Bad Angel escrita por Miller


Capítulo 15
'Cause the memories begin to return


Notas iniciais do capítulo

Oiee meus leitores lindos, como estão?
Então, era para eu ter postado esse capítulo ontem de noite, mas a menina aqui teve aula na faculdade e quando eu cheguei e sentei em frente ao PC para começar a escrever acabei dormindo em cima do teclado.
Eu não estou brincando.
Eu fui acordar as 3 horas da madrugada com as costas doendo e a cara marcada de teclas.
Trágico, eu sei.
Maaaaaaaaas, voltando ao capítulo, esse aqui está mais sério que os outros e maior também *--*
Lene aparece e, well, estamos nos aproximando do final da fic ;/
Espero que gostem!
Enjoy!




Lily Evans

James Potter só podia ser um castigo. Sério. Quero dizer, eu deveria ter feito coisas realmente ruins em algum momento no passado, algo que manchou minha reputação perante o Juízo Celestial ou qualquer coisa do tipo e, por conta disto, como forma de punição, tinham me mandado proteger James Potter.

Aquele grande e totalmente babaca.

Por que não era possível que uma única pessoa pudesse ser tão extremamente irritante como aquele cara era. Sério.

Por Deus, ele, além de tentar provocar sua morte umas mil vezes naquela tarde por motivos de “birra e criancice”, ainda estava me ignorando.

James Potter, o dito babaca, estava total e completamente me ignorando, pois, além de não me ver, o imbecil também fizera questão de apagar a porcaria do celular e deixá-lo atirado sobre a cama de qualquer jeito num gesto óbvio de “estou te ignorando”.

Eu era um anjo da guarda, ser celestial, divina, objeto de fé, ser extremamente poderoso, salvadora de vidas, uma das poucas pessoas – na verdade seres, mas tudo bem – que sabia usar sarcasmo perfeitamente. Como aquele acéfalo tinha a ousadia de me ignorar?

Tentei me comunicar com ele de todas as formas, querendo mais do que tudo proferir um grande e cheio de repugnância “vá à merda” para ele, mas nada parecia contribuir.

Estiquei minha mão para tentar pegar uma caneta de cima da escrivaninha a fim de escrever com letras garrafais uma mensagem obscena para James Potter, mas minha mão simplesmente a atravessou, como sempre fazia quando se tratava de humanos. Porém a caneta não era humana, o que me levava a crer que Constantine tinha feito um ótimo trabalho à me impedir de falar com meu queridíssimo protegido, vulgo o babaca do James Potter.

Suspirei longa e profundamente, querendo mais do que qualquer outra coisa estar em um lugar diferente.

— Você é um estúpido, isso que você é — resmunguei para James, enquanto ele desamarrava os tênis e os atirava de qualquer jeito num dos cantos do quarto. — Um grande e completamente estúpido. Tão estúpido que eu sinto uma grande vontade de te matar. Tão, mas tão estúpido que te apenas te matar ainda não seria suficiente para aliviar o meu ódio e desprezo por você. Babaca.

James Potter, aparentemente, cansara de colocar a vida em risco e então desistira. Voltou para casa assim que pareceu entender que por maior que fosse meu ódio, eu ainda seria obrigada a salvar a sua vida.

Três dias se passaram após aquilo e seu celular continuava atirado de qualquer jeito sobre a cama, enrolado nas cobertas, sem James ter feito qualquer menção de procurá-lo ou observá-lo. Nada de nada.

E então, como o grande idiota que era, James Potter encontrava-se sentado de qualquer jeito em frente ao computador, uma camisa pendurada de forma a tapar a câmera frontal do notebook – como se eu fosse realmente insistir tanto para que ele falasse comigo. Por favor.

Que culpa eu tinha, afinal de contas? Será que era difícil para ele entender que, apesar de tudo, eu ainda queria voltar para casa? Não era e nem nunca seria a ambição de minha vida passar o resto de meus dias cuidando de pessoa atrás de pessoa, vendo-os morrer e desvanecer-se até não sobrar nada além de memórias escassas? Será que ele não percebia o quanto era mais difícil para mim do que para ele?

Não que eu achasse que fosse muito difícil para ele a perspectiva de se ver livre de mim. Afinal não era exatamente aquilo o que estava tentando durante a tarde suicida?

