Príncipe Às Avessas escrita por G a b i


Capítulo 12
Eu aceito.


Notas iniciais do capítulo

Olá! :)
Bem, eu não tenho muito o que dizer aqui. Então...
Aproveitem esse último capítulo! (Vai ter Epílogo semana que vem.)
Espero que gostem :)
Nos vemos nas notas finais.
Boa leitura!



À luz do dia, Calipso pensou que aquele lugar ficava ainda mais bonito.

O novo jardim do condomínio estava impecável. Com uma decoração linda, digna de uma festa de inauguração ao ar livre.

Os vários balões coloridos combinavam com o colorido das flores e das árvores que haviam sido plantadas.

O parque também contava com um mini playground para as crianças, vários bancos espalhados ao redor do local; e também uma fonte arredondada da qual uma estátua não identificada jorrava água.

Logo na entrada, os moradores do condomínio recebiam uma toalha xadrez branca e vermelha, a qual usariam para fazer o seu próprio piquenique — bastava escolher seu próprio cantinho do parque.

Três grandes mesas, também decoradas, estavam dispostas sobre o gramado. Havia todos os tipos de doces e salgados; e bebidas. Sendo assim, todos poderiam ficar à vontade para escolher o tipo de cardápio do seu piquenique.

O clima daquela tarde de domingo estava favorável, o que atraiu muitas famílias ao evento de inauguração.

Crianças corriam por toda a parte, outras brincavam no playground; vizinhos conversavam pelos arredores.

Percy e Annabeth escolheram um lugar perto da fonte. Piper e Jason, perto dos balanços.

Enquanto seus amigos aproveitavam um momento a sós, Leo e Calipso conversavam com Afrodite.

— Enfim podemos nos conhecer! — Exclamou Afrodite assim que Leo apresentou Calipso a ela. — Piper mencionou o quanto você era bonita, mas não pensei que fosse tanto assim! — Disse sorrindo.

— Obrigada. — Respondeu Calipso, meio sem jeito. — A senhora também é muito bonita.

Leo riu. Ele já sabia o que estava por vir.

— Não, não, não. — Apressou-se em dizer. — Nada de senhora. Só Afrodite, meu bem. — Deu um sorriso, mostrando seus dentes brancos e perfeitamente alinhados.

— Tudo bem, só Afrodite. — Calipso riu.

— E você, Leo? Nunca mais apareceu lá em casa, não é? — Falou como se estivesse repreendendo o garoto.

— É, eu andei meio ocupado. — Leo respondeu, rindo.

— Imagino, sua namorada deve ocupar boa parte do seu tempo. — Riu, direcionando seu olhar para Calipso.

Mas antes que Leo pudesse falar qualquer coisa, a garota se pronunciou:

— Nós não somos namorados.

Não dava para decifrar a expressão que estava estampada no rosto de Calipso naquele momento. Mas Leo não tinha gostado nada de ouvir aquilo.

— Ah, mas formariam um lindo casal. — Afrodite apressou-se em dizer.

Todos pareciam ter ficado meio sem graça.

E Leo voltou a sentir aquela insegurança.

Não era a primeira vez que alguém dizia que eles formariam um lindo casal. Leo lembrava muito bem de uma cena parecida (quando Calipso ainda estava no hospital). Mas naquela vez Calipso não havia negado um possível namoro.

E agora, por que ela tinha feito isso?

— Er, eu vou pegar umas bebidas para nós. — Disse Leo. — Fiquem aí falando sobre qualquer assunto que vocês duas tenham em comum. Já volto.

Calipso e Afrodite assentiram.

E Leo não foi pegar bebidas. Aquilo foi uma desculpa para não deixar transparecer o quanto a frase "nós não somos namorados" o havia chateado.

O garoto seguiu direto para a casa na árvore. Ele precisava pensar.

Será que deveria mesmo fazer aquele pedido, ou não?

***

— Você toparia mesmo fazer a reforma na minha estufa de flores? — Calipso perguntou, animada.

Estavam tão entretidas conversando que nem pareciam notar a demora de Leo.

— Mas é claro! — Confirmou Afrodite.

Elas estavam sentadas em um dos bancos que haviam espalhados pelo parque; sob a sombra de uma árvore recém-plantada.

— Bom, então quando meu pai voltar de viagem, com certeza vou pedir para ele entrar em contado com você. — A garota sorriu.

— E quando seu pai chega? — Questionou.

— Acho que dentro de uma semana. — Respondeu.

— Errado. — Uma voz que Calipso conhecia muito bem soou por detrás do banco em que Afrodite e ela estavam sentadas.

A garota rapidamente se levantou, olhando para trás.

— Pai!?

— Acho que ainda tenho esse título, não?

Calipso saiu correndo para abraçar Atlas.

