Wildflowers escrita por Nonni


Capítulo 3
Aquele do convite.


Notas iniciais do capítulo

Boa leitura!



O auditório da faculdade de Rose Locksley se tornara pequeno para as centenas de pessoas que vieram presentear o espetáculo de jovens artistas. Fazia alguns minutos que as apresentações haviam chegado ao fim, e o movimento na saída do lugar era gigantesco.

Robin se encontrava junto a sua mãe, caminhando para a direção contrária a saída do lugar. Ele achava que Rose não havia o visto na plateia, e estava ansioso para finalmente abraçá-la e dizer o quanto se orgulhava dela. A apresentação da caçula tinha sido esplêndida, e Robin sabia que se quisesse, a irmã poderia conquistar o mundo.

Os dois adultos se encontravam ao lado de fora do camarim, esperando por Rose.

"Estou tão feliz que você conseguiu vir, querido." Anna falou, abraçando o filho de lado. Robin sorriu, abraçando-a de volta.

"Eu também, mamãe." depositou um leve beijo na testa da mais velha. "Como estão as coisas?"

"Estão ótimas, querido. Estariam melhores se você estivesse pela cidade… mas tudo vai se ajeitando, não é?" Anna falou, sorrindo para ele. Robin assentiu. Depois de alguns minutos em silêncio, o homem finalmente deixou sair a pergunta que rondava sua cabeça.

"Mamãe… como você soube que estava apaixonada pelo Richard?" a voz do homem cortou o silêncio, o cenho levemente franzido. Anna inclinou a cabeça, surpresa com a pergunta do mais novo."Digo… depois que meu pai morreu, como você soube que estava pronta para seguir em frente?"

"Querido…" a mais velha começou a falar, mas foram interrompidos pelo grito eufórico de Rose.

"Robin! Eu não acredito!" a garota exclamou, correndo em direção do irmão. Robin a recebeu em seus braços, os dois sorrindo. Era realmente bom estar em família.

"Surpresa, maninha!" Robin falou ao ouvido de Rose fazendo a menina gargalhar.

"Eu amei! Achei que você não viria! Isso não se faz, sabia, Rob?" Rose o advertiu, batendo levemente no braço dele. O loiro fez uma careta, fingindo que doeu.

"Eu passo menos de um mês fora e você já fica mais forte? Anda malhando?" Robin debochou, levando outro tapa. Os dois gargalharam, Robin passando o braço sobre os ombros da irmã, os dois seguindo até a mãe. "Você estava incrível, Rose. Estou feliz por não ter perdido isso." Ele disse a ela, fazendo-a aumentar ainda mais o sorriso, como se fosse possível. A menina ficou nas pontas dos pés e depositou um beijo no rosto do mais velho, seguindo até a mãe e lhe abraçando. Anna devolveu o abraço fortemente, sussurrando no ouvido da filha o quanto estava orgulhosa.

"É uma pena Richard não ter conseguido vir, pois assim a família estaria reunida." Rose disse.  Richard, um dos sócios da Locksley Construções e também marido de Anna, estava em uma viagem de negócios em Londres, tentando fechar uma parceria com uma rede de hotéis a serem construídos lá.

"Realmente, mana. Mas pelo menos o homem mais importante da sua vida está bem aqui." Robin disse, fazendo graça. "E esse mesmo homem fez reservas para o jantar na sua pizzaria favorita." contou e a menina deixou os braços da mãe para se jogar nos do irmão novamente.

"Você tem noção do quão incrível é, maninho?" Ela perguntou, enquanto os três faziam o caminho para fora do lugar.

"É, tenho uma pequena noção de que sou incrível." disse Robin, convencido, fazendo as duas mulheres rirem.

Enquanto dirigia pelas ruas de Nova Iorque, Robin lembrava de que precisava agradecer de uma forma especial Regina, por ter o convencido a ir para casa. Enquanto ouvia sua mãe e irmã conversarem animadamente, o loiro sentia que seu coração estava em paz. E devia isso a Regina.