De qualquer forma, o energúmeno encontrava-se em frente ao notebook, teclando furiosamente enquanto navegava em uma rede social qualquer.

Não lhe dei muita atenção, afinal de contas não era como se o idiota pudesse se matar ou arrancar os dedos enquanto digitava, certo?

Bem, eu esperava realmente que não.

Decidi que, já que ele não parecia querer falar comigo, então eu e ocuparia de outras coisas, como, por exemplo, observar a vista maravilhosa que a janela do lado esquerdo, perto de onde James estava sentado, dava para o jardim.

Encaminhei-me pela janela, rezando para os seres divinos me abençoarem com paciência extra quando finalmente notei o que tanto James digitava.

Estava falando com uma garota.

E a garota em questão era aquela tal de Lindsay.

Estaquei em meio caminho da janela, sentindo mil emoções ferverem dentro de mim, quase como se elas me queimassem por dentro.

— O que você... — comecei a falar, mas então me lembrei de que o idiota não podia me ver ou ouvir.

Que maravilha!

James estava aparentemente animado, mas eu definitivamente não queria saber o que é que estavam falando naquela porcaria de rede social. E James também não deveria querer saber o que aquela... Aquela... Argh!

De qualquer maneira, caminhei a passos largos até a escrivaninha e de forma nada lisonjeira bati com a tampa do notebook quase sobre seus dedos. E, graças a Deus, não atravessei aquela porcaria. Naquele momento seria capaz de fazer raios brotarem das nuvens apenas para queimar aquele objeto.

Não que aquele tipo de comportamento fosse muito saudável, mas, francamente... Argh!

— Que merda... — James começou a reclamar, mas então pareceu entender e rosnou: — Por que você fez isso?

Poderia ter dito milhares de coisas referentes àquela pergunta, dentre elas, inclusive, algo que estava me corroendo e que eu preferiria morrer à admitir. Mas, como James não era capaz de me ver ou ouvir, não disse nada - finalmente agradecendo aquela aparente benção à Constantine.

James bufou e tentou abrir o computador novamente, mas mais uma vez eu o impedi, fazendo com que ele olhasse para mim (ou tentasse, já que ele encarava alguns metros à minha esquerda) de forma furiosa.

Teríamos continuado aquela briga infantil não fosse pela porta do quarto dele que fora aberta naquele momento. James imediatamente voltou-se para observar o visitante e eu fiz o mesmo.

O pai de James - que até então não fazia a menor ideia de como se chamava (o que era bastante vergonhoso, para falar a verdade) -, que também era um pedaço de mau caminho, ou melhor, um pedaço de bom caminho, Constantine. Suspirei.

Ele era alto, com cabelos escuros e olhos castanhos penetrantes. Vestia uma camisa com os primeiros botões abertos, deixando à vista um pouco de seu peitoral. Suas mãos estavam nos bolsos de suas calças jeans despojadas.

Já sabia de quem James havia puxado a bele... Suspirei novamente.

Pare já com isto Lily.

– Pai? – James cumprimentou em indagação, parecendo bastante surpreso com a presença do homem em seu quarto. Imaginei que ali deveria ser um espécime de território inimigo ou qualquer coisa do tipo para o homem que parecia tão estranho quanto James ao parar próximo à porta e encarar o filho.

— Olá, James — o homem cumprimentou e então caminhou até a cama de James, sentando-se ali logo em seguida, observando o local com olhos atentos.

— O que o senhor quer aqui, pai? — James utilizou a palavra “senhor” num tom um tanto reprovador, como se não acreditasse que a mesma deveria ser utilizada com o pai.

– Bem, James — suspirou, remexendo as mãos sobre as pernas, parecendo sem saber o que falar. — Você sabe que nós não temos passado muito tempo juntos desde... Desde que sua mãe se foi... ele disse e, por um momento, senti-me envergonhada por jamais ter perguntado a James sobre sua família. E então eu não mais possuía forma de perguntar a ele, pois no momento James não podia nem me ver ou ouvir.

— O senhor sempre está muitíssimo ocupado. — James resmungou como se preferisse estar fazendo qualquer coisa que não fosse conversar com o pai. — E, bem, com a escola eu também não tenho tido muito tempo... — suas palavras, porém, não pareciam muito convincentes.

O pai encarou o filho com olhos trises.

