(Nem) Todo Mundo Odeia a Emily escrita por May_Mello


Capítulo 2
Todo mundo odeia a escola.


Notas iniciais do capítulo

Ai, estou feliz. *-* q
Muito obrigada pelos reviews. õ/
Boa leitura! *-*



"Sim, eu amo a escola. Espero que sintam a ironia."









E aqui estou eu, descascada, picada e frita, olhando pra minha diretora enquanto ela olha pra mim e os ‘esquisitos’ nos olham.

Eles não são assim tão esquisitos. Todo mundo nessa escola é esquisito, então... eu não tenho como argumentar.

–Já pode ir, senhorita Evans. E sua detenção começa hoje após a aula. – a filha de um cachorro com um pernilongo disse, e foi aí que eu perdi a paciência e voei sobre a mesa dela, apertando seu pescoço com toda a força que tinha.

Brincadeirinha. Eu não fiz isso, simplesmente fiquei lá parada, tentando entender a situação.

Não, o pior de tudo não era ter que ficar em detenção por três meses ou recuperar minha nota em Inglês, o que seria um saco e bastante difícil. O pior de tudo era aquilo em que eu me recusava a acreditar.

–Como assim eu vou entrar pro clube de Líderes de Torcida? – perguntei, lançando o meu olhar de “estou mais perdida do que surdo em bingo”.

–Isso mesmo. Procure a Zooey e se informe sobre o horário dos treinos. – ele me respondeu sem me dar muita atenção e mexendo em alguns papéis.

Zooey, Zooey... Eu me lembro desse nome de algum lugar, mas de onde? Ah, sim. Ela é a urubu maior, capitã das Líderes de Torcida e minha pior inimiga. Eu odeio ela mais do que jiló com farinha. Ela é uma tremenda de uma... Bom, eu não posso nem pensar naquela palavra que começa com “patri” e termina com “cinha”. Patricinha! Pra não dizer que ela é uma coisa pior.

Nós nos odiamos desde o Big Bang. Ela me odeia porque me inveja, modéstia parte, isso é fato. Tudo porque meus amigos são garotos.

E eu a odeio porque ela nasceu, quer motivo maior que esse?

Ela cisma em ferrar com a minha vida. Não a culpo, afinal, todo mundo quer isso.

Isso não pode estar acontecendo. Não mesmo. É o meu fim! Eu sinto.

–A senhora não pode fazer isso comigo! – Quase implorei.

–Já fiz. – ela falou indiferente, logo após chamando a atenção dos garotos esquisitos que permaneceram calados durante todo esse tempo e lhes entregando uma folha. – Já podem ir. Tenham um bom dia de aula. – ela sorriu para eles. Ou tentou, porque o sorriso dela é mais feio do que a minha mãe com máscara verde na cara. – E você? Vai ficar aí parada até que dia? – ela se voltou para mim, que ainda permanecia na mesma posição e com certeza com uma cara de indignação maior do que quando entrei.

Estalei a língua, girei nos calcanhares e saí daquela sala de tortura. É, eu fui feliz enquanto vivi. Mentira. Eu nunca fui feliz enquanto vivi, e agora eu não vou poder realizar o meu sonho de montar uma banda e sair em turnê para outro planeta.

–Garota! – quando estava prestes a caminhar pelo corredor ouvi uma voz me chamando. Meu Deus, é a morte. Me virei e vi que eram os dois garotos da sala da diretora. – Pode nos ajudar? – o garoto de cabelos negros e maquiagem me perguntou.

Sabe, olhando assim mais detalhadamente, eles pareciam exatamente iguais.

Aliens! – exclamei.

–Hein? – o loiro arqueou uma sobrancelha, enquanto o outro ria.

–Vocês são aliens. Suspeitei desde o principio! São tão parecidos. Aqueles marcianos estúpidos não prestam nem pra criar um ET diferente do outro! – Ok. Eu podia até estar exagerando. Só um pouquinho, porque eu não sou exagerada.

–Nós somos gêmeos. – o loiro explicou.

