Bad Angel escrita por Miller


Capítulo 18
'Cause we become James Bond


Notas iniciais do capítulo

Hey gente, como estão?
Aqui está mais um capítulo de Bad Angel.
Teve uma leitora que não gostou do capítulo anterior, disse que estava sem emoção e sentimentos. Bem, eu fico realmente triste que pense isso, porque eu escrevo com o coração e bem, se você não sentiu sentimentos é bem decepcionante para mim.
De qualquer forma, críticas são sempre construtivas e me fazem sempre querer melhorar, o que me fez escrever esse capítulo com mais afinco do que o anterior.
Espero que gostem desse!
Dedicado à Claire Styles pela recomendação PERFEITA *-*
Obrigada linda!
Estamos com 570 reviews, sério? *O*
Nos vemos lá embaixo!
Enjoy!




Respirei fundo tentando achar uma solução para meu mais novo e grandioso problema.

Eu sentia meu corpo todo tremer, mas ao mesmo tempo era como se eu não sentisse nada.

Podia imaginar como estava parecendo meus olhos, talvez frios e distantes.

A raiva que borbulhava dentro de mim apenas contribuía para que meu controle fosse maior.

Eu não sabia de onde vinha aquilo, porque normalmente eu era uma descontrolada patética, mas agora... Era diferente.

Não era um baile de máscaras com bêbados, nem uma rua cheia de obstáculos.

James havia sido sequestrado e eu não sabia nem mesmo onde ele estava.

Ou como ele estava.

Tentei não pensar que podia ser tarde demais, mas eu podia sentir a dor começar a pulsar dentro de mim.

Eu não havia pedido para ser anjo da guarda dele, nem esperava que aquele ser insuportável pudesse sequer se tornar qualquer outra coisa além de um fardo, mas a ideia de perde-lo era dolorosa demais.

E aquilo me fazia perceber que talvez nem mesmo tendo renegado por algum tempo alguns sentimentos, não iria adiantar de nada.

Mesmo que aquilo colocasse toda a missão e minha ‘volta’ em risco, eu não podia simplesmente continuar tapando os olhos e dizendo ‘ele é apenas meu protegido’, porque o negócio era mais como ‘ele é meu protegido e eu estou potencialmente sentindo algo por ele’.

Uma merda descomunal, para falar a verdade.

O pai de James não ligou para a polícia, porque, segundo ele, os sequestradores não queriam isso.

Ele perguntou se havia uma saída nos fundos para o garçom do sotaque francês e o homem, mesmo estranhando, indicou o caminho.

Ele ganhou uma grande gorjeta por aquilo.

Eu podia dizer que Senhor Potter não tinha mais nada daquele cara superficial.

O que eu via era um cara completamente desesperado, parecendo louco e prestes a entrar em colapso.

Ele fazia ligações para mil e um mundo. Os caras queriam uma recompensa pelo filho do queridinho dos cinemas, e ele estava disposto a dá-la. Mas eu sabia que não daria certo.

Não sabia como, mas eu tinha certeza de que os caras não iam desistir tão fácil.

Não.

James estava em perigo e eu havia sido criada para protegê-lo. Eu sabia que as coisas não iam sair bem se eu não fizesse alguma coisa.

Eu só precisava achar uma forma de saber o que estava acontecendo.

Senhor Potter não queria chamar a atenção da imprensa por um bom motivo: não atrair a atenção de ninguém.

Mas eu era invisível, poderia muito bem conseguir as coisas sem ninguém saber.

Só preciso de um plano...

Então meus olhos encontraram com a câmera.

Como ninguém pensou nisso? Como era possível que as coisas mais óbvias eram para as quais as pessoas menos davam valor?

Mas não era como se eu pudesse ir até a sala de segurança e achar os vídeos. Eu podia ser um anjo, mas não era nerd nem nada dessas coisas.

Olhei para o lado.

– Dorcas – a chamei novamente. Ela virou para mim, seus olhos estavam vermelhos e sua expressão preocupada.

Todos ali estavam. Sirius e Remus pareciam querer sair correndo e achar uma solução, mas pareciam estar esperando...

