D.N.A Advance: Nova Ordem do Século escrita por Sensei Oji Mestre Nyah Fanfic


Capítulo 124
Paulo em perigo!


Notas iniciais do capítulo

Olha só eu aqui de novo. Hoje vocês saberão quem é o Gaia de verdade. Finalmente esse enredo começou a andar. Espero que se divirtam e boa leitura.



Paulo se separou do grupo e foi parar no país de Vênus. Confundido por uma mulher, foi levado sob custódia e depois preso assim que sua identidade fora revelada. Agora o rapaz estava implorando para a sua soltura à filha mais velha da imperatriz.

— Por favor, eu não posso ficar aqui preso. Tenho mesmo que ajudar os meus amigos.

— Cale-se, homem. Sua raça é mundana demais. Pensou que nos enganaria por todo esse tempo?

— Eu não tenho culpa se acordei neste lugar. Eu só me lembro de que estava na caverna, quando de repente uma forte luz me cegou e acordei aqui. Não precisa ser tão rígida assim.

— Eu sou Shutumon, amazona de primeira classe. Jamais vou ser persuadida por um ser inferior. Fique aí e aguarde o seu destino.

Shutumon saiu voando para uma direção qualquer.

Paulo ficou desesperado por sua situação. Sequer se lembra do que ocorrera desde a caverna na ilha dos canibais. O pior de tudo é que passaram-se horas de lá pra cá, porque o céu estava noturno.

— Ótimo. Agora não sei se eles conseguiram escapar — ficou sentado na cama com as mãos sobre o rosto quando se lembrou dos dois legacys em seus braços. — É isso.

Ele utilizou a função de localização. Dois pontos vermelhos significavam os dois aparelhos. Depois fez uma varredura no mapa até achar o ponto de Mia.

— Espero que dê certo.

Chatéau Vênus

Babamon foi com a doutora e Shutumon até o encontro com a imperatriz Xena. As três relataram acerca do encontro com um homem forasteiro.

— Não acredito que confundiram um homem com uma mulher. Em qual realidade paralela vocês vivem? Se expuseram ao ridículo!

— Minha mãe, eu sinto muito. Mas nunca vimos um homem em toda nossa vida. O que faríamos?

— Tudo bem, Shutumon. E como ele é? Um digimon ou um personagem desses que foi criado?

— Ele é magro, tem a sua cor de pele, cabelo preto e um olho muito bonito. Ele deve ser a sua raça — explicou a médica.

— Não pode ser. Deixem-me a sós com a velha. Vão!

As duas se retiraram do salão. Babamon foi a única autorizada a ficar. Xena tinha uma grande dívida e admiração por aquela digimon anciã.

— Não deveriam tê-lo prendido. Apenas o deixasse ir embora. Agora o país inteiro vai falar.

— Desde quando te ajudei a recuperar as forças no passado, não te via assim tão angustiada. Tem alguma coisa a ver com o homem que elas capturaram?

— Faz milênios que nunca vejo um homem. Larguei minha família e meu lar para ajudá-las. É até embaraçoso pra mim quando tenho a notícia de que há um humano bem perto.

— Ele parece ser muito jovem. Identifiquei dois tipos de braceletes nos punhos dele. Parece alguma tecnologia.

Xena percebeu que Babamon falava de digivice. A imperatriz pediu para que levassem-no ao Chatéau.

Enquanto isso, Mona-sama ficou hospedada num hotel pequeno do país. Lembra daqueles hotéis de beira de estrada em filmes americanos? Pois bem, ela alimentou os seus Pagumons e foi dar uma caminhada pelas ruas da cidade.

O centro de Vênus era movimentado, principalmente à noite, quando as comerciantes armam as barracas para venderem seus produtos. Lojas só fechavam depois das 20 horas, porém naquele dia todas foram fechadas por um toque de recolher.

Mona acendeu um charuto e ficou caminhando pelas ruas. Ouviu duas camponesas passarem por um beco ao lado. A conversa soou um tanto estranha.

— Mentira.

