D.N.A Advance: Nova Ordem do Século escrita por Sensei Oji Mestre Nyah Fanfic


Capítulo 123
Perseguição Implacável de Leviatã! Paulo no país das mulheres


Notas iniciais do capítulo

Só tem uma coisa sobre esse capítulo:

( ͡° ͜ʖ ͡°)



VÊNUS, O PAÍS DAS AMAZONAS

Mona-sama chegou ao país mais fechado do continente, o das mulheres guerreiras. Por ser mulher, foi permitida a sua entrada com seus pequenos Pagumons. Ela pegou um transporte até o Chatéau da Imperatriz guerreira.

— Pronto, chegamos. Tem certeza que vai ficar aqui?

— Claro que sim. Eu conheço a Xena. Ela vai me receber muito bem. Vamos, filhotes.

— Sim, mamãe!

O Chatéau Vênus era uma grande mansão no alto da colina. Era como se fosse um pequeno castelo. No portão de entrada havia duas guardas ali. Eram duas Angewomons.

— Diga à Xena que sua amiga, Monalisa, está aqui esperando por ela.

Uma delas entrou na residência. Uns cinco minutos depois, ela voltou com a permissão da entrada da visitante. Mona-sama entrou com os Pagumons e pediu para eles ficarem do lado de fora, pois sua conversa seria a mais breve possível.

— Monalisa, minha amiga. Que saudades! — disse a imperatriz abraçando a mais velha.

— Velhas amigas, velhos costumes. Prefiro não me estabelecer num canto. Sou melhor como nômade.

Xena era uma mulher bem feita de corpo, loira com uma longa trança atrás, um vestido longo com um uma abertura do lado, assim destacando sua bela coxa. O decote era gritante nesse vestido que deixava o busto quase saltando para fora. Ela ainda usava uma tatuagem de tigre nas costas.

— Então, não estou entendendo essa sua visita repentina. Pode ser mais específica?

— Vim para te pedir ajuda. Não sou de rodeios, por isso serei direta. Quero que ajude os digiescolhidos contra o Chanceler.

A imperatriz sentou-se na poltrona em forma de um coração e olhou a humana com desdém.

— Ah, sim. Ajudar quem nunca tive a mínima vontade de conhecer. Você vem ao meu país e me pede logo isso? Sabe que é impossível.

— Só me diz o motivo.

— Os motivos! Pelos céus, Monalisa. Esqueceu que aqui é um país fechado? Entrei num acordo com o governo mundial. Eles não mexem conosco, e não ajudamos os seus inimigos. Isso inclui os pobres terráqueos adolescentes.

— Espere um pouco, Xena. Desde quando está tão irredutível? Por que nunca deus as caras, por exemplo, quando Myotismon roubara o seu castelo?

— Myotismon era o meu melhor amigo. Ele se corrompeu quando vendeu a alma para o Piedmon. Satisfeita? Teve até o lance daquela humana que havia perdido o ovo da sua parceira digimon, e depois o vampiro me pediu um favor em troca do seu silêncio. Isso porque os Mestres das Trevas estavam sitiando países e fiz acordo com ele para ajudá-lo a pegar aquela digimon em troca da neutralidade deste país.

— Meu Deus, Xena. Você tem uma dívida com os digiescolhidos. Aquela garota japonesa sofreu muito por causa da sua parceira. Depois teve a invasão em Odaíba em 1999 e todo o cenário envolvendo o Imperador Digimon. Tudo isso poderia ter sido evitado por você.

— Não tenho dívida alguma. Isso é uma consequência. Além disso, os digiescolhidos venceram aquela batalha, não foi? Todos estão felizes para sempre. Agora saia da minha frente. Da próxima vez que me visitar, melhor ter algo bom para conversarmos. Essa conversa, mon amour, não foi produtiva. Fiquei até com dor de cabeça. E se os digiescolhidos tentarem entrar aqui em Vênus, sairão no mesmo minuto.

