About Sirius Black escrita por Ster


Capítulo 35
Durante - 6º


Notas iniciais do capítulo

InhaiiiiiiTudo bem com vocês? Tudo ótimo comigo.Os comentário não aumentaram, mas fé em Deus né hahahahahahahahahahahaha Vocês sabem que a Marlene é uma grande fã do Bowie né, não atoa porque a dona dela (euzinha) também é obcecada por esse andrógino e talvez sem querer tenha colocado nessa personagem mil músicas dele hahahahahahaha Tanto que Jean Genie é uma delas!



THE JEANNE AND ZORRO

JULHO

CASA DOS POTTER

James e eu não conseguíamos ficar brigados por mais de dois minutos, quem diria um dia inteiro. Após ele ter salvo Snape, eu virei o vilão da história, a criança inconsequente. Mas como eu poderia levar esse cargo se o dono dele era James? Não mais, ele estava mudando em um curto espaço de tempo. Agora ele usava o cérebro e pensava antes de fazer as coisas e era muito difícil para mim ter que lidar com esse novo James, que já não topava na hora fazer o que dizia. Marlene ficou até os últimos dias sem falar comigo, como se eu fosse o culpado do término dela com Régulo. Mas ela se rendeu, convidando James e eu para o aniversário de seu irmãozinho Kevin, uma festa a fantasia.

O aniversário seria o dia todo, mas ela disse que a casa estaria lotada de pirralhos melequentos então era melhor chegarmos quando a festa acabasse. Era manhã de sábado quando Dorea colocou waffles na mesa repleta de comida. Uau.

– Ahhh, muito obrigada Senhora Potter. Nunca comi waffles na minha casa. Minha mãe não sabia fazer e nem deixava o elfo fazer. Isso é muito legal.

– Bem, eu sou legal. – disse Dorea, sorrindo. – Apesar do meu próprio filho não achar.

– James! Você disse que sua mãe não era legal?

– Hã? Eu...

– Pare de dizer que ela não é legal! – James girou os olhos para Charlus.

– Ok... Mãe, você é super... Legal.

– Obrigada docinho. Estrelinha, você quer calda de que?

– Tem calda? Oh meu Deus... Eu amo esse lugar!

– E nós amamos você aqui, cara. Você é o irmão que eu nunca tive!

– Ah, James, depois do café quero que regue o jardim. – disse Senhor Potter, cortando seu bacon.

– Mas eu...

– Eu rego. – ofereci-me, terminando o suco. James olhou-me petrificado.

– Sirius... Eu amo você.

– Ok, Sirius. – sorriu Charlus. – Ah, James, parabéns pelo porão, ficou muito bem arrumado.

James e eu nos entreolhamos. Ele girou os olhos e parou o pai quando ele pegou a carteira.

– Foi o Sirius.

– Eu sei. – riu Charlus, pegando os galeões e me dando. Uau, dez galeões.

– Obrigado, Senhor Potter! – sorri, enquanto James estendia a mão sobre a mesa, esperando seu dinheiro.

– O que você fez? – perguntou Sr.Potter.

– Eu... Amo você?

– Bem, eu amo você também. – riu Charlus, levantando-se da mesa.

– Sua prostituta! – sussurrou James para mim, indignado.

– Ah pega leve, Potter. Eu não tenho família. – sorri, terminando meu waffle. Era engraçado ver os Potter me tratando muito bem e James as vezes ficar um pouco enciumado. Após regar o jardim, eu terminei de secar a louça por Dorea tinha que se arrumar para uma festa que iria ser a noite. Remo e Pedro tinham chegado, para todos irem juntos a festa de Marlene.

– Está terminando aí, Hazel? – debochou James, observando eu secar a louça. Ignorei a provocação e guardei o prato no armário. Pedro gargalhou, apontando sua banana para mim como um macaco que tem problemas mentais.

– Essa foi engraçada porque, Hazel é uma empregada. – riu ele, feito um débil mental.

– Cala a boca. – mandei, quase enfiando a colher na cara dele.

– Bem durão com essa colher. – riu Remo.

– É, Almofadinhas, meus pais nem estão mais aqui, chega de encheção de saco. – riu James, pegando um copo de água.

– Quer saber de uma, Pontas, eu realmente achava que Charlus era um pé-no-saco como você dizia. Mas depois de fazer suas tarefas durante uma semana, eu percebi que você é só um garotinho mimado e preguiçoso. – sorri, secando um copo. O sorriso de James se desfez entre as gargalhadas de Pedro e Remo.

– Hazel nunca falou desse jeito. – riu Aluado.

– Não é justo! Só está aqui há cinco dias, eu estou aqui há dezesseis anos!