— Sim, eu vi. O homem está preso na cela perto da colina. Mas a princesa Shutumon não deixa ninguém chegar perto dele.

— Como eu queria ver um homem. Dizem as más línguas que muitos deles são bonitos.

Mona chegou por trás das duas e as assustou. Perguntou do que elas falavam tanto.

Voltando para Paulo, o rapaz terminou uma transmissão com Mia. Aproveitou que ninguém o vigiava para revelar o local para seus amigos. Terminou e ficou deitado na cama.

Kazemon apareceu bem na frente das grades. Ficou olhando para o humano deitado. Paulo viu a digimon, ele se levantou. Kazemon se assustou e saiu correndo.

— Espera, por favor! Por favor. Você deve ser a moça que me achou no rio. Soube disso porque uma guerreira me contou. Obrigado por me salvar.

— De nada... Ai, droga!

— Desculpa qualquer coisa, mas você sabe que eu não tenho culpa de nada. Eu estava desacordado e me trouxeram para cá. Não é justo me manterem preso se eu não cometi nenhum crime.

Kazemon ficou pensativa por um tempo. Ela discordava da cultura do seu país. Prender uma pessoa só por ser homem era uma ignorância atroz. Tentou voltar até ele, mas as duas guardas retornaram da pausa.

— Princesa? Veio fazer o que aqui?

— Ela deve querer ver esse homem. Ele não parece forte.

— Só passei pra ver e conversar com a Shutumon. Mas parece que ela não está.

Kazemon voou para outro lugar. Paulo voltou para o fundo da cela onde se sentou e encostou-se na parede.

Minutos depois, ouviu a voz de Kazemon. A moça estava nervosa, falando algo para as duas guardas. Logo ambas correram deixando a cela desprotegida.

— Venha comigo — disse ela destrancando a cela.

— Não entendo... Vai me ajudar?

— Percebi que você é uma pessoa boa. Eu te reconheci. Sabe, há muito tempo eu te vi na televisão quando derrotou um digimon chamado Astamon.

— Eu me lembro que depois daquilo fomos para o hospital. Antes muitos digimons repórteres nos filmaram. Então sabe que sou digiescolhido.

— Sim, eu sei. E também acabo de conversar com uma amiga que te conhece e descobriu que foi preso. Venha, vista esta capa.

Paulo colocou uma capa preta sobre o corpo e saiu com Kazemon. A rua onde a cela ficava não havia ninguém passando por causa do toque de recolher excepcional. Ambos saíram o mais rápido possível dali.

Kazemon chegou perto de um cavalo normal e montou-se sobre ele. Ela fez suas asas desaparecerem e ajudou o humano a subir na cela, logo atrás.

— Nunca subi num cavalo.

— Sempre tem uma primeira vez, homem.

— Meu nome é Paulo Victor. Mas pode me chamar só de Paulo.

— Se segura, Paulo.

Os dois foram embora o mais rápido possível.

As duas guardas voltaram à cela. Kazemon mentiu ao dizer que um homem havia invadido uma vila próxima. Agora elas tiveram que ativar o alarme de segurança.

Todo o país foi alarmado. Uma sirene ensurdecedora tocou nos quatro cantos de Vênus, alertando as amazonas. A mensagem da fuga do prisioneiro foi mencionada em altos falantes por uma das guardas.

— Que barulho é esse?

— A sirene foi tocada.Quer dizer que um grande perigo está ocorrendo no país. As amazonas não vão hesitar em te capturar, e se mostrar resistência, elas te matam na hora.

— Caramba.

Ele saíram do centro da cidade, pegaram uma estrada e foram na direção do hotel.

...

Vamos entender um pouco o que aconteceu com o grupo em que Mia estava. Da última vez eles estavam sendo perseguidos por Leviamon no oceano. Mia fizera surgir um submarino pequeno e rosa e foi pilotando o veículo subaquático. O governador conseguiu a localização deles, por isso estavam quase sendo encurralados.

Horas antes de anoitecer e dos acontecimentos envolvendo o Paulo.

