Bad Angel escrita por Miller


Capítulo 19
'Cause I'm afraid of failing


Notas iniciais do capítulo

Heeeeeeeeey amores lindos, como vocês estão hoje?
Eu nem preciso dizer que eu estou completamente radiante com a estreia da minha série favorita e mais perfeita do mundo ontem né?
HAHA, okaaaay, vou voltar para o que interessa agora, mesmo que Supernatural seja muito seduzente.
Então gente, faltam apenas 6 capítulos para o fim, o que significa que, se continuarmos nesse ritmo, vai ser neste Domingo D:
Eu realmente fico triste em acabar fics, mas também fico orgulhosa por conseguir kkk'
Então eu estou meio a meio agora, com o fim tão próximo e tantas emoções ainda por vir.
Espero que gostem desse capítulo seus lindos!
Nos vemos lá embaixo!
Enjoy!




Somente quando a dor diminuiu foi que eu consegui voltar a enxergar novamente.

– Lily? – a voz de Dorcas soava histérica em minha mente, fazendo com que eu voltasse a mim de imediato.

– O que aconteceu? – eu perguntei enquanto sentava.

Como eu havia parado no chão era realmente algo que eu queria saber.

– Você meio que desmaiou – ela disse.

Eu suspirei. Desde quando anjos desmaiavam? Era uma grande pergunta.

Senti uma dor nas costas e flexionei...

Opa.

Quero dizer, fazia quase um mês que eu estava fazendo aquele trabalho e eu nem mesmo tinha percebido algo completamente... estranho.

A forma como eu me movia rápido, praticamente voando, conseguindo fazer coisas incríveis em segundos. Era porque eu realmente voava.

Eu não tinha parado para pensar direito no que aquilo tudo significava, nem conseguia enxerga-las de verdade, mas eu sabia que elas estavam ali.

Minhas asas.

– Oh meu Senhor – eu falei com a voz abafada.

Era realmente estúpido que eu nunca tivesse pensado na possibilidade de tê-las, afinal eu era um anjo e tudo o mais, mas cara, eu tinha asas e nem havia me preocupado com aquilo.

– O que foi? – Dorcas perguntou com a voz preocupada.

Eu teria de deixar as asas para depois.

James.

Ele era o que importava. Não estava nem ai pela forma como conseguia me locomover como uma ninja, eu só queria salvá-lo.

E matar os caras que estavam com ele.

Eu quase podia ver o olhar repreensivo de Constantine para mim, mas eu não ia controlar essa vontade.

Meus olhos então desviaram de Dorcas e pararam na garota morena que olhava para tudo com a expressão meio incrédula, meio assustada.

A dor latejante voltou a me atacar, mas eu precisava parar com aquilo. Precisava me focar nas coisas mais importantes.

James era mais importante do que uma suposta melhor amiga do além naquele momento. E era nele que eu precisava me concentrar.

– Lily... Você conhece a Lene? – Remus perguntou para o vazio ao meu lado.

Então eu lembrei o porque de ter desmaiado. Era por causa das lembranças que estavam tentando voltar.

Mas eu não as queria mais. Não naquele momento.

– Eu não quero falar sobre isso agora – eu disse para Dorcas que me encarou estranhamente. – Lembrar, eu não posso. Você viu o que aconteceu comigo no banheiro e agora, eu não quero lembrar – ela ficou algum tempo me encarando e depois assentiu.

– Depois – ela disse para Remus e virou-se para Lene. – Olha, como eu disse, eu sei que isso é estranho e que você provavelmente está achando que nós somos um bando de pervertidos, o que eu posso garantir que também já achei – Lene olhava para Dorcas com a expressão fechada. – Mas sendo Lily sua amiga ou não, ela está aqui e nós precisamos salvar James.

Eu queria beijar ela por ser tão cabeça fria.

Lene balançou a cabeça negativamente como se não pudesse aceitar aquelas palavras.

– Ah, qual é – eu resmunguei e me levantei. – Dê a droga de celular para ela – eu resmunguei e Dorcas, suspirando, fez o que eu pedi.

– Por favor, isso não é brincadeira – ela disse para a morena. – Se não quiser acreditar, pode ir embora, mas não interrompa. O James corre perigo, precisamos ajuda-lo.

Lene pegou o celular como se tivesse medo de levar um choque e apontou-o diretamente para mim, como se soubesse onde eu estava.

Ela ofegou, mas daquela vez não atirou o aparelho longe.

– Como...? – ela começou a perguntar, mas eu neguei com a cabeça, fazendo sinal que aquilo era assunto para depois.

Eu fiz sinal para Remus, que também estava me olhando pelo celular.

Ele assentiu e se preparou.

Eu respirei fundo e entrei na sala.

Tinha pelo menos umas 30 TVs, todas elas com uma câmera diferente. Eu teria achado aquilo tudo muito paranoico para um único restaurante, mas no momento eu queria beijar o dono.

Virei para as portas e vi que elas estavam trancadas. Olhei para os lados e achei o que deveria ser uma chave extra.

Peguei-a, feliz por conseguir não atravessá-la.

Talvez Constantine estivesse me ajudando.

Destranquei a porta, e eles entraram. Até mesmo Lene, que estava tendo mais um acesso de choro, entrou.

Fechei as portas novamente.

Remus pareceu se transformar. Seu semblante era sério e ele estava completamente concentrado na tarefa.

Ele acessou os arquivos certeiramente, de uma forma que somente um nerd viciado em programação poderia saber.

