Os Homens De Nossas Vidas escrita por Sansan


Capítulo 4
O cara do jaleco branco


Notas iniciais do capítulo

Gente, desculpa demorar pra postar, estou muito sem criatividade nesse fim de férias.
Aliás, após o dia 18 vou definir um dia pra postar por semana, por causa do colégio.
Espero que gostem do capítulo.



São Paulo, 06 de fevereiro de 2013

Gente,

Estou um tanto fora de si. Por quê? Bem, a resposta é simples, um pouco complicada, quer dizer, estou muito confusa.  Alguns podem dizer que estou doente, precisando ir ao psiquiatra, porém garotas entendem. Vou contar o que houve, pois não adianta ficar discutindo com o papel sobre algo que nem eu estou entendendo.

Hoje, tive que ir até a faculdade que vou estudar, para conseguir algumas informações do curso e do local. Lá fui eu, com minha mochila amarelo-limão e meu livro favorito na mão: "O diário de Anne Frank". Acho que gosto dele porque ela era tão confusa quanto eu sou. Continuando: a bendita secretária havia saído para o almoço, ou seja, eu teria que ficar esperando quase uma hora. Resolvi andar, conhecer o ambiente. Na frente da entrada havia um jardim, convencional, todavia bonito. Olhei um quiosque com um banco, fui até lá. Tinha um tablado de madeira embaixo do banco, a única coisa que não reparei é que o a madeira era sensível demais.

Adivinhem? Após alguns minutos sentada, lendo e balançando os pés - que batiam na madeira, aquele tablado resolveu quebrar. O banco tombou e fui parar no chão. Comecei a me levantar, e estava a ponto de sair correndo por causa de tudo aquilo quando um jardineiro chegou, perguntando se eu estava bem, insistindo em levar a minha pessoa até a enfermaria.

Até esse ponto, nenhum problema. A confusão começou quando entrei na tal da enfermaria. Sentei numa maca, e do além aparece um deus grego: alto, moreno, com o cabelo todo bagunçado, segurando “Orgulho e Preconceito”. Fiquei boquiaberta, encarando-o. Até que ele me disse:

 - Algum problema, senhorita do casaco azul?

Depois de uns segundos fora da minha mente, momentos de incapacidade de pensar, reparei ele colocando o jaleco, aproximando-se de mim. Impulsivamente, disse:

 - Só caí no jardim da faculdade, cara do jaleco branco.

 - Cara do jaleco branco? – ele questionou.

 - Ora, você está usando um jaleco de outra cor, e meu diagnóstico dirá que sou daltônica?

  Ele riu:

  - Poderia ser outra coisa.

  - Como? O senhor que lê “Orgulho e Preconceito”?

  - Reparou no livro?

  - Reparei. E pensando bem, o senhor que lê “Orgulho e Preconceito” ia ficar um tanto estranho, meio gay. Aliás, você é gay?

  - Esse tipo de pergunta é um tanto indiscreta. Só é feita se há algum interesse a mais.

  - Eu não estou interessada em você, ok? – Uma observação para minhas leitoras, eu podia não estar interessada, porém ele era um pedaço de mau-caminho. E confesso, gostaria de andar por esse caminho. Mas vamos deixar essa parte em sigilo.

    - E eu não sou gay, ok?

   Revirei os olhos, enquanto ele fazia um curativo em meu joelho direito. Após ele terminar, sai rapidamente, despedindo-me:

    - Até mais, cara do jaleco branco, que lê “Orgulho e Preconceito” e não gay.

     - Espero lhe ver outras vezes, garota do casaco azul, engraçada que não está interessada em mim.

   Após isso, corri para o ponto de ônibus. Fiquei sentada, pensando no cara da enfermaria. Ele era realmente bonito, e eu atrapalhada e descoordenada nem perguntei seu nome. Sei que não era fazer todo esse escândalo para vocês, minhas amiguinhas, só que estou meio chocada. Sei lá o porquê, afinal não aconteceu nada demais. Por fim, espero que meu príncipe encantado seja como ele.

Beijos da srta. do casaco azul,

Nina

        



Notas finais do capítulo

As coisas estão começando a ficar mais empolgantes pra Nina, e digam: Acha que existe alguma possibilidade do cara de jaleco ser o príncipe dela?
Pela descrição, que nome você dariam à ele?
Espero pelas suas respostas.
Beijos da San e até o próximo capítulo.