About Sirius Black escrita por Ster


Capítulo 55
Depois - 1979




THE WEDDING OF MARLENE MCKINNON

1979

Hoje era o grande dia.

O dia em que Marlene se tornaria uma Dearborn.

Na noite passada tivemos um grande jantar na casa dos McKinnon, a nova casa, já que a outra foi torrada. Era apenas para a família, mas eu e Lílian fomos convidados. James também foi, mas ele estava em uma missão. Cadaroc devia ir com ele, mas após o jantar ele partiu para encontra-lo. Os Dearborn e McKinnon não gostavam muito um dos outros, e nem de mim, para completar o ciclo. Bati um garfo em minha taça, fazendo Lily gemer ao meu lado, pensando que estava bêbado.

– Gostaria de propor um brinde. – sorri, levantando-me rapidamente.

– O que esse moleque está fazendo aqui? Pensei que era só para a família. – resmungou John McKinnon.

– Pai! – estrilou Lene baixinho.

– Queria brindar para esse casal maravilhoso e que suas vidas sejam repletas de alegria, amor, felicidade... E sexo. – a mãe de Cadaroc riu, mas o pai de Marlene parecia irritado.

– Santa mãe de Deus... – resmungou ele.

– Saúde! – sorriu Lily, e taças se bateram enquanto eu me sentava novamente, satisfeito. Dei uma piscadela para Cadaroc e ele riu.

– Você atende por outro nome que não seja Coronel? – perguntou John McKinnon para Anthony Dearborn. O velho deu de ombros, olhando para o pai de Marlene com deboche.

O coronel. – retrucou ele.

– Na verdade, esquecemos de fazer uma prece. – lembrou Marlene. Todos abaixaram suas cabeças e começaram a sussurrar coisas e eu peguei um pedaço de bacon, mastigando lentamente. Lene olhou-me mortalmente, interrompendo sua prece, e eu girei os olhos antes de largar meu bacon e fingir estar fazendo uma prece.

– Cadaroc, nós encontramos hoje uma caminhada para pessoas acima do peso. Eles disseram que se reúnem toda semana. – sorriu John McKinnon. Eu tive que realmente me esforçar para conseguir segurar o riso.

– É... Eles são... Legais. – retrucou Cadaroc. – Marlene terminou de escrever os votos dela.

– Deu trabalho. – riu ela.

– Você não precisa disso, fale de coração quando estiver lá. – opinou Lily.

– Arrrgh, coração é um órgão! Bombeia, faz sangue circular, entope de vez em quando... Entretanto, ele nunca fala. – a mãe de Marlene maneou a cabeça negativamente.

– Você é tão vazio e gelado, Sirius. – lamentou-se ela.

– Eu gosto da ideia de casar. A parte do casamento que é ridícula. – retruquei, e a mesa ficou silenciosamente desconfortável.

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– Perfeita. – a mãe de Cadaroc acorrentou Marlene com uma gargantilha que aparentemente estava a sufocando. Paciência para lidar com mães. Se no casamento de Lily foi difícil com Addison Evans e Dorea Potter, imagine com Arizona Dearborn e Lucy McKinnon. Eu nem deveria estar ali, mas Marlene obrigou-me a ficar a assistir sua tortura pré-casamento.

– É... É para ser tão apertado assim? – riu Marlene, sem graça.

– É uma gargantilha, querida.

– Linda... Muito bonita. – forçou Marlene. Puta negócio feio do inferno, ela parecia um pato com aquilo, cruzes! Estragou o vestido, vai ficar horrível! – É tão bonito que eu acho melhor eu tirar porque... Não combina comigo.

– Cinco gerações de mulheres Dearborn usaram essa gargantilha. Você quer mesmo ser a primeira a não usar?

– Filha, tem certeza que não quer usar meu vestido? – perguntou a Senhora McKinnon. – Ficaria lindo. E você ficaria perfeita se... Se tirasse essa coisa do pescoço.

