A Ilha da Morte escrita por Jean Walker


Capítulo 4
Albert e Cassandra Arrebentando em Constança




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Constança. Essa cidade fundada pelo lendário imperador Constantino, o Grande é bem agitada por seu movimentado porto e seus habitantes se orgulham muito dele considerando-o o melhor de toda a Romênia.

E não era para menos. Os navios vindos de todas as partes do mundo desembarcavam sedas da China, tapeçarias da Pérsia e pessoas e mais pessoas vindas de diversos lugares rumo aos países europeus e embarcavam com especiarias europeias rumo a Constantinopla, capital do Império Romano do Oriente e também ao Império Chinês.

Não tínhamos tempo para ficar apreciando o movimento dos navios e precisávamos adquirir armas novas para essa misteriosa missão desfazendo-se das nossas armas que ficaram desgastadas depois das terríveis batalhas contra o Horror e Alexander.

Corinna e eu fomos reparar nossos escudos com um ferreiro próximo ao mercado principal e ficamos assustados com o preço absurdo dos reparos. O ferreiro fez uma oferta razoável para mim e graças a isso, tive sorte de reparar meu escudo. Já Corinna revoltou-se com o preço e com a ridícula oferta do ferreiro, mas não teve escolha senão aceitar a oferta.

 Albert, por sua vez, tentou vender uma espada encontrada nos espólios da torre e teve muitas dificuldades para negociar com o vendedor, que a primeira vista parecia tão irredutível como Nathaniel.

 Temíamos que Albert fizesse alguma besteira que comprometeria nossa situação, porém meu amigo manteve uma calma incomum para aquilo tudo e relutantemente aceitou a proposta do vendedor.

 Já Myrymia planejou algo diferente com o dinheiro. Foi a uma loja próxima e comprou poções de cura e de recuperação de fadiga que eram importantes para nossa missão.

 Afinal, essas poções podem significar a vida ou a morte para nós. Quantos guerreiros, elfos, anões e magos não morreram em combate por falta delas?

 E Cassandra teve um pouco mais de sorte com adagas. Adquiriu umas cinco bem afiadas e graças a sua lábia, arrancou uma boa pechincha do vendedor.

 Se não tive muita sorte com escudos, ao menos tive com a minha antiga armadura que consegui vendê-la por um bom preço.      

   Ainda tínhamos dois dias de descanso antes de nosso encontro com Andrei.

     Mas para Cassandra e Albert, aquilo foi tudo menos descanso.

     E muito mais encrenca.

     Encrenca em dobro.

     E tudo por causa de dinheiro e apostas ilegais.

                                           * * *

O clima estava agitado na cidade e o estado de alerta máximo foi dado pelo prefeito pelas notícias de um ataque iminente de demônios pelas redondezas.

 Enquanto Corinna, Myrymia e eu ainda estávamos procurando por armas e equipamentos, Cassandra e Albert estavam fazendo certos “investimentos” com o dinheiro doado relutantemente por Myrymia.

Foram pra um dos cassinos mais vagabundos do local mais barra-pesada da cidade na ânsia de conseguir mais dinheiro para cobrir os custos da viagem.

 Cassandra apostou duas vezes na roleta e acabou perdendo dinheiro nas duas apostas.

 A ladra já estava furiosa com a atitude do dono do estabelecimento e resolveu tentar mais uma vez sendo impedida por Albert.

 Ele resolveu averiguar as roletas e descobriu que estavam viciadas com um pequeno imã que parava exatamente no número que a banca queria.

 Foi aí que a confusão começou de vez.

 Após uma boa briga no cassino, onde tiveram cadeiras quebradas, roletas e bacarás destruídos e três vagabundos jogados pela janela por Albert e Cassandra, os dois resolveram se esgueirar pelos becos na tentativa de fugir da fúria da facção local.

 Os dois foram cercados pelos criminosos e um deles tentou atacar Cassandra pelas costas, porém o máximo que conseguiu foi levar uma bela facada no traseiro.

 Outros dois tentaram atacar Albert pela frente apenas para levarem um soco na cabeça e uma pancada no estômago com o cabo de sua amada Katherine.

 E o último foi derrubado por Cassandra com um chute bem no meio das pernas.

Assim que os dois conseguiram chegar a rua principal, deram de cara com dois guardas que estavam de vigia naquele local e ouviram os gritos dos ladrões.

Para não serem presos, Albert levantou a manga do gibão e mostrou seus ferimentos ao guarda da esquerda enquanto Cassandra tentava convencer o outro guarda que eram apenas inocentes turistas que se perderam na cidade e foram assaltados.    

A sorte dos dois é que os guardas apenas foram alertá-los de que não fossem para aqueles lados dos becos pelo fato de ser o ponto de encontro dos criminosos mais perigosos da cidade e local de muitos latrocínios ocorridos nas últimas semanas.

   Assim que nos reunimos na taberna, os dois relataram o ocorrido. Eu e Corinna ríamos pra valer com o incidente da facada no traseiro enquanto Myrymia lamentava a perda do dinheiro e se enfurecia pela irresponsabilidade dos dois que poderiam ter virado estatística. 

  Os dois dias haviam se passado.

  Era hora de encontrarmos Andrei apesar dos protestos de Albert.

  E de partir rumo ao desconhecido.

  E rumo as respostas sobre o mistério de Asarteri.     


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