D.N.A Advance: Nova Ordem do Século escrita por Sensei Oji Mestre Nyah Fanfic


Capítulo 144
O Segredo do Chanceler - Parte I


Notas iniciais do capítulo

Neste capítulo haverá uma revelação bombástica sobre o nosso vilão principal. Teremos também um flashback do personagem SkullMeramon, além do plano de invasão do Freezemon em prática (finalmente!)

E muita presepada do nosso protagonista Impmon.

Boa Leitura.



— Quem é?

— Quem o quê?

— Essa pessoa na foto?

SkullMeramon se levantou, foi até a cômoda e pegou a foto.

— Alguém que foi importante pra mim.

— Posso ver?

No retrato, a foto de um digimon humanóide parecido com um pequeno lobo. A garota reconheceu o digimon de algum lugar, porém o local e o dia exatos não vinham à mente.

— Esse cara era o meu melhor amigo há anos. Saímos em aventuras no passado com um terceiro amigo.

— E o que foi que aconteceu? Cadê ele?

— Essa história não interessa a você. Também ficou no passado. Melhor descansar enquanto saio para pegar algo para comer.

Ela sentiu pena do gigante gentil. Ficou confortável enquanto passeava pela caverna. Mobílias de uma casa comum deixava o ambiente familiar. Nada lembrava que estava num ilha de fogo.

 

Enquanto isso na fábrica de armas, Impmon se infiltrou assim que viu um buraco na cerca. Escondeu-se numas pedras, viu os escravos carregando o equipamento em carrinhos de mão e carroças. Percebeu a aglomeração dos soldados para um ponto longe do prédio.

Um soldado desavisado caminhou para perto das pedras e foi capturado pelo roxo. Este espancou o homem e fez uma roupa para si em tempo recorde. Agora era o Beelzimpmon! Um dos guardas se aproximou dele para tirar satisfações, ou seja, ficou irritado por ter se afastado do grupo. Impmon... ou melhor, Beelzimpmon mostrou o seu crachá — falsificado — e um chicote.

— Ah, bom. Você é um de nós. Agora volte para o trabalho. Nosso mestre supremo, o governante da ilha, resolveu ir pessoalmente atrás dos digiescolhidos.

— O que disse?!

— Pra que o espanto? Vamos.

Soldados trocaram de turno. Eles não paravam de torturar os digimons que trabalhavam. A pior coisa para um cara como Wesley era ver o sofrimento alheio e não fazer nada. Ficou de cabeça fria para poder se infiltrar no quartel general alheio.

— Você terminou o seu turno? — perguntou um soldado em forma de dinossauro.

— Sim.

Ele permitiu o pequeno a prosseguir para dentro da fábrica das armas. O local ficava na baae do vulcão e em suas chaminés saíam gás carbônico. Por dentro era um local completamente gigantesco, cheio de esteiras, tratores, peças de armas e até partes de naves e veículos. Quem trabalhava num ritmo desumano eram alguns escravos enquanto outros eram trabalhadores remunerados e os próprios subordinados do governador.

A lava escorria por uma das bordas do vulcão. Major saiu da boca numa erupção e logo saiu rolando como um boliche para baixo até alcançar a base. WaruMonzaemon e Assaultmon não interferiram a ousadia do seu mestre, apesar dele estar embriagado. Seus poderes costumam ser instáveis e mais potentes quando ele ficava bêbado.

— Sgull... HIC!... meramon, seu traidor. Juro que vou derreter junto com aqueles pirra... HIC!

— Oh não. Ele tá saindo bêbado de novo.Tomara que se controle desta vez — falou Waru preocupado por fora, mas feliz por dentro.

Por onde ele passava deixava um rastro de poeira. Seu corpo pesado deixava uma trilha para trás. E mesmo bêbado, AncientVolcamon confiava completamente em sua força. Fazia parte da tríade dos governantes mais fortes, incluindo o governador Megido e o próprio Chanceler.