– Eu só estou sendo grato aos seus pais por me abrigarem, pare de ser uma vagina!

– Oh não, ele te chamou de vagina! – gargalhou Pedro.

– Então pare de ser grato! E não me chame de vagina! – ele descruzou os braços. – Cadê o Sirius bardeneiro que eu conheço?

– James, eu sou um convidado aqui!

– Eu vou fazer alguma idiotice agora mesmo. – avisou James, erguendo os braços. Pedro pulou da cadeira agitado, fazendo ela cair.

– EU SEI DE ALGO ESTÚPIDO QUE PODEMOS FAZER AGORA MESMO! Cadê seu balanço, James?

Em menos de cinco minutos, estávamos na sala de estar de James, com ele em cima do sofá com um balanço nas mãos. Ah meu Deus, era isso então? James repreendeu tanto a estupidez dele que agora vai sair num jato.

– James, você tá ouvindo o Pedro. Desce daí, você vai se arrepender. – avisei.

– Ahhhh não, não, não e não! Agora está me dizendo o que fazer? – indignou-se James.

– Chega de conversa, anda logo! – agitou Remo. Não acredito que ele estava ajudando James a fazer essa babaquice. Então James fez. Soltou o balanço e ele quicou uma vez no chão antes de entrar dentro da televisão dele. O choque estampado no rosto de Pontas seria engraçado se não fosse idiota.

– Não pensei nisso. – lamentou-se Pedro. – Bem, ainda bem que essa não é minha tv.

– Rabicho, eu vou matar você. – sussurrou Pontas, petrificado.

– Talvez eles não notem. – sorri quando a porta foi aberta. Dorea e Charlus aproximaram-se da televisão arregaçada e a fitaram como se fosse uma pessoa morta. James desceu do sofá e foi lentamente até os pais. Fiquei entre James e Charlus, fitando a tv destruída.

– Por que você enfiou um balanço na tv, James? O que isso acrescentaria na sua vida? – quis saber Charlus. – Isso foi a coisa mais idiota que você já fez na sua vida, James Potter.

– Na verdade fui eu que fiz, Charlus. – Os Potter me olharam, assustados.

– Não! Sirius está tentando me cobrir, para com isso Almofadinhas...

– Chega Pontas, Charlus, fui eu.

– Não, fui eu! – começou James.

– EU NÃO QUERO SABER! – gritou Sr. Potter. – Sumam da minha frente!

– Sim senhor! – dissemos em coro. Era uma confusão de pés subindo escadas com Remo e Pedro atrás de James e eu. Nós corremos para o quarto, ainda assustados e só lá conseguimos gargalhar. Meu Deus, como éramos idiotas. Já era seis horas quando nós começamos a nos arrumar para a festa. Remo estava muito engraçado vestido de Dumbledore, estava meio ridículo, mas ele disse que se era uma festa a fantasia, ele iria vestido de quem ele admira e ponto final. James nunca foi tão metido como estava vestido de Godric Gryffindor, com o símbolo da grifinória nas costas da roupa medieval. Ele ficava empunhando sua espada de mentira e batendo na cabeça de Pedro, que estava vestido de Hagrid. Ele não sabia do que se vestir, então nós dissemos que seria legal ele ser o Hagrid, porque primeiro ele era gordo como Pedro e segundo porque ele era legal, era o suficiente. Eu queria me vestir de Magayver, mas ninguém me ajudou.

Aí eu quis ser o Luke de Star Wars, mas ninguém deixou. Então Remo disse que era minha obrigação me vestir de Zorro, e era perfeito! Só não coloquei aquela faixa idiota na minha cara, porque estragava tudo. Nós descemos para a sala, já vestidos, e Dorea ficou cerca de vinte minutos convencendo Remo a se vestir de princípe, mas não tinha roupa, então Dorea subiu com Remo e depois desceu. Estava irreconhecível.

– Oh... Você está lindo. – sorriu James. Remo girou os olhos, sério. E depois gargalhou.

– Pior que estou! – riu ele. – Obrigada, Sra. Potter.

– Ah meu bebezinho, pode ver que todas as meninas da festa vão afirmar que você está vestido com algo que combina com você! Um príncipe!

– Bem, então eu devia ir de rei. – sorriu James, convencido.

– Cara, segura esse ego. – disse Pedro, ofendido. – Estou com fome.

– Lá vai ter comida o suficiente, Hagrid. Vamos logo. – Grudamos em Remo, que era o único maior de idade ali. – Prontos?

