P.s.: Eu Te Amo escrita por Dreamy


Capítulo 21
Aceitação


Notas iniciais do capítulo

Olá meninas... eu estou TÃO feliz pelos comentários que recebi e só não estou respondendo por que, apesar de estar de ferias, estou numa correria só... Mas vocês me fazem a pessoa mais feliz do mundo quando leio o que vocês acham...
Como não estou respondendo os comentários um por um - ainda - vou responder algumas coisas aqui... estou postando a cada dois dias e espero e quero muito continuar assim até o fim e sim, eu quero muito Hestia e James juntos, mas antes Hestia tem que aprender muitas coisas...
Bem é isso, será que alguém leu essa nota grandinha??? kkk
Enfim, aproveitem esse capítulo e comentem minhas flores de jabuticaba!!! *-*



Capitulo 21 – Aceitação

–Qual cor você acha melhor? – perguntou Olívia em duvida entre a cor do quarto.

O quarto que era da Rose, na minha casa. Todos os móveis já tinham sido retirados e o cômodo estava vazio. Eu não estava gostando disso nem um pouco, mas aceitei a proposta de Olívia de transformar o antigo quarto de Rose no novo quarto para o bebê que ainda não tinha nome. Olívia se recusava a fazer qualquer tipo de exame trouxa ou bruxo para saber o sexo então ainda o chamávamos apenas de o Bebê.

–Branco. – sugeri.

Eu estava sentada num canto da parede me sentindo deslocada na minha própria casa enquanto Olívia estava rodeada de revistas trouxas de decoração. Era domingo, mais um domingo em que eu passava em casa com a ótima companhia dela. Bufei com esse pensamento.

–Boa ideia, talvez você possa acrescentar alguma cor depois que ele nascer. – disse ela sorrindo.

Eu achava que eu era mórbida, mas isso não era nada comparado a escutar ela falar diariamente sobre sua própria morte como se fosse a coisa mais natural do mundo. Não era uma coisa que você se acostumasse fácil. E eu achava que não era uma coisa que se acostumasse de jeito nenhum.

–Onde está aquele diário? – perguntou Olívia me tirando dos devaneios.

–Muito bem escondido – respondi olhando desconfiada para ela – em um lugar onde ninguém possa encontra-lo.

–Eu já me desculpei – disse ela sorrindo – eu achei que fosse um livro qualquer quando peguei para ler.

–É você já me disse. – respondi folhando uma revista qualquer.

–Eu li a primeira folha sem desconfiar do que se tratava, então quando fui embora do hospital coloquei ele dentro da bolsa para terminar de ler. Pensei era um livro que pertencia a James. – ela corou e eu revirei os olhos – Comecei a ler em casa e só então me toquei que não era um livro, quando vi o nome de James e vi seu nome com as suas iniciais percebi de quem era, mas ai eu já tinha lido demais. Você não pode me culpar por ser curiosa, quer dizer, você também terminaria de ler se fosse eu.

Fuzilei ela como olhar, mas permaneci em silencio.

–Um ou dois dias depois descobri sobre a minha doença e me desesperei, foi quando comecei a seguir você no hospital todo. Primeiro eu queria que você achasse uma cura, mas depois que o meu medico disse que não existia nada a se fazer a não ser retirar o bebê eu entrei em pânico. Eu sabia que James não iria permitir que eu tivesse e também sabia que precisava de apoio. Eu não conseguiria sozinha. Mas há quem confiar a tarefa de cuidar do meu filho, do meu filho com James? Eu já amava esse bebê por estar aqui dentro – ela acariciava a barriga já enorme – e o amava por ser um pedacinho meu e mais do que isso, amava por ser um pedacinho de James também.

Ela parou mais uma vez. Eu continuava em imóvel encarando a revista sem ver nada, minha mente estava a mil por hora.

–Foi então que eu me lembrei do diário e lembrei-me de você. – ela enxugou alguma coisa do rosto com a manga da blusa, reparei quando finalmente a encarava. Ela era mesmo uma chorona! – Era um tiro no escuro, mas minha única esperança de que eu conseguisse ter meu filho.

O silencio era tanto que quando um suave plop veio da sala nos duas nos assustamos. Peguei minha varinha e fui para sala com Olívia ao meu lado. Eu conhecia esse barulho, alguém aparatara na minha sala. Apontei a varinha para a pessoa pronta para enfeitiça-la, isso antes de reconhecê-la, depois eu apenas bufei para a invasora da minha casa. Mais uma invasora se contasse com a que estava do meu lado no momento.