Mona-sama saiu arrasada do Chatéau. Jamais esperava aquela reação de sua amiga. Conheceu Xena há muito tempo, desde antes dos eventos da geração adventure.

Ela ficou esperando uma carroça parar na estrada e levá-la com os Pagumons.

— Aonde vai, senhora? — perguntou uma camponesa.

— Sair daqui... espere, melhor eu ficar por mais um dia. Tem alguma pousada próxima? Tenho o pressentimento de que algo vai acontecer por estas terras.

De volta ao Chatéau da imperatriz. Esta decidiu se deitar na sua enorme cama. Uma outra pessoa entrou no quarto, retirou o véu vermelho da frente e foi falar com a líder.

— Mamãe, eu ouvi tudo. Por que não ajuda os digiescolhidos?

— Kazemon, minha filha, resolveu xeretar a sua mãe, foi? Quer saber o motivo de eu não ter aceitado a oferta daquela mulher?

— Quero.

— Sente-se, querida. Mona e eu somos humanas e já fomos colegas até de escola. Éramos digiescolhidas bem antes desses novos ou dos que chegaram em 1999. Foi quando uma decisão errada deu início a um problema maior.

— Como assim?

— Na época existia um quinto Dark Master. Eram quatro: MetalSeadramon, Pinocchimon, Mugendramon e Piedmon. Existia uma quinta criatura que jamais fomos capazes de saber o seu nome. Conseguimos reunir forças contra ele a ponto de o prendermos num mundo vazio. Esse mundo talvez nem exista mais. Nossos digimons morreram como forma de sacrifício e eu, sofrendo horrores na época, decidi me voluntariar como um programa auxiliar na manutenção do Digimundo. Mas, com raiva do Gennai e seus asseclas, eu resolvi me exilar e fundei este país. O resto da história você já sabe.

— Incrível.

— Por isso não quero ter contato com esses digiescolhidos. Eles podem salvar o Digimundo, mas longe do meu país.

Xena era visivelmente mais jovem que Mona, no entanto graças à mágica do Digimundo, ela virou um ser eterno. Enquanto Mona havia voltado à Terra como o resto do grupo.

 

Ilha Sand

Jin e os outros encontraram a relíquia. O garoto enxugou o óculos, pois havia ficado úmido, e viu claramente a placa na parede com o desenho da Cruz de Marionete. Freddy pediu para ele tirar a relíquia imediatamente.

— Não vão sair vivos daqui!

— Que voz é essa? — indagou Goburimon.

O teto começou a rachar até sair Trojamon Scorpion. A criatura se revelou diante dos digiescolhidos.

— Que digimon é esse? — perguntou Jin.

— Não é um digimon, mas um trojamon. Depois eu explico sobre essas criaturas — disse Freddy. — Retire logo a relíquia.

Jin encostou na tábua de pedra, que logo brilhou. Logo o objeto virou uma carta em que se encaixou no legacy dele.

— Pronto!

Warp Evolution

— Koemon super digievolui para... Gokuwmon!

Scorpion e Gokuwmon foram na direção um do outro.

Enquanto isso, nas dunas do lado de fora do templo, uma pessoa observava as ruínas por um binóculo.

— Tem certeza que os digiescolhidos desceram ao subsolo-dum?

— Sim, capitão. Existem sinais de que eles estejam lá.

— Usem as bombas. Vamos soterrá-los dum! 

— Capitão, o senhor Scorpion ainda está lá dentro.

— Está questionando a minha decisão-dum? Sou o da mais alta patente da décima quarta divisão. Obedeça!

NOME: TROJAMON GALDINO

FUNÇÃO: CAPITÃO

ORGANIZAÇÃO: LÍDER DA 14° DIVISÃO DO EXÉRCITO NEGRO

NPD: 2.900.000

Galdino era uma criatura muito peculiar. Era um crocodilo humanoide vestido em um elegante terno preto. Ele usava um chapéu preto que combinava com sua roupa. Sua altura passava fácil dos dois metros, o que dava medo em quem ficava perto. Sua cauda ficava para fora da calça.