– Remo, cuidado, por favor. – Implorei, com medo de estrunchar. Mas em apenas um segundo, lá estávamos nós na rua de Marlene, olhei ao redor, no fim da rua era a casa de Andrômeda, talvez eu durma lá caso esteja bêbado demais. A casa estava barulhenta, com ABBA tocando no último volume. Ugh, já começou mal. A casa de Marlene era grandiosa e vermelha escura, havia brinquedos espalhados no jardim e uma grande árvore que abrigava um balanço amarelo. Eu fui na frente, atravessando o jardim e batendo na porta.

– Ela não vai ouvir, vamos invadir. – agitou Pedro.

– Ok... – mas quando eu fui abrir a porta, uma garota loura a abriu bruscamente. A música parou, e o tempo também. O mundo parou ao meu redor quando ao som de Bowie, Jane, a Gênia, abriu a porta.

DAVID BOWIE - THE JEAN GENIE

Mesmo sem franjinha, era óbvio que era Jane. A trança bem feita contornava todo o chapéu cor-de-rosa que no topo tinha um rabo de cavalo e embaixo o véu rosa. Meus olhos pularam para o grande decote com dois peitões pulando para fora da blusa de Jane, e as mangas bufantes e transparentes como as calças, escondendo as lindas pernas. Uau.

– Olá meninos! – sorriu Marlene. – Chegaram tarde, a festa começou há horas!

– Ma... Marlene? – engasgou Remo.

– Você está fantasiado de Príncipe? Awnnn, isso é sua cara! – sorriu ela. – Ah, olá Hagrid. E você é Godric, está idêntico... E você o Zorro.

– Onde você escondia esses peitões? – perguntei, embasbacado.

– Sirius! – estrilou Remo. – Que falta de educação!

– Eu escondia no meu sutiã, Sirius. Vamos, entrem. – riu Marlene, nos empurrando para dentro da casa. Ainda tinha alguns brinquedos espalhados pelo chão. Frank Longbottom estava lá, fantasiado de Merlin, conversando com uma garota gostosa fantasiada de Morgana, ah, era Emmeline. No meio da sala, Alice Wonder dançava, fantasiada de Wendelin, ela tinha enfeitiçado seu vestido para pegar fogo enquanto ela gargalhava, fazendo jus a quem ela estava fantasiada. Tratei de pegar meu uísque de fogo rapidamente, na mesa principal.

– TROCA ESSA MÚSICA DOS INFERNOS! – berrou Sibila, estava fantasiada de Dumbledore, ainda bem que Remo trocou de fantasia. – Quero ouvir The Who!

– Zorro, me salve. Estou em apuros. – virei-me para Princesa Leia. Pela primeira vez na vida, Dorcas estava até que bonita vestida de Leia. Beijei sua bochecha em cumprimento e peguei uma cerveja amanteigada para ela. Ficamos alguns minutos observando as pessoas dançando na pista de dança improvisada.

– Onde está Remo? – perguntou ela.

– Não sei... Mas ele está vestido de príncipe. – Ah não, que descarado. No cantinho, conversando com uma garota grávida, Amos Diggory estava fantasiado de Cedrico, o Guerreiro. Não acredito que Marlene convidou esse babaca. Que seja. Então fiquei parado, vendo as pessoas dançando. Pelo menos a música não era ruim, na verdade era boa. E Marlene e James estavam mostrando isso no centro da pista. Havia um espaço só para eles, pois era necessário. Eles dançavam como eu nunca tinha visto alguém dançar antes em lugar nenhum do mundo.

Lene Moo mexia-se como se fosse uma boneca de pano, rebolando e mexendo os pés, fazendo poses dramáticas, passando as mãos pelo corpo. Era engraçado, tanto que algumas pessoas riam quando paravam para vê-la dançar. James pegou-a no colo e a girou, enquanto ela erguia os braços, balançando as mãos. Quando ele a colocou no chão, eles fizeram um passo combinado e continuaram dançando feito malucos. Lene Moo deu um grito e agarrou a fantasia, sacudindo-o e mexendo os pés, balançando os cabelos.

A música acabou, dando espaço para Like a Virgin de Madonna. A música foi anunciada por Marlene que soltou um berro e jogou-se no chão de joelhos, inclinando o quadril para frente várias vezes, de olhos fechados e balançando os braços. James pegou-a do chão e dançou com ela, fazendo passos típicos do Michael Jackson. Segurei o riso e caminhei até uma parede livre, perto de uma das mesas do ponche. Coloquei um pouco em um copo e experimentei, sentindo o líquido descer queimando pela minha garganta. O gosto de morango passou longe daquele ponche.

