D.N.A Advance: Nova Ordem do Século escrita por Sensei Oji Mestre Nyah Fanfic


Capítulo 59
A Vingança de Naomi




Nakawa não conseguiu falar com Naomi depois que ela chegou na mansão. A socialite chegou furiosa e começou a quebrar as coisas no seu próprio quarto. Nem mesmo BlackTailmon teve a coragem de falar com ela.
Naomi pegava tudo o que era de vidro e jogava contra a parede. A sua raiva ficou muito maior desde que foi desmascarada horas antes. Depois de descarregar a sua raiva, ela foi se deitar ainda com o vestido.

A governanta quis dizer a verdade a respeito da sua mãe, mas do jeito que tava a moça poderia até expulsá-la também.

No hotel Hampton’s, Ako e Honda fizeram um pacto. Honda era parceiro de Ako até mesmo quando ela ainda morava na Coréia do Sul. Possivelmente, Matsunaga nunca desconfiou de nada, pois o empresário sempre depositou confiança no colega cientista.

─ Ainda não consigo acreditar que a maldita da Naomi me expulsou de casa.

─ Olhe pelo lado bom. Agora nós podemos nos encontrar a qualquer momento. Lembra-se daqueles milhões que você roubou da Genetech?

─ A cara da Naomi quando participou disso foi a cara de uma criança num cemitério a meia-noite. A propósito, você fez bom uso desse dinheiro?

─ Claro que sim. Mandar matar o seu marido foi difícil. Eu tive que pagar os caras que fizeram aquilo. A viúva negra ganhou a pensão do marido e sua grana no testamento.

─ Eu fiz o que achei melhor para mim...

Enquanto isso, o segurança no carro preto escutava a conversa de Ako. Num momento em que ela não estava no hotel, ele colocou uma escuta dentro do apartamento.

Naomi acordou quando escutou o toque do seu celular que estava no chão. Ela se esticou e pegou o aparelho. Atendeu sem olhar para o display.

─ Alô?

─ Olá, meu amor. Quando você vai me visitar na minha casa nova?

─ Müller, é você?

─ Claro que sim. Quem poderia ser?

─ Escuta aqui, seu idiota, está pensando que nós dois somos parceiros? Besteira. Quer saber de uma coisinha? Acabou a nossa parceria. De agora em diante não me procure mais ou você irá sofrer as consequências!

Naomi atirou o celular contra a parede. O aparelho despedaçou-se quando foi de contra à parede. Ela voltou a se deitar na cama e dormiu.

...

Começo de semana útil, segunda-feira. A vida comercial retornou com tudo em Tóquio. Mesmo com o rigoroso inverno, as vendas aumentaram. Os enfeites natalinos tomaram conta da capital japonesa. Figuras do papai-noel, árvores e luzes pisca-pisca invadiram de vez toda a cidade. As pessoas usavam gorros vermelhos até mesmo para irem ao trabalho, além do velho casaco contra o frio.

Ako entrou numa loja de joias para comprar a pulseira de diamantes que ela tanto queria comprar. A vendedora mostrou o objeto para ela. A mulher aceitou e foi finalizar a compra. Quando foi passar o cartão, algo nada bom aconteceu.

─ Desculpe-me, senhora. O seu cartão não aceitou.

─ Tente de novo.

─ Já tentei três vezes. O seu cartão está bloqueado.

─ Tenta esse.

─ Também.

─ Como é que é? Estes cartões estão no nome do meu pai e ele seria o único que poderia bloqueá-los.

─ Aconselho a senhora ligar para o banco ou ir numa agência e conversar com o gerente a respeito disso.

Ako saiu fula da vida da loja. Mais tarde, o gerente da loja disse que um pouco antes do pai dela morrer, ele passou a titularidade dos cartões para alguém com o nome de Kelson Fukushima.

Na empresa Genetech, Naomi foi para uma reunião com o advogado da família. Pela manhã, quando ela se preparava para sair, o homem havia ligado para ela a respeito dessa reunião. Agora eles estavam no escritório dela.

─ Senhorita Matsunaga, eu serei direto e objetivo. Tenho uma notícia nada agradável para lhe dar.

─ O que foi, doutor?

─ O testamento do seu avô foi reclamado por um outro membro da família. Essa pessoa é um primo distante do senhor Ryuu que provou que a Genetech fora roubada dele quando ainda estava no começo. O patrimônio do seu avô foi passado exclusivamente para esse homem.

─ Está brincando comigo! Eu sou a neta legítima dele! Que piada é essa, doutor?