— Jay... Sei que não tenho sido um bom pai, mas eu espero que possamos... — não concluiu a frase. Suas mãos continuavam nervosas sobre as pernas e James ergueu-se de onde estava sentado, espreguiçando-se logo em seguida enquanto ria sarcasticamente.

Sabia que não viriam coisas muito boas daquela reação.

— O senhor não tem sido nem mesmo um pai, que dirá bom. Sempre está ocupado demais para pensar em qualquer outra coisa que não seja o trabalho. — disse ainda sarcástico, encarando o pai de forma cansada. — O que você quer aqui?

O pai de James ficou estático por alguns instantes, mas, logo em seguida, pareceu-se irritar com o comportamento de James. Pôs-se em pé, ficando em frente ao filho. Tinham a mesma altura, embora Senhor Potter fosse mais corpulento e musculoso.

— Não dá para ter uma conversa civilizada com você, não é mesmo? — falou como alguém que estivesse falando com uma criança pequena. — É melhor se arrumar, James. Vamos sair. — então começou a caminhar para a saída, voltando-se para James no último instante. — Não quero saber de infantilidade desta vez, James Potter. Não vai querer me ver irritado — dizendo isto, saiu e bateu a porta atrás de si.

James tinha os punhos fechados e uma expressão de ódio no rosto. Quis bater em sua cabeça.

Ele parecia ter um sério problema em aceitar conversar com as pessoas de forma civilizada sem acabar saindo gritando ou fazendo coisas estúpidas logo em seguida. Pelo amor de Deus!

— Idiota — resmunguei e atirei-me na cama, justo onde o pai dele houvera estado sentado segundos antes. Senti-me cansada. Suspirei.

James, porém, não mais parecia irritado. Apenas cansado e, para meu espanto, conformado.

— Ótimo — ele resmungou e caminhou batendo os pés até o closet (que mais parecia uma casa), aparentemente procurando alguma coisa para vestir.

Suspirei mais uma vez e fechei os olhos, tentando manter minha mente limpa. Mas, claro, não consegui. Os últimos dias haviam sido cheios de mais e, a lembrança daquele dia, com Constantine falando-me aquelas coisas sobre uma casa – minha casa –, vinha em minha mente de segundo em segundo.

Mas o que mais me atormentava nem era aquilo, mas sim o fato de que quase beijara James. Ou, melhor, quase fora beijada por James. E, antes disto, eu tentara tocá-lo.

O que havia acontecido, afinal de contas? Que droga eu estivera pensando? Por que tentara tocá-lo quando era óbvio que eu não poderia?

Que grande porcaria.

James então saiu de seu closet vestindo uma calça jeans parecida com a de seu pai, porém mais escura, e uma camisa azul claro.

Senti algo estranho em meu estômago, e podia dizer que aquele negócio de borboletas na barriga não estava com nada. Eu tinha era um bando de leopardos mortos de fome querendo sair por meu estômago.

Que grande, grande porcaria!

— Olhe o que você está fazendo comigo, seu grande imbecil — resmunguei, imaginando que aquelas palavras nunca seriam o suficiente para xingá-lo quanto um bom e velho palavrão. Oh, como sentia falta de poder falar livremente. Suspirando (mais uma vez), tentei controlar minhas emoções para que Constantine não aparecesse por ali querendo incinerar a casa toda novamente.

James, após passar seu perfume e se admirar no espelho, foi até a cama e encarou-a de forma hesitante. Suspirando, esticou-se até o celular que ainda estava ali e o guardou no bolso traseiro da calça, deixando-me muitíssimo mais feliz do que estivera em um bom tempo.

X—X

Eu realmente ODIAVA restaurantes. Total e definitivamente.

Aqueles bandos de pessoas se empanturrando, degustando variados tipos de comidas diferentes, todas elas parecendo apreciar cada dentada. Oh, como eu sentia vontade de pular no pescoço de cada um deles.

Por que é que eu não podia comer? Tinha certeza absoluta de que um bom e velho hambúrguer sanaria grande parte de meus problemas.

O pai de James caminhava um pouco mais à frente enquanto o Maître indicava a mesa reservada. Podia ver, enquanto caminhava, mulheres e homens cochichando a medida que o homem passava por elas. Para falar a verdade eu poderia dizer detalhadamente o que cada uma delas estava pensando em fazer com ele, mas, como muitas das imagens eram impróprias para menores de dezoito anos, coisa a qual eu tinha certeza de que Constantine não aprovaria, fiz questão de ignorar e bloqueá-las de minha mente.

