D.N.A Advance: Nova Ordem do Século escrita por Sensei Oji Mestre Nyah Fanfic


Capítulo 137
Espada de osso x Purgatório x O Tiro da Traição


Notas iniciais do capítulo

Puxa vida, Vida puxa. Dessa vez eu fui um pouquinho mais rápido. Aproveitei mrsmo esse final de mês. Boa Leitura.



O alarme tocou em toda a base secreta. Os soldados correram imediatamente para pegarem as suas armas, outros entraram em aviões de batalha. Gennai foi ao centro de controle de toda a região do vale. Testemunhou a destruição do campo de força de uma maneira muito fácil.

Slash também soube do ocorrido, pediu para o Monodramon atual para fugir e se encontrar com o Paulo. Ele se recusou, querendo descontar em Weiz.

— Não seja bobo. O que pensa que vai fazer?

— Eu ainda tenho o poder de Phelesmon no meu corpo. Consigo me transformar naquela forma.

— Não falo disso. Você tem que voltar para o Paulo. Depois de anos separados, vocês precisam se unir de uma vez por todas. Meu parceiro e eu cuidaremos dos invasores.

— Sim. Não se esquece que ele é Paulo e eu sou você e que viemos do futuro. Se vocês nunca se encontrarem, o futuro será ruim.

Monodramon ouviu Monodramon. Nesse momento um forte tremor abalou toda a base. Os soldados viram uma explosão vinda da floresta.

As naves começaram a lançar os mísseis nas instalações na floresta.

— Hahaha. Olhem só. Não acredito que o inútil do Chanceler e você nunca souberam desse lugar. Papai só contou com um bando de inúteis — Weiz se sentiu ofendido com as palavras de Cranos. — Esse tal de Gennai deve ser apenas um lixo, como os digiescolhidos. E pensar que os governadores caíram nas mãos desses caras.

O príncipe acompanhou a investida militar de dentro do dirigível real. Lady e Weiz também se encontravam lá. O piloto viu alguns digimons voadores atacarem as naves.

— Alteza, quais as ordens?

— Invadam aquela espelunca.

Digimons que faziam parte da guarda da base foram ao campo de batalha. Seadramons, Ikakumons, Betamons, Zudomons, entre outros ficaram ao redor, na lagoa, impedindo a passagem de qualquer inimigo; Tyrannomons, Greymons, Garurumons e outros ficaram na floresta; Birdramons, Airdramons, Stingmons, entre outros ficaram no ar. Cranos estava confiante de que entraria de qualquer jeito.

Do lado dos vilões, muitos digimons também foram na invasão.

O dirigível foi atacado por Gold Machinedramon — o antigo parceiro de Jin que Gennai havia ficado para a defesa da base. Lady B. e Weiz sentiram medo com o poder devastador vindo, mas Cranos abriu a porta do dirigível e conseguiu parar com as mãos o poderoso ataque.

— O que estão fazendo parados aí? Desçam já!

Lady virou Bellestarmon e levou Weiz consigo para a floresta. No chão, havia uma batalha épica e muitas explosões. Os dois foram voando, mas três Angemons impediram sua passagem. 

— Deixa eu no chão.

Lady fez assim e soltou o homem. Lutou contra os três anjos.

Cranos saltou do dirigível para a floresta, fazendo um grande buraco. Saiu calmamente, caminhando como se nada tivesse acontecido. Foi atacado por soldados e digimons, mas desviou facilmente e até desapareceu diante de seus olhos.

— Cadê o desgraçado?

Cranos saiu debaixo do chão, causou uma grande explosão, eliminando os obstáculos.

— Não passam de lixo.

Weiz correu pela floresta, ajudado por soldados do governo. À medida que se aproximava da lagoa, os seus aliados eram derrotados pelas forças da base.

Lady B. conseguiu sobreviver a breve luta contra os anjos. Saiu voando na direção da lagoa, atravessando imediatamente. Gennai deu o segundo alarme — quando o inimigo consegue se infiltrar na base. Canhões de energia saíram das paredes.

