About Sirius Black escrita por Ster


Capítulo 34
Durante - 6º


Notas iniciais do capítulo

Hoje eu tô brava que nem o personagem principal.Eu sou um doce, isso mesmo, eu sou um DOCE de pessoa, um amorzinho, um chuchu. E eu acho que é por eu ser tão mole que eu recebo só três comentários em um capítulo. Ai gente, acho que em dois meses dá pra ver claramente que eu não sou cismada com números e tudo mais, mas é decepcionante você ter 70 leitores (o que eu acho pouco se você for olhar o número de comentários) e só três pessoas que falam comigo.Eu sei, eu também sou uma leitora, as vezes nem tem o que comentar ou você achou o capítulo tão ruim que nem tem coragem de falar, mas eu QUERO ler a sua opinião, essa é a questão! Não vou berrar por palavras ou ameaçar, eu vou pedir educadamente como um docinho que sou: Comentem, falem comigo pelamor de Deus, isso é mesmo ou o que? Será que você não quer mesmo me xingar por ter feito o Sirius falar tal coisa, ou elogiar tal atitude? Será mesmo que não quer dizer que gostaria muito de ver tal coisa na história ou acha totalmente sem necessidade outra coisa?Falem comigo, dioooooooos mioooooo!Eu respondo todos os reviews sem exceção, posso até demorar as vezes, mas eu respondo SEMPRE. Estou esperando reviews, porque eu realmente >não< quero ficar postando pro vento até o fim dessa história que está muito longe.CHEGA DE FALAR?CHEGA.Vamos ler logo.



EVERYBODY HATES SIRIUS

JUNHO

HOGWARTS






Diffindo! – gritei, fazendo um feio corte no rosto de Amico. Gargalhei, girando a varinha entre os dedos. – Não muito eficiente, feioso.






– Seu... Maldito! Depulso!

Protego! Ah, qual é, Amico, faz algo direito. Isso está... Entediante. – sorri para ele. Agora que James decidiu ser um bom menino, só me sobrou Pedro uma vez que Remo sempre foi um nerdzinho chato. Mas também Rabicho era muito chato, pois sempre que duelava, nem levava um minuto para a pessoa conseguir desarmá-lo, ele era um desastre, então eu tinha que trabalhar sozinho. – Everte Statum!

Amico caiu para trás com força, quase chorando com a dor que o feitiço causou. Meu Deus que tédio!

– Então, Carrow, me conte as novidades sobre Voldemort. Como vão as reuniões? – ele levantou-se e tentou atingir-me com uma maldição atrás da outra, mas minha barreira era tão forte que os feitiços mal chegavam a tocá-la.

CRUCIO! – uma voz feminina gritou e um raio verde veio em minha direção, junto com o berro aterrorizado de Rabicho. Mas antes que pudesse me atingir, outra voz feminina invadiu o ar com raiva.

PROTEGO HORRIBILIS! – Marlene jogou a barreira com tanta força que Aleto até foi para trás, quase atingida com seu próprio feitiço. – Garota repugnante! Incarcerous!

Nice one, Lene Moo. – sorri para ela, que agitava sua varinha, erguendo Aleto presa entre cordas no ar. Quando o irmão dela ousou tentar solta-la, eu o impedi. – Immobilius!

Dectumsempra! – gritou Dolohov contra Marlene. Mas ela era muito ágil e forte. Sua varinha era irmã da de Bellatrix, o núcleo era muito visível bem no centro dela, o que a fazia ser curvada e inflexível. A única diferença é que a de Bella era escura como a noite, e a de Marlene era clara, cor de mel. O raio branco que saiu da varinha de Marlene não só repeliu o feitiço como jogou Dolohov longe, aqueles dois se odiavam tanto quando James e Snape, era sempre um show a briga deles.

– Sua garotinha feiosa. – riu Dolohov. – Quando vai aprender a usar feitiços de verdade?

– Quando você tomar vergonha na cara e respeitar uma mulher. – Marlene chutou o nariz de Dolohov e depois pisou no peito dele, apontando a varinha para a sua cara. – E nem duvidar de uma.

– Ainda mais de uma que é melhor que você. – sorri, indo para o lado de Marlene. Dolohov gargalhou, lambendo o sangue que saia de seu nariz machucado.

