D.N.A Advance: Nova Ordem do Século escrita por Sensei Oji Mestre Nyah Fanfic


Capítulo 71
E mais uma vez no digimundo...


Notas iniciais do capítulo

ÚLTIMO CAPÍTULO DA SAGA

Acabou. Último capítulo, em pleno carnaval... Haverá um prólogo do episódio e terá umas palavras estranhas. Mas estamos falando do futuro, né.
Boa leitura e leiam as notas finais.



Toronto, Canadá, 13 de janeiro de 2116

Filial da Genetech

Entre os longos e tecnológicos corredores da maior empresa do mundo, trabalhavam os dois companheiros de trabalho. Um era alto, caucasiano, cabelos castanhos, olhos verdes e utilizava óculos de grau; o outro era quase do mesmo tamanho, branco, loiro escuro, olhos azuis. Eles eram conhecidos como os mestres pelos funcionários da empresa. Uma parceria que se corromperia pela inveja de um dos lados.

─ Não sei você, mas estou louco por essa promoção ─ disse o loiro para o colega. Ambos de jaleco branco caminhavam no chão de vidro.

─ Você é muito inteligente, cara. Com certeza será upado. Só não entendo o porquê de eu também ter sido chamado.

─ Vai ver você também será upado.

O painel holográfico ao lado da porta de entrada escaneou os rostos de ambos. A porta se abriu revelando o gabinete do vice-presidente da Genetech. O velho homem barbudo era um descendente direto de Matsunaga, visto que nesse tempo paralelo, Matsunaga não perdera seu filho no acidente e muito menos adotou Naomi como neta. O fato disso ter acontecido no nosso tempo, caros leitores, foi que a vinda de Weiz ao passado alterou o rumo da história de muitos personagens. Enfim, o senhor chamado Lycantreel Matsunaga se levantou da sua poltrona propulsória, atrás havia as imagens do digimundo passando em slides.

─ Eu os chamei aqui para uma conversa muito edificante. Eu fiz uma auditoria interna na nossa filial e descobriu que houve um grande desfalque no setor de cibernética avançada, setor de ambos. Entretanto não posso cometer uma injustiça já que venho prometendo há dois anos promovê-los. Antes de tudo quero chamar o responsável por me fazer mudar de ideia.

A porta se abriu revelando um homem já com seus cinquenta anos, cabelos castanhos e um pouco grisalho, olhos verdes e um pouco bronzeado. Ele vestia um smoking branco.

─ Pai? ─ perguntou o moreno. Já o loiro engoliu em seco.

─ Olá Shawn. Blizzard.

─ Galactus Trojan van-McBarner é um dos acionistas da indústria armamentista Firewall-Firewar, chefia a filial de Ottawa mas a sede fica em Washington D.C. Como os dois sabem ele é o pai do Shawn e grande parceiro nosso. Ele pediu para escolher qual dos dois iria ocupar o posto de gerente do setor cibernético. Senhor McBarner.

─ Rapazes, eu sei que os dois mantiveram momentos andrômedos nos seus trabalhos. Porém, como o senhor Matsunaga falou há pouco, por causa da crise nesse setor não haverá duas, mas somente um aumento de cargo. A Genetech demitiu milhares de funcionários já que houve um declínio no PIB do país devido à crise financeira de 2114. Portanto, eu resolvi escolher os meus critérios para dar esse cargo a quem mereça de verdade. O escolhido é você, filho. Shawn Gregory Sunshine McBarner.

─ Não é justo. E quanto eu?

─ Blizzard, desculpe mas o senhor McBarner já escolheu o filho dele. Fica para a próxima.

─ Desculpa, cara, eu não...

─ Desculpa de bits é desculpa de otários! Eu trabalhei no setor mais tempo que você. Era o meu aluno há menos de dois anos! Eu merecia essa upação pela minha inteligência e capacidade de criação. Sinceramente, senhor, eu não fico mais aqui um minuto.

─ Espera Blizzard ─ disse o pai de Shawn, mas já era tarde.

Blizzard saiu da empresa e foi logo pegar o carro na garagem. A porta se abriu, ele sentou e com um comando de voz ativou o piloto automático. Durante o trajeto para casa ele chorava amargamente, pois o homem que estava ali era o seu pai.

Chegou na periferia da cidade onde morava com a sua mãe doente. A ex-empregada não recebia muita ajuda de Galactus mesmo quando as visitas ocorriam. O apartamento era pequeno, mas confortável. A maioria das coisas foram bancadas pelo senhor McBarner. Antes de ir para o quarto, ele foi visitar a mãe que estava acamada. Para a sua surpresa o seu pai estava ali.

