele não quer isso, não se sente à vontade com ela, então por que cai tão facilmente? Não devia ser assim.

   E eu pareço tão patética com todos esses pensamentos e atitudes, tão controladora e possessiva. Tão cheia de cobranças para uma pessoa que nem sequer possui uma relação de verdade comigo. O que eu sou de Daniel para cobrar esse tipo de coisa? Quem sou eu para proibi-lo de ver alguém?

— Desculpe. – falei, e ele me olhou confuso. – Esqueça tudo isso. Se você quer vê-la, tudo bem. A escolha é sua.

   Fiquei de pé e comecei a ir até a cozinha. Ouvi ele me seguindo.

— Como assim? – perguntou. – Mas eu não quero vê-la. Não sabendo que ela me quer... De outra forma.

— Mas a escolha é sua, é isso que quero dizer. – falei rapidamente, tentando fugir daquele assunto, enquanto abria a geladeira e procurava por um dos doces que havia comprado. – Ela sempre foi sua amiga, não é porque eu me sinto incomodada com ela que você deve se sentir coagido a não vê-la, é só que...

— Ally, o que há?

   Respirei profundamente, fechando a geladeira sem pegar nada e me encostando nela. Daniel estava a dois passos de mim, me olhando com curiosidade.

— Eu não sei. – murmurei. – Eu sinto que não devia te cobrar isso. Não devia querer que você não a visse.

— Mas eu não estou fazendo isso só porque você não quer. – ele arqueou uma sobrancelha. – É uma escolha minha também.

   Ficamos nos olhando por alguns segundos; Daniel tentando me entender e eu também tentando entender a mim mesma. Não cheguei à conclusão alguma, e obviamente ele também não. Não sei se era a bebida do dia anterior, mas eu ainda me sentia levemente tonta e confusa. Esse assunto estava me consumindo. Daniel me deixava louca com todas essas histórias, eu não sabia mais como reagir diante de tudo.

— Ok. – falei, por fim. – Ok, assunto encerrado. Você não quer vê-la, eu não me oponho a isso. Tudo bem.

   Abri a geladeira novamente e peguei a garrafa de água. Daniel continuou onde estava, me olhando perdido.

— Você me confunde. – ele disse.

   Suspirei, virando um copo de água garganta abaixo e desejando que eu também parasse de confundir a mim mesma.

(...)

   O dia do SAT estava chegando, assim como o dia da formatura. O Sr. Harris dividiu a equipe do jornal em equipes para matérias sobre a formatura e os planos para o futuro dos estudantes do colégio, mas eu fiquei encarregada de trabalhar sozinha. Ele gostava do que eu escrevia e o feedback dos alunos sobre meus escritos também era bem positivo, então ele pediu para eu fazer um artigo de opinião sobre tudo aquilo: formatura, fim de um ciclo e início de um novo, planos futuros, o que tudo isso significava para mim e o que provavelmente significava para todos que conviveram comigo todos esses anos – direta ou indiretamente.

   Não era uma tarefa fácil, considerando que ele pediu isso para Allison Jones. A rainha do “eu não sei o que estou fazendo”. Mas missão dada é missão cumprida.

   Porém, quando eu amassei e joguei na lixeira o décimo terceiro rascunho, tive que parar e repensar minha existência. Deixei o lápis de lado na escrivaninha e joguei a cabeça para trás, encarando o teto do meu quarto. Só então percebi as sombras que se formavam sob a luz do sol. O dia já estava acabando. Ouvi meu celular apitar na mesa e o peguei preguiçosamente, vendo o nome de Daniel piscar na tela. Sorri.

— Quem incomoda? – atendi.

Seu professor particular.— ele disse no outro lado da linha, e pude senti-lo sorrindo. – Que, aliás, está há quinze minutos esperando sua aluna chegar.

— Ah, Daniel... – lamuriei, saindo da cadeira e me arrastando até a cama, me jogando de cara nela. – Temos mesmo que ter aula hoje? Eu não aguento mais. Acho que já estou preparada para o exame.

Faltam apenas quatro dias para o SAT e você não quer estudar?— ele ralhou, me fazendo suspirar de cansaço. – Qual é, Ally, não desanima agora.

— Não estou desanimada. – gemi. – Estou com preguiça. E eu juro que me sinto muito confiante para o exame.

Allison...

— Não venha com essa de “Allison”. – revirei os olhos. – Vem aqui para casa, vou fazer pizza para a gente. Vou chamar Eve e Jack também.

Você sabe como conquistar um cara.— ele riu.

— É o que eu faço de melhor, querido. – falei fazendo uma voz sedutora e ouvindo a risada alta dele no outro lado. – Depois do macarrão, é claro.

(...)

   Quando Daniel chegou, - trazendo refrigerante e algumas balas de morango que eram as minhas preferidas e MUITO difíceis de achar; mas ele achou e comprou para mim, um fofo - Eve e Jack já estavam em meu sofá esticados e à vontade. Eu estava na cozinha, cortando a pizza pronta sobre o balcão de frente para a sala, conversando com eles. Daniel entrou, já que a porta estava aberta, e me beijou rapidamente antes de ir cumprimentar o casal na sala.