– Você vai ser a primeira que eu vou matar, McKinnon. Primeiro vou terminar de te deixar feia, aí eu vou te torturar. Depois eu torturo toda a sua família e os mato na sua frente. Você vai ser a última. – Agachei-me rapidamente e enfiei minha varinha na testa dele. Quando preparei-me para amaldiçoa-lo, Amico soltou-se e ainda soltou a irmã, e os dois foram ágeis ao jogar em nós maldições, uma atrás da outra. Pedro finalmente fez algo e jogou um fraco Protego, que nos ajudou por um tempo. Marlene e eu começamos a ricochetear os feitiços, um atrás do outros, juntos. Ela era tão boa quanto James, apesar de eu ficar com um pouco de medo, pois os feitiços dela saiam com muita força, ela até parecia Bellatrix com aquela varinha torta e os cachos bagunçados voando no ar, com a gargalhada preenchendo o ar enquanto ela desviava e devolvia os feitiços.

– MONITORES! – gritou Pedro.

Rictumsempra! – Marlene finalizou Aleto e então virou-se para Dolohov, que ainda mandava feitiços para ela. O uau escapou de meus lábios quando ela juntou tanta força ao conjurar o feitiço que o corredor inteiro foi iluminado por um raio verde quando ela gritou – Verdimillius!

E então Dolohov saiu voando o corredor inteiro até bater com força suas costas no fim do corredor. Ela ofegou, recuperando-se.

– Uau. Estou apaixonado. – ela tirou os cachos do rosto e sorriu para mim maliciosamente. Nós três saímos correndo enquanto Pedro fechava o mapa caso alguém conseguisse nos pegar. A voz trêmula de Lily Evans preencheu o corredor e então nos escondemos no armário de vassouras.

Remo, para de fingir que não ouviu nada, você sabe que eram eles! – estrilava ela.

Não... Não, deve ser os primeiranistas. Ah, olha só, ouviu isso? Vamos voltar. – pedia Remo.

Para com isso, Remo! Odeio quando você fica os protegendo, sei que são seus amigos, mas estão fazendo coisas erradas. Aposto que foi o Potter que lançou aquele feitiço forte, iluminou o outro corredor! – Marlene e eu nos entreolhamos. Puxa, eu não sabia que ela era tão poderosa assim em azarar. Mas a realidade era triste, Evans não ia descansar enquanto não castigasse alguém. Marlene e eu olhamos Pedro.

– Ah não. – ele disse, cruzando os braços. – Não, não, não! Minha vó disse que se eu cumprisse mais uma detenção, ela contaria para meus pais!

– Seus pais nem ligam pra você. – apesar de ser verdade, Rabicho pareceu magoado. – Qual é Pedro, eu e Marlene vamos jogar na sexta, e a Evans é um a garotinha muito ruim, você sabe que é.

– Por que eu tenho que assumir a culpa? Foi Marlene que quase matou Dolohov!

– Ele estava nos azarando, eu acha que eu deveria ter ficado quieta observando? – estrilou ela, arregalando os olhos.

– Vai, quebra essa, Rabicho. – ele respirou fundo e nos olhou contrariado, jogou o mapa para Marlene e nos empurrou ao sair do armário de vassouras. Marlene e eu seguramos o riso, respirando fundo, felizes por estarmos livres de uma detenção. Evans adorava dar detenções de duas semanas, que era o limite que um monitor poderia dar. Eu rezava para ela não virar Monitora Chefe, pois assim poderia dar detenções de seis semanas.

– Então, está querendo substituir James?

– Bem, desde que não me chamem de Pontas, tudo bem. – riu ela, ainda ofegante depois da corrida. – Que horas são? Tenho que tomar meus remédios.

– Juro solenemente não fazer nada de bom. – abri o mapa e passei os olhos rapidamente no corredor. O nome Sirius Black e Marlene McKinnon estavam brigando no mesmo espaço em uma das salinhas do quarto andar. – Malfeito, feito!

– Tá limpo. – Saímos do armário lentamente, fechando a porta em seguida.

– Mas... O que é isso! – Ai não que droga! Droga, droga, droga! Vai ser a 62º detenção, ninguém merece! Mapa maldito, devia ter prestado atenção. Marlene ofegou e arregalou os olhos enquanto eu me virava para olhar quem era o monitor. Ops. O crachá de monitor brilhava no uniforme da Sonserina de Régulo. – Vocês dois... Vocês...

– Não! Não, claro que não! – atropelou Marlene. – Régulo, não é isso, calma...

