P.s.: Eu Te Amo escrita por Dreamy


Capítulo 20
Grande ideia


Notas iniciais do capítulo

Oii flores!!!
Mais um capítulo pra vocês... espero que gostem e não se esqueçam de comentar o que acharam... (:



Capitulo 20 – Grande ideia

O casamento foi ao ar livre. E eu estava nele. Rose foi insuportavelmente chata nas duas semanas que antecediam seu casamento e eu acabei indo, mesmo que contra minha vontade. Eu estava na toca do leão, literalmente. Todos ali eram grifinórios...

James estava lindo. O que não era nenhuma novidade. Estava acompanhado por Olivia que ficou realmente surpresa a me ver ali. Ela era outra que estava me enlouquecendo com sua teimosia, mas no caso de Olivia a coisa era bem pior.

–Não esperava te ver aqui. – a voz de James me interceptou.

–Rose me convenceu. – respondi esperando não estar gaguejando ou nada do tipo.

–Nós não nos falamos há meses. – disse ele.

–É verdade. – mas mesmo assim eu estava mais perto da vida dele do que ele sequer podia imaginar. – Como esta?

Ele estava tão perto de mim. Os olhos com o mesmo tom castanho, os cabelos da mesma cor dos olhos, ainda do mesmo jeito que estava há anos atrás. Ainda fazendo com que eu falasse coisas estupidas, principalmente.

–Nós não tivemos tempo de conversar quando eu estava no hospital. – começou James me encarando. – Estou muito bem, muito feliz.

–Que bom. – respondi amargurada.

–Soube que Olivia estava te procurando. – ele falou depois de um minuto de silêncio constrangedor.

Por que nos não podíamos conversar normalmente como antigamente? Tudo que falávamos um para o outro era polido, pensado, educado demais. Nunca espontâneo, nem mesmo conseguíamos conversar como dois estranhos. Mas também, James Sirius me conheceu como ninguém mais, não era possível que nos comportássemos como estranhos nem se quiséssemos.

–Não se preocupe. – respondi – Sua namorada não me procurou mais. – menti.

–Noiva. – me corrigiu James. – Olivia é minha noiva.

–Devo dar os parabéns então? – perguntei já cheia dessa conversa seca entre nós.

–Se quiser. – ele deu de ombros.

–Parabéns James. – respondi me sentindo tão estupida por tudo que estava acontecendo.

Ficamos nos encarando cada um com mais raiva que o outro. Toda a situação era tão absurdamente estupida que chegava a ser cômica, se não fosse a minha vida.

–Vai ser sempre assim entre nós? – James perguntou me surpreendendo.

–Não existe nada entre nós. – respondi.

–Tem razão. – disse James com um sorriso zombeteiro, que eu odiava. – Você mesma fez questão de deixar bem claro isso.

–E você não fez nada para impedir. – disse, mas meu subconsciente me mandava calar a boca e eu como sempre não obedecia.

–Ah então a culpa é minha? – James segurou meu braço me arrastando para algum lugar menos movimentado. – A culpa é minha por você ter sido covarde?

–Eu covarde? – falei me separando dele. – Me solta James!

–É isso que você é Hestia. – e no meio de toda a confusão eu tremi quando ele disse meu nome. – Covarde...

–Como se você fosse muito corajoso – ironizei – O que você não é! Mas nada disso é da minha conta e na realidade eu nem sei o que estou fazendo aqui, não tenho que escutar nada de você – disse me odiando a cada palavra que saia da minha boca.

–Você é uma idiota. – ele rebateu ainda segurando meu braço. Por um instante eu me senti com 17 anos novamente quando tinha uma chama entre nós dois mesmo durante nossas discursões. – E eu sou mais ainda. – completou ele soltando meu braço.

–Sim, você é mesmo. – confirmei. Eu já podia sair dali, mas mais uma vez como acontecia sempre quando eu estava com ele minha vontade virou pó e eu permaneci ali ao lado dele.

Ficamos nos encarando por alguns minutos, ele me fuzilava com os olhos e eu tinha certeza que estava da mesma forma. Fitei o rosto dele, e mesmo com raiva não pude deixar de ver como ele era lindo, mesmo com a expressão raivosa. Por um momento de lucidez eu me perguntei pela milésima vez se o que eu estava fazendo era certo, se me meter na vida dele dessa forma valeria para alguma coisa ou só faria ele me detestar mais ainda.

–Isso é uma droga sabia?! – ele bufou.

–Também acho. – passei a mão nos meus cabelos tentando clarear a mente.

–É uma verdadeira droga. Tudo isso, toda essa encenação que nós fazemos quando nos vemos fingindo que somos amigos e que podemos conviver em paz. É tudo mentira. Você sabe disso.

Doeu escutar ele falando dessa forma. Mas eu sabia que ele estava certo. Toda essa convivência pacifica era mentira, pura ilusão.

–Só o que eu sei é que não deveria ter vindo aqui. Não é meu lugar. – eu comecei a me afastar, antes que cometesse mais alguma loucura, como agarrar ele ali mesmo.