 

Lúcia viu uma porta de pedra de pelo menos uns três metros. Tentou puxá-la, mas o objeto praticamente pesava uma tonelada. SkullMeramon simplesmente empurrou facilmente. Trouxe consigo algumas frutas e algo parecido com um tubérculo.

— O que é isso?

— Esta terra era farta em flora, mas com a chegada do meu mestre, tudo mudou. As poucas plantas que sobraram são arbustos frutíferos. Tome, eles dão água e vitamina C.

— Obrigada. E essa raiz?

— Vou fazer um chá pra tirar as toxinas do enxofre. Você está pálida...

— Agradeço a você. Um moço bondoso que me salvou. E pensar que eu pensava que nesta ilha só tinha digimau.

— Não confunda as coisas.

Ele preparou o chá para ela beber. Lúcia tomou a contragosto, pois o remédio era amargo. Sorte sua que as frutas adocicaram a sua língua.

— Aonde vai?

— Sair. Preciso trabalhar. Tenho que derrotar alguns invasores que se atreveram a invadir esta ilha.

A menina continuou comendo. Viu a foto do amigo do seu bondoso salvador. Lembrou do que viu. Saiu correndo! Sorte sua que a porta não ficara completamente fechada.

— Aonde ele foi?

Pelo seu legacy viu os pontos correspondentes aos outros digiescolhidos. Eles se dividiram. Caminhou para a direção das fontes termais.

Slash liderou o grupo que ficou responsável pela invasão do QG no vulcão da ilha. Durante a caminhada, no meio do caminho, sentiram um pequeno tremor de terra.

— Terremoto? — indagou Aiko.

— Não. Não existem terremotos em ilhas voadoras, meu caro. Isso é outra coisa. Vamos nos apressar.

Mal sabiam que a origem do tremor chamava-se AncientVolcamon. Desta vez ele entrou por debaixo da terra e se movia como um tatu até o local das termais.

 

Durante a sua excursão na fábrica de armas, Imp... Beelzimpmon (¬¬) se distanciou dos demais soldados. Entrou numa porta onde havia uma sala em que máquinas funcionavam sem mão-de-obra. Parou um momento para respirar, pois havia visto um pobre escravo ser açoitado diversas vezes.

O corredor escuro possuía tochas e canos de ferro. Lembrava muito o estilo steampunk. Fumaças constantemente saíam de buracos do teto.

— Vamos apostar quanto tempo o mestre vai levar para acabar com os invasores? — falou um Devimon.

— Uns quinze segundos — respondeu um Tankmon.

— Eu digo vinte segundos.

Eles passaram no corredor enquanto o baixinho fantasiado se escondia na penumbra atrás da tubulação da parede.

A sala de máquinas do nível 1 era cheia de canos, engrenagens e um computador central bem no meio. Ele percebeu que havia um tipo de ogro soldado tomando conta e só. Utilizou seu poder de teletransporte para chegar perto e atirar fogo azul em sua cara. O monstrengo desmaiou na hora.

Explicação: os poderes mágicos dos fogos produzidos por Impmon possuem várias utilidades. O fogo noturno, azul, também serve para aplicar um golpe sonífero na vítima.

Ele tentou mexer no computador central, porém sua leiguice em informática falou mais alto e foi infeliz na tentativa. Ficou com tanta raiva que soltou fogo no aparelho que explodiu.

— Está acontecendo algo na sala de máquinas da seção 3.

— Vamos lá.

Ao chegarem na sala de máquinas, viram tudo destruído. O computador central quebrado, as engrenagens pararam de girar. O guarda que tomava conta acordou sem uma resposta decente.

Impmon aproveitou a sua pequenez para se esconder numa das saídas de ar.

No último andar da fábrica, Assaultmon soube do problema na parte inferior.

— Problema com esses inúteis e agora com o governador saindo pessoalmente...

