Bad Angel escrita por Miller


Capítulo 16
'Cause I forget everything ... again


Notas iniciais do capítulo

Heeeeey mis amores, como estão?
Olha mais um capítulo por aqui *---------*
Esse capítulo está pequeno, MAS a importância dele é ENOOORME para os próximos capítulos da fanfic, então espero que gostem *-*
Eu, né, cheguei da faculdade bem normal e entrei no Nyah e dei de cara com 12 recomendações e 499 reviews em Bad Angel. Nem preciso dizer que eu pirei neah?
Tipo, o que mais tinha aqui era Miller saltitante kkkk'
Queria agradecer MUIIITO à Milena Horan, Giovana Bussolotti e Samantha Ranggers pelas recomendações super divas que elas mandaram para BA.
Obrigada mesmo!
Capítulo dedicado à vocês, suas lindas!
Enjoy!




Lily Evans

Eu senti medo.

Certo, era um sentimento totalmente estúpido se eu fosse levar em consideração o fato de ser um anjo superpoderoso e tudo o mais, mas, ainda assim... Aquilo não impedia que meu corpo celestial produzisse calafrios que me percorriam desde minha espinha até o meu âmago.

O lugar em que eu estava era claro e, quase imediatamente, reconheci como um corredor de um hospital. De forma totalmente estranha, eu sou que, o que estava vendo, era algo o qual já havia acontecido.

O som de passos ecoando no final do corredor foi o que me despertou de meu torpor e eu voltei-me para o lado oposto do corredor por onde podia ouvir a aproximação e, de forma totalmente surpreendente, encontrei Helena Evans.

Senti minha respiração ficar ofegante enquanto me adiantava em sua direção.

Ela estava usando as mesmas roupas que vestia para jantar no restaurante, mas, ao seu lado, havia um homem de jaleco verde que a encarava cheio de pesar. Seus traços eram conhecidos então supus que ele fosse o pai de Marlene, a americana.

Meus passos aumentaram a velocidade ao vê-los afastarem-se de uma porta no corredor e, somente quando estavam a uns cinco passos de distância, a conversa chegou até meus ouvidos.

Senti-me paralisar.

— Já tentei tudo, Helena. — o homem dizia com a voz cheia de cansaço. – Mas não há mais o que fazer... — suspirou. — Continuar com isso apenas vai aumentar o sofrimento dela e eu não sei se consigo aguentar saber disso por muito mais tempo.

Helena soluçou enquanto sua expressão mesclava-se entre desespero, desolação, medo e... Indecisão?

Por alguns instantes, quis abraçá-la, dizer-lhe que tudo iria ficar bem, fosse o que fosse... Mas ela não podia me ver.

Senti uma lágrima descer por meu rosto também.

— Eu não posso... — ela balançou a cabeça em negativa. — Ela é minha filha...

— Eu entendo. — ele disse e colocou uma mão em seu ombro, confortando-a embora ele próprio parecesse precisar ser confortado. — Ela era da minha família também, você sabe, já que passava a maior parte das férias na minha casa com a Lene... — então suspirou, esfregando os olhos com a mão livre. — Mas não há como prolongar isso por mais tempo, Helena. Seria cruel com ela. E conosco também, pelo amor de Deus. — respirou fundo, olhando para o teto como se esperasse qualquer coisa. — Se apenas um milagre acontecesse e... – mas ele não conseguiu prosseguir, pois também estava chorando. Ver aquela cena fez com que um nó se formasse em minha garganta. Nunca havia me sentido tão impotente em toda minha existência. – Mas também não podemos mais contar com isso. Faz quase três semanas e a situação está cada vez pior, Helena. Você sabe o que isso quer dizer...

— Sim. Isso quer dizer que... Em breve os órgãos vão parar de funcionar. — ela disse com a voz rouca e fraca.

Eles ficaram em silêncio por alguns instantes, ambos parecendo absorver o significado daquelas palavras.