— Disparem os canhões! — ordenou o líder.

Os cinco canhões dispararam rajadas mais potentes que de Gold Machinedramon. Lady ficou desviando sem poder se aproximar da árvore gigante.

Weiz matou um dos soldados na floresta, trocou de roupa e se disfarçou de guarda. Pegou um barco e atravessou a lagoa sem ser impedido pelos digimons aquáticos. Antes de Lady, ele finalmente conseguiu atravessar ao outro lado.

O tremor causado pelos disparos dos canhões assustou Slash e os demais que estavam numa sala da base. O Paulo do futuro pediu ao Monodramon do presente para ir embora imediatamente com Choromon e se juntar ao seu parceiro para derrotarem o Chanceler o quanto antes. O pequeno dragão insistia na teimosia de ficar e ajudar na luta.

— Você não está vendo que se ficar aqui poderá morrer? Para de ser tão teimoso.

— E o que acontece com vocês?

— Não se preocupe conosco. Já passamos por coisas piores — respondeu Mirai Monodramon.

O teto da sala começou a rachar. O poder dos canhões era extremamente forte. Os três foram procurar um lugar melhor para se abrigarem.

Blizzard caminhou pela rampa e conseguiu entrar no hall da base. Infiltrou-se sem ser descoberto.

— Cadê a comandante Milennamon? — disse Gennai.

— Está lutando contra alguns inimigos perto da lagoa.

Millenamon era a uma digimon celestial na fase perfeita. De pele azulada, olhos brancos, máscara de falcão, armadura prateada que deixava exposta as suas pernas. Ela usava um bastão em formato de cobra naja. Ela era a segunda no comando, atrás de Gennai.

— Daqui vocês não passam. — Ela soltou um poder de fogo da boca da cobra. Os soldados do governo foram mortos.

Bellestarmon deu um chute nela. As duas começaram a lutar.

Weiz passou para a sala de energia da base, matou soldados e um engenheiro que estava dentro. A sala era imensa e tinha grandes geradores de energia, além dos conhecidos fios negros. O vilão foi até um gerador específico e causou uma pane no sistema de defesa da árvore. Os canhões pararam de funcionar, a energia elétrica foi cortada.

— O que aconteceu?! — falou Gennai, nervoso.

— Oh não. A nossa fonte de energia foi desligada.

Enquanto as duas digimons lutavam, Cranos atravessou a floresta e já sobrevoava a lagoa. Escancarou um sorriso e lambeu os lábios.

— Finalmente os dois últimos núcleos que papai tanto precisa. Hahahaha.

...

ILHA SAND

Nos capítulos anteriores, Pharaohmon transferiu as almas dos digiescolhidos em brinquedos. Nesse meio tempo, Nashi e Mia chegaram à ilha e logo foram para a arca. Enfrentaram Trojamon Galdino com a vitória para Crusadermon e Nashi. Mia e Betamon infiltraram-se no quartel genera de Akenathon, salvaram alguns escravos e também seus colegas. Kid Mummy, porém, conseguiu ver a fuga e acionou o botão de emergência.

Arukenimon foi levantada pela corda, restando Ogremon por último. Ele viu as paredes se fecharem e entrou em desespero. Mia soltou a corda mais uma vez, ele amarrou na cintura e começaram apuxar. Mesmo na forma urso de pelúcia, o digimon ainda continuava pesado. Betamon ajudou a puxar a corda, além dos outros. Ogremon rezava para não ser esmagado.

— Mais força. Vamos — disse a moça, encorajando.

Por um triz o urso não foi esmagado. O alívio que Mia sentiu era indescritível.

— Quer dizer que você era aquele Ogremon que conheceu os antigos digiescolhidos?

— Sim, e fui transformado assim por causa do governador.

Kid Mummy ficou visivelmente furioso com o fracasso do seu plano. Pretendia acabar com todos antes do retorno do governador.

Mia e os demais correram para o andar superior do QG. Saíram da masmorra pela escada e correram pelo corredor de pedra.