— Ele vai destruir o retardado do SkullMeramon de uma vez por todas. Com o cabeça de fósforo fora da parada, conseguiremos o posto de generais braço direito.

— Hehehe verdade.

2° andar. Os guardas viram vários canos destruídos. A seção 2 onde se fabricava aço fora completamente destruída. O aço líquido no caldeirão foi derramado. Até agora ninguém soube do real motivo dos ataques.

...

Cidade das Fontes Termais

Monodramon ficou empolgado para falar sobre a sua aventura sem o seu parceiro. Desde que nasceu sozinho na Ilha Arquivo, quando fora criado por Leomon e Ogremon, até na parte em que conheceu Weiz. Durante anos acreditou na mentira contada pelo tio de Paulo acerca do abandono. A história que Weiz distorceu deixou Paulo indignado, porque até recentemente ele pensava que Impmon era o verdadeiro parceiro.

Lucas e Petermon retornaram sem nenhuma notícia boa para darem. Mia e Rose saíram com seus digimons e também ficaram decepcionadas.

Uma bola de fogo fez o teto das casas explodirem repentinamente. A rua principal da cidade ficou em chamas. Um homem bastante alto apareceu diante de todos. SkullMeramon.

— Achei vocês, digiescolhidos.

— Quem é você? — indagou Paulo.

— Aquele que vai derrotá-los!

O homem soltou uma potente rajada de fogo que explodiu a casa das termais atrás dos digiescolhidos.

— Vamos acabar com esse cara!

— Certo. Monodramon digievolui para... Strikedramon!

Palmon e Betamon também digievoluíram para as suas formas adultas. Entretanto, nenhum deles foi páreo para enfrentar o general mais forte. Mais uma vez as meninas tiveram que evoluir seus digimons para a fase da perfeição. Lilimon e MegaSeadramon.

— Droga. Esse cara é durão.

— Paulo, você confia em mim?

— Sim.

— Eu não deveria fazer isso, mas eu ainda consigo me transformar nele.

— Não me diga que você continua se transformando naquele demônio? — perguntou Lucas.

— Por favor. Ele é a minha forma mais forte. Consigo usar sem o legacy.

Paulo assentiu. Phelesmon surgiu para desta vez lutar a favor da justiça.

Lilimon utilizava o seu canhão da flor, MegaSeadramon batia com sua eletricidade. Skull fez uma barreira de fogo ao redor do seu corpo. Lucas soltou um potente ataque mágico com as mãos. Phelesmon finalizou dando um chute no inimigo. Skull caiu sobre uma casa.

— Estamos na vantagem. — Torcia Petermon.

— Nesta forma estou um pouco mais selvagem. Não vou perdoar quem se aliou com esses monstros governantes — falou Phelesmon.

SkullMeramon se levantou. Ficou um pouco machucado com os quatro lutando contra si. Aumentou a sua força a ponto de rasgar sua farda e mostrar seu tronco envolvido de correntes.

— Ainda não terminei. Sou um dos subordinados mais fortes.

Enquanto isso, a posição do segundo grupo era perto da base do vulcão. Slash subiu num cacto gigante, observou o movimento pelo binóculo e desceu.

— Nada bom.

— Que foi? — questionou Nashi.

— Parece que há muitos guardas reunidos num só lugar algo acont...

Um violento tremor de terra ocorreu bem abaixo do grupo. Major passou ao lado de onde estavam, mas o terremoto foi tão forte que causou rachaduras no solo. Das rachaduras saíram gases de enxofre.

— Ainda bem que estamos de máscara. Kotemon, ainda está com fome? Acha que pode evoluir?

— Sim, pelo menos até Knightmon.

— Tá acontecendo algo sério. Eu vi que os soldados estão mais numerosos. E esse tremor misterioso? Talvez seja o inimigo mexendo os seus pauzinhos.

Slash explicou que o plano envolvia uma invasão furtiva com a ajuda do poder da invisibilidade do legacy de Nashi. Pelo que eles perceberam, os gases tóxicos eram bem mais escassos perto do vulcão, portanto aquele poder que fracassou na arca poderá dar certo agora.