Mia nunca havia pilotado um submarino antes, mas o legacy permitiu que seu cérebro aprendesse em tempo recorde a fazer isso. Lembra do filme Matrix quando Neo não sabia lutar e aprendeu depois que seu cérebro foi ensinado por um programa de computador? Pois foi bem quase isso.

— Se não corrermos, ele vai nos devorar — disse Romena.

— Calma. Esta belezinha ainda não mostrou sua verdadeira capacidade — falou Mia bastante confiante.

Leviamon e os tritões perseguiam de perto o grupo. O monstro autorizou que seus capangas atirassem arpões na tentativa de acertar o submarino.

— Não vão fugir de mim. AHHH! — ele abriu a boca, soltou um raio massivo de energia na direção deles.

Mia acionou o turbo e conseguiu passar por um rochedo aquático. O poder explodiu esse rochedo. Leviamon passou por essa barreira e continuou a perseguição. Num certo momento, o submarino conseguiu entrar numa fenda bem ao fundo. Como o governador era muito grande, ficou impossível a sua passagem.

— Mestre, eles passaram por aquela fenda. Existem dezenas de passagens. O que faremos?

— Melhor metade de vocês irem para o outro extremo da passagem, e eu ficarei aqui. Eles morrerão na minha mão ou presos dentro de alguma caverna. Hehe.

Palácio de Gelo

Enquanto os digiescolhidos e governadores se enfrentavam na parte baixa do Digimundo, o Chanceler via todo o acontecimento.

Sentado na sua cadeira e bebendo uma taça de vinho, ele via tudo o que acontecia na perseguição dentro do mar.

— Quanto tédio. Leviamon é um digimon que não hesita em destruir seus alvos. Uma fera sem sentimentos, e bastante diferente dos seus antecessores. Eu lamento não ter tido a chance de acabar com esses digiescolhidos. Adeus!

Voltando para o oceano.

O submarino entrou numa fenda estreita, porém o suficiente para aquele veículo passar.

— Precisamos achar uma caverna para nos abrigarmos — falou LinK. — Aquele buraco deve ser grande o suficiente.

Mia fez o submarino entrar numa caverna. Eles subiram com o submarino num tipo de gruta submersa, mas com ar. Havia estalactites pelo teto, contudo ali seria o local em que descansariam.

— Estou morta.

— Para com isso, Conceição. Força, mulher — disse Mia. — Senhoras e senhores, chegamos ao nosso destino.

— Mia, você é demais.

— Obrigada, Betamon.

Ranamon, Panjyamon, Conceição, o guia, os dois agentes, LinK, Romena, Impmon, Mia e Betamon saíram. Ficaram descansando um pouco depois da perseguição implacável de Leviatã minutos antes.

— Ótimo. Daqui debaixo eu não tenho sinal para me comunicar com a minha capitã na Terra. Os dois conseguiram?

— Não, tenente.

— Preciso me comunicar com a capitã White imediatamente.

Mia ficou escutando a conversa deles por um momento e voltou para o grupo em que Betamon estava.

— Argh! Se eu pelo menos estivesse sem esta droga. Eu poderia acabar com aquele governador sozinho. O maldito do Astamon ainda me paga — reclamou Impmon.

— Aquela mulher disse que vai nos ajudar com isso — disse Betamon. — Mia, aonde foi?

— Fui ver como é esta caverna. Se não sairmos logo daqui, podemos morrer. Então, que história é essa de você ser uma sereia?

— Eu já contei que o meu pai era pescador e minha mãe uma sereia.

— Uma história dessa é quase mentira.

— Por quê? Estamos agora num mundo paralelo, conversando com criaturas parecidas com animais... Nossa realidade não é tão preto e branco assim.

— E sua mãe veio de onde? — perguntou Impmon.

— Meu pai contou a história de uma país que fica no Oceano Atlântico. Sereias e tritões vivem como sociedade. Agora me perguntem onde fica esse lugar, vou negar por falta de informação.

— E você me chamava de estranho quando trabalhava para a Márcia, não é? Para vocês verem que não conhecemos as pessoas.