— Precisamos achar os nossos corpos. Eles estão num tipo de sala mais acima. — falou Aiko.

A cozinha era perto dali. O bando correu por dentro, assustando os cozinheiros que trabalhavam na refeição diária dos guardas e até mesmo do próprio governador. Um porco gigante assado chamou a atenção. Betamon usou o seu choque para atingir alguns cozinheiros que tentavam pará-los.

O candelabro bateu sem querer na mesa de alumínio com os igredientes. Um vidro com sal caiu sobre ele. O objeto brilhou e desapareceu em dados.

— Que houve com ele?

— Não sei, mas não pare, Mia. — disse Betamon.

Todos passaram da cozinha e chegaram para um outro corredor, dele entraram num salão com a foto de Pharaohmon no meio do chão. Cortinas vermelhas, um lustre bem alto, escadas para o andar superior, ou seja, mais parecia uma mansão luxuosa dentro daquele QG.

— Onde estamos? — perguntou Rose.

— Esta é a sala em que o governador chega para o seu quarto no andar superior. Aqui é uma área secreta que nem mesmo Nitemare tem permissão para entrar.

Kid apareceu acompanhado com dois skulls numa espécie de elevador que subiu do subsolo. A pequena múmia se mostrou irritada com o fracasso da prisão.

— Antes que perguntem, sou Kid Mummymon, sou pertencente ao quarteto das múmias de Sand. E o único que pode entrar nesta área.

— O que um merdinha como você pode fazer de mal contra nós? — disse Betamon.

— Tem razão, não sou forte, mas sou o mais inteligente.

Kid apertou um botão. A jaula desceu do teto e dela saíram os corpos dos digiescolhidos, como zumbis, sem vida alguma. O corpo de Ogremon também apareceu.

— Eles não possuem vida, mas quando o mestre retira a sua alma, eles viram fantoches automaticamente. Acabem com eles!

Os "zumbis" avançaram contra o grupo. Mia pediu para Betamon evoluir para Seadramon, mas ele explicou que ainda estava muito fraco e que seu corpo ainda não suportava uma evolução.

— O que faremos agora? — Mia.

Uma sombra surgiu diante de todos. Um pequeno digimon cavaleiro surgiu. Seu nome era Gladimon.

— Quem é esse?

— Não me reconhece, múmia burra? Eu sou líder de uma aldeia que vocês destruíram. Mas agora eu vingarei meus parceiros derrotados.

— Hahahaha. Você não pode nos vencer. Estamos em maior número.

Gladimon se aproximou de Mia e revelou ser o objeto candelabro que havia sumido. Entregou um vidro de sal e explicou que ele cortava a maldição do governador.

— Ataquem!

Os zumbis atacarem todos de uma vez. Mia abriu o vidrinho de sal e jogou no corpo de Rose. Um espectro saiu de dentro e a boneca Barbie desapareceu, surgindo no seu corpo original.

— Oh my gosh! Eu... eu voltei!

— Funciona mesmo — disse Mia.

Kid Mummy não sabia do ponto fraco do poder do governador. Aos poucos, todos os digimons e digiescolhidos foram voltando aos seus corpos.

— Até que enfim — disse Ogremon, último a voltar ao corpo.

— Não pode ser! Estou frito com o mestre — disse Kid.

 

Do outro lado da ilha, Crusadermon preparava-se para uma difícil batalha contra Nitemare.

— Quer dizer que foi você o causador dessa confusão toda?

— E se for, o que vai fazer?

— Invadiu a ilha, derrotou meus subordinados... não tem como resolver isso? Talvez se entregando pacificamente para o governador julgá-lo.

Crusadermon negou veementemente a proposta do general. Este já esperava por essa resposta.

— Terei que destruí-lo.

— Então tente.

Nashi ficou apreensivo com a luta em baixo. Sentiu o seu legacy dando sinal para uma conexão. Ele ligou e viu Paulo.

— Paulo, cadê você? Já conseguiu salvar a sua tia?