...

Palácio de Gelo

A curiosidade que Ranamon sentia era tanta que sequer comeu direito, pois queria porque queria saber a identidade secreta do prisioneiro e a sua conexão com o Chanceler. Tentou pensar num plano para sair daquela prisão.

Um digimon esquisito ficou como guarda da masmorra naquele turno. Parecia um pinguim com asas de morcego e cara de tonto.

— Iuhuu. Seu guarda. Venha cá,  estou chamando.

— Não posso... falar com ocê. Não tem ninguém aqui.

— Ué, mas você não está falando comigo?

— AAAAAHHHHH!!! O MESTRE VAI ME ANIQUILAR POR ESSA FALHA GRAVÍSSIMA!!!

Ela achou o guarda bastante idiota. Sorte dela.

— Pois o Chanceler já veio aqui antes, vai vir de novo. Eu vou dizer que você conversou comigo. Vou entregar a sua cabeça numa bandeja de ouro hahaha.

— Não faça isso... te imploro. YAAAAHHH FALEI DE NOVO!!!

— Vou te perdoar se me fizer um favorzinho. Tá vendo aquele botão vermelho na parede? Pode apertar ele?

— Tá — o idiota nem questionou!

A força elétrica que impedia Ranamon usar os seus poderes acabou. Ela destruiu a cela e nocauteou o pinguim-sabe-se-la-que-digimon-é-ele.

— O que está fazendo? Não pedi pra ser salvo.

— Consegui fugir, mas tenho pouco tempo. Vim te tirar daqui.

O ferrolho da porta foi arrancado. A sala escura parecia mais uma caverna bem úmida. Ela se aproximou da parede onde o sujeito estava.

— Vo-você não deveria me ver... Vai ficar ruim para todos se esse segredo vir à tona.

O rosto do sujeito preso foi exposto diante da visão dela. A expressão de surpresa a fez cair como queixo e de bunda no chão.

— Ma-mas o que é isso?

— Eu te disse.

Pela primeira vez em sua vida sentiu arrepio. A princesa foi completamente abalada.

...

Uma explosão. Outras explosões. A batalha dos digiescolhidos versus SkullMeramon ficou mais séria. O general mais forte do governador Major resolveu lutar a sério. Lilimon e MegaSeadramon não conseguiam acompanhar o ritmo dele.

— Punho de Fogo.

— Deixa que eu protejo — disse Lucas ao formar um escudo de luz, repelindo o golpe.

— Vamos unir nossas forças, pessoal. — falou Paulo.

MegaSeadramon, Lilimon e Lucas uniram forças. Uma rajada poderosa atingiu a barreira de fogo e logo SkullMeramon que foi arrastado por metros. Phelesmon correu até ele e o agarrou por trás. Skull era forte e logo se desvencilhou. Ambos ficaram medindo forças.

Lúcia apareceu de repente. Paulo abraçou a irmã e pediu para que ela se afastasse. Ela, porém, correu na direção da luta.

— PAREM! 

Ela caminhou na direção de SkullMeramon. Phelesmon ficou nervoso pois a irmã do seu parceiro possivelmente estava em perigo.

— Não quero que lutem mais. SkullMeramon salvou a minha vida quando fui sequestrada pelos Candmons.

— Espera...

— Calma, Paulo — Lucas ficou na frente.

— Você trabalha para o governador, mas eu sei que não é uma pessoa ruim. Eu percebi isso quando fui cuidado por você.

— Garota... você me enganou. Eu só ajudei porque pensei que era apenas uma visitante comum. Se eu soubesse que você era uma digiescolhida, a história teria sido outra.

Lúcia negou com a cabeça.

— Já enfrentei diversos digimaus e nunca eles teriam a vontade de ajudar. Eu vi aquela foto do seu amigo, não é?