Nunca havia pensado realmente sobre o fato de James ser filho de um cara famoso – o que somente comprovava minha teoria de que era um anjo da guarda muito ruim, mas enfim -, mas os paparazzi do lado de fora do restaurante estavam fazendo com que tudo aquilo parecesse uma loucura. Era flash de câmeras para tudo o quanto era lado e eu estava esperando, sinceramente, que eu não aparecesse no canto de nenhuma foto de revista.

Afinal era tudo o que precisava.

Caminhamos até um dos cantos mais reservados do restaurante, onde James e o Senhor Potter sentaram nos bancos dispostos em forma de V contra a parede.

Quando se ajeitaram, um garçom, com um sotaque francês completamente falso, perguntou o que gostariam de comer e beber.

Vida injusta.

O pai de James pediu para os dois – o que eu achei bastante ridículo, afinal James podia muito bem pedir por si mesmo. James, porém, não parecia estar prestando muita atenção à sua volta. Na verdade ele estava na luta de puxar o celular do bolso e ligá-lo logo em seguida enquanto o pai fazia o pedido deles.

Observando se o pai ainda estava conversando com o Maître e o garçom, James apontou a câmera do celular para os lados, olhando para o ecrã, procurando por mim. Rapidamente encontrou-me, sentada ao seu lado.

Dei com a língua para ele, fazendo com que ele soltasse um sorriso fraco.

James ficou mais alguns instantes observando-me através da tela, até que, por fim, desligou a câmera e colocou o aparelho novamente dentro do bolso.

— Então, James, como vai indo na escola? — o pai dele perguntou de repente, fazendo com que nós dois o encarássemos estranhamente.

– Bem – James respondeu meio incerto, parecendo confuso. – O de sempre.

O garçom voltou a aparecer, uma garrafa de vinho tinto na mão enquanto perguntava se eles iriam querer mais alguma coisa.

– Não, obrigada – o pai de James respondeu e então o garçom se foi.

Eu teria continuado a prestar atenção na conversa se não tivesse visto quem estava entrando no restaurante naquele momento.

Era Sirius, junto de Dorcas e Remus.

Mas não eram eles quem chamava minha atenção, mas sim as pessoas que vinham logo atrás.

A americana morena estava entrando no restaurante logo atrás de Sirius, acompanhada de uma senhora de cabelos loiros e olhos muito verdes.

Senti um solavanco no estomago quando a vi.

E imediatamente eu soube: a conhecia de algum lugar.

A mulher parecia completamente perdida, em seus olhos, mesmo abaixo de uma grossa camada de maquiagem, podia ver suas olheiras profundas e roxas. Eu também conseguia sentir a tristeza dela, mas, de forma completamente anormal, eu não pude ler sua mente, assim como não podia ler a de James.

Puxei um guardanapo de papel de cima tentando não chamar a atenção do pai de James, rasguei um pedaço, enrolei-o em uma bolinha e atirei-o na cabeça dele.

James olhou para o meu lado, o cenho franzido como se perguntasse “o quê?”, então rasguei mais um pedaço do papel, enrolando-o e atirando-o na direção da porta. A sorte era que James estava esperto, portanto, captando minha mensagem, voltou seus olhos para a entrada.

A cor fugiu de seu rosto assim que ele avistou a americana.

– James! – Sirius, sorrindo ao ver o amigo, cumprimentou-o, vindo em nossa direção logo em seguida, acompanhado e Dorcas e Remus.

As duas mulheres ficaram sem saber o que fazer ao vê-los caminharem na direção da mesa.

— E aí, cara — James cumprimentou o amigo e acenou para Dorcas e Remus que também sorriam.

— Olá, Sirius — senhor Potter cumprimentou o garoto de forma simpática. Estranhamente, ele parecia gostar de Sirius. Na verdade, ele parecia adorá-lo. — Olá, Remus. Menina.

— E aí, Senhor Hunter — Sirius então esticou a mão para cumprimentar o pai de James.

Hunter? Sério?

— O que vocês estão fazendo aqui? — James então perguntou com a curiosidade evidente em sua voz.