– É uma gargantilha! – estrilou Senhora Dearborn. – E Helga Hufflepuff usou essa gargantilha. A senhora sabia que somos descendentes dela?

– Parabéns. Eu bateria palmas se fosse, não sei... Godric ou Salazar. Mas quem liga para Helga? – debochou Lucy. Arizona quase teve um infarto ali mesmo e Marlene estava prestes a chorar, sufocando com a gargantilha. Ela tentou pedir socorro com um olhar, mas eu apenas dei de ombros, engolindo mais um docinho do casamento, e levando gritos das Senhoras Dearborn e McKinnon.

– Cristo Crucificado, o que é isso no seu pescoço? – Cadaroc fechou a porta da sala enquanto assistia sua Marlene tentar sorrir com as mãos no pescoço. – Mãe...

– É uma tradição, Cadaroc! – estrilou Arizona. – E em segundo lugar, doze mil nesse vestido? Nem nossa primeira casa foi esse preço!

– Bem, uma casa de lama e palha não custa doze mil. – sorriu Lucy McKinnon, venenosa. Escondi o riso, assim como Marlene e Cadaroc. Mas Arizona estava possessa.

– Mãe, o vestido está lindo. Nunca vi Marlene tão bonita em toda minha vida. – sorriu Cad dando um rápido beijo em sua noiva.

– Primeiro um vestido, quando for ver você está no meio da rua e ela na França possuindo sua conta bancária. – Lucy deu um gritinho para Arizona.

– Está insinuando que minha filha é uma aproveitadora? – gritou ela, visivelmente ofendida.

– Quer saber, Cad? Eu acho que diamantes combinariam perfeitamente com meu vestido! – provocou Marlene.

– Bem, então nossa próxima parada é na joalheria. – sorriu Cadaroc. Arizona desabou na poltrona ao meu lado e Lucy sorriu triunfante ao tirar a gargantilha do pescoço magro da filha.

– Espero que perceba o quanto é sortuda, Marlene. – Arizona olhou no fundo dos olhos de Marlene com puro desprezo. Mas fora Cadaroc quem respondeu.

– Na verdade, mãe, o sortudo sou eu.

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– Cadaroc. Eu poderia prometer te apoiar, te amar... Poderia prometer que estaria ao ser lado na saúde e na doença. Mas essas coisas são para casais otimistas e esperançosos e isso é tudo que não somos. Eu não sou otimista. Não sou esperançosa. Eu tenho certeza. Eu sou forte. E eu sei. Eu sou uma mulher de coração. Eu os tiro, os coloco de volta, faço Poções e feitiços para ele. Eu sou uma mulher de coração. Disso eu tenho certeza... Que você é meu parceiro. Meu amante, meu melhor amigo... Você é meu parceiro. Meu coração bate por você. E nesse dia, no dia do nosso casamento... Eu prometo isso a você. Prometo colocar na palma da sua mão, meu coração. Prometo a você, eu. – eu não sabia o que dizer. Eu estava ali, com Marlene vestida de noiva, toda maquiada como nunca esteve, com aquela gargantilha sufocando seu pescoço magro e pálido, me dizendo as palavras mais lindas que eu já ouvi de alguém... Ela sempre dizia coisas intensas, e aqueles votos iriam para a lista de coisas intensas que ela sempre dizia.

– Marlene... – respirei fundo, olhando no fundo de seus olhos verdes. – Eu digo isso do fundo do meu coração para você... – peguei em suas mãos. – Auror e Curandeira... Deixe Cadaroc e case-se comigo.

Ela gargalhou, dando pulinhos, animada.

– Você gostou?

– Está perfeito.

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– Cadaroc está pronto? – perguntei assim que James apareceu às pressas, com Lily em seu calcanhar, os dois pareciam nervosos, então eu já me prearei para coisas como “Ele desistiu” ou “Ele vazou”.

– Cadaroc sumiu! – sussurrou James, ajeitando a gravata. Pedro apoiou-se na parede, aparentemente passando mal. Remo ofegou, agarrando o ombro de Pontas.

