A Filha De Ártemis escrita por Carol C


Capítulo 25
Finalmente - p.2





DESCULPA A DEMORA!!!

Esse seria um cap especial de aniversário, mas eu descobri que o aniversário da fic seria apenas 3 de dezembro. Mas como a história é minha, e quem escreve sou eu. O aniversário é no Halloween!! E esse não é o especial de Halloween, esse só semana que vem, não tive tempo para escrever. Desculpa. Espero que gostem do cap!!

- Isso não pode acontecer... Não de novo! - Will andava de um lado para o outro no corredor.

- O que não pode acontecer?

Maia chegou apressada carregando um livro grande. E foi direto para Derek, mostrando-lhe uma página em especial. Annie continuava na cama chorando baixinho e cantando uma música.

I remember tears streaming down you face

When I said "I'll never let you go"

When all those shadows almost killed your light

I remember you said "Don't leave me alone"

But all that's dead and gone and passed tonight

Ela deixou a cabeça apoiada no travesseiro, as palavras dela, por mais baixas que fossem, pareciam ecoar no cômodo. Todas suas emoções estavam naquela letra.

Just close your eyes,

The sun is going down

You'll be alright

No one can hurt you now

Come morning light

You and I will be safe and sound

Meus olhos se fecharam e me escorei na parede. Eu estava me sentindo pior,mordi os lábios. Uma dor inesperada atravessou meu coração, fazendo com que me curvasse, e arquejasse, surpresa.

- Tudo bem, Lily? - Will perguntou colocando a mão nas minhas costas.

Ouvi passos se aproximando, quando abri os olhos, vi meu irmão ajoelhado, observando meu rosto.

- Você sentiu, não sentiu? - perguntou.

- Senti o que?

- Como se tivessem arrancando parte do seu coração. - confirmei, seus olhos brilharam e ele se virou para Maia - May, vá pegar os ingredientes. Vai adiantar.

- Adiantar o que? - questionei enquanto Maia corria pelo corredor.

- Você tem uma ligação, May me disse isso ontem, ou pouco antes, se não me engano. E já tenho uma ideia de quem seja.

- Quem?

Ele sinalizou com a cabeça para o quarto.

- É a única chance de salvá-lo. A ligação fortalece a pessoa, vai dar mais três horas para ele. É o tempo de prepararmos o antídoto. - ele prendeu a respiração por um segundo. - A não ser que você não queira salvá-lo. - acrescentou.

- Ele condenou a própria vida para nos ajudar. Eu devo a minha a ele.

Ele concordou, pegando minha mãe e voltando para o quarto.

- O que tenho que fazer?

- Apenas completar a ligação, é instintivo. Não preciso explicar nada. Vamos sair.

- Ela pode ficar.

Ele se aproximou dela e sussurrou algo em seu ouvido. Ela assentiu, e eles saíram do quarto. Fechando a porta.

Deitei na cama, bem próxima a ele. Segurei sua mão que estava em cima da coberta.

'Feche os olhos', disse uma voz suave feminina em minha mente, e me deixei levar.

POV: Autora

(Estou com problemas para escrever em 1ª pessoa)

A sensação era de flutuar no ar. Lilian estava sentindo todos os efeitos do veneno, e isso a estava desgastando.

Ela sentia a dor, o frio, a falta de ar, a vontade de se encolher, fechar os olhos.

E a pior de todas, a vontade de desejar a morte.

'Você aceita?', a voz ecoou na escuridão.

'Aceitar?', eram apenas seus pensamentos, ela não conseguia mover os lábios.

'Aceitar ser ligada a ele, por sua alma e sua mente.'

Ela estava entorpecida, não conseguia pensar direito, mesmo assim respondeu.

'Aceito.'

O ar saiu por completo dos seus pulmões, e ela teve a sensação de cair.

Για το μυαλό και η ψυχή θα είναι ενωμένη. Ο πόνος σου, τον πόνο μου. Τα συναισθήματά σας είναι δικά μου. Δεσμώτης για τη ζωή

(Por alma e mente seremos unidos. Sua dor, minha dor. Seus sentimentos serão os meus. Ligados pela vida.)

'Se quer mesmo completar a ligação, corra. Pegue-o.' a voz sussurrou.

Uma fumaça negra envolvia o corpo do garoto, puxando para baixo. E, Lily percebeu, uma fumaça branca a envolvia.

A palavra 'vida' estava sendo repetida a sua volta, e ela ouvia a palavra morte ser proferida pela escuridão, que agarrara o menino e o cobria.

Lilian fez força para descer, porém, era como se braços de aço a segurassem.

'Deixe-me salvá-lo. Ele não pode morrer.' pediu.

