A Filha De Ártemis escrita por Carol C


Capítulo 3
Semideus


Notas iniciais do capítulo

Segundo capítulo...




POV : Laguna

Eu sabia que alguma coisa estava errada. Olhei no relógio de novo, vinte minutos atrasado. Ele só demorava assim quando estava sendo κυνήγησαν (perseguido) por τέρατα (monstros).

Estava na cozinha preparando o nosso almoço. Quando finalmente ouvi a porta abrir, fui encontrar ele. Will estava tirando a mochila das costas. Ele me ouviu, seu cabelo loiro estava bagunçado, como fica depois de correr, os olhos castanhos estavam mostrando uma mistura de ανησυχία και ανακούφιση (preocupação e alívio).

Fui até ele e o abracei.

- μητέρα (mãe).

-Culpa de um monstro, certo?

Ele assentiu. Como imaginei...

- Tudo bem, falamos sobre isso depois. Vamos almoçar.

***

Terminamos de almoçar. Eu estava preocupada com o meu filho, ele comeu bem menos que o normal, então a coisa estava muito επικίνδυνη (perigosa).

- Mãe, os monstros estavam a menos de quinze metros.

Levantei a cabeça. A primeira coisa que eu falei foi muito inteligente...

- Menos de QUINZE? Isso é impossível, todas as vezes que você os vê. Eles estão sempre muito longe. Isso é muito perto.

-Esperanza, pode me contar como fazer para eles pararem, por favor, eu não quero que os monstros venham e façam mal a você.

 - Meu protetor... E muito fofo você querer isso. Mas eu tenho uma ideia melhor!

Ele me olhou de um jeito estranho, como se pensasse ' Será que vai funcionar?'

- Mãe, que plano?

- Primeiro: vamos para o seu quarto arrumar uma mochila.

- Ta. E depois?

- Vamos falar sobre seu pai.

Não estou exagerando... A boca dele se escancarou. Apos ele se recuperar do susto fomos para o quarto arrumar a mochila.

POV: Willian

Eu desde que tinha chegado estava preocupado. Os monstros NUNCA chegavam perto de mim daquele jeito, se bem que minha mãe notou na hora em que falei, mas quando eu fiz aquela pergunta, descobri, que minha vida não seria mais a mesma. De duas coisas eu tenho certeza, minha mãe tem planos fáceis para situações de emergência. Mas eles são longos, por essa parte eu não estava ansioso.

- Mãe, que plano?

- Primeiro: vamos para o seu quarto arrumar uma mochila.

- Ta. E depois?

- Vamos falar sobre seu pai.

Eu não vou dizer que estava έκπληκτος (surpreso), eu estava mais que isso. φοβισμένη (Assustado)? Talvez, mas não, eu sentia os dois juntos. Minha boca caiu com as palavras que ela falou. Meu pai, ela ia falar sobre o meu pai! Eu não perguntava muito dele, porque não me interessava muito em saber sobre ele. Na verdade ela não falava para mim: 'Puxa, como você esta parecido com seu pai'. Ela normalmente falava sobre um amigo que ela fez no 2º grau, falava que eu o lembrava. Eu gostava de ouvir isso, ela sempre, quando me elogiava dizia 'Você e tão esperto quanto seu pai'.


***

Chegamos no quarto e arrumamos a mochila. Ela deu aquele sorriso que aquece o mais frio dos corações.

- Filho, hora de saber mais sobre seu pai.

Eu sentei na cama do lado dela.

- Sabe seus livros de mitologia?

Meus olhos devem ter έλαμψε (brilhado), porque ela sorriu.

- Nem preciso da resposta. Os deuses, titãs, sátiros e tudo da mitologia existem. Seu pai e um desses deuses, ele pode ser um dos doze, ou um dos menores.

Eu pensei mais um pouco e lembrei a palavra que queria.

- Quer dizer que eu sou um ημίθεος (semideus)?

- Sim, querido.

Eu não estava assustado, afinal, minha vida já era estranha antes disso. Ser filho de um deus não me impressionou muito, isso explicava ainda mais as diferenças que eu tinha dos outros.

- Para onde eu vou?

Ela respirou fundo, como se doesse falar sobre aquele lugar.

- Um acampamento.

- Onde?

- No estreito de Long Island.

- Como vou chegar lá?

- Do jeito que preferir.

Sorri, não era todo o dia que ela dava essa possibilidade.

- Correndo - respondi.

***

Eu fui embora pela janela do quarto, que dava para a escada de emergência. Eu desci correndo, pois antes de ir eu ouvi batidas na porta e senti monstros. Não estou brincando eu sinto quando eles estão perto, não pergunte o porquê.

Cheguei ao asfalto e comecei a correr, a velocidade em que estava era perto de 30 km/h. Ouvi mais monstros me seguindo, disparei para 40 km/h. E fui sem parar.

POV: Lilian

(Na mesma manhã do capítulo anterior)

Estava na van, Helen ao meu lado. Percy e Annabeth na frente, ele dirigindo, e ela conversando animadamente com ele. Sorri era minha primeira vez fora do acampamento desde a πόλεμος (Guerra) contra Cronos. Estávamos passando em frente de um posto, quando senti algo diferente.

- Percy. - falei, alto o suficiente para ele escutar - Semideuses por perto.

Annie parou de falar assim que me ouviu.

- Onde? - os dois perguntaram juntos.