─ O que o senhor está fazendo aqui?

─ Filho, por favor.

─ Não me chama de filho. Eu sou mais proxy e dei meu sangue por aquele cargo. O senhor escolheu o seu filho não bastardo, não é? Qual foi o critério da escolha? Conta bancária?

─ A minha esposa há tempos queria que o nosso filho fosse promovido.

─ Acontece que o senhor, seu filho e a sua esposa são ricos. Eles nem sabem que eu existo. Eu sempre serei o beta e o Shawn o alfa porque papai quis assim. Está vendo, mãe? Esse senhor arruinou a vida do seu filho.

─ Não fale assim, filho. Ele é o seu pai.

─ Ouça a sua mãe, rapaz!

─ Cai fora! Não quero te ver nunca mais! Nem minha mãe que está doente o senhor não respeita mais. Até o ano-luz!

O mais velho foi expulso de casa.

A mãe de Blizzard morreu, e depois daí a sua obsessão por Shawn ficou tão grande que ele quis fazer o maior dos absurdos. De alguma forma conseguiu passagem para o digimundo sem deixar suspeitas. Ali dentro conseguiu construir suas ambições. Primeiro construiu um acelerador de partícula gigantesco e segundo, um mecanismo para ele girar na velocidade da luz e assim voltar para o passado. O acelerador foi programado para retroceder uma única 2080. Claro que o portal estaria aberto por apenas 5 minutos para ele voltar ao seu tempo. A questão mais crucial era que ele não foi sozinho de 2116 para 2080. Havia mais alguém com ele, sob ameaças, mas havia.

...

Ainda no 15 de fevereiro de 2017, Weiz assistiu a Nabucodonomon ser derrotado pelos digiescolhidos e em especial pelas mãos de seu irmão. Agora todos estavam cara a cara, separados pela parede de vidro impenetrável. De um lado estava o vilão, um segurança e Lúcia desmaiada; de outro os heróis, em destaque Wesley que queria acertar as contas com o irmão.

─ Derrotar o fracassado do Nabu não quer dizer nada. Isso é apenas o começo de uma nova aventura.

─ Seu filho da mãe. Você é um idiota covarde.

─ Não ponha a minha mãe nesse meio! Por sua culpa ela morreu! Foi você quem tirou o amor do meu pai quando ele decidiu continuar com a sua mãe. Só porque ela era rica e a minha não. Eu te odeio desde a vez em que tirou a minha vaga naquela empresa. Por sua culpa a minha vida virou um inferno.

─ Seu maluco, eu não fiz nada. Eu era apenas um bebê recém nascido. Como poderia ter feito mal?

─ Sim, mas te matar quando era novo me daria o prazer de ficar perto do meu pai. Eu sou 1 ano mais velho, portanto as atenções seriam totalmente minhas. O plano A era voltar pelo mesmo portal em menos de cinco minutos, caso não conseguisse, apelaria para o plano B que seria me matar e assim minha mente automaticamente passaria para a mente de mim quando era bebê. Seria uma espécie de dejavú. Infelizmente esse aí se intrometeu no meu caminho.

─ Sim, eu vou sempre me intrometer no seu caminho.

─ Querido Slash, você brinca muito com a sorte. Quem sabe um dia desses você não amanhece com a boca cheia de formigas. Enfim, essa será a minha despedida. Levarei a minha pequena sobrinha como garantia e quando chegar ao digimundo verei o que fazer com ela.

─ Desgraçado. Deixa a minha irmã fora dessa!

Wesley chegou mais perto do vidro.

─ Por favor, irmão. Leve-me no lugar dela.

─ O quê? Pai, não!

─ Deixe ele, Paulo ─ disse Aiko.

Weiz se virou de repente com a proposta do irmão.

─ Acha mesmo que irá me dissuadir com essa proposta pobre? Caro irmão, eu não tenho interesse algum em você, por enquanto. Mesmo que me dê todas as provas do mundo que não está mentindo, vai ser divertido passar um tempinho com a minha querida sobrinha. Sabe o que eu penso de você? É um jeca, um ignorante, um otário. Um lixo que eu piso quando eu quiser. Eu queria ter acabado com você e voltado, mas infelizmente ou felizmente eu peguei o mesmo portal desse aí e voltei cem anos antes só para fazer esse mal maior.

─ Por favor.

─ Olha pra tua cara, digimon. Você se transformou numa criatura, num rato de laboratório onde sofreu alterações físicas. Você é um produto que eu criei. Você é um monstro.