****

Graham acompanhava Regina até a caminhonete estacionada na frente do hotel, onde havia acontecido o jantar com os patrocinadores. Tudo havia dado certo, e ela acreditava que Robin iria ficar feliz com o resultado. Graham e ela haviam cativado a atenção dos dois homens, que ficaram felizes com o andamento da restauração do Wildflowers.

"Como você conseguiu convencer ele a ir?" Graham perguntou e Regina não entendeu em um primeiro momento. "O Robin."

"Ah… não sei muito bem, acho que ele estava precisando de uma conversa… Robin trabalha demais." Regina disse, enquanto se escorava na Ford Edge e encarava Graham.

"Robin ficou assim depois que perdeu Marian…" o homem disse, pensativo.

"Marian?" Regina perguntou, curiosa. Entretanto, sabia que não deveria especular.

"Sim, a noiva dele." Graham explicou "Mas sinto que não cabe a mim lhe contar sobre isso, Regina." falou, coçando a cabeça. A morena concordou, embora sua mente estivesse agora trabalhando sem parar. Robin fora noivo. Não era mais? "Na verdade, ele me disse que você achou que Rose era a namorada dele." Graham voltou a falar, rindo. Regina revirou os olhos.

"A garota ligou mais de cinco vezes pra ele em um único dia. Eu jurava que ela era uma daquelas peruas de Nova Iorque que tem um treco toda vez que o namorado viaja a negócios." Regina explicou e Graham levantou as sobrancelhas.

"E o que você faria se fosse a namorada?" Ele perguntou, começando a ter uma noção do que se passava com a Regina e com o chefe. Graham não deixou de notar os sorrisos que Robin deu enquanto contava que Regina havia o convencido a ir a apresentação da irmã.

"Não faria nada, Graham. Oras, você tá querendo insinuar o que?" Regina respondeu, incrédula. O homem levantou as duas mãos, sabendo que tocou na ferida da morena. "É um milagre Robin não ter ninguém, sendo o homem que é." falou, se arrependendo no mesmo instante ao ver o amigo levantar as sobrancelha e segurar um sorriso. "Eu quis dizer rico, Graham. Nada com a aparência dele." ela tentou remendar e o homem riu.

"Mas não estou dizendo nada, Regina." riu, levantando as mãos em rendição.

"Sei…" semicerrou os olhos, aproximando-se dele e depositando um beijo na sua bochecha. "Até mais, Graham." seguiu até a porta do motorista e adentrou a caminhonete. Antes de dar partida, entretanto, abriu a janela e chamou o amigo. "Graham, por acaso você tem alguém em Nova Iorque?"

"Não. Por que? Não me diga que é a mim que você quer e não o turrão?" Graham provocou.

"Oh, Deus… ele conta tudo pra você?" ela perguntou. Graham deu de ombros. "E quer saber, senhor Graham, eu ia te apresentar uma amiga, mas acho que o senhor não está merecendo."

"Ah não, Regina. Qual é?" Graham reclamou e fora a vez da Regina dar de ombros, dando um tchauzinho para ele e partindo com o carro.

****

O dia em Nova Iorque havia amanhecido lindo. Os raios de sol entravam pelas janelas, clareando a mesa de café, onde se encontravam Robin e Anna. A mais velha tomava o seu café, de olhos nos movimentos do filho. Pelo modo como sua testa estava franzida, a mulher sabia que ele queria retomar o assunto de ontem a noite. Querendo aproveitar que Rose não havia descido ainda, a mulher resolveu puxar o assunto.

"Querido, o que incomoda você?" perguntou, fazendo com que os olhos azuis voltassem pra ela.

"Está tão na cara assim?" Robin sorriu amarelo.

"Filho… o que está acontecendo, huh? Aquela pergunta que você me fez ontem não sai da minha cabeça." Anna questionou novamente, puxando a mão do filho para a sua.