Ela se aproximou dele. SkullMeramon hesitou e diminuiu a temperatura corporal.

— Tsc. Não confunda as coisas. Não sou santo. Eu prendi aqueles escravos. Fiz trabalho sujo para o governador!

— E se eu dissesse que sei onde está o seu amigo?

— O que disse?

— Ele está vivo. Eu o vi.

— Mentira. Eu o vi morrer nos meus braços. Ele virou dados. Quando lutamos ao lado de um terceiro companheiro contra as investidas de duas criaturas. Isso foi antes dos governadores iniciarem o ataque.

 

Muito tempo antes...

SkullMeramon recordou sobre a época em que era apenas um Coronamon e o mais fraco dos três guerreiros policiais do distrito das bestas guerreiras. Eles foram atacados por Ornismon — um dos antigos lordes das trevas. Depois da derrota de Lilithmon, tiveram um período de paz até que apareceram soldados com uma bandeira preta e o símbolo de uma aranha. O duelo foi difícil, mas venceram. Anos depois viram a derrota do Daemon e o surgimento de um inimigo pior. Dois espíritos, um rosa e outro dourado, apareceram no céu do distrito.

— O que significa aquilo?

— É algum poder maligno?

— Deixa de ser besta. Os digiescolhidos acabaram com o mal.

— Faz tempo que eles não voltam.

Os moradores falavam entre si.

Os dois espíritos falavam como se suas vozes fossem trovões. Os digimons correram amedrontados.

— Quem são eles? — indagou Flawizarmon.

— Só podem ser inimigos... Argh!

— Amigo! Você está bem? — disse Coronamon preocupado com o terceiro guerreiro.

Uma aura escura ficou ao redor do digimon. Flawizarmon e Coronamon tentaram ajudá-lo.

— Afastem-se!

Os dois espíritos chamaram o digimon pelo nome: STRABIMON. O dourado apenas fez estalar os dedos e ocorreu uma explosão no centro do vilarejo. Flawizarmon ficou embaixo dos escombros, mas Coronamon se arrastou para o amigo Strabimon. Deitou-o em seus braços.

— Sinto muito — disse chorando.

— Pelo quê?

— Por ter sido derrotado sem ao menos lutar. Por ter vendido minha alma. Adeus, Coronamon.

— STRABIMON!!!

Strabimon virou pontinhos de luz e desapareceu nos braços de Coronamon. Os dois espíritos desapareceram.

 

Incrédulo, SkullMeramon ficou parado sem mais nenhuma reação. Enquanto Lúcia explicava.

— Seu amigo que morreu é o Chanceler. Sinto muito.

— Mas pode haver outros Strabimons... não é?

— Enfrentamos esse cara dias atrás numa batalha fora das ilhas. Eu pude sentir que Strabimon é o único da espécie vivo, infelizmente ele é o nosso pior inimigo — falou Lucas.

Ajoelhando e pondo as mãos no chão, SkullMeramon começou a chorar. A lágrima caía dos seus olhos por trás da máscara. Lúcia se aproximou dele e alisou seu cabelo.

— Vai ficar tudo bem.

— HAHAHAHA... HIC! QUER DIZER QUE MEU QUERIDO SERVO DESCOBRIU O SEGREDO DO STRABIMON?

Bem na frente deles apareceu um buraco no chão. Dele saiu um jato de lava e em seguida o corpo de Major escondido na sua casca redonda.

— Uma pedra enorme. O que isso significa? — perguntou Phelesmon.

— Droga... isso não é uma pedra — SkullMeramon estava suando frio ao sentir a presença do governador.

AncientVolcamon saiu de sua casca e se apresentou para os digiescolhidos. Com uma garrafa de cachaça na mão, ele zombou da ingenuidade de todos.

— Hic! Vou torrar esses digiescolhidos e cuidar do meu serviçal.

A situação piorou mais ainda com a presença do instável governador Major.

...