— Acho... Acho que você tem até terça para tomar uma decisão, Helena. — ele disse, pesaroso. — Depois disso não há muito mais o que possamos fazer.

— Você sabe o que está me propondo? — a mulher indagou com a voz resignada. Ela observava a porta sem nem ao menos piscar.

— Sim, eu sei. — ele falou de forma pausada, como se buscasse força dentro de si para poder pronunciá-las enquanto limpava as lágrimas do rosto. — Desligar as máquinas para que Lily possa, finalmente, descansar. — mas sua voz era trêmula.

— Ela vai morrer. — Helena sussurrou e fechou os olhos, as lágrimas voltando a cair por seu rosto, perdendo-se pela gola de sua blusa. Ela ficou alguns minutos daquela forma e quando, finalmente, voltou a abrir os olhos parecia como se ela mesma estivesse morta por dentro. — Eu não quero que Lily sofra mais. — disse e sua voz soava como um eco, sem emoção, como se todos os sentimentos dentro de si houvessem sido esgotados. Como se não visse mais motivos para continuar vivendo. — Terça. — concordou e pegou na mão do doutor. — Nós iremos desligar as máquinas. — falou e rapidamente se afastou, deixando o doutor com a expressão tão triste quanto à dela.

Não conseguia decidir qual era a parte de meu corpo que tremia mais. Se era minhas pernas as quais mais pareciam geleia sob mim ou meus braços e mãos que pareciam gelatinas. Talvez fosse meu corpo inteiro.

Desligar as máquinas. O pensamento me corroía como fogo de rastilho e algo muito parecido com desespero pareceu me tomar.

Dei alguns passos para frente, sentindo como se cada um deles pesasse mil toneladas e então respirei fundo e voltei a andar, um pouco mais firme, na direção da sala de onde os dois haviam saído.

O doutor entrou mais uma vez para a porta fechada cheio de pesar e dor e então se afastou, deixando o corredor vazio.

Claro, eu não precisava de uma porta aberta para passar, portanto com um “puff” já estava lá dentro, encarando o que mais parecia uma múmia do que uma pessoa propriamente dita.

Havia faixas por todos os lados, cobrindo todos os membros, cada centímetro de pessoa e mais fios e agulhas do que poderia contar.

Seu rosto, porém, estava descoberto e eu conseguia ver a palidez de sua pele contra seus cabelos extremamente ruivos e sem vida.

Minha pele. Meus cabelos.

Com um solavanco assombroso percebi que a pessoa que encarava era eu.

X—X

Pisquei e então já não mais estava na sala mórbida e extremamente clara do hospital. Estava no restaurante, onde todos conversavam de forma animada. Sacudindo-me mentalmente, olhei para minha direita, onde James estava sentado e encarava seu pai que conversava com Helena.

Minha mãe.

Conseguia ver em torno de seus olhos a tristeza que havia visto em sua imagem no hospital. Como se uma parte dela houvesse ido embora para sempre, apesar de ela parecer um pouco melhor na companhia do senhor Potter.

Os adolescentes observavam os dois conversarem de forma interessada, embora trocassem algumas palavras vez ou outra.

Tudo estava perfeitamente bem, exceto o fato de que eu iria morrer em poucos dias senão fizesse alguma coisa para mudar meu destino.

Tão rápido que nem sabia como, senti uma fincada em minha cabeça e, sem precisar de explicação, percebi que aquele mal... Bendito branco celestial estava se arrastando para dentro de meu cérebro. Sabia que aquilo estava ali para apagar minhas lembranças recentes, entretanto EU IRIA MORRER CASO ESQUECESSE, POR DEUS!

— Oh, meu Deus! Pare com isso, Castiel! — resmunguei enquanto colocava as duas mãos na cabeça tentando afastar o estupor.

Foi quando me lembrei de algo que poderia me ajudar.

— Dorcas! — chamei-a, fazendo-a erguer seus olhos para os meus de imediato. Senti vontade de chorar de felicidade.