— Deixa de ser chato, cara de gato.

Mia não deu muita importância à discussão dos dois. Ficou pensando em como Romena sabia o seu nome.

A tenente conseguiu sinal para uma transmissão com a Terra. Emma atendeu ao chamado, contudo o sinal estava bem fraco. A capitã pediu para que a moça cuidasse de sua irmã e que enviará reforços.

Mia voltou a se esconder atrás de uma pedra grande e a escutar a conversa da tenente. Seu queixo caiu ao ver Emma, sua irmã mais velha, no monitor de um iped. Os dois agentes e Romena tratavam-na com respeito.

— Então essa é a verdade?

— Mia?! — Romena surpresa.

Mia, não é o que você está pensando...

— Quando contaria pra mim, hã? Como assim "capitã White"? Explica, Emma!

Mia, eu... eu... Mia... — a transmissão caiu bem na hora.

— Rapazes, podem nos deixar sozinhas. Acho que devo uma explicação para a senhorita White — os dois saíram dessa parte da caverna. — Então, por onde eu começo?

— Do começo! Cansei de ser enganada. Agora me diz, Romena. Você trabalha pra minha irmã? Ela é o quê?

Romena respirou fundo e pediu para a garota sentar numa pedra.

— Sim, trabalho e sou subordinada. A sua irmã é a capitã da S.P.D, uma das capitãs. Nós somos agentes do governo, ligado a CIA, para assuntos internacionais ligados principalmente aos membros da Nova Ordem do Século.

— O que é isso?

— Sabe esse tal de Matsunaga que vocês estão tentando combater? Agora pense num grupo com mais uns sete tão perigosos do que ele. Esses caras controlam a Terra, e estão tentando controlar o Digimundo sob a influência de um potente programa que fora extinto há muito tempo. Esse programa chama-se Yggdrasil, a grande árvore, como na mitologia nórdica. Todos os anos pessoas comuns são convidadas para integrar à SPD. Estados Unidos, Japão, Reino Unido, Brasil, França, África do Sul e muitos outros países. Graças à nossa constante intervenção, esse grupo nunca conseguiu o que quis. Mas eles não desistiram e estão reunindo uns chips que dão grandes poderes a quem obter. Juntando esses chips, Yggdrasil renascerá e os dois planetas estarão em constante perigo. Sua irmã está conosco desde um ano antes de você se tornar digiescolhida. Era pra ter sido você, mas Emma se voluntariou.

— Por que ela fez isso?

— Porque ela não queria uma vida estressante como essa para a irmã caçula. Queria que você fosse uma adolescente normal, uma surfista, que fizesse coisas normais. Daí, pelo acaso ou destino, você se tornou uma digiescolhida. Bom, eu disse apenas o superficial. Se quiser mais detalhes, fale com a sua irmã.

Mia ficou completamente arrasada. Sua irmã mentiu esse tempo todo. Agora entendia as saídas de Emma, os dias que ela ficava ausente, as chegadas pela madrugada. Quando fora capturada por Lilithmon, não ficara desesperada. Agora tudo faz sentido.

— Sinto muito. A propósito, o seu amigo, aquele que tem um Gokuwmon, está no Digimundo?

— Freddy? O que ele faz aqui? — perguntou enquanto tentava secar as lágrimas.

— Ele agora é um agente da SPD. Parece que ele conseguiu o parceiro de volta. Mas é uma pena, porque há horas estamos incomunicáveis e não sei como ele está. Enfim, vou deixá-la sozinha.

Romena saiu de perto. Mia continuou chorando.

Romena voltou para o grupo. Verificou as coleiras que estavam em Impmon e Betamon. Prometeu que retirará os dois objetos, mas levará um tempo. A tecnologia daquilo era muito avançada, coisa futurista mesmo.

Longe dali...

Nashi e Kotemon caminhavam pela floresta poucos quilômetros da base de Gennai. Ao lado deles estava Gaia, com uma capa preta cobrindo o seu corpo misterioso. Era notável que o homem ficou mais alto e aparentemente mais forte.