Mas vindo pelo mesmo caminho que nos tínhamos percorrido vinha Olívia, com a barriga já bastante saliente e ainda assim parecendo mais uma menina do que uma mulher. Ela se aproximou de nos parecendo verdadeiramente surpresa em nos ver juntos.

–Hestia? James? Estava procurando vocês. Rose vai jogar o buque Hestia vem logo. – ela não pareceu notar nenhum clima tenso, ou pelo menos não deixou transparecer nada na frente de James. Puxou-me mesmo contra meus protestos para onde a multidão se reunia.

–Não pense que não reparei na discursão entre você e James, mas você já me deu sua palavra em me ajudar, não vai voltar atrás independente do que aconteça. – ela sussurrou no meu ouvido quando paramos. Olhei para ela incrédula que ela tivesse essa capacidade de me enfrentar. Ela realmente não sabia com quem estava lidando. Eu era uma sonserina! Merecia respeito, ainda mais de uma trouxa, era isso que dava ser boazinha com esse tipo de gente, acha o logo que podem impor suas vontades!

Eu estava tão surpresa com o que Olivia tinha me dito que só reparei que Rose tinha jogado o buque quando escutei gritinhos a minha volta e apenas o reflexo não deixou que a droga do buque caísse no chão. Rose tinha jogado direto para mim. Que vadia! Olhei a minha mão sem acreditar. Olhei para Rose que me observava divertida. Em seguida olhei em volta, mas ninguém vinha com brincadeirinhas comigo. Essas pessoas pelo menos sabiam com que estavam lidando. Elas eram na maioria ex colegas de Hogwarts e mesmo eu não sendo tão temível assim na época da escola, eu não era um exemplo a ser seguido.

Por fim olhei a pessoa que estava do meu lado. Olívia tinha um olhar distante. Parecia perdida nos próprios pensamentos e eu logo pude adivinhar o que ela estava pensando quando seu olhar foi de James para mim em questão de segundos. James olhava Olivia preocupado.

–Toma, fica pra você. – entreguei o buque para ela.

–Não, é seu. Você pegou. – ela respondeu tentando enfiar o buque nas minhas mãos novamente.

–Ah cala a boca e pega logo essa droga de buque. Não quero essa porcaria. – me virei antes que ela pudesse me interceptar.

Andei direto ate Rose que estava mais uma vez abraçando os convidados. Entrei na pequena fila e fiquei esperando chegar minha vez.

–Hestia. – Rose deu um gritinho que eu sempre odiei.

–Você vai me pagar pelo buque Rose Weasley. – ameacei colocando minha melhor cara de mal. – Juro que vai!

–É Rose Malfoy. – respondeu ela sorrindo sem dar a menor atenção a ameaça explicita de morte. Bufei e depois de dar os parabéns a ela e ao noivo sai de lá. Antes que mais alguma coisa desse errado cheguei ate o ponto de aparataçao e depois de um momento estava sozinha no meu apartamento.

Respirei aliviada por enfim chegar em casa. Dias como aquele me deixavam mais cansada do que se eu tivesse feito vários plantões seguidos. Depois do banho me deitei exausta na minha cama. Fiquei olhando para o teto esperando o sono chegar, mesmo sendo cedo demais. Comecei a divagar entre o passado, o presente e um futuro que eu temia.

Em algum lugar entre lembrar dos sorrisos de James e das palavras de Olivia adormeci.

Acordei com alguém me sacudindo. Meu primeiro pensamento é que fosse Rose, mas logo lembrei que ela não estava mais aqui. Confusa, abri os olhos pegando minha varinha no criado mudo e encarando a pessoa que tinha me acordado. Eu esperaria qualquer pessoa, menos essa que me encarava com um sorriso no rosto.

–Bom dia. – cumprimentou Olívia sorridente como sempre.

–Que merda, o que você esta fazendo aqui? – perguntei voltando a deitar. – E como conseguiu entrar na minha casa?

–Rose me deu a chave ontem à noite. – respondeu ela abrindo as cortinas – Achou um pouco estranho quando fui pedir, mas acabou cedendo. Tive uma ideia maravilhosa depois que você foi embora do casamento. Muito boa mesmo, então aqui estou.

–E essa sua ideia brilhante consiste em perturbar minha vida? – perguntei de mau humor.

–Claro que não; - ela pareceu não perceber meu humor – Não seja boba. Quando você saiu pensei que agora que Rose não mora mais aqui, você se sentiria sozinha, então um estalo deu na minha cabeça e soube exatamente o que fazer.

–Dá para parar de enrolar e ir direto ao ponto?

–Bem, agora que você tem um quarto livre aqui, pensei...

–Olívia fala de uma vez o que você quer e me deixa em paz. – exigi.

–Pensei em arrumar o antigo quarto de Rose e fazer o novo quarto do nosso bebê.

Nosso pensei, desde quando era o nosso bebê?



Notas finais do capítulo

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