É claro!

– Chame o Remus – eu pedi à ela. Meu tom de voz era completamente desprovido de emoção, o que chocou até a mim mesma.

Ela fez o que eu pedi, então Sirius veio junto, parecendo pronto para o que desse e viesse.

Gostei.

– Lily? – Remus perguntou com o tom baixo.

– Diga para ele que nós precisamos invadir a área de segurança para acessar às câmeras – eu falei para Dorcas.

Ela repetiu o que eu disse em um murmúrio assustado.

O pai de James, Lene e Helena estavam próximos ao carro, parecendo alheios aos três adolescentes que estavam tramando um plano de salvação.

Era estranho, para falar a verdade, porque todos eles estavam agindo muito mais calmos do que eu tinha certeza que estariam caso não soubessem da existência do anjo celestial que deveria proteger James.

Eu percebi que eles estavam confiando em mim.

Eles não estavam se deixando levar pelo medo porque acreditavam seriamente que eu podia salvar James.

Algumas das minhas barreiras internas foram quebradas e eu me senti tremer.

O medo foi o primeiro que me tomou, logo a raiva de mim mesma pelo descuido e então mais medo e receio.

Eu tinha minhas dúvidas se seria capaz de salvar James enquanto aqueles três adolescentes estavam confiando cegamente em minha ajuda.

Eu não sabia nem mesmo por onde começar se essas câmeras não tivessem conseguido nada.

Não pense nisso Lily.

Respirei fundo e me concentrei.

Remus olhava para as câmeras com um brilho estranho nos olhos. Por isso havia peço a ajuda dele, pelo que James disse ele tinha aquela coisa de amar filmes de ficção científica e ação.

– Eu posso fazer isso – ele disse e acenou para Dorcas.

– Obrigada – eu falei e ela repassou.

Eu estava pensando numa forma de despistar o Senhor Potter e Helena quando Marlene veio até nós com uma expressão parecendo um tanto suspeita.

Logo atrás o carro do pai de James partiu com ele e a senhora Evans.

Franzi o cenho.

O que estava acontecendo?

– Lene? – Sirius perguntou sem entender. – O que...?

– Vocês estão tramando alguma coisa – ela disse e olhou para cada um com uma sobrancelha erguida, como se fosse expert em descobrir pessoas que planejam salvar um sequestrado.

– Nós? Do que você está falando...? – Dorcas começou a falar, mas Marlene revirou os olhos.

– Me poupem – ela disse. – Eu era melhor amiga de uma encrenqueira. Sei muito bem quando as pessoas estão tentando fazer algo sem serem notadas. Qual é o plano? – ela perguntou inquisidoramente.

Eu precisava admirá-la. A garota simplesmente parecia a filha de James Bond ou qualquer coisa assim.

– Plano...? – Remus começou, mas Dorcas o cortou.

– Nós vamos invadir a sala de segurança e ver as câmeras – ela disse para Lene. – Temos.... Alguém especial, huh, que pode nos ajudar – ela completou um pouco sem jeito.

Lene pareceu relevar o fato de alguém especial e eu provavelmente teria feito uma piada sobre aquilo, mas não estava no clima.

No momento tudo o que eu queria era matar alguns sequestradores.

– Ótimo – ela disse e todos encararam-na com expressões surpresas. – Quando começamos?

– O que? – Sirius perguntou aturdido.

– Olha, eu adoraria entender as motivações de Lene e tudo o mais, mas nós não temos tempo – eu disse para Dorcas, querendo interromper de uma vez todo aquele negócio.

Minha cabeça estava voltando a doer e eu não sabia o que aquilo significava.

Dorcas assentiu e olhou para eles.

– Vamos logo, depois falamos sobre isso. Estamos perdendo tempo – disse.

Então nós começamos com o plano de ação, que não era bem um plano, só um bando de adolescentes aloprados, juntos de um anjo desesperado e uma americana perigosa.

X—X

Eu me esqueci de perguntar à Lene como ela havia se livrado do pai de James, mas já não havia mais tempo.