— Quero ver como eles vão escapar dessa-dum.

Gokuwmon e Scorpion estavam praticamente empatados. O escorpião levou uma ligeira vantagem sobre o macaco guerreiro. Com sua cauda peçonhenta tentava furar o outro.

— Não vão me derrotar facilmente. Sou mais forte que o Froggy — ele chicoteava com seu rabo.

Jin ficou olhando para trás até esbarrar em Freddy.  loiro se virou para o amigo e perguntou se estava bem.

— Eu estou bem. Mas aquilo fica assim mesmo?

— O quê? — Freddy viu um portal em forma de espiral.

— Aqui. Entrem rápido — disse uma voz.

Jin não achou outra escolha melhor, entrou no portal junto com Mushroomon. Goburimon, Freddy e Gokuwmon foram logo em seguida. Scorpion tentou entrar, mas o portal desaparecera.

Scorpion sentiu um tremor e logo foi pego pela explosão. O monstro explodiu em dados junto com todo o templo. A explosão foi tão grande que fez a ilha Sand cair lentamente numa região deserta.

Galdino ficou sobre um Devidramon observando a ilha ir abaixo.

— O que faremos agora? Se voltarmos lá, o governador pode acabar conosco — disse um soldado.

— Chame reforços. Precisamos encontrar o code crown. Se for verdade o que o Supremo Mestre dissera, o objeto é indestrutível. E talvez irritar o governador não será de todo ruim-dum!

...

Atlântida

Leviamon destruiu o palácio de Aquamarine com apenas um golpe. Após o ataque, a ilha desceu de volta para o oceano e estava afundando na água.

— Argh, acho que destruí o cristal. Aquilo fazia a ilha flutuar na água. E os digiescolhidos?

— Mestre, não encontramos nenhum sinal deles. Acho que se afogaram — respondeu um tritão.

— Continuem procurando. Quero ter a certeza de que morreram.

Leviamon e seus capangas ficaram em Sealand. Os moradores todos estavam deixando a ilha antes que ela afundasse por completo. Apesar de serem criaturas que podem viver debaixo da água, eles tentavam salvar seus objetos dentro dos barcos.

Aproveitando-se do tumulto, os digiescolhidos se esconderam na casa do guia que havia ajudado anteriormente.

— Fiquem à vontade. Mas não temos muito tempo. Parece que a ilha inteira vai afundar na água.

Paulo viu Conceição enxugar suas roupas e o avental.

— Quer dizer que a Conceição é uma sereia esse tempo todo. Como nunca nos falou?

— Paulinho, é complicado. Meu pai era um pescador e minha mãe uma sereia. Nasci híbrida, meu amor.

— Dá pra acreditar? E você reclamava dos digimons. Você que é a esquisita — disse Paulo.

— Bom, pelo menos estamos a salvo. Quem ainda não superou foi ele — disse Mia apontado para Impmon que estava depressivo.

— Por que a primeira sereia que vejo é uma baranga? Só posso ter sido alguém horrível numa vida passada pra sofrer assim.

LinK entrou na casa. Ele apressou para que fossem embora de uma vez por todas dali. O guia decidiu ajudá-los a sair em segurança.

O barco pessoal do guia era um pouco maior, parecido um pesqueiro. Os digiescolhidos ficaram escondidos na parte inferior. O tritão passou pelo portão com o seu barco. Ele não chamou atenção, pois havia ali dezenas de barcos iguais e centenas de outros.

— O que o governador fez? — ele ficou olhando uma parte da ilha sob a água.

— Precisamos nos afastar ainda mais. Pelo menos até encontrarmos uma ilha segura — disse LinK.

O barco se afastou de Atlântida. Já dava para ter uma distância de quase dois quilômetros quando uma lancha apareceu.