─ Olha só quem fala. Você é o monstro que causou todos os males a todos nós. Por que não nos poupou? O que quer de nós ou de mim? ─ disse Wesley.

─ Sua desgraça. Assim como foi a desgraça da sua mãe. Hehe queria que tivesse visto a cara de espanto quando eu estava prestes a matá-la.

Os demais ficaram impressionados com a frieza do vilão.

─ Agora não tenho culpa de sua burrice. Você nem capacidade tem de salvar a sua filhinha imagine me enfrentar a mim.

─ Então tira este escudo e veremos quem é o mais forte.

─ Não tenho mais tempo.

Weiz se virou para ir embora quando Beelzebumon falou.

─ Não passa de um covarde que se esconde atrás de escudos. Se a sua mãe tivesse viva ficaria com muita vergonha ao ver o que se transformou.

Weiz parou de andar ao ouvir aquilo. Virou-se. Seus olhos cor de safira olharam diretamente aos olhos do outro.

─ Quer testar minha paciência ─ ele se aproximou bem perto do vidro chegando a encostar a mão nele.

─ Quero. E acho que você tem medo de mim, irmão.

Weiz sorriu cinicamente.

─ Uma vez um auditor quis testar a minha paciência. Estava prestes a descobrir coisas obscuras minhas. Naquela noite, eu jantei a carne do estômago dele com tempero árabe e regado a um ótimo vinho tinto. Ele tinha uma filha de 9 anos chamada Vivien, ruivinha... Fiz ela comer a carne do próprio pai numa sopa embebida no sangue da cachorrinha poodle de estimação dela e depois a estrangulei como um frango de granja ─ Weiz deu uma lambida no vidro e fazendo caretas que só um lunático poderia fazer. Nessa altura, Wesley estava tão amedrontado quanto os outros. Weiz se revelou um psicopata completo. ─ Eu sou o mal em pessoa, as trevas personalizadas em ser humano. Não testem a minha paciência, pois não hesitaria em fazer mal à pequena Lúcia. Em resumo, nem mesmo o Diabo quer que eu morra, porque ele deve ter medo de mim lá no inferno.

─ Por favor, eu não vou resistir. Deixa ela em paz. Leve-me.

─ Não.

─ Aí, senhor Weiz, vamos ou não para o digimundo? ─ perguntou o segurança.

─ Vamos. Para lugares bem diferentes ─ Weiz se virou e deu um tiro na cabeça do homem na frente de todos. ─ Até breve irmão. Pegue-me, se puder. A não ser que seja pego pelos governadores, acredito que não vão ficar quietos enquanto vocês pisam nos territórios deles.

─ Não, não, não! Espera!

Mesmo com os apelos de Wesley, o vilão segurou Lúcia no ombro e atravessou o portal para o digimundo. O escudo impenetrável se quebrou, porém já era tarde demais. Todos ficaram abalados, Wesley ficou mais. Não conseguiu mais ficar na forma mega e regrediu à forma Impmon.

─ Não fiquem preocupados. Eu farei de tudo para ajudá-los a recuperar Lúcia.

─ Obrigado, Slash. Mesmo assim foi um impacto muito grande para nós. Ele principalmente tratando-se do irmão dele ─ disse Paulo.

─ Droga, eu não pude fazer.

─ Não é sua culpa, Impmon ─ disse o digimon de Jin.

─ Verdade. Aquele homem um dia vai ser derrotado por todos nós ─ disse o digimon de Aiko.

─ Ah, Paulo... Agora Mushroomon e eu vamos pra casa. Depois de tudo isso vou fazer contato com Gennai e retornar para o digimundo me juntar aos outros. Espero revê-lo em breve.

─ Tudo bem, Jin.

Mácia havia ligado para Aiko para falar que Lucas havia sido resgatado. Os digiescolhidos retiraram-se dali o mais depressa possível. O carro de Aiko ainda pegava, mesmo tendo sido alvo de balas e batidas. Para piorar mais as coisas, a casa de Paulo estava parcialmente destruída, porém sem os cadáveres.

─ O que você fez com eles, Slash? ─ indagou Paulo.

─ Nada. Alguém veio aqui e acabou com eles.

─ Não foi ele, fui eu.

─ Gennai! ─ disseram em uníssono.

O homem apareceu diante de todos. Depois dele apareceram Márcia com seu filho de colo e Ray logo em seguida. A mulher nem deixou o filho mais velho respirar e logo o abraçou.

─ Estava com tanto medo de te perder.

─ Mãe, estou bem. Mas a Lúcia não.

─ Ela foi raptada, não foi? O moço aqui nos disse meia hora atrás.