Afrodite observava a cena com um sorriso no rosto. Deu um breve aceno com a cabeça para o pai da garota e os deixou a sós, dizendo que mais tarde eles ainda teriam tempo para serem devidamente apresentados.

— Por que não me disse que chegaria hoje?

— Quis fazer uma surpresa. — O homem sorriu. — E pelo jeito cheguei em boa hora! Adorei essa ideia do parque. E eu também fiquei sabendo que um certo garoto construiu uma casa para você.

— É... — Calipso riu, estava meio sem jeito. — Leo construiu a casa.

— Quer dizer que você, finalmente, resolveu dar uma chance para aquele pobre garoto? — Atlas se animou. Ele adorava Leo.

— Sim. Não! — Se apressou em dizer. — Quero dizer, nós somos amigos agora. — Calipso corou.

— Ah, ok. Amigos. — Atlas riu. — Mas enfim, eu tenho duas novidades. A primeira é que eu resolvi fechar a filial da construtora na Nova Zelândia. Agora não vou mais precisar viajar tanto.

— Já era hora! — Calipso exclamou com um sorriso no rosto. — Agora vamos poder passar mais tempo juntos!

— Foi exatamente por isso que eu resolvi fechar a empresa lá. O maior lucro que posso ter é passar mais tempo com a minha filha. — Abraçou Calipso, logo depois depositando um beijo na testa da garota. — Perdão por não estar aqui quando você mais precisou, filha.

— Tudo bem, pai. Estamos juntos agora. — Sorriu.

Atlas devolveu o sorriso.

— Bom, a segunda novidade é essa. — Entregou uma sacola que segurava desde que chegou para a filha. — Pegue, é um presente para você.

Pai e filha sentaram-se sobre o banco e Calipso começou a desembrulhar o pacote do presente.

— Ah, deuses! Uma câmera instantânea! — A garota praticamente gritou. — Obrigada, pai. Eu adorei! — Os olhos de Calipso brilhavam observando o presente.

— Sabia que você ia gostar. — Atlas sorriu. — Agora vá, vá tirar algumas fotos por aí. Vou em casa trocar essa roupa social e daqui a pouco eu volto.

— Ok. Mas não vá demorar muito. Quero te apresentar aos meus amigos. — Calipso deu um beijo em Atlas e saiu correndo pelo parque.

***

A garota tirava fotos de tudo e de todos que encontrava pelo local, fazendo questão de entregar cada polaroid para as pessoas que estavam sendo fotografadas.

E foi então que a ela se tocou de que não havia visto Leo em nenhum lugar do parque.

Estranho.

Andou mais um pouco pelo jardim até que encontrou Percy e Annabeth sentados sobre a beirada daquela fonte que jorrava água.

Calipso fotografou o beijo entre eles.

— Desculpa. Não pude evitar. — Disse assim que o casal voltou sua atenção para ela.

— Tudo bem. — Annabeth sorriu.

Calipso ainda segurava a foto que havia tirado.

— Acho que vocês dois são as pessoas mais bonitas que eu já vi. — Estendeu a mão entregando a foto para Annabeth. — Percabeth. — Calipso sorriu.

— O quê? — Percy perguntou. Aquela expressão de quem não estava entendendo nada estampada em seu rosto.

Annabeth riu.

— Ela juntou nossos nomes, Percy.

— Ah. — Foi o que ele respondeu.

— Percy mais Annabeth. Vocês são lindos juntos. — Calipso afirmou.

— Você é engraçada. — Disse Percy, rindo.

— Percy! — Annnabeth o repreendeu. — Obrigada, Cali.

— De nada. — Sorriu. — Er, por acaso vocês viram o Leo?

— Não. Não falamos com ele desde que chegamos aqui. — Disse Percy.

— Ah. Bom, vou ver se ele está com Piper e Jason, então. Aproveitem a festa. — E saiu, deixando o casal a sós novamente.

***

Click.

E mais uma foto.

— Você sabe que esse balanço é para as crianças, não sabe? — Calipso gargalhou.

— Eu disse a mesma coisa para ela. — Jason riu. — Mas Piper insistiu que era para eu fazer ela voar nesse balanço.

— Aqui. — Calipso estendeu a polaroid em direção a Piper. — Fotografei o seu voo.

A garota voltou a rir, acompanhada de Jason.

— Muito engraçados vocês dois. Nossa. — Piper riu também. — Adorei a foto. Obrigada, Cali.

— Que bom que gostou. — Sorriu. — Vocês, por acaso, não viram o Leo?

— Não. — Disse Jason. — Já procurou na casa da árvore?

— Ainda não. Vou procurar lá. Obrigada!

— Até mais, cunhadinha. — Piper gritou.

***

Leo estava atirado sobre o puff. As costas apoiadas na parede da casa. Em uma das mãos segurava dois pedaços de papel que Calipso não conseguia identificar do que se tratavam.