Romena falou num megafone para que o dono desligasse o motor. O guia, com medo de ser capangas do governador, acelerou com tudo. A mulher pegou um arpão e atirou contra a popa da embarcação. Um choque elétrico fez com que o motor do barco pifasse.

— Eu pedi pra parar na calma. Foi a imprudência de você que me levou a fazer isso!

— Quem são vocês? — perguntou LinK.

— Tenente Romena. Agente da S.P.D. Quero que os digiescolhidos saiam para termos uma conversinha — respondeu ela entrando no barco. Os dois agentes com ela também entraram.

Paulo, Impmon, Conceição, Mia, Betamon, Ranamon e Panjyamon saíram da cabine abaixo. A tenente agradeceu a compreensão de todos.

— Para começar, já havíamos nos encontrado antes. Nos jogos de Sealand.

— Sim, eu me lembro — afirmou Paulo.

— Sou a Tenente Romena. Sou uma agente da Secret Pol Department ou SPD. Estou numa missão extremamente secreta e perigosa e preciso da ajuda de vocês.

— Como assim, agente? Vocês são humanos? — perguntou Mia.

— Sim.

— Como é possível humanos adultos entrarem e saírem livremente do Digimundo? — questionou LinK.

— Creio que esteja se referindo a mim e aos meus parceiros. Temos a tecnologia para burlarmos essa regra. Claro que não falarei os detalhes.

— Então você veio nos salvar?

— Sim e não, querida Mia. Precisamos de algo que está com aquele Astamon. Se nos ajudar a conseguir o objeto, nós ajudaremos a escapar do Leviamon.

Mia ficou desconfiada por Romena saber o seu nome. Ela jamais havia visto aquela mulher antes. Alguma coisa estranha estava acontecendo.

Romena pediu para que todos fizessem silêncio. Olhou para a água e viu um Divermon escutando a conversa. O digimon fugiu.

— Aquele é um capanga do governador. Melhor irmos com a nossa lancha.

Leviamon foi avisado imediatamente sobre o paradeiro dos digiescolhidos. O monstro mergulhou no oceano e foi verificar no barco. Pediu aos seus lacaios para entrarem e verificarem.

— Não tem ninguém aqui.

— FUGIRAM!!! Qual a ilha mais próxima de Atlântida?

— A ilha dos canibais.

— É pra lá que nós vamos.

Leviamon e seu exército foram para a tal ilha dos canibais.

A lancha se aproximou da terra. Era questão de poucos minutos para o governador chegar ali e alcançá-los.

— Meu barco, minhas coisas — lamentou o guia.

— Melhor estar vivo, não acha? As coisas materiais se consegue depois — falou a tenente enquanto dirigia.

Eles chegaram perto de umas pedras, do outro lado. Saíram da lancha e caminharam para dentro de uma caverna.

Leviatã e seus lacaios chegaram na ilha e foram logo à caça dos digiescolhidos. Os tritões invadiram a ilha pela floresta e o governador ficou verificando pelo céu. Depois ele foi até uma montanha e ficou vendo pelas aberturas das grutas e cavernas.

O olho de Leviamon saiu da entrada da gruta. Os digiescolhidos, que estavam escondidos, respiraram aliviados.

— Vocês mexeram com um monstro inimaginável. Não sei que ideia estapafúrdia de derrotá-lo.

— Já derrotamos 3 governadores. Mais um não fará muita diferença — disse Mia.

— Se eu ao menos pudesse tirar isso do meu pescoço — Impmon não conseguia largar a coleira.

— Pai, vamos achar um jeito. Tem como tirar isso do pescoço dele e do Betamon?

— Você chama seu digimon de pai... Quero dizer, sim, dá pra tirar. Esses símbolos como se fossem hieróglifos... Só preciso de um tempo, e no momento será impossível.

— Tenente, a ilha foi cercada. Acharam a lancha. A qualquer momento estão entrando aqui — avisou um agente.