─ Não é nenhuma piada. O homem, cujo nome é Kelson Fukushima, é agora o herdeiro universal de todo o patrimônio. Eu sinto muito, com licença.

Naomi ficou chocada com a informação que o advogado deu. Um desconhecido não poderia chegar em sua vida e destruí-la. Agora sim tinha certeza que a sua vida estava em decadência.

─ Estou falida. Estou falida, meu Deus

...

DIGIMUNDO

Gennai não aguentou mais as derrotas que os seus aliados sofriam nas mãos dos governadores. Era inútil mandar mais soldados na busca pelas relíquias, pois os digimons malignos sempre buscavam um jeito de acabar com eles. O único jeito era mandar outros digimons para não chamarem atenção.

─ Droga. Aquele Chanceler não se cansa de acabar com os meus planos!

─ Tenho que admitir que os inimigos são mais inteligentes do que nós. Eles estão sempre um passo a frente de todos nós ─ disse Linx.

─ Eu tive uma ideia ─ disse LinK. ─ Por que não falamos com o Gaia? Ele pode nos ajudar.

─ Não! O Gaia decidiu que viveria sem nos ajudar. É melhor deixarmos ele de lado.

─ Você só fala isso porque ele conseguiu nascer digimon e você não. Quanta inveja, hein?

─ Linx, deixa de ironia. Deixa que eu cuido do meu irmão mais novo. Além disso eu nunca mais tive contato com ele.

Em algum lugar do digimundo, uma mulher ruiva acordou na sua cama branquinha. Ela passou a mão no travesseiro ao lado e sentiu a ausência de alguém. Logo viu a porta do quarto ser aberta por uma pessoa, um homem. Ele caminhou com uma bandeja na mão e colocou ao lado da cama.

─ Bom dia, dorminhoca ─ era um homem loiro com barba rala. Ele estava vestido com uma camisa branca simples e uma samba canção.

─ Dormi muito melhor ontem à noite. Estou morta de fome. Preparou panqueca?

─ Com calda de mel, como você gosta.

─ Está delicioso ─ ela agradeceu dando um beijo nele. Os dois eram casados, pois ambos usavam alianças.

Uma menino de oito anos com uma máscara de Garurumon na cabeça entrou no quarto. Ele praticamente se jogou sobre a mãe.

─ Bom dia, mamãe.

─ Bom dia, Gary. Já disse para não ficar usando essa máscara e correndo, porque um dia pode cair.

Ela retirou a máscara e revelou um menino com cabelos prateados e longos que iam até os ombros dele. Seus olhos azuis e bochechas rosadas encantavam qualquer um.

─ Deixe o Gary, Diana, ele só está tentando parecer um guerreiro.

Diana terminou de tomar o café da manhã e foi tomar um banho. Depois disso, ela foi fazer alguns deveres domésticos com a ajuda do marido.

Gaia era um caçador de mão cheia e também trabalhava como professor numa escola primário ensinando educação física para jovens digimons ainda na fase treinamento e criança. Ele era uma icógnita, mas algo chamava a atenção era o poder de disfarce perfeito que ele tinha. Nunca se orgulhou ser um digimon e decidiu modificar parte de seus dados para poder mudar livremente de aparência digimon para humana e vice e versa. Sempre se orgulhou de ser o único digimon que se casou com uma humana e ainda teve filho com ela, quebrando o protocolo do digimundo. Foi por isso que decidiu se afastar do preconceito de Gennai, seu irmão mais velho e que nasceu em forma de programa. Agora Gaia vivia 100% como um homem normal, pai de família.

Diana foi assistir ao jornal da manhã no monitor holográfico. O apresentador, um digimon, disse a respeito das ações do que ele chamava “terroristas” que Gennai fazia. Sim, os governadores e o Chanceler enganaram direitinho os digimons.

─ Olha isso, querido. Estão falando do Gennai.

─ Eu não quero nem saber.

─ Vocês têm que superar as diferenças e se unirem de uma vez por todas. Tá na cara que ele precisa da sua ajuda...

─ Aquele idiota preconceituoso não vai ter minha ajuda. E eu não quero mais ter que falar sobre isso, não quero discutir com você. Gary, vamos filho.

─ Opa, já estou pronto.

─ Até mais meus amores ─ disse Diana.

Gaia e seu filho entraram no carro movido à propulsão. O homem estava vestido com o seu uniforme preto igual de um ninja, mas sem mangas.