— Sim, conseguimos. O laboratório era uma montanha, conseguimos destruir. Mas eu só estou me comunicando para dizer que estamos perto da ilha Sand.

Beelzebumon dirigia uma camionete com Paulo ao lado. Ao longe conseguiram ver a ilha.

Nitemare pegou o seu cajado e partiu com tudo para cima do cavaleiro royal. Com uma batida no chão, levantou uma parede de areia. Crusadermon apenas se defendia com seu escudo. Ambos se separaram.

— Nossa! — falou Nashi.

Nitemare ficou girando o cajado até criar uma ventania. Uma nuvem de poeira apareceu, dificultando a visibilidade do herói. Foi o suficiente para o general partir pra cima com uma voadora, fazendo o cavaleiro rosa bater de costas na parede da arca.

— Skull Soul! — um espectro negro, com rosto de caveira, saiu de dentro do cajado e foi na direção de Crusadermon. Aconteceu uma forte explosão.

— Crusadermon! — gritou o adolescente.

Não conseguiu ver algo pois a fumaça obstruía a visibilidade.

Enquanto isso, do lado de fora da ilha Sand, Paulo e Beelzebumon finalmente chegaram depois de atravessar parte do oceano e um deserto. Os dois desceram do carro quando perceberam que não poderia prosseguir.

— É imensa.

— Só podemos ir voando.

— Espera, pai. É seguro subir assim?

Beelzebumon não deu ouvidos ao seu filho, pegou ele e foi voando para a ilha desértica. O temor do jovem era o sistema de defesa, mas, com a queda, falhou.

— Estamos perto?

— De onde estamos, o sinal do legacy da Mia está mais forte. Estamos mais próximos dela.

Eles atravessaram boa parte do deserto sem problema algum. O governador ainda nem havia chegado.

 

Ainda no quartel general, os digiescolhidos conseguiram finalmente voltar ao normal. Kid Mummy, desesperado, correu na tentativa de se salvar. Os capangas tentaram fazer o mesmo, mas foram derrotados.

— Temos que sair imediatamente daqui — disse Aiko.

Mia recebeu a mensagem de Paulo sobre a sua chegada. Lúcia ficou aliviada, haja vista desde a ilha Atlântida não se viam.

Kid Mummy foi para a sua sala e ativou o gás cianeto onde os digiescolhidos estavam.

— Seus vermes. Agora todos vão morrer.

O gás começou a sair de umas brechas nas laterais. Era uma medida de emergência contra a invasão. Todos foram tentar se refugiar longe da sala principal, subiram as escadas e foram para a sala do sarcófago. Viram muitos tesouros de ouro e o sarcófago em que o governador dormia.

— Não há saída.

O gás começou a invadir o quarto. As esperanças eram poucas. A vitória da pequena múmia era certa, porém uma explosão foi suficiente para abrir um buraco na parede do quarto.

— QUÊÊ!!!

Beelzebumon apareceu voando, com o canhão no braço. Paulo, no chão, falou alto para todos saírem. Antes mesmo que o gás os pegasse, fugiram.

— Minha vida não faz mais sentido... — lamentou Kid.

Akenathon conseguiu se comunicar com o seu subordinado por meio de telepatia. Kid parecia nervoso demais para o governador. O vilão afirmou que Kid Mummy já era dispensável, e com o seu poder de manipular — tinha tal poder com apenas seus subordinados — fez a pequena múmia explodir em dados.

...

Panjyamon conseguiu se infiltrar na ilha gelada pelo território de fogo, domínio do governador Major. Foi perseguido pelos caçadores chamados de hunters, guardas da elite de Capitólio, até a floresta gelada. O digimon era acostumado com o clima gelado, já que havia nascido naquela região. Os hunters foram todos abatidos pelo leão branco.

O protetor da princesa finalmente chegou na montanha gelada. Alguns revolucionários pararam ele pois não o reconheciam com um casaco.

— Será possível vocês terem esquecido de mim?

— Panjyamon! Perdão, mas a princípio não o reconhecemos. O nosso líder ficará muito feliz com o seu retorno.