─ Sim. Vamos recuperá-la. Gennai, diga que será fácil ter a minha irmã de volta.

Gennai tomou a palavra.

─ Não, não será fácil. Escutem. O digimundo está totalmente diferente de que quando vocês o deixaram. Ele está dividido em dois, um selvagem e outro governado por governos liderados pelos mais fortes digimons já existentes. O seus maiores desafios estão prestes a começar.

...

Ken deu carona para Kari, TK e os digimons para o hospital onde Tai estava internado se tratando do tiro que havia levado. A moça agradeceu ao policial pela carona e entrou no lugar com os outros. Ken foi embora pois ainda tinha trabalho pela frente.

Yuuko estava lendo um livro ao lado da cama do filho quando Kari chegou de surpresa.

─ Filha, como está?

─ Bem, graças a Deus. Você está bem, mano?

─ Claro que sim. Agora sei de onde tirei essa mania de superproteção.

─ Mentira, eu não sou apenas uma mãe preocupada com o seu filho.

As duas riram da cara de Tai.

─ Parem de rir de mim. Estou que nem um bobo aqui!

Aí que as duas começaram a rir mesmo.

Do lado de fora do quarto estavam Takeru, Tailmon, Patamon e Tominaga. Esta última louca para reencontrar o namorado, mas depois que Yuuko havia contado a respeito de Naomi, não parou de pensar mais. Sua grande questão era: contar ou não para a sua melhor amiga.

“As notícias do aparecimento do cientista Andrey Strong abalaram os tabloides hoje. O homem estava desaparecido há praticamente seis meses vítima de sequestro. Hoje descobriu-se que se manteve em cativeiro nos laboratórios da Genetech por todo esse tempo. Também houve uma super operação policial e testemunhas disseram que digimons foram avistados próximos dali. Ninguém sabe ao certo o que houve, principalmente quando as autoridades disseram que o senhor Ryuu Matsunaga também havia desaparecido. Eis o depoimento da esposa do doutor.”

“Isso que fizeram com ele foi desumano. Seis meses que ele estava preso e a justiça japonesa nunca havia visto isso? Penso em processar o governo japonês e apelar para a corte de internacional...”

Naomi desligou a TV. BlackTailmon estava dormindo no quarto de hóspedes enquanto Lucas descansava no quarto dela. O menino acordou depois de ser tratado pela mulher.

─ Onde estou?

─ No meu apartamento. Você sentia enxaquecas depois que chegamos. Parece que sentia fortes dores de cabeça aí dei um comprimido para amenizar sua dor.

─ Eu preciso voltar para casa e saber se Lúcia está bem.

─ Calma, aqui é longe pra caramba de Nerima. Já liguei para a sua mãe e avisei que você estava comigo e que está a salvo. Daqui a pouco eles vêm te buscar. Sente-se bem? Aquilo que aconteceu contigo te deixou com sequelas?

─ Tirando a dor de cabeça, não. Estou me sentindo mais leve. Antes era como se tivesse um peso nas minhas costas. Agora não.

─ Tudo bem, apenas descanse.

Naomi foi para a sacada ver as luzes de neon dos prédios. Seus pensamentos eram apenas de reencontrar a sua mãe.

...

Passava-se das 19 horas e já estava escuro em Nerima. Gennai não queria que os garotos perdessem mais tempo.

─ Espere, Agumon e eu não podemos voltar ao digimundo agora. Vamos ajudar Ray com a casa e depois iremos.

─ Tudo bem. Só não demore. Precisamos de todos os digiescolhidos para enfrentar os governadores e o Imperador. Só nessa pequena passagem de tempo, o Lucemon mudou muita coisa no digimundo.

─ Senhor Gennai, não quero que o meu filho saia imundo desse jeito. Espere-o tomar banho antes ─ o homem assentiu. ─ Filho, vá.

Slash também voltaria para o digimundo, entretanto ficaria na base ajudando o Gennai ou sairia para alguma missão. Isso queria dizer que o rapaz e o digimon iriam enfrentar os inimigos sozinhos.

Momentos depois, Gennai conseguir abrir um portal para o digimundo. Márcia arrumou a mochila do filho, deu suprimentos e dinheiro. Com o coração na mão, ela liberou o filho. Paulo e Impmon passaram pelo portal.

─ Slash, por favor, cuide do meu filho.

─ Cuidarei dele como se fosse eu mesmo.

Ela sorriu e agradeceu. Quando o soldado se virou para ir embora, ela viu uma marca na nuca dele. Um sinal atrás da orelha idêntica com a do filho. Ela não pensou duas vezes e soltou.