— Bem, eu convidei Lene e a senhora Evans para jantar — Sirius disse de forma eufórica, apontando para as duas mulheres mais atrás.. Evans... Porque aquilo parecia conhecido? Franzi o cenho. — Chamei Remus e Dorcas também, mas eles já estavam vindo para cá de qualquer forma. — Sirius sorriu marotamente enquanto Remus e Dorcas coravam até as raízes dos cabelos. Um sorriso se espalhou pelo meu rosto ao vê-los daquele jeito.

— Porque não sentam conosco? — foi o Senhor Potter quem convidou, e até mesmo Sirius encarou-o espantado.

Mas eu compreendi o porquê de ele ter feito tal convite. Seus olhos encaravam a senhora loira com um pouco mais do que simpatia. Mais uma vez um sorriso se espalhou pelo meu rosto.

— Sim. — James concordou após parecer recuperar-se de seu choque com o comportamento do pai. — Sentem conosco!

— Oh, não queremos incomodar. — a Senhora Evans disse então e eu soltei uma risadinha ao ouvir o sotaque americano em sua voz. Estava enjoada de toda aquela coisa cheia de frescura que os ingleses esbanjavam cada vez que abriam a boca. Por que precisavam falar “Príncipe HaRRRRRy” ao invés de, simplesmente, “Príncipe Harry”? Francamente, quanta bobagem.

— Não seria incomodo algum. — Hunter apressou-se a dizer. – Sentem-se. — indicou os bancos livres, chamando o garçom novamente, logo em seguida, pedindo para conseguir mais alguns bancos onde os outros pudessem se sentar. O garçom rapidamente, com a ajuda de outro, trouxe mais um banco em forma de V, encaixando-o à mesa.

Alguns minutos depois todos estavam sentados amigavelmente em volta da mesa.

— Então, o que traz vocês aqui? — senhor Potter perguntou olhando para Helena (a senhora Evans que havia se apresentado cordialmente, após alguns sorrisos e rostos corados).

Senhora Evans pareceu desconfortável com a pergunta, hesitando um pouco antes de responder:

— Minha filha teve um acidente — ela disse e eu senti um aperto no peito.

— E meu pai é médico e trabalha aqui em Londres. — completou Marlene, sentada ao lado de Sirius. — Ele é especialista nesse tipo de caso, portanto decidimos que o melhor seria trazê-la para cá.

— Oh — senhor Potter, parecendo culpado por ter feito a pergunta, sorriu em compaixão, deixando-me confusa pelo comportamento amável. — Meus pêsames. — disse. — Espero que tudo corra bem.

Helena sorriu para ele, um pouco mais feliz do que quando havia entrado no restaurante.

— Eu precisei arrastá-la para cá, praticamente — Lene comentou então, olhando para os garotos. — Helena não queria sair do hospital.

— Mas então, Lene — James então chamou a atenção da garota. — Como é sua vida lá em Nova York? — perguntou demonstrando mais interesse do que o necessário.

Marlene pareceu estranhar a pergunta, mas deu de ombros e respondeu logo em seguida:

— Era bastante boa, na verdade — disse e então suspirou profundamente, os ombros caindo em cansaço. — Até que Lil’s teve esse acidente e tudo pareceu desmoronar.

Sirius colocou uma mão sobre seu ombro como que para confortá-la.

Eu, no entanto, não estava prestando mais tanta atenção.

Minha cabeça parecia prestes a explodir e eu simplesmente não conseguia suportar a dor e o tremor que me percorrera ao ouvir as palavras da garota.

Será que nenhum deles percebia? Será que eles não estavam ligando os fatos?

Foi então que os flashes de lembrança começaram e eu me encontrei no corredor de um hospital.

Continua...



Notas finais do capítulo

O.O
Yeah, a Lily vai ter uma surpresa no próximo capítulo, pois é.
Lene terá mais participações especiais e será mais assídua nos próximos capítulos, não se preocupem *--*
HUNTER, QUEM ENTENDEU?
~momento a Miller pira~
EU ESTOU DEFINITIVAMENTE LOUCA, PORQUE AMANHÃ ESTREIA SUPERNATURAL #uhu
Quem é hunter ai também? *---*
~momento a Miller pira off~
Vou começar a escrever agora, para que não tenha imprevistos como ontem kkkk'
Beijos seus lindões :*
Love you ♥