Minha Amada Potter escrita por B_M_P_C


Capítulo 40
Classificação, sentimentos confusos, lágrimas


Notas iniciais do capítulo

Oi oi gente,
Não tenho muita coisa a falar, tirando o fato que eu tenho uma leitura para recomendar a todas, que é Bento do André Vianco, fiz uma resenha e tal, confiram lá: http://bmpcarneiroescreve.blogspot.com.br/2014/01/resenha-do-livro-bento.html
E tirando isso, minhas aulas estão voltando... Talvez os capítulos comecem a demorar um pouco mais para serem postados. Mas não me matem, tá? e.e
Amo vocês, de todo o meu coração.
Boa leitura ;D
P.s: Nunca vou achar um título decente para o capítulo I'm sorry :) Espero que gostem ;)




Riley Black Malfoy narrando:


Lilly andou distante, mal nos falamos e eu vi os cortes novos nos seus pulsos. Não falei nada, nem deveria ter visto. E me senti culpado, talvez o meu discurso há duas semanas a fez ficar com raiva. Respiro fundo, tragando meu cigarro.

Eu não deveria estar fumando, Lils me mataria se visse. Mas eu estava preocupado. Ouvia rumores sobre o que Harry e Gina estavam comentando sobre a própria filha, ouvia comentários maldosos de algumas pessoas de que ela não passava de uma farsa, e o pior de tudo, via Rose sendo amparada por pessoas pelos falsos cortes em seus pulsos. O jogo daquela naja era perigoso. E eu não podia fazer nada muito útil.

–Sentimentos nobres os seus – escuto a voz de Lauren falando, eu quase dou um pulo, estou na torre de astronomia, nem desci tomar café – Mas devem ser dolorosos para estar caindo num vício que Lilly despreza.

–Bom dia, professor – sussurro olhando para ele – Quer um?

–Não, larguei disso há algum tempo – ele responde com um sorriso.

–Quer alguma coisa comigo de especial? – pergunto do jeito menos arrogante possível.

–Bem, só vim avisar que pelo visto Lilly resolveu descer café da manhã, e andei escutando comentários de que vocês dois mal se falaram essas semanas, quem sabe você não possa consertar a bobagem que fez? Seja lá qual tenha sido... – ele fala casualmente, e eu reviro os olhos.

–Não fiz nenhuma bobagem que poderia magoá-la, eu acho – falo apagando o cigarro – Mas valeu pela dica. Aliás, por que você se importa tanto?

–Porque aquela garota tem algo muito especial dentro de si e é algo que o mundo anda precisando, não quero que ela morra por sentir demais – ele responde, recostando-se no parapeito da janela – Se eu fosse você corria, quando saí do salão ela estava chegando, quem sabe não perdeu a oportunidade de vê-la hoje?

Não é preciso mais do que isso para que eu saia correndo dali, e é o que eu faço. Chego em alguns minutos no Salão Principal, e lá está ela. Linda como de costume. Havia prendido o enorme cabelo ruivo em uma trança, que caía quase até o seu quadril, estava com uma regata justa que deixava seu corpo delineado a mostra, a calça jeans era um pouco mais larga e estava rasgada. Estava com pouca maquiagem, porém continuava linda e tentadora.

–Bom dia – sussurro sentando ao lado dela, na mesa da grifinória mesmo. Lils vira para mim e sorri... Ah... Aquele sorriso... Seus olhos brilham.

–Bom dia – a voz soa um pouco sonolenta – Ah, antes que eu me esqueça, eu não estou brava com você – ela diz, e meu coração idiota se alivia por nenhum motivo – Eu só estou estudando e tentando fazer o que você me disse... E falhando quase que miseravelmente.

–Eu sei dos cortes, Lils – sussurro e ela morde o lábio.

–E eu to sentindo o cheiro de cigarro – abaixei o olhar dei de ombros. Quando ia comentar algo, dois loucos entram gritando no Salão, levantam a Lils no ombro de um deles, e me puxam para festejar. Esses dois loucos tem nome, e não são ninguém menos e ninguém mais do que: Hugo e Jason.

–Passamos, porra. “Tamô” em primeiro – Jason grita animado. E ouço Lils dar risada e então rio também, pois ouvir o som melodioso da risada daquela garota me fazia rir também. Merda, to virando um idiota apaixonado.

Lilly Luna Potter narrando:

Os meninos me levantam e desfilamos pelo salão principal. Todos nos aplaudem, menos os que estão do lado de Rose, mas isso já é o esperado. Sinto-me estranhamente feliz e compreendo o que Scorpius quer dizer. Agarro-me a esse momento.

Sou colocada no chão, ou era para ser, porque vou direto para os braços de Riley que me abraça forte, seus braços são seguros e como sempre me fazem sentir completa. Ele está sorrindo e rindo, então sorrio e rio também. Tento ignorar o cheiro de cigarro que ele está exalando, tento ignorar tudo, mas não consigo, não consigo rir, não consigo me sentir o suficiente, então me solto de Riley e saio correndo.

Sinto Rose tentar me parar, mas largo um feitiço qualquer e corro para fora do Salão, para fora do castelo, vou direto para os jardins e só consigo parar na beira do lago negro. As lágrimas inevitáveis estão nos meus olhos. Espanto-as com a mão. Abraço meu corpo e encaro ao longe. Deixo meu olhar encontrar o céu, o céu está tão azul... Respiro fundo, fechando os olhos.