─ Paulo?

Slash se virou de repente. Márcia estava certa. Um viajante do futuro interessado no bem estar do seu filho... Era ele mesmo. Slash disfarçou e voltou a caminhar em direção ao portal. Gennai agradeceu a hospitalidade e entrou em derradeiro.

...

Paulo foi arrastado pela luz do portal até cair no chão. Percebeu que realmente estava em outro lugar. Enfiou a mão no bolso e se certificou de que o digivice de Lúcia estava ali como ele pusera. Impmon apareceu diante dele.

─ Onde estamos?

─ No digimundo.

─ Na verdade está na minha base secreta. Bem-vindo de volta, querido Paulo ─ disse Gennai caminhando na direção dos dois.

─ Gennai, que lugar é este?

─ Eu já te disse que Weiz arruinou minha antiga base e matou Adolphus. Ali era a principal, porém esta é a base de operações B. Claro que não é nada tecnológica como a outra, porém quebra o galho.

Os três estavam num tipo de salão com várias aeronaves. Eles pegaram um caminho em que havia uma ponte parecida com um tubo em que aos lados dava para ver as paredes rochosas das montanhas.

─ Por que nunca falou pra gente sobre este lugar?

─ Não havia importância alguma falar daqui quando o digimundo estava em paz. Na verdade você foi o último digiescolhido a passar por aqui. Seus colegas passaram todos por aqui. Jin estava aqui há uma hora.

─ Gennai, há alguma notícia do meu digimon?

─ Infelizmente eu não tive tempo para investigar isso. Eu sinto muito. Você terá mais essa missão a cumprir naquele lugar. E Impmon me parece muito calado.

─ Desculpa, mas eu tô mal e prefiro ficar calado mesmo.

─ Depois do sequestro da Lúcia, ele ficou assim. É que Weiz ou Blizzard Daregon é o meio irmão dele. Para ele é pessoal demais.

─ Agora entendi, desculpe.

Gennai pegou um cartão, passou pelo painel e a porta metálica abriu. Muitas pessoas trabalhavam em computadores enfileirados igualmente como são nas operadoras telefônicas. Havia outra porta mais à frente, era a sala de operações de toda a base. Dava para perceber homens e mulheres uniformizados militarmente.

─ Antes de deixá-lo no digimundo selvagem, eu preciso que veja algumas coisas importantes. LinK irá mostrar sobre as atividades dos digimaus e sobre uma novidade.

─ Há quanto tempo, LinK.

─ Há quanto tempo mesmo, Paulo. Gosto de rever um rosto familiar depois de tanto tempo. Bom, espero que não se entedie com o que falarei. Vai ser rápido.

Gennai pegou duas cadeiras para eles sentarem. LinK começou a explicação no telão à frente.

─ Prestem atenção. Aqui era o digimundo há seis meses terrestres. Hoje ele está assim ─ um desenho em 3D mostrou muitas partes em que o adolescente conhecia, devastados pela força das trevas. Além disso haviam as ilhas flutuantes dos governadores. ─ Aqui são os domínios dos governadores. São 9 ilhas uma sobre a outra em forma de espiral. Obviamente estão num local específico, mas os governadores sabem de tudo o que se passa no planeta todo. Tenham muito cuidado. As ilhas são todas do tamanho da antiga Ilha Arquivo, mas muito mais povoada. Acreditamos que cada sede de governo esteja em cada ilha, portanto os digimaus mais cruéis moram em seus respectivos domínios. Não sabemos a geografia de cada ilha e qual elemento o seu chefe de governo manipula. Temos apenas um mapa razoável da primeira, que pode ser uma floresta com várias cidades menores e minas de metais preciosos. A segunda acreditamos que seja uma ilha cidade tão grande que pode ser maior que muitas metrópoles terrestres. Captamos luzes e radiação vindas de lá, por isso presumimos isso. Outra coisa importante é que há verdadeiros exércitos organizados e cada chefão deve ter seus lacaios que são uma espécie de generais. Tomem cuidado.

─ Como podemos subir nessas ilhas?

─ A primeira ilha é a mais acessível visto que está flutuando a menos de 1 metro do chão. Sim, o seu fundo toca o chão, mas a ilha não sucumbe. Um poder bastante forte fez com que ela ficasse em pé. Acredito que dê para subir sobrevoando, mas não aconselho. Há uma passagem secreta que alguns de nossos soldados fizeram e provavelmente dá para chegar lá. Cremos que se vocês voarem serão alvos de mísseis de médio alcance.

─ Nossa! Como vamos detê-los?