- No posto.

- πόσες (Quantos)? - Helen fez essa pergunta só para me irritar, tenho 99% de certeza.

- Helen você sabe que eu não sei dizer isso.

Ela deu uma risada, afinal, só tinha feito a pergunta par irritar.

Percy estacionou. Saímos do carro, e tudo estava estranhamente quieto. Quando entramos no posto nós vimos a cena mais inesperada do mundo.

Pensou em:

1º- Semideuses jovens amarrados gritando por ajuda. E um monstro grande e feio de costas para a porta.

2º- Semideuses jovens amarrados e amordaçados se contorcendo tentando conseguir liberdade. E um monstro grande e feio preparando um caldeirão para cozinhá-los.

Pensou em algum desses? Se foi o primeiro... Errou. Segundo... Errou também.

Semideuses sentados rindo e conversando normalmente, como θανάσιμα (mortais). Tudo em ordem, nenhum monstro à vista. Essa era a resposta certa.

Fala sério! Eu nem imaginava que isso era possível. Todos do acampamento diriam que isso é mentira. Quando vimos a incrível cena todos estavam de olhos arregalados, até Annabeth parecia έκπληξη (surpresa).

Tinham apenas nós, os funcionários e três pessoas. Essas pessoas estavam sentadas numa mesa falando, normalmente. Eu soube olhando-os que todos eram meio-sangues.

Naquele grupo tinha uma menina com os cabelos loiros cacheados e seus olhos eram de um γαλάζιο (azul claro) hipnotizante, ela era bem bonita, acho que poderia ser filha de Afrodite. Um menino estava ao lado dela, ele tinha o cabelo castanho escuro e olhos πράσινος (verdes), muito verdes. A outra pessoa que estava sentada com eles era uma menina com os cabelos μαύρος (negros) e olhos castanhos esverdeados.

Quando perceberam que estávamos observando eles pararam de falar. Andei até eles, eu sabia muito bem o quanto é difícil saber que é meio sangue.

- Oi. - comecei.

- Oi - disseram os três ao mesmo tempo.

- Quais são seus nomes? - perguntou Helen, me assustando, ela chega silenciosa como um ladrão.

- O meu é Kath - falou a garota de cabelos escuros - E esses são Theo e Clair.

- O meu é Annabeth, estes são Percy, Helena e Lilian. - disse Annie apontando respectivamente para cada um de nós.

- Bom o que vamos falar agora, pode assustar vocês. - Percy.

- Percy não os assuste, senão eles não vão querer ir para o acampamento.

Quem falou isso? Annie? Errado! Eu? Errado! Helena? Certo.

- Pode falar, não vamos falar que vocês são malucos. - Clair falou.

- Sabe μυθολογία (mitologia)?

- τιτάνες, Θεοί e Δρυάδων (Titãs, Deuses e Dríades), isso? - foi a primeira vez que Theo falou desde que chegamos.

- Sim. - eu respondi. – Bom. Tudo o que você falou existe.

Eles arregalaram os olhos de surpresa.

- E isso não é o maior, - continuei - os semideuses também existem, e vocês são.

- Semideus, semideus... - Kath murmurou, acho que estava tentando lembrar o que era. Todos estavam com a mesma cara pensativa.

'Puxa, com essa cara de esforço eles me assustam'

- Lembrei!!!!! - Theo pareceu ficar muito feliz por isso, ele quase gritou.

- O que são? - perguntaram as outras duas.

- Semideus é o nome dado ao fruto de um deus com um mortal. - recitou ele com uma voz bem formal - É isso, não?

- Sim. - falamos (eu, Helen, Annie e Percy juntos).

- Por que você quase gritou naquela hora?- Annie perguntou.

Theo sorriu, devia ser um assunto engraçado.

- Explicamos depois.

- É verdade, depois sim, porque monstros podem vir a qualquer momento. Vocês aceitariam ir para um acampamento em que pode ficar o ano inteiro? - Annabeth impaciente. Perigo!!!

- Sim! - eles disseram em uníssono.

***

Foi só entrar na van que eles foram reclamados. Acima da cabeça de Theo apareceu uma cornucópia e a roda da fortuna, em Clair apareceu um pequeno jarro e o símbolo olimpiano (ômega encima de galhos de oliveira) e na Kath apareceram espigas e papoulas.

Helena que já estava sentada se levantou e, tentou imitar a voz de Quíron:

- Digam saudações para: Theo, filho de Τύχη (Tique), deusa da fortuna e destino; Clair, filha de  Ήβη (Hebe), deusa da juventude e copeira dos deuses; e, por fim, Kath filha de Δημήτηρ (Deméter), deusa da terra cultivada e colheitas.

Depois disso, ninguém aguentou segurar a risada. Na metade do caminho, relembramos a explicação que eles estavam devendo.

- Bom... - Clair começou - Na detenção só quatro pessoas vão lá todo o dia, eu, Theo, Kath e um amigo. Esse amigo αγάπη (ama) mitologia, ele sempre leva um livro sobre esse assunto na mochila. Hoje mesmo ele levou um sobre Titãs. Para cada dia tem um pouco de explicação na detenção. E os livros dele são bem diferentes, parecem que estão em grego antigo mesmo.

Eu e Helen nos entreolhamos, parecia que estávamos pensando na mesma coisa. E falamos no mesmo momento.

- Ele é um semideus!!