–Nunca te falaram que é falta de educação aparatar dentro da casa de outra pessoa? – perguntei a Amy abaixando a varinha.

–Bom te ver também Hestia. – respondeu ela me ignorando por completo indo direto a cozinha e abrindo minha geladeira. – Sabe para alguém que não vê a melhor amiga há muito tempo sua recepção foi realmente calorosa.

Bufei sorrindo.

–Como vai Amy? – perguntei indo à cozinha também.

–Muito bem por sinal, soube... Quem é você? – perguntou ela encarando um ponto atrás de mim. Encarei-a sem entendera pergunta por um segundo, ate me lembrar de quem estava atrás de mim. Olívia. Suspirei.

–Essa é Olívia...

–Não perguntei a você perguntei a ela. – me interrompeu Amy – Quem é você?

–Olívia Russel. – apresentou-se ela estendendo a mão.

–Você é dos Russel de Moscovo? – perguntou Amy olhando-a com cinismo.

–Creio que não, eu não sou bruxa.

–Imaginei que não fosse. –respondeu Amy analisando as roupas dela e virando as costas deixando Olívia com a mão estendida.

–Esta na minha casa, portanto seja educada com meus convidados. – intervi vendo Olívia corar descaradamente. Na hora tive pena da pobre coitada que ficava sem graça.

–Com uma trouxa? – riu Amy.

–Com uma pessoa que é minha convidada. – disse.

–Desde quando é defensora dos trouxas e oprimidos? – perguntou Amy fazendo pouco caso.

–Desde quando você esta na minha casa. – respondi.

–Muito bem então – cedeu Amy ainda rindo - Prazer conhecer você Olívia Russel. Eu já não te vi antes? – perguntou Amy em seguida.

–Como já disse, eu não sou bruxa, acho que não frequentamos os mesmos lugares. – respondeu Olívia.

–Há não ser, é claro, a toca da Hestia. – comentou minha amiga.

–Bela escolha de palavras. – murmurei me lembrando de outra Toca.

–Mas você não me é estranha. – falou Amy se dirigindo a Olívia pensativa.

–Bem, eu estou indo embora. Ate logo Hestia, foi um... prazer Amy. – despediu-se Olívia.

–É Ammelyne para os estranhos. – riu Amy mais uma vez enquanto Olívia saia.

–Não precisava ter sido tão grossa. – comentei rindo.

–É serio Hestia, quem é essa trouxa? – Amy pegou uma cerveja amanteigada – Ela não me é estranha.

–Ela não é ninguém. – disse.

–Ah é? E o que ninguém faz na sua casa? – ela tomou um gole indo mexer no meu armário que estava em estado de miséria – Eu venho fazer uma surpresa para minha amiga depois de saber que a Weasley se mudou e encontro uma trouxa aqui? Você realmente precisa rever seus conceitos de amizade.

–Ah da um tempo Amy. – reclamei pegando uma cerveja para mim também.

Amy sorriu indo para sala comigo.

–A casa esta bem mais espaçosa não é mesmo?

–Com certeza. –respondi – Tem noticias do Ian? – perguntei em seguida.

–Ian Zabine é um perfeito idiota. – respondeu Amy como se tivesse acabado de perceber isso.

–Grande novidade. – ri.

Ian e Amy estavam mais uma vez... bem eu não sabia o que eles tinham, era mais um rolo do que qualquer outra coisa e Amy passou horas me contando as novidades. Depois de varias cervejas amanteigadas e muita conversa jogada fora eu já me sentia normal, como se minha vida não tivesse uma bagunça completa. Era fácil ver por que Amy era minha melhor amiga em momentos assim, quando ela não estava sendo cínica e desagradável é claro.

–Vou ao banheiro. – informou ela levantando do sofá onde se encontrava deitada. Eu estava no outro, o menor, rindo de alguma besteira que ela tinha falado.

Me levantei e com um aceno com a varinha peguei as garrafas de cerveja que estavam espalhadas no chão da sala. Fui à cozinha em busca de alguma coisa para comer, mas meu armário estava mesmo vazio. Decidi que no dia seguinte iria fazer compras depois do expediente. Improvisei um sanduiche de atum e comecei a comer.

–Você esta gravida? – perguntou Amy me assustando.

–Logico que não. – respondi – Por quê?

Me virei e vi algumas revistas de decoração infantil nas mãos dela. Gemi me lembrando do por que aquelas revistas estavam ali.