– Como assim sumiu? Como você está aqui e ele não?

– Era um perseguição. Eu fui atingido e cai, mas ele continuou indo e tinham sete Comensais atrás dele. Eu juro que tentei... Juro... Pensei que ele estivesse aqui. – James ajeitou seus óculos, olhando para os convidados. Puta que pariu, Marlene ia surtar... Pior que isso, meu Deus, e agora?

– Alguém precisa dizer a Marlene. – sussurrou Remo.

– Não... Vamos aguardar. Talvez ele apareça, talvez seja mais uma palhaçada dele...

– Cara...

– Cala a boca! – pedi, fazendo James se calar. – Dumbledore sabe?

– Não. Moody, precisamos encontrar Moody e pedir para ele fazer uma busca que só ele sabe fazer... Vamos precisar de reforços.

– Sirius, só faltam vinte minutos pro casamento! – avisou Lílian.

– É o suficiente. – respirei fundo. – Marlene vai casar hoje nem que eu tenha que criar outro Cadaroc!

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Lily deu a notícia.

Marlene estava observando o canteiro que rodeava a pista de dança quando entrei no salão de festa de seu casamento. Ela ainda estava com seu vestido, que deliniava sua finíssima cintura e grande quadril. Ela parecia tranquila, pelo menos aparentava. Ela virou-se quando eu fechei a porta e eu vi o desespero contido em seus olhos.

– Moody já organizou a busca? – indagou ela, seriamente.

– Já. Até mesmo Dumbledore foi junto.

– Ótimo. – ela sorriu rapidamente. – Ótimo.

Eu não sabia o que dizer. Eu era péssimo em consolar pessoas. Ela acabou de perder o marido que nunca teve, que palavras conseguiriam consolá-la? Seria um milagre se Cadaroc estivesse vivo nas situações em que se encontrava, não havia esperança. Aquilo não era apenas um casamento, era a consolidação da vida dela ao lado dele até o fim de seus dias. Era filhos com seus olhos e os cachos dela correndo pelo jardim, anos de comemoração de uma relação feliz e bem construída. Era a consolidação disso. Marlene olhou a pista de dança com desgosto. Ela olhou-me com os olhos cheios de lágrimas.

– Olhe só isso. – ela acariciou seu vestido. – Estou livre... Eu... Eu estou livre.

Marlene tocou a gargantilha e nesse estante começou a sufocar. Ficou ofegante e arquejava em busca de ar, desesperadamente. Corri até ela e arranquei a gargantilha na força enquanto ela tentava tirar o vestido a todo custo, entre soluções extremamente altos. Peguei minha varinha e rasquei a parte de trás do vestido e Marlene o jogou bruscamente, revelando seu corpete e vestido por debaixo do bufante vestido que ficava por cima. Ela começou a chorar extremamente alto enquanto pegava meus braços e envolvia em sua cintura, chorando dolorosamente. Apoiei meu queixo em seu ombro, ouvindo atentamente sua dor. Marlene chorou, chorou e continuou chorando.

Entre soluços e lamentações, eu atrevi-me a olhar um grande panfleto que James e eu decoramos, dando boas-vindas ao novo casal. Eu sempre admirei Marlene por sua coragem. Ela era uma mulher de grande porte, um uísque refinado, forte... Realmente forte... Ela demonstrava seu amor, era bem resolvida e sólida, você sempre pode contar com ela, não importa quando ou o momento. E tudo... Tudo que Marlene implorava...

Era alguém para estar ali para ela também.

“PARA OS RECÉM-CASADOS MARLENE E CADAROC DEARBORN, COM AMOR”



Notas finais do capítulo

VAMOS TIRAR ESSE ATRASO HOJE MESMO!

Graças a Deus o Nyah voltou, mais charmoso e cheiroso. E depois dessa secura no meio do deserto que aparentava não ter um fim, uma luz, um capítulo!
Espero que gostem.
MUAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH ♥



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