— Quero ver a cara do Freezemon quando me ver.

Momentos depois...

— Panjyamon, meu querido! Que felicidades tê-lo de volta. — Freezemon abraçou o amigo.

Jin e Freddy foram ver de quem se tratava.

— Ei, olhe ali os digiescolhidos. Eles vieram para nos ajudar contra Merukimon.

— Eu conheci seus amigos lá em baixo.

— Conheceu eles? Como estão? Desde que nos separamos na primeira ilha, eu nunca mais os vi — disse Jin.

— Eles vão bem. Já derrotaram quatro governadores, estão a caminho de cá. Possuem um meio de transporte voador que está ajudando-os a subir ilha por ilha.

— Que maneiro.

Dorulumon chegou no esconderijo e reconheceu logo seu amigo. Panjyamon ficou satisfeito por ter voltado, mas alertou que o Chanceler estava com a princesa. Por um momento breve, ele explicou desde que foi preso na ilha Linux até o que fez para voltar a ilha de gelo.

— Estamos organizando uma invasão na capital. Temos que ir com calma e com inteligência.

— Capitão Cold! Capitão Cold!

— O que é?

— Tem um grupo de hunters perto daqui, senhor.

— E o que tem isso?

— Um dos generais do Chanceler está junto.

Uns cinco quilômetros do esconderijo dos resistentes, um grupo de vinte hunters apareceram a fim de achar o lugar secreto.

— Senhor Reaper, detectamos algumas variações de energia perto daqui.

— Meh he he... Finalmente encontramos a famigerada base de operações dos criminosos.

...

Crusadermon sobreviveu à explosão causada por Nitemare. Foi protegido por um campo de força vermelho. Nashi ficou aliviado.

O duelo foi retomado quando Nitemare e Crusadermon trocavam golpes poderosos enquanto voavam no céu. O ser humano já não conseguia acompanhar.

Com seu cajado, Nitemare criou poderosas enegias que foram na direção do cavaleiro. Este, por sua vez, se esquivou de todas as explosões.

— Preciso falar com os outros.

Nashi fez uma conexão com Mia com o legacy.

— Nashi? Conseguimos salvar os nossos amigos. Foi um pouco fácil.

— Fala, amigo.

— Paulo? Que bom que agora todos estão bem. Soube notícia do Ruan?

— Não. Onde você está?

— Na arca, perto. Já recuperei, precisamos sair daqui o quanto antes.

— Que barulho é esse?

— Uma luta aqui perto.

Crusadermon caiu na areia, deu um chute em Nitemare, continuaram comos golpes. O cavaleiro utilizou o mesmo golpe para acabar com o Galdino, mas o general se defendeu com o seu cajado. O objeto partiu ao meio.

— Meus parabéns. Você foi a primeira pessoa que fez tal façanha. Estou muito orgulhoso que o meu adversário não é um fracote. Mas eu ainda não estava lutando a sério.

— Como é? Esse desgraçado não lutava a sério? — falou Nashi.

— E você também não. Somos digimons poderosos, não é mesmo? Mas é lamentável que o aquecimento acabe aqui. Vai aguentar?

— Pode vir.

Nitemare liberou uma energia poderosa, fazendo tudo tremer ao redor. O poder fez com que uma parte do cajado virase uma imponente espada. Crusadermon se impressionou.

— Esta espada é a minha arma verdadeira. Seu fio corta o metal digizóide facilmente.

A espada era bem peculiar: o cabo era feito de osso com um desenho de caveira em cada lado, o fio era curvo igual uma cimitarra persa com detalhes em árabe. O poder de Nitemare fazia a arma brilhar na cor roxa.

Com um movimento, o vilão brandiu o objeto, fazendo com que o ar virasse um golpe cortante. Crusadermon desviou. O golpe pegou na parede da arca, causando um leve corte. Pela primeira vez a invencível arca de prata foi atingida com tanta força que a riscou.

— Que poder! Ele é muito forte... — o rapaz ficou sem palavras.

— Ainda nem mostrei do que sou capaz. Mas agora vou com tudo.