"Mamãe, eu estaria louco se estivesse sentindo coisas que não tem muita explicação?" Robin perguntou, fazendo Anna levantar a sobrancelha. Ela já fazia ideia do que se tratava. Mas queria ouvir da boca dele. A mais velha esperou que ele falasse, mas Robin se perdeu em pensamentos de novo.

A verdade era que a arquiteta Mills estava mexendo com o coração do loiro desde o primeiro momento que a viu. O sorriso que ela tinha nos lábios quando entrou naquela sala de reunião não saia da cabeça dele. Essa era a verdade. Robin podia fazer uma lista de todas as características de Regina que o deixavam bobo, e o sorriso dela sempre estaria em primeiro lugar. O jeito gentil de ser, a forma como ela era uma ótima profissional, que parecia se importar com as pessoas a sua volta, como ela se preocupou com ele na última quinta feira, a ponto de convidá-lo para beber… todas essas coisas o faziam ficar encantado a respeito dela. E faziam apenas duas semanas que se conheciam… Robin tinha certeza que até o final do mês estaria perdido.

"Qual o nome dela?" Anna perguntou, dando um rápido aperto na mão do filho, para chamar a atenção dele. A mulher já sabia do que se tratava, a pergunta dele só a fez ter mais certeza.

"Regina." Robin respondeu. "É loucura? Eu estar totalmente encantado por uma mulher que conheci em menos de um mês? Eu não sentia essas coisas desde que…" ele parou de falar, engolindo em seco. "Desde que perdi Marian."

"Oh, meu filho." Anna sussurrou, levantando da cadeira que estava sentada na ponta da mesa e indo sentar na do lado do filho. "Se tratando de ser feliz, de se apaixonar, de amar...nunca é loucura. Marian foi uma pessoa de enorme importância na sua vida, meu amor, mas não era pra ser, huh? Onde quer que ela esteja, quer ver você feliz, filho. Sua felicidade não é uma mulher específica, mas a mulher que você escolher para fazer parte da sua vida vai fazer parte dessa felicidade. É incrível que se coração esteja batendo por alguém novamente, filho."

"Você acha mesmo?" perguntou, emocionando.

"Sim, eu acho. O tempo não quer dizer nada, querido. Existem pessoas que conhecem o amor da sua vida e sabem disso no mesmo dia, e existem aquelas que muitas vezes ficam cegas a respeito disso. Essa moça, se ela te faz sentir essas coisas, busque conhecê-la melhor, huh? Leve-a para sair, tenha certeza que ela sente o mesmo. Seja você, querido. E me deixe saber de tudo." Anna disse, brincando no final fazendo o filho sorrir. A mão dela acariciava os cabelos loiros com carinho, o coração de mãe leve no peito ao saber que seu menino estava seguindo em frente.

"Ela me acha turrão." contou Robin e Anna gargalhou.

"Mas, meu filho, de onde ela tirou isso?" perguntou, recebendo uma careta de Robin.

"Você conhece o filho que tem, não é? Nem sempre gosto de fazer certas coisas, e acabo descontando nos outros." Ele disse e agora fora a vez de Anna fazer uma careta.

"Meu menino turrão." Ela sorriu, puxando ele para seus braços. Quando Rose desceu e encontrou a mãe e o irmão no clima do abraço se juntou a eles, alheia a conversa dos dois. Quando Robin lembrou que teria que pegar o voo no final da tarde as duas ficaram tristes, mas resolveram que aproveitariam o tempo com ele.

Mais tarde, Robin pegou o avião esperando que a próxima vez que visse a mãe e a irmã fosse em Crowley Cornes.

***

O final de tarde com clima leve trazia um alívio para os moradores de Crowley Cornes. Depois de enfrentarem o dia quente que a estação trazia, o vento fresquinho do final da tarde era uma benção. Robin desligou o carro, depois de estacionar próximo a casa da fazenda de Regina.