─ Certo que eles tiveram séculos se aprimorando, mas acredito no potencial de vocês. Agora chegou a parte boa. Estas são as dez relíquias digitais. Com a destruição dos brasões e dos digiovos, não era mais possível digievoluir acima do nível adulto. As relíquias foram criadas e escondidas em caso de extrema necessidade. Um digimau chamado Wisemon instalou em várias partes do digimundo satélites grandes que inibem as evoluções. Vocês têm duas chances: destruir os satélites ou encontrar a sua relíquia se quiser evoluir seu parceiro. Tais artefatos estão escondidos no digimundo, foi Azulongmon quem fizera isso, por isso não sabemos. Infelizmente ele foi destruído por Weiz e felizmente o digivice capta a energia da relíquia mesmo estando muito longe.

─ Gennai, é verdade que ele disse? É verdade que um digimon poderosíssimo como aquele foi destruído por um humano?

─ Ah, Paulo... Azulongmon não existe mais. Weiz colocou um vírus nele que corroeu-lhe todos os seus dados. Mesmo assim ele deixou um presente para nós. 10 relíquias. Porém, como 1 de vocês encontrou, agora são 9. Obrigado LinK.

─ Disponha.

─ Paulo e Impmon, vocês finalmente estão prestes a entrarem no digimundo. Contudo, chegar até mesmo na primeira ilha será muito difícil. Wisemon ou feiticeiro sabe de tudo o que ocorre aqui embaixo. Talvez a única coisa fora do seu alcance é esta base. Prometam que não farão nenhum ato de heroísmo. Aqueles vilões são bem mais fortes que o Barbamon na sua fase mais avançada.

Paulo concordou.

─ Dê-me o seu digivice. Tenho uma excelente atualização para ele. Para conseguir suportar as relíquias, os aparelhos precisam ficar sofisticados.

Paulo retirou o aparelho do pulso e entregou ao homem.

─ Vai demorar um pouco. Meia-hora para atualizar e mais meia-hora para revisar. Ficará pronto em 1 hora no máximo. Enquanto isso, LinK vai fazer um tour pela base e te mostrará com mais detalhes.

─ Ah, Gennai. Aqui está o digivice de Lúcia. Eu o trouxe para dar a ela caso ache.

─ Certo.

Gennai levou os dois aparelhos para algo que lembrava um microondas tecnológico. Os dois aparelhos brilharam durante todo o tempo que estavam dentro. Enquanto isso, o ajudante levou os dois para conhecerem boa parte da base. Havia um refeitório onde as pessoas e digimons que trabalhavam lá faziam suas refeições. O garoto, Impmon e LinK pegaram cada um uma bandeja e ficaram na fila. Depois de receberem os alimentos, eles se sentaram à mesa.

─ Sabe onde Weiz fica? ─ perguntou Impmon.

─ Na verdade ninguém sabe. Há rumores que ele vive aqui em baixo, outros dizem que ele está numa das ilhas flutuantes. Mas é o seguinte, as ilhas são chamadas de zonas. Se são 9 chefes, então são 9 zonas. Nem mesmo o tal Imperador nunca deu seu paradeiro desde que chegou aqui. Acreditamos que existe um lugar além das ilhas.

─ Como assim? ─ perguntou Paulo.

─ Weiz não está sendo rastreado e esse Imperador também não. Acreditamos que a base do Imperador ou fica em uma dessas ilhas ou fica em outro lugar. Infelizmente não temos informações precisas.

Depois de jantarem, eles voltaram para a sala de operações. Gennai trouxe os objetos. O aparelho estava sem a pulseira que envolvia o pulso do indivíduo. O líder mandou Paulo colocar o objeto sobre o seu pulso. Em instantes o objeto tomou todo o antebraço do garoto como se fosse um bracelete dourado.

─ UAU!!! ─ disse Paulo.

─ Sabia que você iria gostar. Os digivices foram extinguidos e agora o chamamos de Legacy. Cada legacy tem múltiplas funções. Algumas são iguais para todos como a internet, holografia, sistema 3D, armazenamento de áudio, vídeo e fotos, identificador de digimons e agora muito mais sofisticado. O legacy também tem funções específicas para cada portador como por exemplo, cada um comporta a sua relíquia, ou seja, não adianta achar uma relíquia que não seja sua e querer usá-la, pois não rola. Sabemos que Impmon não é o seu parceiro digimon, mas por enquanto você pode evoluí-lo para o nível adulto e perfeito sem a relíquia, óbvio. Antes isso não era possível, já que você só ia para a sua fase extrema. Acredito que quando achar o seu parceiro fará bom uso disso. Ah, Mia por exemplo consegue um traje de mergulho com oxigênio usando o legacy. Descubra por si só as funções do seu. O da Lúcia está aqui. Ah, não é possível mais a evolução alternativa. Agora as evoluções são as originais.