Mia falou para Romena para encontrarem um lençol freático no subterrâneo. Romena relutou, mas os digiescolhidos resolveram ir com a garota.

— Quero que vejam o poder do meu legacy.

Eles desceram o mais fundo possível da caverna. Paulo ajudou Conceição e foi por último. Uns cristais brancos ficaram brilhando no fundo da caverna.

— O que é isso? — perguntou Ranamon.

— São cristais de neon. Temos que tomar muito cuidado, pois eles são instáveis. Qualquer coisinha eles abrem portais aleatórios — explicou a mulher.

Leviamon foi informado que os humanos estavam dentro de uma caverna. Mandou que seus capangas entrassem e acabassem com todos. Muitos tritões entraram na caverna.

— O que faremos com essa tribo?

— Façam o que vocês quiserem — respondeu Leviatã.

Os tritões mataram todos os canibais.

Dentro da caverna, a situação se complicou mais ainda. Não havia como voltar.

— Achamos o lençol. E agora? — indagou Romena.

Mia utilizou a função do seu legacy e materializou um submarino cor-de-rosa. Eles entraram de um por um. Paulo, porém, foi pego por um feixe de luz que saiu de um dos cristais. Por causa que ele usava os dois legacys, do Ruan e o dele, o cristal abriu um portal e levou o garoto para um outro lugar. Mia ficou inconformada com aquilo, teve que ser puxada por LinK para dentro do submarino. Os tritões viram o submarino ir embora.

— Não podemos deixá-los fugir. Avise ao governador que eles saíram num submarino.

Impmon ficou triste por seu filho desaparecer diante de seus olhos. Romena informou a todos que o garoto havia apenas se deslocado para um outro lugar do Digimundo.

— Temos que fugir do governador antes de encontrarmos o garoto — disse Panjyamon.

— Meu príncipe sumiu — disse Ranamon chorosa.

Mia era a única que podia pilotar o submarino debaixo d'água. A garota ficou aliviada com que Romena dissera e se concentrou em tirar todos do caminho dos vilões.

— EU JÁ VI VOCÊS, DIGIESCOLHIDOS!!! — disse Leviamon alcançando o submarino.

— Vamos morrer! — gritou Conceição.

— Não vamos. Esta belezinha ainda não mostrou do que é capaz — concluiu Mia.

...

Muito longe dali, no país das amazonas, Kazemon se afastou da cidade para ir à floresta colher flores no campo florido. A garota, com suas asas de borboleta, voou pelo campo com um cesto na mão. Viu outras mulheres no mesmo lugar.

— Boa tarde.

— Boa tarde, senhorita Kazemon. Nós vamos ao rio. Quer ir conosco?

— Não, eu ficarei por aqui mesmo.

As duas saíram, deixando-a sozinha. Minutos depois, outra digimon chegou. Era a sua irmã mais velha, Shutumon.

— Soube que falou com a mamãe. Não pensa em desobedecê-la, não é?

— Não. Mas não acha que é radical demais não ajudarmos os digiescolhidos?

— Não acho. Se nós não nos envolvermos com assuntos externos, não precisaremos sequer da ajuda deles.

— Sabe, irmã, você já viu algum... homem?

— Sua louca! Sabe que essa palavra é proibida no país. Quer que as camponesas ouçam você desodebecer uma lei? Não sei o que está acontecendo contigo. E não, nunca vi. Nem sei como eles são.

As duas ouviram um grito vindo da floresta. Voaram imediatamente na direção do rio. As duas camponesas estavam nervosas e foram mostrar algo. Paulo estava desmaiado na beira do rio. O adolescente, agora moreno por causa do disfarce que saiu, ficou inconsciente desde que fora sugado pelo portal de um cristal de neon.

— É uma mulher? — perguntou Kazemon.

— Acho que sim. Vamos medicá-la imediatamente. Alguma coisa deve tê-la atacado — falou Shutumon.

