(Nem) Todo Mundo Odeia a Emily escrita por May_Mello


Capítulo 41
Todo mundo odeia o Tyler Parte II


Notas iniciais do capítulo

HOHOHO Feliz Nataaaal!
Perae. A gente já tá em 2015 né? '-'
Risca e inverte.

Gente, eu voltei. E venho com a certeza de que a história vai ser finalmente concluída esse ano *todos choram*
Mas vai demorar "só um pouquinho" ainda pra isso acontecer, então nem precisam ficar tristes. kkk

Quero agradecer a todos que comentaram. A todos que foram lá e lotaram minha caixa de entrada... rsrsrs É simplesmente muito amor. Valeu meeesmo!
Me motivou muito a voltar pra cá, porque eu estava desanimada com a falta de tempo até mesmo nas férias. Qualquer dia desse eu bato as botas de tanta coisa pra fazer nessa minha vida *drama*.

Bom, sem mais, fiquem aí com mais um capítulo. E o próximo logo sai, podem cobrar.
Enquanto isso vou responder as MP's. Aliás, se querem uma resposta mais rápida é só me mandar uma mensagem lá. Vlw flw. rsrs



Mamãe disse que eu preciso tomar um sol. Se bem que com esse sol de Seattle, a única coisa que vou conseguir é passar de branco casca de ovo para um amarelo hepatite. Mas... Foda-se. E é por isso que eu agora estou aqui, estirada em uma cadeira de praia no meu quintal dos fundos, usando um óculos de sol e com medo de que comece a chover. Porque essa cidadezinha aqui é mais imprevisível do que o Gregory.

Ainda não acredito na vergonha que ele, o Gregory, me fez passar hoje de manhã. Me fez mentir e relembrar o vergonhoso episodio onde o Lukas me deu um fora. Minha desculpa foi mais ou menos assim:

“-Mas é claro que eu desisti. Desisti desde aquele dia em que ele me disse que seriamos apenas amigos, daquela vez lá.”

E eu e Lukas ficamos nos encarando até que Thomas – graças aos céus – quebrou o clima tenso, voltando a gritar comigo e insistindo em perguntar o que o Tyler havia me falado; eu disse que nada e mandei ele calar a boca, enquanto voltava a comer e Anthony se encontrava petrificado, piscando lentamente, como se não acreditasse no que havia acabado de acontecer.

E todo esse solzinho está me dando uma moleza profunda. Sinto que vou derreter e evaporar.

–Scott! – Escutei uma voz irritante na casa ao lado. – Scott! –A voz se aproximava, mas eu ignorei porque minha preguiça é mais importante. Ajeitei os óculos de sol e fechei os olhos.

Sensação estranha. Como se estivesse sendo observada.

Tirei meus óculos e dei uma espiada à minha volta enquanto um raio de sol feria meus olhos. Nada. Nada até que quase caí da cadeira com o latido ao meu lado.

Um cachorro feioso me olhava com a língua de fora e às vezes latia um pouco, fazendo meu coração pular a cada latida.

–Scott, eu já disse pra... – Thomas parou de falar bem no momento em que eu desviei minha atenção para ele. Ele me encarou um pouco enquanto eu fazia cara de brava e logo depois desviou seu olhar para o cachorro que ainda babava no meu quintal. – Vamos, Scott! – Mas o cachorrinho nem deu bola. Aliás, ele ligou tanto para o que o Thomas disse que saiu correndo em direção a minha casa, entrando nela pela porta da cozinha que estava aberta.

–Quem deu permissão pra você e esse seu cachorro entrarem na minha casa, Schultz? Aliás, por onde é que você entrou?!

–Pelo... Pelo buraco na cerca.

–ENTÃO VAI PEGAR ESSE CHACHORRO IMUNDO E TIRÁ-LO DA MINHA CASA! – Gritei, o assustando.

–Com sua licença, Evans. – Falou rangendo os dentes de tanta ironia e marchando pra o local onde o cachorro havia ido.

Quando ouvi um barulho vindo de dentro, percebi que não era boa idéia deixar os dois cachorros sozinhos em minha casa. Ai, ai. Essas coisas só acontecem comigo mesmo.

Reuni coragem e fui à procura dos dois. Corri e constatei que eles só poderiam estar no segundo andar. E qual não foi minha surpresa quando entrei no meu quarto e encontrei Scott todo estirado na minha cama e Thomas tentando passar por sobre a bagunça para chegar até ele.