─ Obrigado, Gennai. A propósito cadê o Slash? Não o vi mais.

─ Slash está numa missão agora com a Linx. Ambos estão por aí atrás dos seus amigos. Acredita que eles chegaram juntos, foram juntos ao digimundo e se separaram? É muito perigoso a separação de vocês. Por isso todo cuidado é pouco. Agora vamos ao tubo de teleportação. Vocês vão ser teletransportados para uma área específica, pode ser uma cidade ou qualquer lugar deste mundo.

Paulo e Impmon entraram no tubo com uma porta de vidro. Antes da porta fechar, Gennai ainda disse mais uma coisa.

─ Eu tenho um irmão morando no digimundo. Eu nunca falei sobre isso, mas o nome dele é Gaia. Mora não muito perto onde deixei os demais jovens. Se o ver, peça para ele vir aqui na minha base.

─ Certo. Pode deixar que eu falo.

Gennai programou o teletransporte para levá-los a um local próximo a mesma cidade onde os demais foram levados. Paulo e seu pai desapareceram.

Cidade Portuária de Iso

Paulo deixou o portal bem no centro da cidade. Ele via muitos digimons passando, indo e voltando. Alguns levavam sacolas, outras andavam em carros, bicicletas e motos. Escutou uma buzina quando Impmon pulou sobre ele tirando-o do meio da pista.

─ Humano maluco! Da próxima vez olha por onde anda! ─ reclamou o digimon que dirigia um carro.

─ Onde estamos?

─ No digimundo.

─ Pai, aqui está completamente diferente. Até parece que nós estamos na Terra. Digimons usando carros, fazendo compras, lojas etc.

─ Não sei ao certo quem sejam esses governadores, mas acho que fizeram uma boa coisa. Trouxeram o século XXI para os digimons.

─ Sim, quer dizer não. Temos que achar os nossos amigos antes dos digimaus.

─ Aqui é uma cidade portuária. Vamos ao porto. Acredito que eles pegaram algum barco para algum lugar.

─ Tem razão. Vamos.

...

MONTE OLIMPO, ZONA 9, PALÁCIO DE GELO

A imagem de Paulo e Impmon apareceu quando eles chegaram na cidade portuária. No salão cristalino, havia um espelho de gelo na frente da cadeira onde o Chanceler se mantinha sentado. Ali ele via as coisas importantes ao redor do planeta. Além disso havia oito grandes estalactites onde aparecia as imagens em tempo real dos governadores.

─ Uhu hahahaha... hehehehe os digiescolhidos finalmente estão todos aqui. A caça vai começar ─ disse o Chanceler.

─ Se quiser posso caçá-los um por um e transformá-los em brinquedos pra mim ou posso brincar de polícia e ladrão e caçá-los com a minha pistola de bolhas explosivas.

─ Beelzebinho você sempre com esse pensamento infantil. Eu sim posso transformá-los em meus escravos sexuais e amantes.

─ Nossa, como o gosto de vocês são fúteis. Com certeza eles vão aparecer na minha ilha primeiro, pois é a primeira. Posso mandar meus lacaios trazê-los e eu mesmo derrotá-los.

─ Beelzebinho, Queenye e Djinn, não façam nada. Eu já tenho planos para resolver com os garotos. Wisemon irá se encarregar na destruição deles, e se ele falhar eu mesmo desço e acabo com eles.

─ CONCORDO COM O CHANCELER. MELHOR FICARMOS EM NOSSOS DOMÍNIOS E ENFRENTARMOS OS INIMIGOS COM O NOSSO PODER TOTAL.

─ Obrigado, Megido.

─ Também concordo com a decisão do Chanceler. Vamos esperar que Wisemon destrua os digiescolhidos.

─ Não, Locky. Quero uma votação agora. Não dependo exclusivamente de você, Chanceler. Portanto quero uma votação ─ disse Djinn.

Como de costume houve uma votação. Foram 5 contra 4. Os governadores que votaram a favor de acabarem com os digiescolhidos fora das zonas: Djinn, Beelzebinho, Queenye e Major. Os que votaram contra: Chanceler, Megido, Leviatã, Locky e Akenathon.

─ Está decidido. Wisemon vai cuidar dos digiescolhidos ─ decretou o Chanceler.

...