– Ótimo, o que iremos fazer? – Sirius foi o primeiro que perguntou assim que conseguimos nos esgueirar para a parte interna do restaurante, onde ficavam as salas da gerência e, possivelmente, de segurança.

Eu desativei mais uma câmera à nossa frente e fiz sinal para Dorcas.

Eu esperava realmente que eu não aparecesse nelas, mas Remus falou que poderia arrumar as coisas caso eu estivesse lá.

Eles andaram mais alguns passos e paramos em frente à uma grande porta com o aviso ‘somente gerencia’.

– Eu vou entrar primeiro – disse para Dorcas enquanto ela falava:

– Ela vai entrar primeiro.

– Vou destrancar as portas que estão fechadas e o Remus entra – eu disse e ela repetiu.

– Espera ai – Lene de repente se meteu.

Por um momento todos esqueceram que ela não sabia de mim.

Grande!

Tudo o que precisávamos era de alguém nos chamando de loucos.

– Ela quem? - ela perguntou olhando para Dorcas com os olhos estreitos.

– Huh – Dorcas respondeu inteligentemente.

– Aqui – Sirius disse e atirou o celular com a câmera ligada para ela.

– O que eu faço com isso? – Lene perguntou encarando-o como se ele fosse louco.

– Duh, aponte para os lados, você vai entender – ele disse e suspirou enquanto Lene, depois de um momento avaliando se ele estava falando sério, fez o que ele disse.

Ela apontou para o lado errado primeiro, então fez a volta e derrubou o celular quando parou em mim.

– O que...? – sua pele estava completamente pálida, como se houvessem sugado todo o sangue de seu corpo. – Isso é uma brincadeira de muito mau gosto! – ela disse e encarou-os com lágrimas nos olhos.

Não entendi o que estava acontecendo ou o porquê de ela estar assim tão assustada.

Okay, eu era um anjo e só era visível com uma câmera em estilo supernatural, mas ainda assim.

Ela parecia ser mais durona que aquilo.

– Hey, meu celular! – Sirius disse e abaixou para pegar.

– Como vocês conseguiram isso? – ela perguntou e se afastava cada vez mais do grupo.

Olhei para o pulso de Remus. Droga, estávamos perdendo tempo.

– Dorcas, precisamos arrumar isso – eu disse para a garota que olhou para Lene com os olhos arregalados.

– Lene, eu sei que isso é estranho, mas...

– Estranho? Vocês estão brincando comigo? – ela perguntou e olhou para cada um de nós (deles) com nojo, lágrimas descendo por seu rosto. – Como vocês conseguiram esse... Sei lá o que dela?

– Hã? – Remus perguntou, externando os pensamentos de todos.

Eu não tinha tempo para aquilo. Eu precisava salvar James.

Eu estava quase entrando na sala de segurança quando ela disse com a voz trêmula:

– Como vocês conseguiram essa imagem da Lily? – ela perguntou e eu senti meu corpo todo estremecer.

– Lily? – Sirius perguntou. – Você conhece ela?

Dorcas arregalou os olhos e olhou para mim.

– Você disse que a conhecia! – ela disse.

– Com quem você está falando? – Lene perguntou para ela, suas costas batendo na parede de tanto que ela se afastou.

– Eu... – comecei a falar, mas não conseguia fazer as palavras saírem. A dor em minha cabeça apenas aumentava.

– Lily, eu estou falando com ela! – Dorcas disse e Lene começou a soluçar.

– Pare de brincar comigo!

– Eu não estou brincando Lene. Você conhece Lily?

– É claro que eu conheço! Ela era minha melhor amiga!

Foi quando tudo escureceu e eu desmaiei.

Anjos desmaiando.

Era tudo o que eu precisava.

Continua...



Notas finais do capítulo

O capítulo tinha mais de três mil palavras, mas eu dividi ele em dois porque estava realmente muito grande kkkk'
No próximo as coisas vão se resolver, posso afirmar, mas até lá as coisas vão ficar bem tensas G.G
Espero que tenham gostado do capítulo gente!
Agora nem vou falar muito, porque Supernatural está começando e eu preciso ver o meu Dean kkk'
Beijos seus lindos :*
Até mais ♥