Crusadermon se preparou.

Paulo ficou preocupado com a irmã caçula, mas Lúcia afirmou estar bem. Mia disse que Nashi e Kotemon lutavam sozinhos e que precisavam ajudar.

Beelzebumon, Mummymon e Gladimon ajudaram o restante dos escravos com sal. Suas almas voltaram aos seus corpos. Boa parte dos corpos estavam enterrados no deserto. Os skulls foram derrotados.

— Vamos! — Paulo, como líder, tomou a dianteira.

Um poder impediu que todos partissem. Do céu surgiu o governador Akenathon.

— É ele. É o maldito — disse Gladimon.

— Hã? Quero a minha mãe — falou Mummymon, tremendo nas bases.

Pharahomon parou em frente aos digiescolhidos. Sua capa branca cobria o seu rosto.

— Por que a pressa? Ainda falta muito para vocês irem.

Ele retirou a capa branca, soltou um poder preto da mão e encostou no chão. A energia preta se espalhou por todo o local, incluindo a sede, o pequeno lago e até mesmo as areias afora.

— Ele está criando um tipo de ilusão — disse Beelzebumon.

— Quase isso. Estou transformando a ilha Sand no purgatório. Logo aqui virará o próprio mundo das trevas numa outra dimensão.

A notícia não agradou os digiescolhidos.

...

Enquanto isso, um verdadeiro caos se instalou na base militar de Gennai. As forças do governo mundial, incluindo o próprio filho de Matsunaga, invadiram a fim de conquistarem os dois núcleos restantes para os planos do imperador. 

Cranos conseguiu passar por qualquer obstáculo na floresta e voava pela lagoa. Os digimons que defendiam não conseguiram impedir o seu progresso.

— Já temos um invasor aqui.

Slash pediu para o Monodramon do presente ficar e se refugiar. Ele e o seu parceiro precisavam lutar para defender a base.

— Nunca pensei que eu fosse encontrar a fonte dos problemas do governo mundial. Só queria ser uma mosquinha para saber o que se passa com Gennai. Bom, está na hora de pegar os dois núcleos que sobram.

Gennai viu Cranos subir a rampa que dava acesso à recepção. Muitos guardas se posicionaram contra ele.

— Seu maldito. Não permitiremos que avance um milímetro mais. Fogo!

Atiraram sem parar. O príncipe foi acertado por inúmeros disparos com pistolas, escopetas, metralhadoras. Ele sequer sofreu um arranhão. Um soldado carregou uma bazuca e atirou. A explosão fez com que a vidraça da frente quebrasse na hora.

— Conseguimos. Matamos ele.

— Não, seus tolos! Saiam daí — gritou Gennai no microfone.

Não deu tempo dos homens fugirem pois Cranos os matou com apenas uma ventania. Todos eles foram jogados como papel.

— São insetos. Hum, aposto que você é um pouco melhor que as baratas agora há pouco.

Diante do príncipe apareceu Justimon, que foi a fusão de Slash com Monodramon, resolveu aparecer e enfrentar o invasor cara a cara numa batalha. O príncipe sorriu, parecia tranquilo demais, mesmo diante de um poderoso rival.

— Vamos começar a lutar?

— Não, não aqui. Sei que é poderoso, e se lutarmos aqui o prédio todo pode ser destruído. Vamos lutar lá fora.

— Como quiser.

Os dois saíram voando.

Monodramon e Choromon ficaram escondidos na enfermaria durante a guerra. O pequeno dragão não quis ficar parado, olhando toda aquela destruição. Saiu escondido.

Gennai continuou na sala de comando enquanto dava as ordens. Uma ideia veio à cabeça.

— Não pode ser! Eles vieram... vieram pegar os núcleos.

O líder saiu imediatamente da sala, pegou o elevador e subiu ao último andar. Uma sala secreta — acessada apenas com biometria — guardava os dois objetos. Ele retirou-os do recipiente de vidro e os colocou numa bolsa. Um dos guardas que o acompanhava estava caído, o outro acertou em cheio com uma coronhada. Gennai apagou por um breve momento.