Fiquei mais algum tempo observando James e Marlene dançarem. Era impossível você olhar para a pista e seu olhar acabar não caindo para eles. Era como se eles tivessem acabado de sair do filme Dirty Dancing. Eu nem tinha percebido, mas amizade dos dois já era tão grande quanto a minha com ela. Enquanto as pessoas dançavam comportadamente ou de um jeito bonitinho e agradável, eles dançavam de um jeito que mostrava o feio, agressivo, eles se soltavam e faziam o que a música mandava: Simplesmente dançavam. E eles nunca cansavam, pois iria entrar a quinta música e eles ainda estavam lá, gritando e dançando. Peguei-me pensando se iria toca alguma música do The Cure.

Ao som de Hollywood Swinging, a pista esvaziou um pouco e parecia que eles estavam em 1950. Lene Moo mexia os pés com uma facilidade e ativava mais ainda a sua sensualidade mútua e exagerada. Pontas dançava com ela, também remexendo os pés em uma velocidade absurda, e os braços também. Mas ele perdeu-se totalmente nos passos quando uma garota desceu as escadas.

– Quem é essa garota? – perguntei, olhando-a de cima abaixo. De onde a Evans tirou aqueles peitos? Todas essas garotas estavam escondendo os peitos a vida toda? Ela estava muito bonita com o corpete vinho e alguns detalhes negros e a saia bufante, mostrando as magras pernas de Lily. Ela ficaria mais bonita de salto, mas ainda assim ela conseguia ficar extremamente sexy com um all star preto. James quase enfartou ao meu lado.

– Ai Sirius, eu vou morrer. – gemeu ele.

– Olha, depois de ver a Marlene gostosa, eu não duvido de mais nada nessa vida. – disse Pedro, cruzando os braços. – Porque, fala sério, Marlene gostosa, isso é fisicamente impossível!

Lily Evans parecia tão nervosa que até tropeçou, e Marlene teve que segurá-la no fim da escada para que ela não caísse. “Essa saia é muito curta!” estrilava ela, tentando cobrir as pernas. Marlene deu-lhe uma taça de água de gilly e ela tomou num gole só, respirando fundo e vindo até nós.

– Quem tem medo do lobo mal? – perguntei, malicioso.

– Eu não. – sorriu ela, erguendo a taça. – Jurava que iria vir de, sei lá, Rei?

– Eu sou um Rei, mas não preciso jogar isso na cara dos outros. – sorri. Marlene abraçou-me, dengosa e bêbada.

– Ele está lindoooooooooooo! – disse ela, de olhos fechados. Nós rimos, menos James, ainda petrificado com Lílian Evans.

– Pode respirar, James. – debochou Remo.

– Você... Você... – ele piscou. – Está linda.

As bochechas da Evans ficaram tão vermelhas que dava pra confundir com o cabelo dela.

– Obrigada.

– Ok... É... – ele olhou para a casa, nervoso. – Vamos... Eu...

– Quer dançar? – perguntou Lily, e James assentiu, sorrindo.

– O que eu fiz para merecer essa minha vida? – reclamou Remo. – Que triste. Todo mundo tem alguém, menos eu.

– Remo John Lupin! – chamou Dorcas. E assim que Remo virou-se para ela, Dorcas lascou um beijo de matar qualquer um. Berrei de felicidade assim como todo mundo na sala lotada. Marlene dançou ao redor deles, que se beijavam apaixonadamente. Let’s Dance do David Bowie começou a tocar e eles ainda estavam se beijando. Enjoei de ficar assistindo Remo beijar Dorcas e sentei-me no sofá com Edgar Bones e Emmeline, que tinha a cara fechada de ódio, olhando o mais novo casal. Até que o inimigo de James era legal, sabia bastante de motos, então entramos em um assunto profundo sobre rachas e motos que estavam saindo nas lojas. Quando as músicas ficaram mais calmas e Marlene começou a balançar-se sozinha no meio da sala de estar, enquanto todos se pegavam ao seu redor, eu parei para admirá-la.

Ela notou meu olhar e entre a música lenta, começou a balançar-se mais lentamente ainda, encostando sua taça nos grossos lábios vermelhos, olhando-me como uma criancinha sapeca. Retribui seu olhar, terminando meu uísque. A música infelizmente acabou e Marlene foi até o começo da escada, chamando-me. Levantei-me e atravessei a sala, indo em sua direção.

– Eu preciso te dar uma coisa. – ela disse, pegando minha mão.

– O quê?

– Vamos, vem cá. – e então, subimos as escadas em direção de seu quarto.



Notas finais do capítulo

Ai gente, o que será que a Marlene tem de tão importante pra falar pro Sirius? Não faço ideeeeeeeeeiaaaaa! hahahahahahahhahahahahahahaha