Bad Angel escrita por Miller


Capítulo 14
'Cause James accepted a suicide mission


Notas iniciais do capítulo

My lord, cês querem me matar de felicidade?
Capítulo super dedicado à Dany_Howe, Lalin e Beeh (a diva que fez a capa perfeita da fic *u*) que deixaram essas recomendações perfeitas para mim *OOO*
And, 400 REVIEWS o/
Muuuuuuuuuuuuito obrigado gente, sério, não tem noção do quanto eu to saltitante aqui *--*
Hime_Beatriz acertou em parte o que aconteceria entre os dois *u*
E, eu sei que eu disse que teria Lene nesse capítulo, mas eu adiei novamente para o próximo, porque os acontecimentos desse capítulo são essenciais para o decorrer da fic e eu sou uma autora um tanto hiperativa o que faz com que nem eu saiba o que vai sair da minha cabeça quando sento para escrever. Perdão, sou doida, eu sei uahauhauha
Enjoy!




Lily Evans

A sensação que me tomou ao ver James se aproximando fora, no mínimo, muito intensa. Por um instante, um mísero e totalmente idiota instante, eu pensei que fosse poder tocá-lo. Eu quase podia sentir seu calor e seus olhos semicerrados pareciam tão brilhantes e extremamente quentes, tão cheios de compreensão. Tão tudo o que eu precisava naquele momento.

Mas, afinal, o que é que precisava?

James estava cada vez mais perto e eu não conseguia me mover. Era errado. Terrivelmente errado. Era óbvio o que ele estava tentando fazer, mas por que eu não conseguia fazer nada para impedir?

Talvez por que você não queira, Lily.

E que joça de pensamento era aquele?

Mas então já era tarde demais, James estava ali, tão perto. E eu quase podia sentir sua respiração bater em meu rosto e, naquele instante, eu esqueci que não podia tocá-lo, esqueci que não podíamos ter aquele tipo de contato.

E então ele me atravessou.

O clarão branco que seguiu aquele momento denunciava a chegada nem um pouco sutil de Constantine.

Conclusão: tirando o fato de eu ter sido quase beijada pelo meu protegido e, por conta disto, meu superior ter aparecido no quarto com a expressão celestial mais furiosa do que jamais vira, tudo estava muito bem.

Claro que estava.

— Con... Castiel? — juntei toda minha coragem, perguntando com um fio de voz, chamando-o pelo nome na tentativa de parecer mais respeitosa.

Achei que, no humor dele, ser comparado com um ator de filmes humanos não seria algo muito agradável de se ouvir.

— Eu pensei ter deixado muito claro que você só teria mais uma chance, James — ele me ignorou completamente e olhou profundamente para o garoto à minha frente.

Fiquei boiando.

— Do que vocês estão falando? — perguntei sem compreender.

Mas mais uma vez, ambos me ignoraram.

— Eu... — James balançou a cabeça e suspirou. — Foi sem querer — ele disse. — Eu não estava pensando. Eu... Desculpe.

Ele parecia cansado e totalmente perdido. Quis abraçá-lo, mas, bem, não podia.

Constantine continuava a encará-lo inexpressivo, sem emitir qualquer tipo de ruído. Não parecia nem mesmo respirar ou piscar. E aquilo, com certeza, era muito pior do que se ele estivesse aos berros, pois parecia que ele poderia enlouquecer alguém apenas encarando alguém com aquele olhar reprovador.

Percebi que James estava amedrontado, seus batimentos cardíacos estavam bastante elevados e suas mãos tremiam levemente. Imediatamente entrei em “modo de defesa” e encarei Constantine:

— James não teve culpa — falei então, atraindo finalmente a atenção do anjo para mim. Ele parecia se era possível, ainda mais inexpressivo. — Foi só... Bem, eu estava me sentindo confusa com as minhas lembranças... Ou melhor: na falta delas — tentei não parecer tão irritada ou raivosa, afinal fora aquele mal... Bendito anjo que apagara minha mente. — Ele só estava tentando me confortar — concluí, esperando parecer sincera o suficiente. Afinal de contas aquilo não era de todo uma mentira.

— Você sabe da sua missão, Lily — Constantine disse e parecia poder soltar um longo suspiro. Mas, obviamente, não soltou. — Sabe que ela está em risco.

— O que é essa missão? — James perguntou então, parecendo desconfiado, ao anjo.

— Algo que Lily deve cumprir para poder voltar — Constantine respondeu de forma apática, voltando-se para James.

— Voltar para onde? — James perguntou encarando o anjo de cenho franzido.