–Bem você notou que Olívia esta gravida, né? – pigarreei tentando achar uma desculpa que colasse, eu não queria que Amy soubesse da loucura que eu estava me metendo. – Eu estou ajudando ela na decoração.

Amy me olhou desconfiada. Então sua boca se abriu em surpresa quando ela descobriu algum fato importante.

–Olívia Russel é a namorada de James Sirius Potter. – falou Amy. – A namorada trouxa que esta enorme de gravida e provavelmente perto de parir. Hestia Sammer o que a namorada do Potter faz na sua casa?

–Amy...

–Hestia.

Suspirei resignada vendo que eu não tinha saída.

–Você vai me contar a verdade Hestia. – disse Amy em um tom que não permitia discursões e na realidade tudo que eu queria era poder desabafar com alguém que me entendesse. Voltei pra sala com Amy logo atrás de mim. Sentei no sofá e comecei a contar tudo a ela...

–Perai, deixa ver seu entendi: chega uma trouxa, que por acaso é namorada do cara que você mais foi apaixonada no tempo da escola, gravida, dizendo que leu seu diário de adolescente e que vai morrer pedindo ajuda a você para cuidar do filho dela e você aceita, é isso?

–O bebê não tem culpa de nada... – tentei dizer, mas Amy me interrompeu.

–Cala a boca Hestia, vai tentar enganar outra. O bebê, o bebê, que bebê Hestia? Você não ta nem ai para essa criança, não ta nem ai pra gravidez ou para essa mulher.

–É claro que eu me preocupo. – me defendi.

–Ah para – riu Amy. – Vamos supor que... como é mesmo o nome daquele lufano que você foi ao baile de formatura?

–O que? – eu não estava entendendo aonde ela queria chegar.

–O nome dele? Cooper, Lucius...

–Luke. – respondi.

–Luke Mcmillam, esse ai. Vamos supor que a namorada trouxa do Mcmillam aparecesse na sua porta dizendo estar gravida e ter lido seu diário, o que você faria? – perguntou Amy. Mas ela já sabia a resposta, assim como eu sabia o que eu provavelmente faria. – O que você faria? – pressionou ela.

–Bateria a porta na cara dela, provavelmente enfeitiçaria e diria que eu não tenho nada a ver com a vida dela ou do filho dela e que pouco me importa o que vai acontecer. – respondi sabendo que eu faria exatamente isso caso acontecesse.

–Bingo. – Amy sacudiu a cabeça – Você nunca foi maternal para vim com esse papo de “o bebê não tem culpa de nada”, muito pelo contrario, se bem me lembro você adorava maltratar os pirralhos primeiranistas em Hogwarts. – sorrimos com a lembrança. – Essa mulher, a vida dela não significa nada para você, eu digo isso por que não significaria nada para mim se fosse comigo.

–Eu não sou esse monstro sem coração que você esta pitando. – reclamei.

–Eu não estou pintando nada, mas pensa comigo: se você encontrasse a cura para essa doença que ela tem, o que você faria? – indagou ela mais uma vez.

–Provavelmente...

–Você provavelmente destruiria todas as amostras, testes e tudo que tivesse encontrado. – respondeu Amy por mim. – Você não esta ajudando ela por que tem um coração enorme e é a pessoa mais caridosa do mundo, você esta ajudando por que o personagem central para você é o James não é?

–Eu não sei, droga Amy, eu já entendi. Eu já admiti que seria bem mais fácil se ela morresse logo e ela tem convicção que vai morrer. – respondi – É isso que torna tudo mais difícil, ela... ela confia em mim, confia que eu vá cuidar do filho dela. E a única coisa que eu consigo pensar é que quando ela morrer eu poderei me aproximar dele. Como você acha que eu me sinto desejado a morte de uma pessoa que confia tanto em mim?

–Olha Hestia eu não sou contra o que você esta fazendo, mas também não sou a favor e de mais a mais minha opinião não importa. Só que de duas uma: ou você esquece o James e essa historia maluca de vez, ou você vai fazer as coisas bem feitas. Que fazer burrada? Então faz, mas faz bem feito. Ou você diz a essa Olívia que não quer ter mais nada a ver com ela nem o filho dela ou você embarca nessa de cabeça e luta ate o fim, independente das consequências, da morte dela e ate da sua consciência para conquistar o homem que você nunca esqueceu.

–Pensei que você fosse contra toda essa maluquice. – comentei.

–Estupida. – murmurou Amy. – Eu sei que não precisa dizer isso, mas quando você precisar de uns puxões de orelha eu to ai. – ela sorriu.