— Até que enfim você chegou! – Eve resmungou. – O filme está pausado na introdução há quinze minutos, te esperando.

— Oh, coitado dele. – Dan revirou os olhos, se jogando no outro lado do sofá.

   Corri para a sala com a pizza em mãos. Coloquei-a na mesa de centro, junto com o refrigerante e os copos, e Eve finalmente deu play no filme. Me acomodei ao lado de Daniel e senti seu braço rodear minha cintura rapidamente, enquanto ele capturava uma fatia de pizza na mesa. Olhamos um para o outro e ele balançou as sobrancelhas, sugestivo, enquanto mordia um pedaço da pizza. Sorri revirando os olhos e ele beijou minha bochecha rapidamente.

   (...)

   Depois que o filme acabou, ficamos rodando em círculos dentro do apartamento sem saber o que fazer e acabamos optando por sair. Fomos todos no carro de Daniel, para facilitar, e discutíamos o que poderíamos fazer no caminho. Ninguém tinha fome, nem queria fazer algo específico, então optamos por ir a algum lugar tranquilo apenas para passar um tempo. Fomos para Crissy Field, o mesmo local onde eu e Daniel firmamos o “acordo” dos benefícios. Era engraçado voltar ali com Eve e Jack, que não sabiam da história do lugar.

   Quando estacionamos, Dan me olhou com um sorrisinho sugestivo e eu retribuí, enquanto Eve e Jack saltavam do carro dizendo aleatoriedades sobre o lugar. Peguei minha bolsa e saí do carro atrás deles. Eve me cutucou com o cotovelo e sorriu abertamente para mim.

— Aposta quanto que eu chego lá na areia antes de vocês? – ela perguntou e pude ver Jack rindo.

— Temos o quê? Cinco anos? – arqueei uma sobrancelha. – Aposto dez dólares que eu chego primeiro!

   Corremos como duas loucas pelo gramado, ouvindo os risos dos meninos atrás de nós. Eve me empurrou de leve para eu cair e eu esbarrei com o ombro nela, que me lançou diversos xingamentos, enquanto eu disparava na sua frente. Mas, no último minuto, ela me ultrapassou e pulou na areia como uma atleta de salto à distância.

   Arfei, sentindo meu corpo perdendo cada restinho de oxigênio que restava, enquanto apoiava as mãos nos joelhos. Eve fazia dancinhas ao meu redor, cantando vitória, e eu mal conseguia rir das suas palhaçadas de tanto cansaço que sentia.

— Eu aceito o pagamento em forma de sorvete. – ela sorriu. – Vem cá, eu te ajudo.

   Ela colocou um dos meus braços sobre o seu ombro e foi me carregando de volta para o gramado. Jack e Daniel já estavam sentados por perto, mais próximos da areia para podermos ver as ondas. Eve me colocou sentada ao lado de Daniel e se jogou ao meu lado em seguida. Nós duas entre eles dois.

— Eu pensei que a qualquer momento você iria sair rolando. – Daniel brincou. – Está bem?

Zedd ft. Foxes - Clarity

   Fiz um sinal de “mais ou menos” com a mão, enquanto tentava normalizar a respiração. Apesar disso, me sentia bem. Se tinha uma coisa que eu adorava eram esses momentos bobos com Eve; eu esperava que nunca perdêssemos isso.

   Logo eu voltei ao normal e já me sentia recomposta. Ficamos os quatro em silêncio, apenas olhando as ondas batendo à alguns poucos metros dos nossos pés. Uma brisa fria passava por nós e parecíamos quatro ursinhos, um colado no outro, para nos aquecermos. Eve tinha sua cabeça deitada no ombro de Jack, mas uma de suas mãos segurava a minha. Após alguns minutos de admiração, ouvimos Jack suspirar profundamente.

— Só eu tenho medo do futuro? – ele perguntou.

— Não. – respondi prontamente. – Não há nada mais assustador do que isso.

— Que bom que não sou o único. – ele sorriu, ainda com o olhar fixo no mar à nossa frente, assim como todos nós. – Eu olho para tudo isso ao nosso redor e parece tanta coisa. E aí eu olho para o horizonte e chego à conclusão de que isso aqui não é absolutamente nada. Às vezes eu não faço a mínima ideia do que estou fazendo.

— Às vezes eu me pergunto se o que eu quero é o que eu quero de verdade. – falei, e todos os olhares caíram em mim, confusos. Revirei os olhos. – Vocês entenderam.

— É como... – Eve murmurou, voltando seu olhar para as ondas. – Como se perguntar se as nossas escolhas são realmente nossas?

   Eu assenti.

— Eu sinto isso também. – Daniel se manifestou. – Quero dizer, eu sei o que eu quero. Mas às vezes os meus desejos parecem mais frutos do que todos ao meu redor esperam de mim.