Paulo foi levado pelas mulheres até uma casa de repouso. Deitaram-no numa maca e chamaram a médica mais próxima. A doutora achou estranho o fato da "mulher" não ter peitos, mas mesmo assim prosseguiu com a medicação. Deu soro na veia do garoto.

— Ela vai ficar bem. Estranho não ter seios, mas deve ser alguma doença genética. Quero que lavem-na ainda hoje, porque ela está cheirando à água do mar e lodo.

Levaram Paulo ainda desacordado para a sala de banho. Havia umas dez mulheres totalmente nuas naquela sauna-banho. Despiram o rapaz, deixando-o completamente pelado. Uma das mulheres percebeu algo de estranho.

— Senhorita Shutumon.

— Que foi? Não vai querer me dar o trabalho de lavar essa mulher.

— Não. Olha.

Shutumon viu algo diferenciado do que havia visto na sua vida. Ela aproximou o rosto para ver mais de perto.

— Coitadinha. Ela é toda deficiente. Deve ser alguma verruga ou sinal de nascença.

— Senhorita, parece um cogumelo — a mulher segurou e ficou acariciando. — Oh, ficou maior.

As mulheres se aproximaram para ver o "cogumelo" que cresce. A responsável por dar banho viu algo mole abaixo desse "cogumelo".

— Acho que deve ser algum corpo estranho que parasitou o corpo dela. Tem duas sementes. Aposto que está sugando sua energia vital.

— Então vamos cortar o mal pela raiz — disse Shutumon com uma tesoura.

A anciã do país, Babamon, chegou à casa de banho para ver a tal mulher. A digimon se aproximou de Paulo e quase teve um infarto ao vê-lo deitado. As mulheres foram ajudá-la.

— Isso não é uma mulher. É um homem.

— QUÊ?! — gritou Shutumon.

Paulo foi parar atrás das grades pelado mesmo. Apenas foi enfaixado na cabeça e no peito pela médica.

Ele abriu os olhos vagarosamente e sentiu uma leve tontura. Viu o teto e aparede de cimento. Levantou-se e viu que estava numa cama. Percebeu que umas mulheres o observavam do outro lado da cela.

— Ei, onde estou?

Elas se afastaram quando ele tentou se aproximar.

— Que foi? Por que estou preso? — sentiu um vento nas partes baixas e viu a sua nudez. — Ah! Por que estou pelado?

Ele colocou as mãos para cobrir seu membro. Viu sua bermuda e camiseta jogadas no chão e se vestiu.

— Que brincadeira é essa? Por acaso vocês são lacaios do governador?

— De quem?

— Se bem me lembro que eu estava na caverna e... minha cabeça ainda dói. Preciso sair daqui!

— Não. Seus dias estão contados, homem — disse Shutumon arrogantemente.

...

Base Secreta de Gennai

Nashi e Kotemon ficaram esperando o resultado da transformação de Gaia. Gennai deu a missão aos dois de acompanhá-lo, por isso a espera.

— Terminou — disse Linx.

Os dois viram atrás do vidro, Gennai, Slash e Monodramon perto da cabine. A porta abriu e saiu muita fumaça.

— Uau — expressou-se Nashi ao ver a forma de Gaia.

O agora digimon saiu da cabine com uma certa dificuldade. Era visível que se tornou maior e mais forte.

— Seja bem-vindo, irmão. Espero que não se arrependa da decisão que tomou.

— Não me arrependerei —sua voz ficou mais grave.

Os ajudantes ajudaram Gaia a se apoiar, pois levará um tempo até ele se acostumar com o corpo atual.

— Há muito tempo não o vejo nessa forma. Desde quando deixei Diana sob seus cuidados — disse Slash.

Gaia apenas sorriu e foi se recuperar numa outra sala. Gennai sentiu-se nostálgico.

Continua...



Notas finais do capítulo

Gostaram da imagem da capa? Foi uma coisa pró-família.

Em breve saberemos a verdadeira forma de Gaia. Até mais!



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