EM ALGUM LUGAR DO DIGIMUNDO

─ Por favor, me tira daqui ─ disse Lúcia presa numa cela. O lugar parecia mais uma caverna.

O homem se aproximou dela e sorriu.

─ Como vai, pequena Lúcia?

─ O que você quer comigo?

─ Nada de tão especial. Mesmo assim quero dizer que gosto muito de você e não faria mal algum.

─ Então por que não me solta?

─ Quero brincar um pouco com os digiescolhidos. Na verdade você vai ficar na tutela do titio Wisemon.

O feiticeiro a pareceu ao lado dele. Lúcia ficou com muito medo e pensava em ser salva por alguém.

Pouco depois, Daregon chamou Wisemon para uma conversa.

─ Você ficará responsável pela garota. Use-a para acabar com os digiescolhidos. Agora que eu soube que você está encarregado para acabar com eles. Se possível, deixa o Paulo vivo pra mim.

─ Claro que sim.

─ E sobre ela. Alguma notícia?

─ Ela está com a família morando num esconderijo bem longe da minha área de jurisdição. Mesmo assim eu segui a tal Linx como me ordenou. Foi assim que cheguei àquele lugar.

─ Excelente. Está na hora de fazer uma visita para uma velha amiga.

...

Paulo viu o mar à sua frente. No porto haviam vários navios prontos para zarparem em algumas horas. Apesar da cidade não ser muito grande, foi difícil chegar ao local. O sol escaldante também não ajudou muito. Eles saíram à noite na Terra e chegaram ao meio-dia no digimundo.

─ Nossa, tá muito quente aqui ─ disse o adolescente.

─ Vamos para aquele restaurante ali.

Havia um restaurante à beira do porto onde os digimons marujos iam lá para almoçar. Os dois se sentaram à mesa do lado de fora.

─ Vamos pedir um suco ou algo gelado? Pai? Pai?!

─ Eu estou pensando na Lúcia.

─ Sei que você ficou chocado com o que Weiz falou. Porém, não dê motivos para ele se achar superior. Não fique abalado com isso, por favor.

─ Obrigado, filhão. Vou me esforçar para manter a calma.

─ Que bom. Vamos pedir. Garçom!

Numa outra mesa, há menos de dez metros dos dois, estava Monodramon pronto para se vingar do seu parceiro que ele acha que o abandonou.



Notas finais do capítulo

Chegamos a mais um fim de uma saga desta fanfic. Farei os agradecimentos ao longo desta nota. Antes, porém, vou explicar um pouco sobre a capa para mostrar que eu já planejava os acontecimentos desde 2013.



O cientista no canto esquerdo inferior é o próprio Matsunaga depois do seu retorno. Mesmo antes de elaborar a fanfic, eu quis fazer uma história onde o inimigo fosse um ser humano; no mesmo canto inferior esquerdo, há um homem passando por um túnel. Digamos que eu fiz fazendo uma alusão da passagem de Matsunaga para a sua próxima fase; logo acima temos a imagem de Lucemon, é a primeira fase depois de humano do vovô do mal. Foi no capítulo 69 que vimos a transformação completa dele. As duas outras imagens, do canto superior direito e inferior direito são as próximas etapas. E aí, gostaram?


Quero agradecer aos meus leitores por terem lido até aqui e se mantiverem fiéis até o fim. Alguns simplesmente pararam de ler, outros começaram a ler. Agradecimento mais especial àqueles que leram e comentaram quase todos os capítulos como Bills, Poliana e Pupilo. Eu faço essa história é pra vocês, e vocês merecem. Quando recebo um feedback, fico mais inspirado ainda a fazer mais e mais. Obrigado aos outros também.


Haverá algumas novidade a partir da próxima saga. Estou pensando em algumas mudanças no visual da história, capa e até o nome. Eu estou estudando uma melhor forma para deixá-la atual. Desde 2013 está com a mesma capa e tá dando uma ar de cansaço à história. Então mudarei sim algumas coisas.


Agora eu vou entrar em recesso (eu mereço). O começo da nova saga será em alguma data de Junho. Sim, junho. Se quiserem saber o que vai acontecer com Paulo e os outros... junho. Não adianta me apressar. Querem continuar a ler minhas postagens? Estou atualizando 1 fanfic original intitulada “Blood 2 - Lábios de Sangue”; também vou retirar do hiato a fanfic “Jogos Vorazes” e por fim talvez eu tire também do hiato “Pokémon” este último estou há quase 2 anos sem atualizar.



Portanto é isso negada. Estou indo nessa para meu descanso mereço. Próxima parada: Junho de 2016. Pupilos... ATÉ MAIS!



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