–Idênticos. – o moreno completou.

–Legal. Quer dizer, que chato. – Fiz uma cara de desprezo. E eles eram muito diferentes pra serem tão iguais!

–Então, será que pode nos ajudar a achar nossa sala? – o moreno voltou a perguntar.

–Sabe, eu sou uma pessoa muito prestativa e que gosta de ajudar os outros. Mas hoje é meu dia de folga para fazer caridades. – Me virei e comecei a andar novamente. Eles que se virem!

Fui beber um pouco de água. Não deu tempo nem de tomar café, então eu teria que encher meu estômago com água se não quisesse morrer de fome. Meu plano era beber um pouco de água, mas foi uns três litros pelo meu nariz.

Subi as escadas para a minha sala. Nomeie-a inferno. Então, basicamente, fui diretamente para o inferno.

Não querendo ser má, mas já sendo, espero que aqueles gêmeos tenham se perdido.

Bati na porta, e ótimo, o gay do professor de inglês abriu-a.

–Atrasada? De novo? – Ele perguntou. Essa pergunta é tão comum em minha vida que se eu recebesse um dólar pra casa vez que me perguntassem isso eu montaria um banco. – Bem, entre.

Entrei e olhei para as pessoas naquele inferno. Fui diretamente para o fundão, onde sempre me sentava.

–Aberração! – Ouvi Zooey gritar lá da carteira da frente quando eu já estava no meio da sala. Ela sempre me chamava assim.

–E aí, traveco? – provoquei, e o professor me mandou calar a boca. Ele é um maldito puxa-saco da Zooey.

Ela deu um risinho ignorante enquanto eu seguia o meu caminho.

Aí, meu fígado. Não pode ser. Não é possível que eu tenha tanta sorte assim. Lá estavam aqueles dois esquisitos da sala da diretora conversando com o Gregory na maior animação. Enquanto eu morria afogada eles já tinham achado sua futura sala.

Tudo bem, é só ignorar. Eles não têm nem que saber o meu primeiro nome.

–E AE, EMILY?! – Gregory gritou, acenando para mim. Isso porque eu estava só duas carteiras longe dele.

–Gregory, por que você não sai pelado e com uma melancia pendurada no pescoço pelo Central Park? Chama menos atenção! – Bati com força minha mochila na carteira dele, e logo depois sorri. É, eu odeio ele. – Tudo suave na nave?

–De boa na lagoa. – ele respondeu. Então olhei para Anthony, que se sentava na frente de Gregory e que nesse momento se esforçava para manter os olhos abertos. Ele cochilava sentado e com a língua de fora.

Voltei minha atenção para a fileira ao lado esquerdo de Gregory, onde sempre me sentava. E lá estava um futuro morto sentado no meu lugar.

–Emy, esses aí são o Lukas e o Thomas. Eles vieram da Alemanha, acredita nisso? – Gregory comentava animadamente atrás de mim.

–Acredito. – murmurei e me dirigi ao garoto moreno. – Tá no meu lugar, Thomas.

–É Lukas. – ele me corrigiu. Que diferença faz? Eles são todos iguais.

–Tanto faz. Será que...

–Claro. – ele se levantou e passou para a carteira da frente, e eu me sentei no meu lugar, de modo que eu fiquei entre ele e o tal de Thomas. Isso não vai prestar. Nada aqui presta.

Sim, eu amo a escola. Espero que sintam a ironia.




Notas finais do capítulo

Mais enrolação. -q /apanhamuitoemorreestribuchada{?}
Bom, agora vocês conhecem a Zooey... ou não. '-' Ela vai ter um papel significativo na fic... ou não. '-' Tá. Parei. ¬¬'
Logo, logo os gêmeos vão entrar de vez na história. o/
Bom, Emily tem esse jeitão mesmo. Ela tenta passar uma imagem de "bad" e é assim com quem não conhece, mas isso mudará... ou não. '-' -q
Comentários? D: Não se esqueçam, isso é muito importante. *-*