–Schultz, eu vou matar você! – Falei raivosamente, bem a tempo da campainha tocar e Scott, o intrometido, saltar da cama e ir “atender a porta”.

Só sei que desci as escadas rapidamente, tropeçando com o meu chinelinho vez ou outra até chegar a porta, onde quase caí de costas quando abri.

–“E”?

–Tyler? Que diabos você está fazendo aqui? – Scott latiu depois que falei, balançando o rabo.

–Eu vim pra dizer... O que eu preciso te dizer. A garota é você. – Engoliu em seco, evitando me olhar.

–Que garota, menino? Bebeu, foi? E que surpresa, você ainda se lembrar onde é a minha casa e-

–Estou falando sério, “E”. A garota pela qual me apaixonei é você. E eu acho que eu acho que gosto mesmo de você.

–Ah, então você acha? Não tem certeza?

Ele acha, é? Fiquei o encarando por não sei quanto tempo, mas acho que foi o suficiente pra Thomas vir ver o que acontecia.

–Você ta pedindo pra apanhar pra valer. – Thomas me jogou pro lado como seu fosse um cisquinho e tascou um soco na cara do Tyler.

E eu? Eu fiquei abismada. Não sei se pelo o atrevimento do Tyler ou se pela briga que estava rolando na minha varanda.

–Scott, faz alguma coisa! – Olhei para o cãozinho que só assistia a cena com a língua de fora.

E agora, José?

–Parem vocês dois. – Falei e vi que não havia solução. É, os dois iam se matar mesmo, então dei de ombros. – Pois se matem então.

–Eu vou mesmo matar esse idiota! – Thomas urrou, fazendo movimentos ninjas muito especiais.

Depois de um tempo eu totalmente perdi a paciência.

–VOCÊS DOIS, PAREM JÁ, SEUS IDIOTAS! SE QUISEREM SE MATAR VÃO FAZER ISSO NA RUA, NÃO NA MINHA VARANDA! – Entrei na frente dos dois, e Thomas puxou antes que eu levasse um soco do Tyler na fuça. – Parem! – Gritei novamente quando os dois se acalmaram um pouco. Me virei para Thomas. – Vai pra casa, Thomas. Vai pra casa e leva o seu cachorro feioso.

–Eu não vou deixar você sozinha com esse idiota. – Ah, Thomas, falando assim eu quase até acredito que você está preocupado comigo.

–Não ouviu o que ela disse, babaca? Vai pra casa! Vai chorar com a mamãezinha.

–Tyler! – O repreendi e empurrei Thomas levemente para trás, quando ele deu de avançar pra cima do Tyler de novo.

–Não acredito nisso. – Thomas afastou meu braço, e saiu balançando a cabeça negativamente, rindo sarcástico. Acho que ele vai chorar mesmo, só que de ódio.

Scott fez uma carinha triste e seguiu o dono, balançando o rabinho.

–Você também Tyler. Vai pra casa. – Olhei para o babaca com o rosto todo machucado à minha frente.

–Não quero nem saber o que ele estava fazendo na sua casa, mas... Me desculpa, “E”. Eu não tive escolha, ele partiu pra cima de mim e... E é sério tudo o que eu disse, ouviu? Eu errei bastante contigo, mas... Você tem que acreditar que eu mudei. Mudei mesmo. Eu não sou mais aquele idiota de antes, agora eu sou o cara apaixonado por você. – Não é o mesmo idiota de antes, é um pouco pior, pensei aqui comigo enquanto ele estranhamente se aproximava. – Eu me arrependo de tudo o que fiz, porque... Você sempre foi minha amiga e eu agi como um babaca. Por favor, me perdoa. Me perdoa. Diz que me perdoa. – Tyler segurou minha mão, e no momento em que eu achei que ele se ajoelharia e imploraria mais um pouco ele tentou me beijar. Eita que eu virei o demônio me contorcendo pra que ele não chegasse perto.

Dei um empurrão nele, e fui logo falando:

–Eu te perdoo sim, mas não quero nem saber de você!!!

Ele ficou meio que putinho, todo indignado. Ele acha que o mundo gira ao redor dele, é mais egocêntrico que o próprio Thomas.

–Tudo bem, não vou desistir. Vejo você na escola amanhã, “E”. – E saiu batendo o pé.