— Acorda, amigo. Faz tanto tempo que não nos vemos que eu sinto uma grande nostalgia.

Gennai acordou num corredor destruído da base. Ele estava sentado no chão, ferido. O vilão conseguiu roubar a sua bolsa.

— Weiz, seu maldito traidor! Se eu soubesse que toda essa desgraça foi por culpa sua, teria te transformado em dados faz tempo.

— Hahahahahaha. Deixa de ser burro, seu velho. Voltou a ser novinho, mas ainda tem a mente daquele velho decrépito. Esqueceu que eu sou humano? Não me compare a uma máquina como você, LinK, Linx e o falecido Adolphus. Antes de vir para cá eu era Blizzard Daregon, filho bastardo de um respeitável cientista canadense. Irmão daquele traste do Wesley. Esqueceu disso?

— Como poderia? 

— Seu planinho de destruir a montanha Tucson deu certo, meu chapa. Parabéns. Meu laboratório foi totalmente destruído. A minha vingança, porém, veio mais rápida do que podia imaginar. Nem eu sabia desta invasão.

Weiz mostrou a bolsa com os dois núcleos. O oceano, conquistado por Gennai pessoalmente, e o de metal, sob a guarda de Gaia. Foi um grande trabalho para nada?

— Temos companhia? Olha só.

Lady B. apontava uma pistola para Monodramon. O digimon ficou com ódio ao ver Weiz na sua frente.

— Monodramon, você deveria ter ido embora como Slash falara.

— Não, Gennai. Não posso abandonar as pessoas que tanto me ajudaram.

Weiz bateu palmas, se aproximou do digimon e tentou fazer carinho em sua cabeça.

— Maldito. Eu te mordo se colocar a mão em mim! Grrrr!

— Minha nossa. Pensei que fôssemos amigos, Mono.

— Uma droga! Por sua culpa eu briguei com Paulo e acabei matando o meu amigo Petermon...

— Espera. Matou aquele traste? HAHAHHHAHAHAHAHA. Foi uma das melhores notícias que eu já ouvi.

— Cala a boca! — Monodramon chorava.

— Já acabaram com essa briguinha? Entregue-me os núcleos.

— Espera, Lady. Eu quero entregar pessoalmente para o Matsunaga.

— Não acho que ele vá te receber. Sou a secretária dele, pode confiar.

Weiz ficou pensando por alguns segundos. Entregou a bolsa com os dois núcleos para a mulher. Lady ficou admirando os dois objetos por um tempo.

— Já possuem os núcleos. Vão embora.

Weiz deu um chute em Gennai com todas as forças. Monodramon tentou ajudar, mas foi impedido por Lady.

— Eu sempre venço, querido Gennai. Mesmo quando eu perco, venço.

Ele se virou, viu Lady apontar arma para si. 

— Mas... que brincadeira é essa.

— Weiz, eu não tenho nada contra a ti. O Matsunaga que me mandou conquistar a sua confiança, localizar este lugar e roubar os núcleos. Cortesia do imperador Matsunaga.

Lady B. deu um tiro à queima-roupa em Weiz. Monodramon e Gennai ficaram assustados com a audácia da mulher em atirar no próprio aliado. O homem caiu de costas no chão, com uma bala no peito.

— Você é maluca.

— Calma, Gennai. Sua vez vai chegar.

— Mald... ita...

— Ainda está falando? Escuta aqui, Monodramon. Deveria estar feliz porque este inseto vai morrer.

Ela abriu um buraco na parede externa, pegou Weiz e o jogou para baixo. O homem caiu na lagoa e afundou.

— Fiz um favor ao mundo. Infelizmente, para você, terá que morrer.

Lady apontou a arma na cabeça de Gennai. Antes de atirar, contudo, levou umchute na costela e caiu pra fora da base. Phelesmon apareceu para proteger seu amigo Gennai custe o que custar.

Continua...



Notas finais do capítulo

Que tiro foi esse, bicho.



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