Piccolomon continuou preso, aguardando a sua sentença. Viu os carcereiros trancarem a porta do corredor e irem embora.

O humano misterioso implantou o mesmo chip que Astamon estava fazendo nas outras ilhas.

Lago Gehena - Sede do Governo Megido

Uma caverna no formato de uma cabeça de dragão bem no meio de um lago preto.

— Acabar com a ilha Deep, senhor?

— ESTÁ ME QUESTIONANDO, ANUBISMON?

— Não, mestre Megido. É que até ontem o senhor adorava esta ilha. Conseguiu até mesmo fundir com outras duas.

O humano chegou no recinto e confirmou que havia feito o serviço.

— O MEU VERDADEIRO REI NÃO É O LUCEMON. MINHA MAJESTADE TRANSCENDE EM PODER E ESTÁ ALÉM DE QUALQUER HUMANO E DIGIMON. SOU LEAL A ELE MESMO INFILTRADO COMO GOVERNADOR.

— Não pode ser...

— SAIA, ANUBISMON. TODOS DEVERÃO DEIXAR ESTA PARTE DA ILHA.

Megidramon apareceu com as luzes das velas na sala.

— Terminei o que vim fazer — disse o humano.

Soldados negros apareceram. Em suas fardas apareciam o número 12.

Na região de Nevraska, os revolucionários se preparavam para invadir a capital do mundo. Jin preparou o seu legacy para transferir os dados de Reaper aos membros que se infiltrarão. Os dois digiescolhidos e seus digimons, Panjyamon e Freezemon foram os escolhidos para tal tarefa. Goburimon e Dorulumon ficarão com os outros membros para a invasão do palácio quando o sistema de defesa for desligado.

|QUE COMECE A INVASÃO FINAL|

Dois guardas com mais de 1 milhão de poder pararam o grupo que estava num carro militar.

— Identifique-se.

Freezemon, em outra forma por causa do disfarce, mostrou seu cartão como soldado. Permitiram assim passar.

— Essa foi por pouco — disse Jin disfarçado.

Os portões de ouro abriram. A passagem coberta de gelo foi virando um campo verde. Eles estavam dentro da capital do governo e a contagem era regressiva.

...

Ilha Volcano

AncientVolcamon riu da cara de SkullMeramon por tê-lo usado para os seus planos. Mas ficou irritado por seu melhor subordinado ter ficado ao lado dos humanos.

— Você sabia que o Strabimon é o Chanceler? Fala logo!

— Hic! Sim, eu sabia que o Chanceler era um Strabimon no passado e que já foi bonzinho.

— Maldito!

— Não está em posição para me enfrentar, Skull. Você é um pobre coitado que só ficou forte graças a mim. Aquele tolo Coronamon me pediu asilo depois que havia perdido tudo. Vamos... hic! Mostre ser um bom servo e mate a garota.

Skull aumentou a temperatura do corpo e soltou uma poderosa bola de fogo contra o ex-chefe.

— Que patético. Isto que é ataque de verdade — abriu a boca e soltou o poder.

— Cuidado! — pulou e abraçou Lúcia.

Paulo e os outros viram o magma sair da boca de Major e derreter todas as casas da cidade.

— Caramba, essa foi por pouco. Ele usa lava pura pra atacar — disse Paulo.

Lúcia viu SkullMeramon fazer cara de dor. Uma queimadura em seu braço era perceptível. Apesar do corpo dele ser vermelho, seu ombro esquerdo ficou queimado.

— Você está ferido!

— Não se preocupe. Fujam o mais rápido daqui. Vou me sacrificar para dar tempo.

— Não! Eu não vou deixar um amigo meu ser morto.

— Amigo?

O grandalhão ficou emocionado. Desde que se separou de Strabimon, nunca outra pessoa o considerou amigo.

— Vamos lutar todos juntos. Agora levanta e para de chorar, porque você é muito grande para isso.

— Obrigado. Mas o poder que Major tem excede o meu. Meu limite é de mil graus, mas ele passa dos cinco mil.