Faziam quase duas semanas que ele havia voltado de Nova Iorque. Estranhamente, a saudade que sentia da cidade estava ficando abafada em seu peito, como se ele agora começasse a se acostumar com o interior ao qual iria ter que viver pelos próximos meses.

Na segunda feira, depois que voltou da viagem, Robin recebeu a arquiteta Mills como um café, uma forma de agradecer e ser gentil com a mulher que, indiretamente, o proporcionou um fim de semana especial. Regina ficou surpresa, o coração dando um pulo no peito com o gesto do empresário. Regina via um brilho nos olhos azuis que não estava lá antes daquela viagem. Foi ali que Regina percebeu a importância que a mãe e a irmã tinham pra Robin. E, por um minuto, Regina se perguntou como seria ser importante para ele também. Ser o motivo pelo qual os olhos dele brilhavam.

No restante dos dias que se passaram, a mudança no homem fora notável. E ele passou a interagir mais, sorrir mais. Regina às vezes se pegava o admirando, e notava que ele também a admirava.

Robin gostava de estar se aproximando de Regina, gostava de tudo que ela fazia-o sentir. Olhando pela janela do carro em direção a casa, o loiro decidiu por aproveitar um pouco mais o ar condicionado do carro, que fazia ele suspirar de alívio. Odiava usar terno e gravata em dias quentes. Desfez o nó da gravata, e a desenrolou do pescoço, guardando no porta luvas do carro.

Embora tivesse se livrado dela por causa do calor, a falta da gravata o fazia respirar melhor. E ele precisava disso no momento, já que se sentia nervoso. Com um adolescente, prestes a encontrar o seu primeiro amor. Bem, ele não era um adolescente e Regina não era seu primeiro amor. Mas o nervosismo sempre estava presente em seu sistema sempre que a mulher estava próxima a ele.

Graham chegara em sua sala há uma hora atrás, implorando que ele levasse rapidamente duas amostras de madeira para que Regina decidisse qual a melhor escolha para ser aplicada nas bordas das lareiras dos quartos do hotel. Robin não entendia porquê a escolha não podia ser feita no dia seguinte, já que a mulher havia pedido folga na parte da tarde. Robin não queria incomodá-la, mas Graham disse que a decisão deveria ser tomada urgentemente e o loiro não teve muita escolha. Além disso, ele não poderia negar que estava feliz por ter um pretexto pra ver a morena.

Robin saiu do carro e andou em direção a casa. Subiu as escadas da extensa varanda, observando o quão aconchegante era ali. Havia uma mesa redonda não muito grande, com algumas cadeiras ao redor. Encostado abaixo da janela havia um banco feito em madeira antiga. Do outro lado da varanda um balanço bonito, também em madeira antiga. Robin bateu na porta e não demorou para que um senhor viesse atendê-lo.

"Boa tarde! Posso ajudá-lo?" o senhor perguntou, mesmo já fazendo ideia de quem Robin era e o que estava fazendo ali.

"Boa tarde, senhor! Robin Locksley, trabalho na obra do hotel com a Regina." o loiro se apresentou, colocando as amostras de madeira em baixo do braço e apertando a mão de Henry. "Ela se encontra?"

"Ah, você é o Robin. Eu sou o Henry, pai de Regina." Henry falou, rindo consigo mesmo. "Ela está montando em Stone." falou, apontando para o lugar onde Regina se encontrava. Robin seguiu com o olhar e pode avistá-la em cima do cavalo.

"Certo, eu vou até lá. Obrigada, senhor Henry." Robin agradeceu.

"Senhor está no céu, meu filho. Pode me chamar apenas de Henry." respondeu e Robin assentiu, descendo os degraus da varanda e seguinte até onde a morena estava.

Ao se aproximar, depois de alguns minutos de caminhada, Robin se escorou sobre a cerca de madeira, observando a morena que fazia alguns circuitos com o cavalo. Pela primeira vez desde que se conheceram Regina usava um chapéu. Os cabelos se encontravam soltos. E a calça jeans juntamente com a camisa xadrez e botas não podia faltar. Aquele momento era de tamanha beleza, que Robin gostaria de guardá-lo pra sempre na memória. A morena não havia percebido a presença dele ainda, e ele gostaria que continuasse assim por um bom tempo.