Ela fotografou apenas o rosto de Leo.

— Oi. — Disse a garota.

— Oi. — Ele respondeu.

Calipso caminhou até o mural de fotos, pegou um alfinete e prendeu a foto que havia acabado de tirar.

Leo seguia cada movimento da garota com os olhos.

Calipso colocou sua câmera em cima da mesinha e sentou-se ao lado do garoto.

Depois de um longo suspiro, perguntou:

— O que aconteceu com você?

— Nada. Por quê? — Tentou disfarçar.

— Ah, qual é, Valdez? Você sumiu do nada e agora está aí com essa cara de enterro. Alguma coisa chateou você, eu sei.

Leo riu baixo.

— Não estou chateado. — Mentiu.

— Ok. Então o que é isso que você tem na mão? — Questionou.

— Papéis?

— Não seja idiota. Eu sei que são papéis. — Revirou os olhos. — Velhos, sujos e meio rasgados, por sinal. Quero saber do que se tratam. E por que você olhava para um deles sem parar quando eu cheguei.

— Ok. São restos daquele seu diário. — Falou por fim. — Foi a única coisa que restou naquele incêndio. E eu nem sei por que os guardei.

Calipso o olhou, surpresa.

— Posso ver? — Estendeu a mão.

Leo respirou fundo, como se estivesse cansado. Então entregou os papeizinhos para Calipso.

A garota ficou em silêncio por alguns segundos, enquanto lia.

— Você meio que já sabia sobre a casa antes de eu contar para você. — Sorriu.

— É...

Um silêncio voltou a pairar sobre os dois. Calipso parecia ter sido pega de surpresa pelo outro papelzinho.

— Você não vai falar mais nada? — Perguntou Leo.

— O que você quer que eu diga? — Ela ainda segurava os papéis.

— Esse "ele" na sua frase incompleta. Esse "ele"... Você se referia a mim? — Finalmente perguntou.

— Sim. — Calipso respondeu sem olhar nos olhos do garoto.

— Do que você tem medo? — Segurou o queixo da garota com a mão, fazendo com que seu olhar encontrasse com o dele.

— Medo de me apaixonar por você. Medo de demonstrar isso, como eu já fiz, e depois... — Fez uma pausa como se buscasse coragem para terminar. — Medo que depois você se cansasse de mim, da minha chatice de garota rica e mimada, e me deixasse.

Leo riu.

— Eu nunca vou me cansar de você. — Deu um beijo na bochecha de Calipso. — Você é a garota mais incrível que eu já conheci.

— Tem certeza?

— Eu amo você, Calipso. — Leo nunca tinha falado uma coisa tão sincera e verdadeira quanto aquela.

Calipso sorriu.

— Mas agora eu também tenho medo de que você talvez não me faça aquela pergunta nunca.

— Eu é que estou com medo de perguntar. — Soltou um riso meio nervoso.

— Não seja covarde, Valdez. Você ainda não entendeu o que eu sinto?

Leo fechou os olhos e respirou fundo, os abrindo novamente. Então ele finalmente perguntou:

— Calipso, você aceita ser minha namorada?

— Eu aceito.

***

De cima da casa na árvore, Calipso e Leo podiam ver tudo o que acontecia no parque.

Todos felizes, vizinhos conversando, as crianças brincando, os seus melhores amigos se divertindo; e até Atlas e Afrodite conversando.

Calipso rasgou aqueles papeizinhos. E soprou os restos no ar, para que o vento levasse e o tempo tratasse de destruí-los completamente.

Leo envolveu a cintura da garota com as mãos. Agora eles estavam frente a frente.

O garoto beijou os lábios de Calipso carinhosamente.

Ela sorriu e disse que o amava.

Leo perguntou:

— Você pode falar aquilo de novo?

— Você vai perguntar de novo? — Ela riu.

— Eu pergunto. — Riu também. — Quero ter certeza de que não é um sonho.

— Pois então certifique-se, Valdez.

— Calipso, você aceita ser minha namorada?

Com um enorme sorriso no rosto, ela repetiu:

Eu aceito.



Notas finais do capítulo

Hey! Voltei :)
Então... Eu espero que vocês tenham gostado do desfecho da fic! Teve até um pouquinho de #Percabeth e #Jasiper para vocês :) Calipso e o pai dela e...
#Caleo! (Agora mais oficial do que nunca *risos*)
Vou esperar a opinião de vocês nos comentários, ok? Que nota vocês dariam para esse capítulo?
Sexta-feira que vem eu postarei o Epílogo! Então fiquem atentos, porque ainda não acabou de verdade haha
Bom, por hoje é isso.
Até sexta que vem o/
Xoxo,
G a b i.



(11/12/2015)