— E não o que queremos realmente. – murmurei.

   Todos assentiram fracamente. Suspiramos.

— Se eu tivesse que escolher o que eu quero... – Eve começou, com um leve sorriso se formando em seus lábios. – O que eu realmente quero... Com certeza eu escolheria apenas viver, sabe? Sem essa de escolher uma profissão para conseguir sobreviver. Eu queria viver por aí. Ir à festivais, escalar montanhas, fazer viagens num carro velho e dormir em hotéis de beira de estrada. Eu me sinto mais feliz quando me imagino assim.

— Eu me imagino em alguma banda legal, cantando em lugares aleatórios e sendo feliz com pouco. – Jack disse, com o olhar distante. – Provavelmente eu seria deserdado pelos meus pais, mas definitivamente seria feliz.

— Eu acho que iria viajar fazendo vários trabalhos voluntários em lugares necessitados. – Daniel disse e eu olhei para ele, surpresa. – Eu posso fazer isso a qualquer momento, mas não queria ter que separar uma data e horário para isso. Queria que fosse algo natural, algo ao qual eu me dedicasse totalmente.

   Sorri levemente diante dos desejos deles. Não eram muito diferentes de qualquer outro desejo adolescente, mas eram deles; nossos. Acho que, no geral, o que a gente mais quer quando temos toda a vida pela frente e decisões a tomar é simplesmente largar tudo e viver. Sem regras, sem planejamentos, sem “boas escolhas” para termos um “futuro promissor”.

   Tem tanta coisa para ver no mundo, por que eu iria querer apenas uma profissão para exercer durante toda a minha vida, para alcançar sucesso e dinheiro? Eu quero ser tanta coisa. Quero ver tanta coisa, quero conhecer tantas pessoas, quero fazer tantas coisas diferentes e no meio disso tudo eu acabo...

— E você, Ally? – Jack perguntou. – O que faria?

— Eu não sei. – suspirei, abraçando meus joelhos contra o meu peito, tentando aquecer um pouco as minhas pernas; e talvez aquecer um pouquinho a alma, também. – Eu quero muita coisa, mas acho que ainda não me encontrei. Eu pretendo cursar Literatura porque é o que eu mais gosto, mas às vezes me vejo perdida até nisso.

— E quem se encontrou aqui? – Eve riu. – Se olharmos ao redor, veremos que na verdade ninguém sabe o que quer realmente, Ally. Acho que só saberemos o que queremos quando vivermos algo que não queremos.

   Sorri diante de suas palavras e apertei levemente sua mão que segurava a minha. Eve sorriu carinhosamente para mim.

— Vocês estão tão filosóficos hoje. – Daniel disse, arrancando sorrisos de todos nós. – Tudo isso é por causa da formatura chegando?

— O fim de um ciclo... – eu comecei, fazendo uma voz grossa numa tentativa patética de imitar nossos professores.

— ... e o começo de um novo. – Jack emendou, também engrossando a voz.

   Rimos juntos, lembrando da quantidade de vezes que os professores falaram isso nas últimas duas semanas. O assunto “SAT”, “formatura” e “universidade” pareciam fazer uma lavagem cerebral em nossos cérebros. Era só nisso que conseguíamos pensar; era tudo isso que queríamos esquecer.

   Um sentimento bom e ruim ao mesmo tempo se apossou do meu peito, ali, naquele momento. Porque ao mesmo tempo que a formatura era o sonho de todos nós, também era algo doloroso. Bem ou mal, a escola era nosso refúgio. Era o lugar que frequentamos durante 15 anos da nossa vida. A despedida era dolorosa, mesmo que tão esperada.

   E enquanto Daniel, Eve e Jack divagavam sobre seus reais planos futuros, eu cheguei à conclusão de que o que eu realmente queria – com toda a minha alma, do fundo do meu coração – era continuar sendo Ally Jones. E apenas isso.



Notas finais do capítulo

Ai, esse clima de fim de ano, formatura, despedidas... Só eu choro com essas coisas? HAHAHAHA. Como será que isso vai desenrolar agora? Daniel e Ally vão se separar? Seus caminhos serão diferentes? QUERO TEORIAS NA MINHA MESA AGORA! HAHAHA.
Então, o que acharam? Como eu disse, a fic está QUASE em reta final. Na verdade, ela entra em reta final de verdade daqui a 2 capítulos, apenas. Vou avisar vocês quando chegar. ♥
Mas não se preocupem, tá? Como eu disse, tem surpresa e mais para frente ela será revelada.
AH, e a surpresa desse capítulo é...
FIZ VÍDEOS DA HISTÓRIA!!! Fiz um que é uma espécie de trailer e outro é só do nosso casalzinho magia ♥ hahahaha. Então bora ver, porque fiz como muito amor pra vocês.
Video Trailer: https://youtu.be/bWacXtcdGyk
Video DanAlly: http://goo.gl/No1Dpy

Logo trarei o próximo! ♥
Bjbjbjbjbjbj



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