O aperto afrouxou, ela conseguiu cair. Foi caindo, até que parar, era o máximo que poderia ir, mas ainda não o alcançava.

***

Anne sentou no chão do quarto, estava começado a se questionar se aquele plano maluco daria certo.

- Ann? - Vitória a chamou, observava-a por uma fresta da porta.

- Eles estão fazendo? - perguntou.

- Tudo depende da Lily agora. - parou por um momento - Você não quer vir?

Annie sacudiu a cabeça, negando. E voltou a fitar a cama.

Ela viu Lilian começando a tremer e balbuciar palavras. O ar a sua volta ficou mais frio. Ela se levantou e aproximou-se da cama.

Suor escorria pelo rosto de Lily, sua respiração estava rasa e rápida, sua face empalideceu.

- Derek... - a garotinha choramingou indo correndo para a porta, preocupada.

POV: Lily

- Querida... Abra os olhos. - ouvi alguém sussurrar para mim.

Queria continuar de olhos fechados, minhas pálpebras pesavam, meu peito doía conforme respirava. Suspirei. A pessoa segurou meus braços e me sentou, de modo que fiquei recostada na parede. Abri os olhos minimamente e vi Maia olhando para mim.

- Beba isso, vai ajudar a melhorar. - ela pegou uma colher e encostou em meus lábios.

Engoli o líquido fazendo uma careta, era amargo.

- Se sente melhor?

- Sim. - olhei para o lado esperando ver Juan, ele não estava lá. E o quarto não era o qual me lembrava. - Onde estou?

- Nós mudamos você de quarto. A ligação funcionou, se é isso que você está perguntando. E isso que eu te dei foi o antídoto, para passar a sensação.

- Mas...

- Derek levou uma tigela para dar para o garoto. Você não está envenenada, mas é bom prevenir.

Assenti, eu não sentia nada diferente.

'Dor', a palavra veio na minha mente com uma voz suave. 'Está sumindo...'

- Quando a ligação se completa... - comecei - Você consegue...

- Conversar mentalmente? - ela adivinhou - Sim.

'Você está bem?' perguntei para o garoto.

'É bom... Ouvir sua voz. Tinha medo...'

'Medo de que?'

'Esquecê-la.'

POV: Lena

Eu estava sozinha na sala lendo um livro, quando Will saiu do quarto do primo parecendo arrasado.

- Está tudo bem? - perguntei.

- Ele melhorou. - deu um meio sorriso. - É a única coisa que importa.

- Você e seu primo são bem próximos, não é?

- Sim. - suspirou - Eu não ia aguentar vê-lo morto. De novo.

- Como assim? - ele se sentou no braço do sofá em que eu estava.

Ele contou tudo para mim, a verdade. Eu senti suas palavras, quando ele estava na metade ele começou a chorar, me afastei e o fiz sentar ao meu lado, abracei ele. Quando terminou de falar tudo fiquei fazendo carinho em seus cabelos loiros, e beijei o topo de sua cabeça.

- Passado é passado. Não foi culpa sua, de qualquer modo.

Senti que alguém me observava, com o canto do olho procurei pela origem do olhar.

Lily.

Depois de falar mais um pouco com o Will, eu fui para o meu quarto. Assim que entrei a vi. Lilian estava sentada na cama olhando para baixo.

- Você não me disse. - ela levantou os olhos - Por que?

Cruzei os braços apoiando no batente da porta.

- Por que não me disse que gostava dele? - Ly se levantou e parou na minha frente.

- Por que você não notou? - questionei-a.

- Notei o que? Tinha alguma coisa para notar? Tirando que você está querendo tirar ele de mim? - percebi em seus olhos que ela estava prestes a ter um ataque, então falei calma.

- Você está mentindo para si mesma, Lilian.

- Como?

- Você não percebe a diferença, não é mesmo?

- Diferença no que?

- Esqueça! - exclamei jogando as mãos para o alto. - Não precisa mais se preocupar comigo! Vou embora amanhã pela manhã.

A cor sumiu de seu rosto, ela arregalou os olhos.

- Então vá. - sua voz fraquejou. - Pode ir, não preciso de você.

- Não estou indo por você. - aproximei-me o suficiente para ficarmos olhando diretamente nos olhos da outra. - Estou indo por outro motivo.

- Que motivo? - murmurou quase sem voz.

- Um que você não precisa saber. - me afastei. - Vá dormir, é tarde da noite.

Virei e segui para o meu quarto.

No dia seguinte fui a primeira a acordar, arrumei todas as coisas que tinha dentro de uma mochila e coloquei a mesma em cima da cama.