— Tem certeza que Paulo está por perto?

— Acho que uns cinquenta quilômetros ao sul. Todo legacy possui um sistema de rastreamento de outros legacys. Tá vendo, dois pontos. Segundo Gennai, o Ruan desistiu de ser digiescolhido e entregou o aparelho ao Paulo. Agora tenho dois pontos.

— Conheço essa região. A terra das amazonas. São bastante hostis. Se ele for capturado por elas, pode estar em perigo.

— Mas como o Paulo foi parar num canto tão longe das ilhas flutuantes?

— Eu tenho que correr. Já está escurecendo.

— Kotemon, pode virar Knightmon e me carregar nas costas?

— Claro, parceiro.

Os três correram pela floresta na direção de Vênus.

Mia ficou sentada no canto enquanto o resto do grupo mais afastado. Passaram-se horas desde que entraram naquela caverna e sequer sabiam se o governador ainda estava do lado de fora esperando para atacar.

O legacy dela tocou. Uma mensagem em tempo real de Paulo. A garota chamou os outros para verem a mensagem.

Acho que essa mensagem vai ser gravada, não tenho muito tempo... Mia, se você estiver me ouvindo, saiba que estou preso num país chamado Vênus. Aqui só moram mulheres, por isso fui preso por ser homem. Agora tenho que desligar...

— Eu sei onde esse lugar fica — disse Romena.

— Pode nos levar até ele? 

— Mia, Vênus é muito longe daqui. Vamos levar quase um dia inteiro e... Tudo bem! Agora preciso retirar esses anéis deles, porque já estão me enchendo.

Um tritão segurava uma espécie de satélite que captou a conversa do grupo. O lacaio foi para o governador sobre o diálogo.

— Parece que um digiescolhido se perdeu e agora está refugiado num tal Vênus...

— País das amazonas. Conheço aquele lugar. No passado fizemos um acordo, mas parece que elas descumpriram. Mudança de planos, eu irei pessoalmente até aquelas terras. Aproveita e faz uma transmissão com o Chanceler.

— Sim, mestre.

Romena utilizou um objeto parecido com uma caneta e dele saiu um laser azul. Retirou as coleiras inibidoras depois de minutos tentando.

— Argh. Ele vai me pagar! — gritou Wesley se transformando em Beelzebumon.

— Uau. Pensei que digievoluísse apenas com o digivice do seu parceiro — falou Romena.

— Não. Eu tenho como me transformar sozinho. E agora vou socar a tanto a cara do Astamon que... Esqueci que vamos salvar o Paulo.

— Pois é. Tem dezenas de tritões do lado de fora e não sabemos se o governador ainda está lá — disse Panjyamon.

— Não está. Betamon consegue sentir a presença dele. O governador saiu há alguns minutos. É a nossa chance, não é, Betamon?

— Sim, parceira.

Betamon terá um trabalho muito importante.

...

O cavalo parou em frente ao hotel na adjacência do país. Paulo desceu, logo em seguida Kazemon. Os dois entraram no estabelecimento. Monalisa surpreendeu o rapaz assim que o viu.

— Mona-sama! Que bom te ver — disse ele dando um abraço nela.

— Agradeça aos céus que eu vim parar neste lugar coincidentemente no mesmo dia que você. Agora como você veio pra cá? E cadê os outros?

— Uma longa história. Preciso sair logo daqui.

— O Paulo voltou! O Paulo é nosso amigo — os Pagumons pularam em volta dele.

— Kazemon, muito obrigado por me ajudar — ele deu um abraço nela. Kazemon ficou corada — Sem você eu nunca sairia livre. Muito obrigado mesmo.

— De nada.

— Você está descalço?

— Eu só tenho esta bermuda e camiseta. É a única roupa que eu tenho.

Mona entregou uma roupa para Paulo se trocar. Ele vestiu uma calça cáqui, moletom cinza e um par de botas.

— Ficou perfeito. Comprei numa loja de roupa no centro. Acredita que a vendedora vende roupa para homem e nem sabia?