Constantine lançou um olhar estranho em sua direção, quase como se sentisse pena.

— Voltar para casa, James — respondeu fazendo com que James o encarasse espantado. Então o anjo voltou sua atenção novamente para mim, seus olhos negros perscrutando-me. — Lily, você sabe, precisa cumprir sua missão seguindo as regras — salientou de forma complacente. — Você aceita esta condição? Seguir as regras incondicionalmente? Nunca mais transgredi-las? — aproximou-se um passo em minha direção sem nunca deixar de me encarar. — Somente assim poderá voltar para casa.

Senti-me paralisar onde estava. Se eu possuísse um coração tinha certeza absoluta de que ele teria parado de bater naquele momento tanta era minha angústia.

Voltar para casa. Mas onde é que ficava essa casa? O

Mas havia uma parte de mim, lá no fundo, que sabia que havia alguém me esperando. Que havia pessoas para as quais precisava voltar. Pessoas que talvez estivessem sofrendo por minha causa. Sentindo a minha falta. E, mesmo que não lembrasse quem eram eu também sentia falta delas. De casa.

Uma saudade gigantesca tomou conta de mim, apertando meu peito, fazendo-me perder o ar. E então meus olhos encontraram com os castanhos esverdeados do James. E eu me senti murchar, uma tristeza instalando-se ao lado da saudade, tão forte quanto.

Teria de deixá-lo.

James provavelmente morreria na primeira esquina após minha partida. Isto para não falar que, mesmo que odiasse admitir, sentiria falta dele.

As emoções açoitavam-me, nadando à minha volta, afogando-me. Deixando-me ainda mais confusa do que já estava. Mas, da mesma forma que sabia haver pessoas me esperando, sabia o que precisava fazer.

Minhas emoções nadavam em volta de mim, deixando-me mais confusa do que um dia já fora. Mas eu sabia o que precisava fazer.

Sentindo-me tremer voltei-me para Constantine.

— Eu aceito — disse com a voz rouca e a boca seca.

Ao meu lado, pude sentir as emoções de James ficarem confusas. Quero dizer, não era capaz de ler seus pensamentos, mas eu conseguia ler suas emoções e, bem... Aquilo estava me enlouquecendo.

Num momento ele estava confuso, depois parecia indignado e logo irritado. Eu queria olhar para ele e perguntar o que estava acontecendo, mas no momento eu tinha coisas mais importantes com o que lidar como, por exemplo, o fato de ter um anjo com grande poder de destruição à nossa frente querendo nos matar.

— Uma de nossas principais regras é que anjos não devem envolver-se emocionalmente com seus protegidos, Lily — Constantine virou-se para James e encarou-o de forma fria. — E seus protegidos devem entender que no momento em que isto acontecer sofrerão uma punição.

— Mas... — comecei a falar, mas antes que pudesse continuar num estalar de dedos, ele não estava mais lá.

Não consegui compreender. Quero dizer, num momento ele estava lá, quase nos batendo e falando em punições e no outro sumia sem dar qualquer explicação.

Voltei-me para James, completamente confusa, mas ele olhava para os lados de forma estranha, quase como se procurasse alguma coisa.

— James? — chamei-o, mas ele simplesmente me ignorou, continuando a olhar para os lados.

Senti minha irritação voltar.

— HEY! — berrei, atirando os braços para cima tentando chamar sua atenção. Ele nem pareceu ter notado. Franzi minha testa.

— Lily? — chamou.

— Pare de se fazer de idiota... — ele continuou olhando para os lados. Puxei um dos livros de cima de sua bancada e atirei-o em sua direção. Acertei em cheio no lado esquerdo de sua cabeça.

— Outch! — reclamou e, com os olhos lacrimejantes de dor, voltou-se em minha direção. — Quem... Lily? — sua voz parecia incrédula, mas seus olhos encaravam um ponto à minha esquerda.

— Não, James, é minha gêmea! — bufei. — Quantos anjos com a minha cara você vê por aí?

Mas novamente ele não pareceu me escutar nem se incomodar com meu sarcasmo. Um frio começou a se abater sobre meu estômago, enviando calafrios por todo meu corpo. Algo completamente fora do comum já que eu era um anjo e tudo o mais.

De qualquer forma, ignorando o fato da complexidade angelical à qual me encontrava, senti medo.

— James? — chamei-o novamente, aproximando-me e estalando os dedos em frente ao seu rosto.

Ele não pareceu se importar. Ou melhor: não me viu.

— Lily? — ele voltou a chamar e eu pude ouvir claramente o desespero em sua voz, assim como em suas emoções. — É você? Onde é que...?