– Eu vou matar você. – disse Régulo, apontando para mim. – Eu vou arrancar sua cabeça e mandar para tia Ella empalhar!

– Vem então, vem! – chamei, subindo a manga da camisa e pegando minha gravata desfeita, amarrando na testa entre os cachos. – Vem, seu franguinha!

– NÃO! Ninguém vai brigar, parem com isso, parem! – gritou Marlene. Gargalhei com Régulo tentando passar por Marlene, que era mais forte que ele.

– Vem logo seu macaco! – agitei. – Anda, cai dentro. Sua bichinha, franguinha!

– SIRIUS, PARA COM ISSO! – estrilou Marlene, segurando seu namorado. – Régulo, para e me escuta! Eu conheço Sirius há anos, se fosse pra ter acontecido algo ele poderia ter me beijado no segundo ano! Me deixa explicar, não é nada que você está pensando!

– Eu confiei em você, passei em cima da minha família... Marlene, não acredito. – ele cobriu o rosto com as mãos.

– Ahhhh, ele vai chorar. – segurei o riso. Imitei o que Bella fazia quando Narcisa chorava, apesar da imitação ter saído muito debochada. – Bebezinho Régulo vai chorar, é? Bebê Régulo tá tristinhoooooooo.

– SEU MALDITO! – eu nem tive tempo de respirar quando senti meu corpo colidir com o chão numa força brutal. Tentei me soltar de seu aperto, mas Régulo estava irreconhecível. Tudo que vi foi seu punho quase afundar minha bochecha, foi com tanta intensidade que senti meus dentes todos saírem do lugar. Olhei para ele chocado e então, gargalhei.

– Como eu previa, você bate como uma franguinha, irmão. – Enfiei meu punho no nariz dele do mesmo jeito que tinha feito com Amico no terceiro ano. Os gritos de Marlene era a plateia enquanto sangue espirrava do nariz pontudo de Régulo, que tentava se recuperar. Empurrei-o para longe de mim, mas ele agarrou a gravata amarrada em volta da minha testa e me puxou de volta. Era um bolo de formas, e em algumas vezes, enquanto Régulo e eu rolavamos pelo corredor, eu conseguia ver seu rosto.

Curvei-me na mesa para pegar um docinho, mas mamãe deu-me um tapa com força na mão, fechando a cara para mim.

– É do Régulo!

– Mas mamãe...

– Calado! – e então o garotinho apenas um ano mais novo sorria para mim, satisfeito. Mas então, quando todos estavam dormindo e eu sentia medo do bicho papão preso no guarda-roupa, Régulo abria a porta e com sua mãozinha gorda de um garoto de quatro anos, ele a abria e revelava o doce que mamãe me negara.

– Não quero nada seu. – e empurrei sua mão.

Dei-lhe um soco em outro lugar que eu não conseguia ver. Em momentos estávamos no chão, no outro estávamos na parede. Ele puxava meu cabelo, arranhava e amassava meu rosto e eu fazia tudo que conseguia para soca-lo em todos os lugares que eu conseguia alcançar. Era uma confusão de gritos, grunhidos, sangue, socos e palavras nunca ditas.



– Me empurra aí. – eu pedia.

– Não. – retrucava Régulo. Virei-me no balanço.

– Você é o pior irmão que alguém poderia ter. Queria que Andie fosse minha irmã.

– Bem, peça ela de Natal. – Régulo cruzou os braços, no auge dos seus cinco anos. Tentei empurrar-me sozinho no balanço, mas ela impossível. – Peça para ela te empurrar.

– Sai daqui, sua praga! MONSTRO, MONSTRO VENHA AQUI ME EMPURRAR!

Quando Régulo finalmente conseguiu ficar por cima, ele ergueu seu punho para descer na minha cara. Eu já estava pronto quando os olhos de Régulo se embaçaram e ele torceu o nariz para segurar as lágrimas se acumulando em seus olhos. Ele respirou fundo, tomando coragem, ainda segurando o colarinho da minha camisa.



– Mamãe matou ele. – virei-me para Régulo. Ele caminhou até mim e também fitou meu túmulo. Fitei minha cruz feita de palitos de sorvete com o nome de minha coruja. Não tinha sentido ela matar minha corujinha, ela nunca fez nada de ruim. – Ela matou Gaia porque isso é nome de trouxas.