- Entre. - falei ao ouvir batidas na porta.

- Oi. - disse uma voz que eu reconheceria em qualquer lugar.

- Oi Jay. - sorri, ele caminhou devagar para a minha cama e sentou na beirada.

- Você vai com os outros?

Suspirei e o analisei. Ele estava pálido e com olheiras, apesar disso, parecia bem.

- Eu não suporto ficar mais um dia com ela assim. A Lily está acabando com minha paciência. - ele concordou com um aceno da cabeça.

- Eu observei vocês nos últimos dias, as coisas não pareciam estar as mil maravilhas. - ele deu uma pausa leve - Nem entre vocês, muito menos entre a Kath e o Theo.

- Eu não achei nada estranho entre eles. - comentei, me virando.

- Você não os conhece tão bem. - seus olhos castanhos brilharam. - Eu sei quando algo está errado.

- E o que está errado?

- Daqui algum tempo você descobre.

POV: Autora

(não consigo escrever os seguintes fatos em primeira pessoa)

Helena desfez as malas no mesmo dia, apenas por um motivo, Jay havia pedido que ela ficasse apenas mais um dia lá. Isso não impediria os outros de irem embora, quanto mais cedo eles fossem, melhor seria.

Eles estavam tomando café quando o namorado de Laguna chegou, todos se surpreenderam ao vê-lo.

- Muito bem, quem vai de carona para o Acampamento Meio-Sangue? - Apolo perguntou esfregando as mãos.

Lilian comunicou ao deus o nome dos jovens que deixariam a missão naquele dia. O deus do sol assentiu e aguardou ao lado da 'van' do sol eles terminarem a refeição para partir.

- Última chamada, viagem para Long Island, primeiro de julho. Passageiros, se apressem! - Apolo brincou.

Não demorou muito para eles terem partido. Lilian entrou na sala e viu Juan com a cabeça no colo de Helena.

'Quando é que ficaram tão próximos?', ela se questionou mentalmente, balançando a cabeça em seguida. Não devia se importar, muito menos quando mal conhecia o garoto.

- Jay... Vai falar com ela. - ela ouviu Lena sussurrar. - Ela não vai te morder, apenas... Fale com ela.

Lily revirou os olhos e entrou na cozinha, Helen estava, mais uma vez, tentando ajudar um coração partido. Will levantou os olhos ao ver ela entrar.

- Tudo bem? - ele perguntou com um sorriso.

- Sim. E você? - ele assentiu fechando os olhos esverdeados.

- Razoável. Você viu o meu primo? - perguntou.

- Na sala com a Helen.

- Obrigada. - ele saiu, mas antes deu um beijo em sua testa.

Lily se dirigiu para o balcão e encheu um copo d'água.

'Ly?'

- O que foi, Juan? - ela se virou, já estava se acostumando com a voz do garoto na sua cabeça, por mais que fizesse apenas um dia que começou.

Ele a olhava com os olhos castanhos tristes, porém, também, com um brilho diferente, ele sorriu minimamente.

'Quando que vocês vão continuar?'

- Por que você não fala? - ela questionou sem querer ser rude.

O jovem colocou a mão na garganta, e com os lábios formou a palavra 'dor'.

- Tudo bem. - ela sorriu. - Nós vamos sair daqui dois dias. No máximo três.

'Eu estou incluído no 'nós'?'

- Se você estiver se sentindo bem até lá... - ela disse, analisando seu rosto fino e pálido.

'Vou estar, não se preocupe.'

- Não estou.

Ela se apoiou no balcão, bebericando um pouco d'água, sentiu o olhar intenso dele sobre si e tentou ignorar.

Lily não ouviu seus passos, mas sentiu a mão dele fazendo carinho em seus cabelos. Quando olhou para cima viu os olhos castanhos suaves, assim como o sorriso que havia em seus lábios. Ele se aproximou, deixando um espaço mínimo entre eles. Ela fechou os olhos involuntariamente ao sentir o garoto colocar as mãos em sua cintura.

O garoto de cabelos castanhos sussurrava uma música ao seu ouvido, ele se aproximou significativamente, fazendo com que os peitos se encostassem, em seguida sentiu seus lábios.

Suaves e doces, Lily levou uma de suas mãos para o cabelo escuro, entrelaçando seus dedos entre os fios. Ele a puxou para perto, seus corações batiam juntos acelerados. Eles estavam abraçados, e o beijo se tornava cada vez mais intenso. Pareciam perdidos um no outro, sem se importar com o mundo, perdidamente apaixonados.

Mas, o que Lily não sabia era que estavam sendo observados, por sua melhor amiga e o garoto loiro.





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