─ Coloca o cinto ─ o menino obedeceu. Gaia ativou a invisibilidade do veículo e abriu o portal para sair da sua propriedade. Sua casa era invisível por causa de um campo de força contra invasores. Ele seguiu uma estrada asfaltada que dava para uma pequena cidade logo a frente.

─Papai, por que não visitamos o tio Gennai.

─ Primeiro, ele não é o seu tio; segundo, porque ele está muito longe daqui. Se formos pegos ajudando-o, o Chanceler pode nos punir. É melhor continuarmos quietinhos.

O menino voltou a brincar com o seu game portátil. Gaia até pensou em ajudar o irmão, mas era orgulhoso o suficiente para não ser mais humilhado.

...

Voltando ao mundo humano, Ray chegou em casa ainda na manhã da segunda. Ele estava na secretaria de educação. Ele esclareceu a todos que as aulas foram canceladas e que as férias de inverno já havia começado. Não sabia exatamente para onde eles iriam no ano que vem, mas que provavelmente a secretaria iria informar semanas antes.

Slash estava sentado na grama perto da piscina. Ele estava pensativo quando Paulo chegou por trás dele e deu um susto.

─ Pensando na vida?

─ Provavelmente sim.

─ Posso fazer uma pergunta?

─ Sim.

─ Você me conheceu no seu passado?

─ Claro que conheci.

─ Como eu era?

─ Você se tornou um grande homem. Mas não posso falar mais coisa porque posso distorcer o tempo. Saiba apenas que eu tive orgulho de conhecer Paulo, o líder da resistência contra o Imperador.

─ Legal. Caraca, eu vou liderar os digiescolhidos!

Aiko atrapalhou a conversa dos dois. O mais velho chamou todos para irem à praça jogar de bola no campo que havia por lá. Aproveitaram que naquele dia não estava nevando. Paulo chamou Slash para ir também, o homem teve que aceitar. Paulo, Impmon, Slash, Aiko, Agumon, Lúcia e Lucas foram todos à praça.

Müller, que estava com casaco e chapéu, seguiu a pé o grupo. Sentou-se num banco de frente ao campo. Como não havia praticamente ninguém, não levantou suspeitas de terceiros. Ele pegou um aparelho igual ao que Ryuu havia dado para Kari a fim de descobrir o digimon perfeito para a Genetech. Ele apontou para cada um dos digimons, mas não deu resultado.

─ Opa, desculpa ─ disse Lucas chegando para buscar a bola que quase havia batido no homem.

O aparelho começou a dar sinal assim que o loiro chegou perto. Müller continuou apontando para o menino.

─ Não acreditar. Que filha da mãe. Ele está disfarçado de ser humano, por isso não conseguiam identificar o digimon certa.

O alemão pegou a câmera digital e começou a tirar fotos apenas de Lucas.

Nos laboratórios da Genetech, ocorreu uma reunião especial. Os participantes eram Nabucodonomon, Lady B., Weiz, Dracmon e Cyberdramon. Quem presidiu a reunião: desconhecido. O assunto: desconhecido. A única coisa que podemos saber é que é a mesma pessoa que Strong viu capítulo anterior.

...

Ako atendeu a porta, viu Naomi parada em frente a ela. Mesmo com raiva da sobrinha, ela permitiu que a mais nova entrasse. Mesmo com as suas diferenças, as duas estavam passando pelo mesmo problema.

─ Aposto que veio falar sobre um tal de Kelson Fukushima, o sujeito que resolveu entrar de vez nas nossas vidas.

─ Também, mas a minha vinda foi por outro motivo.

─ Estou ouvindo.

─ Quero que contrate assassinos para eliminarem certas pessoas e em troca deixo você voltar para a mansão.

─ Nossa, que oferta tentadora. Acho que adivinhei que está pedindo isso por alguma dor de cotovelo. Foi o professor e a namorada dele?

─ Diga sim ou não!

─Tudo bem. Só me dê uns dias para eu entrar em contato com os mercenários. Eles vão cobrar mais porque você vai querer que eles matem.

─ Não importa o preço. O que importa é que eles matem logo TK e Kari.

Naomi e Ako fizeram o acordo. Agora era só esperar quando a vingança será colocada em prática.





Hey! Que tal deixar um comentário na história?
Por não receberem novos comentários em suas histórias, muitos autores desanimam e param de postar. Não deixe a história "D.N.A Advance: Nova Ordem do Século" morrer!
Para comentar e incentivar o autor, cadastre-se ou entre em sua conta.