– Mentiroso. – acusei, mas Régulo deu de ombros. Ele olhou-me e eu tratei de enxugar as lágrimas, não queria que ele me visse chorando pela Gaia. Esquivei-me quando Régulo pegou minha mão, fiz de tudo para soltar, mas então eu aceitei. Apertei a mão de Régulo.

Pobre Gaia, só ele apareceu em seu enterro.

E olha que Régulo odiava a coruja.

Mas amava o irmão.

– Covarde. – sorri, fazendo com que meus olhos queimassem enquanto as lágrimas corriam por meu rosto. Régulo soltou minha blusa e saiu de cima de mim. Marlene estava em choque, nos olhando assustada. Meu estomago doía tanto que eu nem consegui me levantar.

– Régulo... – soluçou ela. – Deixe eu concertar seu nariz...

– Sai de perto de mim... Você é... Imunda! Uma traidorazinha do sangue... Imunda... Não me toque! – Apesar das ofensas, Marlene continuou correndo atrás dele pelo longo corredor. Respirei fundo e cruzei os braços sobre minha barriga dolorida. Nunca reparei que o teto de Hogwarts era tão velho, apesar de ser tão bonito. Ah, quem eu estou enganando, estou todo machucado e precisava de cuidados, mas Marlene preferiu correr atrás do meu irmão. Eu devo ter até adormecido com a dor, pois as tochas já estavam acesas quando eu abri os olhos novamente. Lancei um feitiço em mim mesmo para ver se a dor melhorava pelo menos o suficiente para eu andar até o salão comunal. Eu não fazia ideia de que horas eram, mas devia ter passado do toque de recolher já que os corredores estavam vazios.

– Limão. – sorri para a Mulher Gorda antes de pelo buraco do quadro. Assim que entrei, o olhar raivoso de James me assustou. – E aí, Pontas.

– Qual é o seu problema, hein? – a voz dele era tão fria que eu me assustei. James suspirou e balançou a cabeça negativamente, desviando o olhar como se eu fosse repugnante.

– Como assim?

– O que você tinha na cabeça quando disse para Snape sobre Remo?

– Eu não disse nada! Só contei do Salgueiro, eu juro!

– Ahhhhh, que legal né? Aí você acha que ele não ia nem querer ir atrás! – ironizou James, levantando-se.

– O que houve com você? – quis saber Pedro, olhando minha camisa encharcada de sangue.

– Depois eu conto. Olha, eu admito o que eu fiz, ok? Só que a gente está falando do Ranhoso, covarde, fraco, medroso...

– Ele foi lá hoje, Lua Cheia, Sirius! ELE PODERIA ESTAR MORTO AGORA! – berrou James.

– E por que você se importa? Ele quase fez a mesma coisa com você, que morresse então! – James deu um passo para trás, como se não me reconhecesse.

– Não... Não é assim que se resolve as coisas, Sirius. Olhe o você disse.

– Vingança é um prato que se come frio, James.

– Sirius... Será que o sua família diz entrou na sua cabeça afinal? – ele disse, parecendo triste. – Vingança não leva a nada. Não vai você se sentir melhor.

– Estou me sentindo ótimo. – cruzei os braços. – Quer saber, você não é o James que eu conheço. O Pontas que eu conheço, estaria rindo agora.

– Eu ainda sou o James. – ele disse, indignado. – Só não acho engraçado quase matar alguém!

– Você odeia ele!

– Odeio, mas não quero ele morto! Pior que isso, ele poderia ter sido mordido, ninguém merece isso, Sirius! Não teve graça, não é engraçado. – James e eu nos fitamos por minutos intermináveis. Eu já não o reconhecia, não era meu Pontas. Já não queria sair a noite, diminuiu a frequência de azarar os sonserinos, mal aprontava alguma. Onde estava meu amigo?

– Quem é você? – perguntei, horrorizado. – Não é o James.

– Eu que te pergunto. O Sirius que eu conheço não é uma pessoa ruim. – e então, ele subiu para o dormitório. Idiota. Tirei a gravata da minha testa e joguei no sofá.

– Sirius, onde você vai? – não tive tempo para responder Pedro.

O uivo de Remo preencheu a noite de Lua Cheia e Almofadinhas lutava para sair de dentro de mim.



Notas finais do capítulo

COF COF COF, ME FIZERAM UM TRAILER, COF, COF COF
E é cheio de spoilers hahahahahahahahahaha Muito obrigada, Agatha, ficou realmente muito bonito.
Para os interessados: http://www.youtube.com/watch?v=cwUvpGTEiC0
MUAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH