About Sirius Black escrita por Ster


Capítulo 32
Durante - 6º


Notas iniciais do capítulo

Mas que demora do infeeeeeeeeerno!Gente, eu sei hahahaha Perdi as contas dos dias, tô totalmente perdida, sério. Não consigo escrever, estudar, ler, eu acho que vou entrar em estado vegetativo de tão doida que eu tô, de verdade kkkkkkkkkkkkk BUT, I'M BAAAAAAAAACK!Vou responder vocês agora mesmo, mas eu precisava postar antes né porque né. Infelizmente nem do Sirius esse capítulo é, mas em menos de dois ou três dias eu já solto outro capítulo pra compensar essa demora infernaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaal!CHEGA DE FALAR, LETS DO THISSSSSSSSSSSSSSSSSS



THE BIG MISTAKE OF LILY

JANEIRO

EXPRESSO DE HOGWARTS




Eu mal podia acreditar naquele sentimento.







Era absurdo o suficiente para que eu desconfiasse dele, não é possível, não pode ser. Às vezes eu me pegava pensando se não foi uma impulsividade a minha, mas isso não era meu. James era o Maroto da impulsividade e da nobreza, Remo da racionalidade e astúcia, Pedro da agilidade e percepção e eu, bem, eu era o Maroto da inconsequência e ousadia. Belas palavras que se encaixam ridiculamente em mim. Eu tive amor, afeto, atenção, companhia, coisas que eram raras da Mui Antiga e Nobre Casa dos Black, eu tive para dar e fabricar na casa dos Potter. Mas eu não conseguia deixar de sentir meu estômago pegar fogo só de ver minha mãe e meu pai abraçando Régulo hoje na estação.




E a forma como fingiram que eu era um completo desconhecido.

Acomodei-me no banco onde eu estava deitado e continuei girando a varinha entre meus dedos, ouvido os sussurros na porta da cabine. A porta finalmente se abriu e eu fiquei surpreso ao ver os Marotos, Lílian Evans, Dory Meadowes e Emmeline Vance olhando-me preocupados enquanto apenas Marlene McKinnon entrava e fechava a porta em seguida. Depois ela abriu e ainda encontrou eles lá, com o ouvido encostado na porta.

– Podem ir, eu cuido dele! – ela disse.

– Bem, espero que cuide mesmo. – exclamou James como um pai preocupado. Marlene fechou a porta e deitou-se no banco ao meu lado, também fitando o teto. Eu não falo com ela desde novembro, e nem ela comigo. Não nos falamos, nem nos olhamos direito. Na verdade, seria adequado eu procurar Hestia agora para cuidar de mim, mas eu duvido que ela fosse saber, pois isso é uma prática que Marlene possui a anos luz na frente dela. Ficamos fitando o teto em silêncio por longos minutos.

– Lembra daquela vez em que você me procurou por todo castelo, e... E você não sabia por que? Lembra disso? – perguntou ela, com o rosto virado para mim. Virei-me para ela também, assentindo. – E você lembra que eu disse que é porque você se importa comigo?

– Lembro.

– Estou com raiva de você. Magoada. Mas eu me importo com você o suficiente para vir aqui e fingir por alguns minutos que nada aconteceu.

– Bem, perdeu seu tempo. Não preciso de você. – Droga Sirius, por que você fala essas coisas? Meu orgulho bate tão forte as vezes que até me machuca em vez de atingir os outros. Marlene apenas deu um sorrisinho magoado.

– Eu sinto muito mesmo, Sirius. – ela suspirou. – Mas eu acho que eu sabia que isso iria acontecer um dia.

– Que eu iria abandonar minha família é? Trair meu sangue? – vinquei a testa. – Bom saber que tipo de fé vocês colocavam em mim.

– Sirius, não são semelhanças. São as diferenças. – ela sorriu para mim. – Você é corajoso, nobre, doce, idiota – ela riu. – Você é tão parecido com o Régulo, mas é tão diferente, Sirius, você não tem noção do quanto.

Meus olhos queimaram quando eu voltei a fitar o teto.

– Você não caiu Casa errada. – Marlene ergueu a mão no longo espaço que distanciava os dois bancos, para que eu pegasse. Eu nunca deveria ter soltado aquela mão. Rendi-me a um sorriso quando peguei sua mão. Ela também sorriu, ainda tímida, e entrelaçou seus dedos nos meus. As vezes, só as vezes, eu me perguntava se eu não devia tentar algo com Marlene. Era uma ideia absurda, afinal, éramos praticamente irmãos, mas só Merlin sabia o quão forte meu coração batia ao tocá-la, olhá-la... Ouvi-la rir.

– Desculpe, Lene Moo. – eu pedi. – Me perdoe por ser tão babaca.

Marlene riu, acariciando minha mão com o polegar.

– Tudo bem. Já passou.




HOGWARTS







POV LILY EVANS






– Ah, olá Hagrid. – acenei para ele. O gigante sorriu docilmente e arrancou uma das flores do canteiro que cuidava e deu-me. – Obrigada.





– Está fazendo sua ronda, é?



– Estou, nem devia estar aqui, mas eu não te vejo a tanto tempo que quis ver se estava bem. – Hagrid levantou-se e olhou para os lados, desconfiado.

– Posso te contar algo, Lily?

– Sempre.

– Estou fazendo missões secretas. – Ui! Sorri para ele, erguendo as sobrancelhas. Olhei para os lados também e aproximei-me.

– E você pode contar o que é para sua velha amiga Lily? – ele gargalhou alto, apenas bagunçando meu cabelo.

– Ah Lily, você é engraçada. Se é secreta, eu não posso contar. Muito confidencial, Dumbledore confiou a mim.

– Dumbledore? Uau.

– Sim, eu sei.

– Bem, quem sabe um dia você me conta. Agora preciso terminar de fazer a ronda. Amanhã eu desço aqui novamente e nós tomamos chá, pode ser? – Hagrid assentiu, acenando enquanto eu voltava para a escola. Ergui os queixo e observei se tinha alguém nos corredores após o toque de recolher. Era meio exaustivo ser Monitora, mas eu adorava. A sensação de poder me deixava nas alturas, pena que eu não podia mandar em casa tanto quanto eu mandava em Hogwarts, pois se eu pudesse, Petúnia teria que lavar as escadas todos os dias para cada vez que ela fizera algo de ruim comigo.

Balancei a cabeça negativamente, não era bom pensar em Petúnia, porque eu acabava pensando em Severo também. Era cansativo e doloroso ter que sair na rua e encontra-lo, e então ele me seguia por todo o trajeto que eu traçava, em silêncio, e depois simplesmente dizia:

– Te vejo amanhã?

– Não.

E acabava. Era duro admitir, mas eu me sentia melhor quando ele estava silenciosamente caminhando atrás de mim, e eu agradecia a Deus por estar de costas e ele não poder ver o tamanho do sorriso estampado no meu rosto. Eu amava Sev. E muito, mas era difícil lidar com o gêmeo malvado dele, pois era essa a impressão. Eu convivia com um Severo diferente do Severo para as outras pessoas, e eu não queria isso.

Eu queria que ele fosse ele mesmo o tempo inteiro, mas ele não sabia fazer isso.

Comigo ele se sentia a vontade para fingir que não andava com os garotos que ficavam me chamando de “sangue-ruim” pelos corredores ou até ousavam me azarar (Claro que nunca conseguiram, idiotas, anos de prática no Clube dos Duelos) às vezes, sem contar o interesse absurdamente gritante pela Arte das Trevas. Minha vida estava indo de mal a pior desde o término secreto com Edgar. Eu não queria ficar despedaçada no fim do ano, então era melhor adiantar todo esse processo de sofrimento como se eu fosse morrer amanhã mesmo. Aliás, todos estavam terminando seus namoros, pois Sirius fez o mesmo com Hestia. Na verdade, não sei quem terminou com quem, mas as garotas só faltaram soltar fogos de artificio quando descobriram. Até mesmo Marlene não conseguiu esconder o sorriso quando soube da notícia. Falando nesses dois, só eles não viam o que estava rolando entre eles, porque até cego conseguia ver o que estava acontecendo.

– Garoto, já passou do toque de recolher. – girei os olhos quando vi um garoto sentado no corredor do sétimo andar, me ignorando totalmente. – Você ouviu o que eu disse?

– Claro que eu ouvi, amor. – ah não meu Deus, corre Lílian! James Potter levantou-se com aquele sorriso enorme, de braços abertos. Respirei fundo, paciência Lily, paciência.

– Bem, então volte pra sala comunal. – ordenei, firme. Mas tudo que ele fez foi rir.

– Não, hoje eu vou ficar com você.

– Não querido, você vai pra sala comunal, caso contrário eu vou tirar pontos da nossa Casa e melhor que isso, vou agendar sua detenção pra sábado!

– E ver a Grifinória jogar sem apanhador? – gargalhou, debochado. Santo Merlin do céu, haja paciência para lidar com James Potter. Parecia aquelas criancinhas asquerosas que acham que mandam no mundo inteiro, eu tinha vontade de agarrar o pescoço dele e sacudir até ele engolir toda aquela prepotência.

– James, por favor, vá para a sala comunal.

– Só se você aceitar sair comigo dia catorze de fevereiro, o nosso dia. – gargalhei forçado, cruzando os braços, ô garotinho iludido.

– Não, muito obrigada. Será que pode fingir que tem o mínimo de respeito por mim e voltar para a sala?

– Não. – ele cruzou os braços. – Vai ter que me aguentar.

– Arghhhhhhhh! – surtei, socando seu braço com força. – Vai pra sala comunal AGORA! Estou mandando!

– Ah, você me agrediu! – ele disse surpreso, acariciando o braço socado. E então, sorriu novamente, aproximando-se. – Inteligente, bonita, estressada... Perigosamente calculada para mim. Evans, você e eu temos futuro.

– Você não cansa de levar fora ou faz isso só para me perturbar?

– Olhe pra mim, Lily, vamos! – me rendi e olhei. Não vou mentir, James Potter realmente é um cara muito bonito. Ele tinha olhos lindos e um sorriso admiravelmente contagioso, mas eu morria de vontade de arrumar aquele cabelo dele desde que bati meus olhos nele. Eu até poderia ceder se ele não fosse tão panaca. – Viu? Eu, lindamente maravilhoso. Edgar? Nem fodendo.

– Me poupe, James. – ameacei sair de perto dele, mas ele segurou-me.

– Por favor, eu só estou te pedindo uma chance. Isso é maldade! – maneei a cabeça negativamente, dando-lhe um sorriso mínimo.

– Não é maldade eu não quero sair com você. E você que está se auto-torturando pedindo isso o tempo inteiro. Não vou mudar de opinião, você é...

– Cafajeste, tirano, ordinário, blábláblá, Evans... Eu mudei, ok? Eu juro! Juro solenemente!

– Me desculpe, mas isso não muda nada. – James soltou-me finalmente e limpou a garganta, olhando todo o corredor, parecendo se recuperar. Eu odiava isso, odiava ter que fazer essas coisas com ele por mais imbecil que ele fosse, mas ele pedia por isso! Respirei fundo, aliviada quando ele cedeu e foi para a sala comunal, de cabeça baixa.

A única coisa pior do que um menino que detesta a gente é um menino que ama a gente.





Eu amava a matéria Estudo dos Trouxas porque eu sabia tudo.









Sem contar que a professora lembrava muito minha professora de português da escola trouxa. Adorava filosofar, fugir do assunto da matéria e simplesmente conversar conosco. Era um pouco difícil me concentrar com James e Sirius sussurrando, mas eu fazia meu possível. Os dois pareciam gêmeos, nunca desgrudavam, um completava a frase do outro e as vezes eu podia jurar que praticavam legilimência pois um sabia o que o outro estava pensando. Eu gostava de Sirius, apesar dele ser muito arrogante e prepotente, acha que o mundo gira ao redor dele, acha que é o Sol e nós os planetas. Também era muito bonito, engraçado e simpático (com quem ele quer), apesar de quando ria, nunca era para você saber se estava rindo com você ou de você, o que me deixava muito sem graça.





Marlene estava ao meu lado, fitando Sirius entre suspiros. Prendi o riso, balançando a cabeça negativamente. Essa aí escolheu o Black errado.

– Vocês garotos, que se acham tão invencíveis, qual de vocês está apaixonado? – perguntou a professora, olhando os Marotos. Remo cobriu o rosto com as mãos, arrancando um sorriso de mim a força tamanha fofura ele exalava. Pedro continuou escrevendo em seu caderno e Sirius reprimiu um sorriso debochado ao cruzar os braços. Porém, James levantou a mão. Lá vai ele fazer gracinha para se exibir. Rolei os olhos, ridículo, que necessidade ele tinha de sempre ter que chamar atenção! James era um objeto de especulação, suspiros e sonhos para as garotas e ele sabia disso, talvez fosse por isso que fazia o que fazia.

Vê se cresce, pensei, olhando-o com indiferença.

– James Potter está apaixonado? Bem, conhecendo o senhor muito bem, se essa pessoa te pedisse para mudar ou fazer algo que o senhor disse a si mesmo que jamais faria... O senhor voltaria atrás nos seus conceitos por essa pessoa? – quis saber a professora.

Então James olhou diretamente para mim e sorriu. Não o sorriso zombeteiro e presunçoso que ele sempre dava as pessoas, mas um sorriso carinhoso e complicado, como se pedisse desculpas por não ser quem eu esperava que ele fosse.

Não estou brincando, ele parecia dizer.

– Sim, professora. Aliás, já estou começando esse processo. É agora ou nunca. – e seu olhar quase queimou-me, tanto que eu desviei e coloquei meu cabelo pra perto do rosto, para me impedir de sentir aquele olhar perfurando meus olhos.

– E o senhor Black, nenhuma garota a vista? – sorriu a professora. Ele deu de ombros, cruzando as mãos na nuca com um sorriso perverso no canto da boca. Deu pra ouvir dali o suspiro apaixonado de uma garota da Lufa-lufa.

– Acabei de terminar um relacionamento.

– E você foi fiel a ela?

– Foi o que eu prometi.

– Não devia fazer promessas que não pode cumprir. – disse Marlene, azeda. Sirius arrumou sua postura e aproximou-se dela, fazendo ela ficar com a respiração mais rápida. Pobre Marlene... Já está tão apaixonada que mal consegue disfarçar.

– Mas essas são as que eu mais gosto. – sorriu Sirius.








– Ai, meu Deus, você viu esse garoto?














– Ele é tãããão maravilhoso!







– É o charme, é quase arrebatador! Um olhada e você cai morta! Ele é o Avada Kedavra em forma de divindade. – suspirou uma garota do quarto ano. Elas notaram meu olhar e sorriram para mim. Retribui.

– Ele e Emmeline Vance deveriam sair juntos, são as pessoas mais bonitas da escola! – disse a gordinha.

– Não, você está esquecendo dele. – a loirinha apontou para Sirius sentado no gramado do campo de Quadribol. – Aquele garoto é... Oh meu Deus, ele explode ovários!

– Os dois são incríveis! Eu daria qualquer coisa no mundo para poder beijar o McSteamy (N/A: Algo como Gostosão ou Senhor Gostosão) – McSteamy? Deduzi ser o Sirius.

– Eu prefiro o McDreamy (N/A: Algo como Bonitão, Senhor Desejo de Consumo...). – sorriu a loirinha para James, aquecendo no ar. Todas eram da Grifinória e estavam no quarto ano. Então ao me ver, elas me olharam de forma avaliativa. – Você é do ano deles, né?

– Sou sim. – respondi.

– Como eles são? – Bem, idiotas, infantis né, não posso esquecer que também são babacas no nível extremo, parecem um bando de macacos que tomaram muito energético e são uns panacas sem nenhum pudor.

– Ótimos. – sorri, virando-me para Dorcas.

O sábado finalmente chegou.

Era estreia de Sirius e Emmeline no time, Sirius como batedor e Emms como artilheira. Dorcas ficou tão animada com a entrada da nossa amiga que até fez um cartaz “EMMELINE PEGA TODAS”, que ficou bem no duplo sentido. Nos despedimos de Marlene e Emmeline e fomos para as arquibancadas, esperar o jogo começar. O jogo contra a Sonserina já começou com James Potter levando seu time em forma de V em movimentos perigosos. Eu tinha que assumir, ele ficava tão bonito jogando que eu tinha que reprimir o sorriso enorme que lutava para explodir em meu rosto.

O jogo começou de verdade quando Marlene e Sirius, juntos, rebateram o balanço com tanta força que derrubou o apanhador da Sonserina, e a plateia foi a loucura, inclusive e eu. James voou em direção do céu e depois mergulhou com tanta intensidade que eu senti medo dele simplesmente bater a cara no chão, mas ao ver que tinha atraído a atenção do apanhador, que se recuperava do balanço de Sirius e Marlene, e então desviou do solo e deixou com que Yan Hoowood batesse a cara no chão. Emmeline também não deixava a desejar, humilhando os artilheiros da Sonserina. Ela fez um dos movimentos mais perigosos e eficientes que um artilheiro de quadribol pode realizar. Primeiro ela se aproximou da área e parou por pouquíssimo com a vassoura a 90º, então arremessou a goles para o alto e deixa ela atingir o ponto mais alto na sua trajetória de subida, neste nanosegundo em que a goles pára no ar ela desmontou de sua vassoura e a segurou como um bastão de beisebol e então acerta com força a goles (agora caindo), realizando um tiro quase indefensável para o goleiro adversário, montando rapidamente em sua vassoura em seguida. Dorcas quase morreu do coração ao ver a manobra arriscada da amiga, mas era muita felicidade para ter preocupações. Quando a Grifinória marcou 220 pontos contra 190 da Sonserina, James achou o pomo.

A gritaria reinou quando James gritou “EM SEUS POSTOS!”, ele parecia estar planejando algum tipo de comemoração ou algo do tipo, mas todos os jogadores da Grifinória tiraram duas varinhas e apontaram para o fim de suas vassouras, e cada uma tomou uma fumaça de cores diferentes. James subiu loucamente e eu não entendi nada quando ele gritou:

– ALMOFADINHAS! – gritou, e então Sirius sobrevoou ao redor de James, o deixando repleto de fumaça azul. – MARLENE!

Lene sobrevoou todo o céu azul em curvas malucas e deixando o céu marcado com fumaça negra um gigantesco “QUER” abaixo de James. Enquanto isso, ao redor, os outros jogadores faziam corações enormes e coloridos de fumaça.

– ALMOFADINHAS! – gritou James novamente, e então Sirius traçou “SAIR” com sua fumaça agora negra. – EMMELINE!

Por último, Emms parou de fazer corações e voou abaixo do “SAIR” e escreveu “COMIGO,”, em seguida, o próprio James abaixou-se e voou delicadamente traçando as letras “LÍLIAN?” em cor de rosa. Meu coração parou ao ver no ar escrito “QUER SAIR COMIGO, LÍLIAN?” com todos os jogadores voando em volta com corações coloridos. James gargalhou e apontou a varinha para vários cantos estratégicos, soltando fogos de artifício. Não tive palavras para descrever o que eu estava sentindo. Todos berraram e gritavam como enquanto os professores tentavam fazer James descer para o solo. Esse garoto é maluco! Recuperei-me do choque e saí da arquibancada fazendo o possível para não ser notada, mas parecia que estava escrito na minha testa que eu era a Lílian que ele se referia. Desci as escadas correndo e fiquei indecisa em ir para a Sala Comunal ou me esconder na cabana de Hagrid, mas eu não poderia fugir pra sempre, meu Deus, o que eu faço! Continuei andando desesperada e tranquei-me na sala de Adivinhação, respirando fundo. Não pode ser, o que essa praga queria, eu seria sua nova vítima agora que ele finalmente deixou Severo em paz? Bastou uma conversa com James Potter para que eu visse que ele não foi feito para mim. Ele era bonito, tudo bem, mas era tipicamente aquela pessoa epítome do deslumbrante acadêmico/atleta que eu repugnava. Eu não gosto de atletas bonitões que tinham tudo o que queria e uma vidinha horrivelmente perfeita. Eu gostava dos garotos largados e não convencionais, intelectuais, que não se barbeassem e usassem chinelo. Ah, que saudade de Edgar, não devia ter terminado, só faltaria um aninho para que ficássemos juntos, eu tenho certeza que ele esperaria...

Eu devo ter ficado minutos intermináveis fitando a bola de cristal da professora, em silêncio mortal.

– Lily! – levei um susto quando ouvi me chamarem. Era só James Potter, como ele me achou aqui na sala de Adivinhação? Levantei-me, tomando coragem.

– Você é muito abusado, sabia? Me envergonhou em público!

– Envergonhei? Eu estava homenageando, qualquer garota...

– Esse é o problema, Potter, eu não sou qualquer garota! E... E saiba que isso não muda nada. Continuo não querendo sair com você!

– Por que se você gosta de mim? – Olhei-o, assustada. Do que ele estava falando? – Você fica sem graça quando eu fico perto demais. Sempre me corrige quando falo alguma coisa errada... Você pensa que eu não notei que você está sempre por perto?

– Não sei do que você está falando. – cruzei os braços. James Potter sorriu e começou a caminhar em minha direção, me deixando sem saída a não ser andar para trás, até eu me tocar que havia batido na parede. Eu podia azará-lo agora antes que ele me force a beijá-lo ou algo do tipo, isso mesmo, pegue sua varinha Lily... Por que é tão difícil? Vamos Lily, pegue sua varinha e estupore esse canalha!

– Eu amo você. E sei que você, aí no fundo, gosta de mim também. – ele colocou suas mãos na parede atrás de mim, ficando tão próximo de mim que eu podia ouvir sua respiração, cada pelinho de sua barba prestes a nascer sob sua pele lisa, os olhos extremamente brilhantes sob os óculos de grau... – E quando você estiver pronta para admitir isso, eu vou estar aqui. Entendeu? – ele encostou seu nariz no meu, roçando levemente, eu nem me dei conta que já estava de olhos fechados, praticamente entregue. – Não importa quanto tempo demore. Eu espero semanas, meses, anos. Eu espero.

E então saiu, me libertando. Ofeguei assim que ele fechou a porta. Meu Deus, o que foi aquilo... Não pode ser possível. Eu nunca o odiei, mas também nunca o amei. Então porque eu senti como se eu não tivesse controle sob mim mesma, quase o agarrando ali mesmo? Sentei-me no chão e continuei em silêncio, absorvendo os fatos.

Eu amo você. E sei que você, aí no fundo, gosta de mim também.

Ah, James Potter, a ousadia ainda te mata um dia.



Notas finais do capítulo

O que acharam da minha Lily Evans que NÃO odeia o Potter? Vamos falar sobre Lírios hoje. Quando você olha o Harry como um todo, a personalidade dele... O que você vê? A quem você acha que ele puxou? Sirius diz que foi a James, mas os outros dizem que foi a Lily. Eu estou do lado da Lily. Gente, o Sirius estava totalmente maluquinho quando saiu de Azkaban e ele nunca viu o Harry muito bem como um filho e sim como o James, pela aparência e pelo fato do Harry ser tão corajoso que pode ser considerado burro.Então, se você for ver o Harry, nós vemos que ele é honesto, bondoso, solidário, corajoso, nobre, altruísta... Claro que ele puxou muitas coisas do James, mas as principais características, eu realmente acho que sejam da Lily. E não foi o próprio Remo que disse coisas incríveis sobre essa garota? O quão maravilhosamente bondosa ela era? Leal, amiga, compreensiva, matura, CORAJOSA, só existem elogios para Lílian Evans.Então como eu poderia ter CORAGEM e a falta de vergonha nessa minha cara de peroba em fazer uma Lily estressada, chata, irritada, que bate, xinga, grita pro mundo inteiro o quanto ela odeia o James, gente, isso não existe! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk O Sirius foi claro quando disse que a Lily não o odiava. Eu acho que a gente pegou a Lily de pau virado naquele dia da lembrança, até porque, gente, o James estava quase tirando a cueca do melhor amigo dela, fala sério né.So, essa é a minha Lílian, espero que gostem pois eu vou traçá-la de um jeito: Como o Harry. Eu tentei aqui passar o meu ponto de vista sobre a Lily. Eu acho, EU ACHO, que ela não gostava do James por motivos que eu citei e que vocês leram desde o primeiro capítulo: Ele é arrogante, metido, prepotente, se acha o dono do mundo, bláblá, acha que tudo é dele e ponto final. Eu repugno esse tipo de gente, então foi bem fácil escrever sobre a Lily, aliás, eu amei escrever certas coisas em pontos de vistas diferentes, pois eu expressei minha opinião. Como, o James se humilhando exageradamente pela Lily (eu evitei o MÁXIMO colocar isso aqui, DEEEEEEEEEEEEEEUX que me livre hahahaha), como ele é metido e tal, o Sirius tb que se acha demais, porém, estou feliz poixxxxxFinalmente vou poder estourar a bolinha de ego desses irmãos de sobrenomes diferentes hahahahahahahAH, E EU DESCOBRI QUE: Sirius a cambada toda terminam Hogwarts realmente em 78! Porque se o Régulo termina em 79 e ele é um ano mais novo que o Sirius, então né, já fizeram suas conclusões né? Coincidência? Acho que não. HAHAHAHHAHAHAHAHAHAHAEstamos pertinho do fim do DURANTE!ENTÃO VAMOS CORREEEEEEEEEEEEEEEEEER!Comentem, conversem comigo!********WEEEEEEEEEEEEEEEEE, FINALMENTE CONSEGUIMOS TERMINAR O TRAILER DE APRESENTAÇÃO DOS PERSONAGEEEEEEEENS! Muito mais prático, bonito, fácil e só leva cinco minutinhos: http://www.youtube.com/watch?v=4ACPfnpB-N8Agora sim:MUAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH ♥