Então, dando um tapa na própria testa, James puxou o celular do bolso traseiro da calça, ativando a câmera e erguendo-o enquanto passeava pelo quarto com o aparelho erguido em frente aos olhos. Quando finalmente parou em mim, James empalideceu e arregalou os olhos.

— Que merda é essa? — James perguntou e eu dei de ombros, movendo os lábios lentamente formando a palavra “punição?” para que ele pudesse entender através da câmera, já que ele não parecia ser mais capaz de me ouvir.

Ele ficou um tempo lá, apenas encarando-me, como se não soubesse o que fazer. E então chutou o livro que eu havia atirado nele, soltando tantos palavrões que eu até ergui os olhos à procura de Constantine.

— Merda — resmungou furiosamente, voltando a me encarar pelo celular. – Porque você disse aquilo? – ele perguntou um pouco mais selvagem do que parecia apropriado.

Pelo “disse aquilo” imaginei que estava se referindo a eu ter dito que aceitava as regras. Dei de ombros num muito óbvio “era o único jeito de ele não matar você”.

James pareceu entender, embora não parecesse ter gostado nem um pouco.

Balançou a cabeça em negativa, sua testa franzida como se estivesse pensando em alguma coisa. Sua raiva era quase palpável, eu podia senti-la borbulhando, fervendo em seu sangue. Mas por quê?

E então, fazendo algo que eu coloquei no topo de minha lista de “coisas estúpidas a se fazer”, James desligou o celular, atirando-o em cima da cama de qualquer jeito.

— Ótimo! — disse então, num rompante, saiu do quarto fazendo a porta bater furiosamente atrás de si.

Fiquei sem entender porcaria nenhuma sobre o que estava acontecendo, mas, soltando um longo suspiro, fui logo atrás. Afinal de contas, apesar de ele ser um babaca, continuava sendo meu protegido.

James desceu as escadas rapidamente, dirigindo-se à sala de estar e logo à saída como um furacão. Seus passos eram longos e totalmente descuidados. Ele não dobrou à direita para a garagem, mas sim para o portão, apertando um botão qualquer em um controle remoto que estava em suas mãos e logo saiu para a rua.

Uma, duas, três... Dezenas de vezes salvei sua vida apenas na primeira quadra. Não conseguia me concentrar o suficiente para chamar sua atenção ou achar alguma forma de perguntar que droga ele estava pensando por que ele simplesmente não me dava tempo.

James estava sendo imprudente. Estúpida e totalmente imprudente. E de forma totalmente proposital.

Mas por quê?

Mas ele continuava, atravessando ruas sem olhar para os lados, não olhando por onde andava, passando por cima de tudo como uma grande demolidora. Fazendo-me correr como jamais havia corrido na tentativa de ajeitar as coisas.

Quando mais de meia hora havia se passado sem que ele sequer se desse ao trabalho de voltar-se para mim ou qualquer coisa do tipo, ele finalmente parou de caminhar. Aproveitando o momento, abaixei-me e atirei uma pedra em sua direção, acertando-o novamente na cabeça.

Estava ficando realmente boa naquilo.

Ele olhou para o que ele devia achar ser o lugar onde eu estava e sorriu friamente.

— Eu só estou facilitando seu trabalho — ele disse e eu franzi o cenho em confusão. Do que ele estava falando? — Se você tem de me salvar de alguma coisa para poder voltar, — de sua voz escorriam sarcasmo e ironia — então nós só precisamos saber que coisa isso é.

Teria batido nele se eu pudesse. Estraçalhado seu corpo em milhares de pedaços e estes pedaços em mais pedacinhos. Aquele imbecil estava fazendo toda aquela bobagem por pura e simplesmente birra?

— Filho da mãe — resmunguei, mas, novamente, ele não me ouviu. Apenas sorriu mais um pouco e continuou com sua caminhada suicida.

O idiota. Grande, grande estúpido, idiota.



Notas finais do capítulo

James birrento é o que há o/
And, como eles vão se virar agora?
Respondendo algumas perguntas dos leitores divos:
— Sobre a Dorcas ver a Lily: vai ter explicação no próximo, mas como não é nada muito 'ooooh', vou falar aqui: é porque ela é sensitiva, uma pessoa que tem mais facilidade de se 'conectar' com o mundo sobrenatural do que os outros. Tipo médium e tals.
— Sobre a Lene ser amiga da Lily: no primeiro capítulo, quando a Lily sofreu o acidente, ela estava prestes a ligar para a Marlene, ou seja, a Lene americana do Sirius kk'
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Até mais leitores lindos, fiquem com Castiel e um beijo no coração