— Valeu mesmo, Mona-sama.

— Vocês precisam sair daqui logo...

— Parados! — a dona do hotel apontou uma carabina na direção deles. — Não vou deixar que fujam com esse homem.

Shutumon chegou logo em seguida. Levou Kazemon à força, prendeu Mona, os Pagumons e Paulo.

Chatéau Vênus

— Isso é uma transgressão! Isso é uma subversão! Não acredito que você me traiu, Monalisa. Logo você, foi minha melhor amiga. Ajudando um fugitivo e dentro das minhas terras.

— O garoto é um amigo meu. Conheci-o quando enfrentamos o governador Djinn. 

— Não interessa! Realmente foi uma decepção, uma facada nas costas. Prendam-na e os Pagumons também. Eles precisam de um tempo em reclusão.

— Não devia fazer isso com eles só por minha causa. Se quiser me prender, então me prenda.

Xena se levantou do trono, desceu os poucos degraus e foi na direção de Paulo. A mulher ficou vendo o jovem dos pés à cabeça.

— E você, meu rapaz, quem pensa pra manipular a minha filha assim?!

— Eu não manipulei ninguém. Kazemon quis me ajudar.

— Isso mesmo, mamãe...

— Silêncio, Kazemon. Depois nós conversamos. Sabe, não me interessa se você salvou o mundo. Cometeu dois crimes graves e vai ser punido. Primeiro que apenas pelo simples fato de ser homem já é o suficiente pra mofar lá  na prisão. Segundo, você é um digiescolhido e isso ameaça a paz deste país. Algum mensageiro do Chanceler pode vê-lo e aí o próprio mandar destruir Vênus. Portanto, decidi o seu destino.

Xena voltou a se sentar no trono.

— Pena de morte — Paulo e Mona ficaram impressionados. — Mas vai ser melhor que a execução ocorra fora do país. A pena será com você servindo de banquete para as feras selvagens da floresta.

Mona não acreditou com o que Xena acabou de fazer. Ela e os Pagumons foram levados para a mesma cela que Paulo ficara.

Já o digiescolhido foi escoltado por duas amazonas muito fortes. As moças eram bem musculosas, parecidas com fisiculturistas. Levaram o rapaz para longe da fronteira de Vênus.

— Que lugar é esse? — indagou ao ver uma floresta densa e escura.

— Aqui vai ser o seu local de execução. Na verdade você será o jantar de digimons selvagens.

Elas amarraram Paulo numa árvore e foram embora. O digiescolhido tentou usar todas as suas forças para desamar, porém seus esforços foram em vão.

— Droga. Até parece que vou morrer aqui... Quem está aí? — um barulho na mata assustou o rapaz.

Uma fera enorme apareceu diante do garoto. Era um Cerberusmon gigante que vivia naquela floresta. Paulo congelou de medo ao ver o monstro. Este se aproximou do digiescolhido.

— Socorro!

Algo bastante veloz atingiu o monstro, que saiu correndo atordoado. Uma pessoa grande apareceu diante de Paulo usando uma capa preta. Ele retirou a espada das costas e se aproximou do humano. O garoto fechou os olhos, esperou o pior. A pessoa cortou a corda que amarrava o digiescolhido ao tronco.

— Paulo, amigão — Nashi apareceu ao lado de Knightmon.

— Nashi? Knightmon? O que fazem aqui?

— Ora, viemos te salvar. O Gaia também veio.

— Gaia?

Paulo se virou. Gaia retirou a capa preta e revelou a sua verdadeira aparência. Era um homem leão, alto, musculoso, com cabelos brancos. Usava um casaco preto com botões dourados, uma corrente e por dentro vermelho. Vestia uma calça preta, com cinto, descalço e pés com garras. Ainda utilizava os curativos no abdome e a marca de um X em seu peito que ganhou na queimadura pela chama de sua casa em ruínas.

— Sou da raça BanchoLeomon. Essa é a minha forma verdadeira — disse ele colocando um galho pequeno na boca.

Continua...



Notas finais do capítulo

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