–Vamos comer alguma coisa. – falei – Eu to morrendo de fome e não tem nada para comer nessa casa.

–Você não me disse o que essas revistas fazem no seu quarto. – ela comentou.

–Olívia quer transformar aquele quarto no quarto do Bebê. – respondi.

–Você é mais louca do que eu pensava. – disse Amy enquanto aparatávamos.

O quarto já estava quase pronto. Toda a mobília compra, algumas roupinhas nas gavetas, livros infantis e ate mesmo uma poltrona Olívia me convenceu a comprar. Depois da conversa com Amy eu passei a encarar tudo com mais disposição. Já que eu ia me enterrar na merda, por que não cavar bem fundo não é mesmo? Olívia mais uma vez estava na minha casa em pleno domingo. Eu já tinha ate mesmo me acostumado com a presença dela aos finais de semana em casa e eu tinha que admitir que estava gostando – um pouco – das compras e da reforma do quarto.

Depois da bronca da Amy eu e Olívia começamos a nos entender melhor, ela me contava coisas da sua vida, pensamentos e medos e aos poucos comecei a confiar nela. Era uma amizade estranha, mórbida e deslocada, mas ainda assim uma amizade. Confesso que eu ate gostava dela, um pouco. Olívia tinha um jeito belo de ver as coisas, sempre enxergando o melhor em tudo, ate na própria morte ela conseguiu fazer enxergar alguma coisa boa.

–Acho que você não tem casa. – ironizei naquela manha quando a vi na minha porta mais uma vez.

–Ora, esse bebê precisa de um quarto. – respondeu ela normalmente.

Era tão estranho também. Eu me sentia mais perto de James quando estava com ela e isso fazia com que eu me empenhasse mais e mais em ajuda-la, afinal como Amy tinha dito se eu ia fazer besteira que fizesse bem feito.

–Ficou lindo! – Olívia admirou o quarto. E eu também tinha que admitir, estava lindo.

–Bom trabalho. – disse sorrindo.

–Bom trabalho em equipe. – corrigiu ela.

A barriga dela estava a ponto de explodir, de tão grande que estava. De acordo com minhas contas o parto seria dali a duas semanas e nós já tínhamos combinado tudo para que eu estivesse presente na hora. Mas eu sabia que imprevistos aconteciam, e se ela sentisse as dores no meio da noite? Ela não podia simplesmente pedir ao James que ligasse para mim, que dizer o que ele pensaria? Que ela estava ficando louca provavelmente.

–Estava pensando em te convidar para um jantar na minha casa onde James vai estar o que acha? - ela perguntou.

–Acho uma ideia estupida. – respondi.

–Ah qual é? – ela insistiu apoiando as costas. – Vocês dois vão ter que reaprender a conviver juntos.

–Reaprender?

–Pelo que bem me lembro do que li no seu diário você e ele eram bem próximos. – ela riu.

–Você não tem ciúmes? – perguntei mudando o rumo da conversa. Isso sempre foi uma coisa que me intrigava.

–Eu ate sentiria, se não fosse estupido da minha parte. – ela respondeu franzindo o cenho – Eu estou deixando em suas mãos a coisa mais importante da minha vida, seria hipócrita da minha parte sentir ciúmes de você e do James quando eu preciso que vocês se deem bem.

–Isso é estranho. – admiti. –Eu não acho que consiga ter o mesmo relacionamento com ele depois disso tudo.

–Eu já lhe disse: eu sei que você faz isso pelo James, eu vou torcer para que vocês se acertem, por que eu preciso disso para meu filho tenha um pai presente e uma mãe presente. – eu comecei a interrompê-la, mas Olívia não permitiu – eu sei que você não quer, mas é isso que eu preciso e é isso que esse bebê precisa. De uma mãe. Eu cresci órfã Hestia, eu sei como é ruim, não quero isso para meu filho.

–Acho que a essa altura não adiantaria dizer que eu não tenho vocação para mãe, adiantaria? – sorri.

Olívia gargalhou.

–Você é em muitos aspectos uma irmã para mim. – ela falou sorrindo e naquele momento eu quase podia dizer a mesma coisa. Quase.

Então ofegou colocando a mão na barriga e olhou para baixo. Das pernas dela escorria um liquido que molhava o chão do quarto.

–A bolsa... – gemeu Olívia. Entrei em pânico a vendo entrar em trabalho de parto na minha frente.

Quantos partos eu já tinha feito? Muitos, muitos mesmo, mas naquele momento me senti despreparada. Chegara a hora...



Notas finais do capítulo

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