Não deveria ser assim, nada deveria ser assim. Minha vida não deveria depender de campeonatos idiotas, de notas idiotas. O amor dos meus pais não devia depender disso. Minha prima deveria ser minha amiga e não uma vadia. Mordo o lábio.

Preciso parar de pensar.

Scorpius Malfoy narrando:

Meus pulsos coçam, ardem um pouco. Mas as pulseiras da grifinória que uso escondem qualquer coisa. Nem Rose ficou sabendo dos meus cortes de tão boa que é a tática de acessórios. Estou dependurado em uma árvore do lago negro. Se ficar muito tempo no Salão Principal vou ficar preocupado e estressado demais com Riley, com Lils e principalmente com ela.

–Ei, Scorp – eu quase xingo ao ouvir a voz dela me chamar, olho para baixo, puxando as mangas do meu moletom. Ela está sorrindo e parece curiosa. Os cabelos negros estão presos em um coque, os olhos azuis destacados pela maquiagem forte estavam brilhando. Era tão linda... Não só linda de bonita, apesar do corpo perfeito e tudo mais, como ela era perfeita...

–Oi Lizzie – respondo, não podendo evitar um sorriso.

–A banda do seu primo tá em primeiro, você não deveria estar na comemoração? – ela pede, subindo com facilidade e sentando no galho ao meu lado. Estava com calça jeans preta e um moletom preto com um leão dourado estampado. Ela sempre usava preto, mas como amava a grifinória sempre estava com seus símbolos.

–Acho que é – respondo dando de ombros – Mas preciso de um tempo.

–Por quê? – ela pergunta, de alguma maneira prende meus olhos aos dela, acho que posso me perder ali. Sei que ela está me analisando e sei que de alguma maneira ela sabe.

–É complicado – respondo. Sempre me esquivo sobre assuntos pessoais quando estou com ela. Ao menos os complicados. Elizabeth traz leveza, ela é o ponto perfeito para equilibrar a minha vida. Pena que seja demais para mim, acho que ela é demais para qualquer garoto de Hogwarts.

–É por isso que você se corta? – a pergunta dela é direta, e eu quase me desequilibro da árvore.

–Ah... Lizzie... Como? – eu estou confuso, é claro que estou. Ela morde o lábio e desvia o olhar, como se estivesse controlando o que está sentindo.

–Lembra aquele dia na biblioteca, que a gente tava fazendo o dever de poções? – ela pergunta com um sussurro, isso havia sido há dois dias. Eu assinto – Eu vi sem querer, você já estava indo embora, então não quis te incomodar e perguntar e... Eu acho que estou invadindo seu espaço pessoal, né? – nunca a vi com tanta cautela e muito menos insegura.

Eu e Lizzie nos conhecemos há séculos, desde sempre. Mas desde que eu entrei em Hogwarts nos falávamos só nas férias de verão e olhe lá. Acontece que depois de eu finalmente voltar a ver a realidade ela tem sido meu ponto de apoio. Eu nunca havia percebido a falta que ela me fazia, até voltarmos a conversar.

–Eu... Eu...

–Eu achei que você tinha parado – ela sussurra, vendo que estou confuso e não consigo formular frase nenhuma – Achei que estivesse feliz... – vejo que seus olhos estão marejados de lágrimas – Tenho sido uma péssima amiga nesses últimos anos...

–Ah... Lizzie – sussurro me aproximando dela o máximo que eu posso e a abraçando, acolhendo-a em meus braços – Eu que tenho sido um idiota, pequena. Não chora não, vai. Não mereço suas lágrimas.

–Merece sim. Você é o único que as merece, é o único pela qual elas caem há tanto tempo e sabe disso – ela sussurra baixinho, soluçando – Por que você faz isso Scorp?

–Alivia a dor – eu sussurro – Faz que eu me sinta entorpecido, leve, distante... E sentir a dor, e ter o controle sobre o começo dela e pelo que ela dói é... É...

–Reconfortante – ela sussurra, enterrando a cabeça em meu peito. Passo a mão em sua nuca. Sua pele está quente e seu corpo treme.

–Lizzie... Não fica assim... Eu...

–Ainda não respondeu o porquê – ela sussurra ainda com o rosto escondido, o corpo tremendo e sei que está chorando.

–Lizzie, eu queria poder responder, mas não consigo – ela levanta a cabeça e me encara – Eu sempre travo quando vou falar sobre isso... É maior do que eu... – seus olhos marejados ficam extremamente azuis, quase ofuscam o azul do céu, porém dói vê-la daquele jeito.

–Tudo bem – ela sussurra, e passa a mão no meu rosto – Tudo bem. Quando você conseguir, você me conta – o seu toque é tão leve, tão certo, tão bom... Sinto-me um merda por não o merecer – Eu só não gosto de ver você se machucando Scorp – ela sussurra. E eu a abraço forte. Não sei o que posso dizer.

–Eu sinto muito, Lizzie – é o que eu digo, é a única coisa que consigo falar. Eu odeio cada centímetro de mim por estar fazendo-a chorar – Eu...

–Não diga nada – ela sussurra, dessa vez quem me abraça forte é ela – Só... Fica aqui.

–Tudo bem – sussurro e não sei quanto tempo permanecemos abraçados, só sei que começo a chorar, e rezo para que aquele momento nunca acabe, porque apesar das minhas lágrimas. Lizzie alivia a minha dor.



Notas finais do capítulo

Desculpe algum erro, não revisei o capítulo...
Espero que tenham gostado ^.^
Entrem no grupo e deixe seu review ;)