Então ele passou por pastas e mais pastas de vídeo, nenhuma delas contendo o paradeiro de James.

Eu rezei.

Pela primeira vez desde que estava na pele de um anjo eu rezei para Deus nos ajudar, para que ele pudesse fazer alguma coisa ou me mandar um sinal de James.

Eu estava quase desistindo e entrando em colapso quando numa das ultimas pastas Remus achou. Eu estava lá, no começo do jantar, sentada ao lado de James. Depois jogando papeis nele para avisar quem estava chegando.

Era estranho me ver e saber que eu não devia estar ali.

Então ele continuou abrindo os vídeos.

Uma câmera havia capturado James levantando-se da mesa e caminhando até fora da visão. Então outra gravou o momento em que, com um celular na mão, ele entrava pelo corredor dos banheiros masculinos.

Eu queria me bater, a culpa me corroendo por dentro.

Ele estava me procurando.

– Então... Isso é mesmo verdade? – Lene de repente falou quebrando o silencio.

– Sabe, eu também achei que o James estava doido no começo, até que a anjinha da Lily quase me matou com um armário.

– Você disse anjo como se ela... – Lene começou e então não concluiu a frase. – Esse James... Ela... O que ela tem a ver com ele? Ela não é...

– O anjo da guarda dele – Sirius completou.

Legal.

Eles iam continuar a conversar, mas eu não estava querendo ouvir.

– Shh – eu disse no mesmo momento que Dorcas (o dela, é claro, tendo mais efeito que o meu já que eles não me ouviam).

– Eu estou perto de ter um ataque do coração – Lene resmungou, mas parou de falar.

Então eu vi a hora em que dois homens vestidos de ternos baratos, os mesmos que estavam sentados atrás de nós (como eu não percebi?) subjugaram James e o levaram para a garagem.

– Filhos de uma... Mãe vadia – eu resmunguei e podia sentir a raiva aumentar dento de mim, fazendo quase insuportável de ficar naquela sala esperando.

Outra câmera, provavelmente a mesma que eu vi na garagem, capturou o momento em que eles colocaram-no dentro de um conversível preto... Já disse que odiava conversíveis pretos?

Então eles saíram, sob outra câmera, e pegaram a direção à esquerda do restaurante sumindo do campo de alcance.

Era tudo o que eu precisava saber.

A placa ficou gravada em minha mente, assim como os rostos daqueles dois imbecis que estavam prestes a ganhar passagem só de ida para o andar de baixo.

– Ótimo, já sei o que fazer – eu disse e Dorcas transmitiu a mensagem.

Eles olharam para mim, o que era muito estranho levando em conta o fato de que eles me encaravam por celulares.

– Não consigo entender – Lene murmurou baixinho, mas eu fui capaz de ouvir.

Ela era a única mente que eu não podia ouvir se eu quisesse naquela sala.

Aquele negócio de ouvir mentes era bem útil as vezes, mas eu podia desativar quando queria.

O que era ótimo, porque era realmente ruim ficar ouvindo um monte de pessoas pensando ao mesmo tempo. Dava até para sentir pena do Edward Cullen.

O que, é claro, não vinha em questão naquele momento.

– O que...? – Remus começou a perguntar, mas eu dei as costas e sai da sala, fazendo com que eles me seguissem.

A nossa saída foi bem mais rápida que a ida até a sala de segurança, levando em conta que eu havia desativado todas as câmeras.

Eu só esperava que não ocorresse nenhum roubo até eles perceberem o que estava acontecendo, vá que Constantine me fizesse compensá-los ou qualquer coisa assim.

– O que você vai fazer? – Dorcas perguntou enquanto corria para me acompanhar.

Nós já estávamos saindo da garagem, e eu finalmente conseguia sentir.

– Eu sei onde ele está – falei.

Não tinha ideia de como aquilo funcionava, mas ao saber a placa do carro e por onde eles haviam saído, eu consegui recuperar a essência de James, ou seja lá o que ele tinha que me fazia estar onde ele estava.

– Sabe? – os olhos de Dorcas brilharam.

– Eu vou ir na frente, vocês me encontram lá – eu disse e expliquei meu plano.

Eu não sabia o que iria acontecer com eles, ou se eles conseguiriam chegar no lugar sem ninguém vê-los, embora eles fossem cruciais para nossa fuga, afinal eu não podia tocar em James. Mas a preocupação com eles era um luxo que eu não poderia ter naquele momento, pois era James com quem eu deveria me importar e só me restava rezar para que eles conseguissem fazer tudo dar certo.

Olhei mais uma vez para cada um deles, sentindo um aperto no peito.

Talvez, se eu conseguisse concluir aquela missão, eu nunca mais os visse.

Então eu fechei os olhos, deixando todas essas preocupações de lado e me foquei apenas em James, fazendo como nunca e, pela primeira vez, eu queria estar onde ele estava.

Quando eu abri os olhos novamente, eu o vi.

Continua...



Notas finais do capítulo

Okay, eu sei que eu sou uma pessoa MUITO má porque SEMPRE termino capítulos nas partes tensas, mas gente é mania e é legal deixar leitores com gostinho de quero mais (e de quererem me matar também AUSHAUHSA);
All right, eu espero que tenham gostado do capítulo *---*
Não sejam leitores fantasmas e deixem sua opinião na caixinha ali embaixo *-*
Eu vou ficar muito feliz em saber o que estão achando!
Beijoos seus lindos :*