Percebi ela mover os lábios em um “o quê?” silencioso.

— Diga que vai ir ao banheiro, por favor. Preciso de sua ajuda. — disse-lhe e percebi que ela ficou confusa, porém fez o que pedi, erguendo-se de onde estava sentada e se afastando da mesa. Acompanhei-a enquanto encaminhava-se para o banheiro feminino que, por um milagre divino (ou não, devido às circunstâncias), estava vazio.

— O que houve, Lily? — ela perguntou após verificar o último box do banheiro.

— Dorcas, eu preciso de ajuda. — falei rapidamente, sentindo o desespero em minha voz. Estava com pouco tempo. Deus, o branco parecia se forçar cada vez mais para dentro. — Eu vou... — mas as palavras não saiam. Coloquei as duas mãos na cabeça novamente, sentindo uma dor excruciante me tomar. Lágrimas brotaram em meus olhos.

— Lily? — Dorcas se aproximou, preocupada e o medo era visível em seu olhar ao me observar.

— Está... Apagando. — ofeguei, quase sem conseguir forçar as palavras a saírem.

Dorcas franziu o cenho, segurando-me pelos ombros.

— Apando? Do que está falando, Lily? — indagou, parecendo contagiar-se de meu desespero.

Hospital... — o que havia no hospital, afinal de contas? — Eu... Morrer. — engasguei com minhas próprias palavras, sentindo minha garganta secar e então caí de encontro ao chão, não conseguindo sustentar em pé devido a dor e ao tremor em meu corpo.

— Morrer? Quem... Quem vai morrer, Lily? — Dorcas indagou, ajoelhando-se ao meu lado e esticando a mão em minha direção, fazendo-a atravessar-me de forma miserável.

Mais uma vez, senti lágrimas descerem por meu rosto. Eu havia esquecido. Novamente.

— Quer que eu chame o James? — ela indagou, cheia de preocupação ao ver que eu não estava respondendo.

Neguei com a cabeça, finalmente sentindo os tremores diminuírem e eu pude me sentar, colocando a cabeça entre minhas pernas enquanto respirava profundamente.

— Não adianta chamá-lo, Dorcas. — solucei. — Ele não pode me ver. — falei, minha voz engasgada devido ao choro.

Eu estive tão perto... Do quê?

Mas, daquela vez, mesmo com a minha memória apagada, eu sabia que havia algo importante. Algo que precisava saber. Algo que precisava impedir.

Dorcas parecia confusa com minha resposta.

— Não pode? — ela perguntou. — Mas eu pensei...

— Nós fomos punidos, ele não pode mais. — dei de ombros e suspirei, encarando-a cheia de súplica no olhar. — Dorcas, isso... O que te falei... É importante. — falei e ela retribuiu meu olhar, este cheio de confiança e determinação.

— Hospital, você, morte. — ela repetiu como se estivesse citando itens de uma lista mórbida. — Quase posso ver alguma coisa. — ela suspirou fechou os olhos, só para abri-los logo em seguida e sorrir para mim. — Eu vou te ajudar, Lily. — disse-me. — Vamos descobrir o que isso é, acredite em mim.

Uma última lágrima solitária desceu por meu rosto, mas eu sorri para ela.

— Obrigada. — falei com toda a gratidão que pude reunir em minha voz. Queria poder abraçá-la.

Eu sabia que ela faria qualquer coisa para me ajudar. Confiava nela.

Dorcas era minha amiga, afinal de contas.



Notas finais do capítulo

Quem quer bater no Constantine aew levanta a mão o/
Então, eu sei que foi maldade apagar a mente dela, de novo, maaaaaaaaas isso é o que vai dar sentido para o final da fanfic, portanto foi um mal necessário.
Espero que tenham gostado do capítulo, foi pequeno, mas como eu disse, é crucial.
Comentem! Façam a autora aqui feliz *-*
Beijos seus lindos :*