Mesmo ferido, SkullMeramon ficou concentrado para a luta contra o verdadeiro inimigo.

Enquanto isso, a fábrica de armas ficou sob ataque. O inimigo era pequeno e furtivo! É um pássaro? Não. Um avião? Não.

— Sou o Beelzimpmon! Vocês, bando de insetos, vão comer em minhas mãos.

WaruMonzaemon viu a presepada que Impmon fez ao aparecer e riu descontroladamente. Os subordinados também fizeram da roupa e do jeito desse super-herói motivos de chacota.

— TÃO RINDO DO QUÊ?

— Que palhaçada. Beelzimpmon? E que roupa é essa? Vai enganar quem com esse disfarce? Tá parecendo aquelas pessoas que gostam de masoquismo. AHUAHAUAHA.

Uma explosão na antena do prédio chamou a atenção de todos. O objeto de dez metros de altura caiu no chão. Os digiescolhidos apareceram para reforçarem a invasão.

— Agora é a hora — falou Slash.

Meramon, Geogreymon, Cyberdramon e Knightmon atacaram.

De volta para a luta principal, Phelesmon cumprimentou o antes rival por resolver ajudar o grupo. Explicou que ele também havia lutado contra a justiça, mas teve a sua segunda chance. Petermon sorriu.

— Vamos com tudo — falou Paulo.

Todos os digimons, exceto Petermon, juntaram forças para a batalha contra o governador Major.

...

O mordomo entrou no quarto do seu mestre com um cesto cheio de maçãs. Viu Strabimon olhando-se no espelho.

— O que tu achas, Norman? Tenho cara de parceiro de digiescolhido? Acha-me fofinho demais?

— De maneira nenhuma, meu senhor. És um grande líder malvado e poderoso.

— Eu queria ter uma cara mais amedrontadora, mas nesta forma eu sou gentil demais. Argh! Maçã?

— Como o senhor gosta.

Ele pegou uma e jogou na boca ainda inteira.

— O Imperador está perto. Meu triunfo também. Em breve vou ter acesso a qualquer lugar deste planeta e serei o seu déspota.

— E a princesa Ranamon?

— Cuidei dela como filha e o que ela faz? Unir-se com os meus arquiinimigos. Execute-a. Não preciso desse peso morto.

— E o prisioneiro da masmorra?

— Passou tanto tempo. Não precisa existir dois de mim. Mate-o também.

Norman ficou pasmo com ordem do seu mestre. Tudo bem, era aceitável ele se livrar de Ranamon, porém acabar com aquele prisioneiro?

— Mas senhor... ele é...

— Faça! Não questione as minhas ordens.

Um guarda bateu na porta. Informou sobre a fuga de prisioneiros da masmorra.

— Saia. O Chanceler está descansando.

— Calma, Norman. Eles nunca vão sair desta montanha, porque as nossas defesas são de última linha. Agora preciso me ausentar um pouco.

Norman sentiu uma sensação maligna partindo do seu mestre. Nunca havia sentido tal sensação.

 

— Vamos atrás deles. Procurem!

Os soldados correram pelos corredores do castelo na tentativa de achar ambos os prisioneiros. Escondidos num buraco no chão, Ranamon e o sujeito misterioso saíram e pegaram um caminho diferente de antes.

— Precisamos ser rápidos. Não vai ser fácil sair desta montanha, mas se pegarmos o mesmo atalho que eu peguei pra fugir antes, com certeza sairemos daqui. Vem... o que foi?

— Aff, que canseira. Quero voltar pra minha cela e comer de novo. 

— Nananinanão. Agora que eu te vi, acha que vou te largar assim?

Ele usava uma capa preta que Ranamon roubou pelo caminho. Retirou o capuz e revelou ser Strabimon.

Continua...



Notas finais do capítulo

No próximo capítulo teremos uma luta feroz entre digiescolhidos e o governador.



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