Robin somente desviou seus olhos da figura que andava de cavalo quando uma coisa passou rápido por suas pernas, passando pelos espaços entre a cerca e indo de encontro ao cavalo e a mulher. Juntamente com os dois, a cachorra de pelagem marrom começou a correr junto, acuando e fazendo Regina sorrir.

Alguns minutos depois, Regina desacelerou com o cavalo e logo desceu do mesmo. A morena parou ao lado de Stone, acariciando a sua crina e pelagem. Depois depositou um leve beijo no bicho.

Um rapaz se aproximou e Regina entregou as rédeas do animal para ele, que logo seguiu para a direção que Robin concluiu que seria os estábulos. Regina virou-se na direção do homem, abanando. A cachorra não parava de tentar chamar a atenção da morena, que rindo a pegou em seus braços.

"Deuses, Lolita… você está quase mais pesada que Stone!" Robin ouviu a morena exclamar, enquanto a cachorra se agitava em seu colo, depositando inúmeras lambidas em seu rosto. Regina gargalhou e Robin sentiu que poderia passar o resto do dia ali, admirando aquela mulher e o amor que ela demonstrava por aqueles animais. Os raios de sol mais alaranjados dominavam a paisagem, e o céu já se encontrava tomando as primeiras pinceladas daquele pôr do sol que seria de fazer suspirar. Aquela mistura de cores, entre azul, rosa, laranja.

Por um momento, Robin se pôs a imaginar como seria viver ali, naquele lugar, com aquela mulher e aquela cachorra. Como seria chegar em casa e ver Regina montando. Ou como seria simplesmente poder admirá-la todos os dias, em diferentes lugares daquela propriedade.

Logo a arquiteta estava na sua frente, mas do outro lado da cerca. Ela tinha um sorriso lindo nos lábios e Robin não pode não sorrir também. Tudo parecia mais fácil quando Regina estava por perto, como se a leveza e o espírito livre da mulher contagiassem.

"Lola, diga oi para o tio Robin" a morena falou, fazendo com que a cachorra em seu colo encarasse Robin.

"Oh, ela já me deu as boas vindas, Regina." Robin falou, fazendo a morena gargalhar. Lola se movimentou no colo da morena e a mesma largou a cachorra no chão, que depois de passar novamente por baixo da cerca e cheirar Robin, saiu correndo atrás de alguns pássaros que buscavam por minhocas no pasto mais distante.

"Deixe eu adivinhar… ela tinha um espaço enorme pra passar mas resolveu passar pelo meio de suas pernas e quase te derrubar?" Regina perguntou, subindo na cerca e sentando-se na mesma, as pernas pro mesmo lado que Robin estava. O loiro riu.

"Você conhece muito bem a sua cria, Regina." Falou.

"O que te traz aqui, Robin? Não me diga que quer aprender a andar de cavalo?" A arquiteta brincou e Robin negou rapidamente com a cabeça.

"Já te falei que cavalos são incríveis em um canto e eu do outro, senhorita Mills." Robin a respondeu e a morena riu, revirando os olhos. O loiro tirou de baixo do braço as amostras de madeira, entregando para Regina. A mulher as pegou, verificando uma e outra. Ela mordeu o lábio enquanto as analisava. E Robin? Robin teve que engolir em seco. Aquela mulher seria sua perdição.

"Eu acho que a escura vai dar um ar mais rural." Ela disse, depois de um tempo. Equilibrou as duas amostras uma sobre a outra em cima da cerca, virando-se para Robin. "Mas eu poderia ter tomado essa decisão amanhã, tudo isso era vontade de me ver, Robin?" Regina perguntou e Robin ergueu uma das sobrancelhas.

"Graham me fez vir, dizendo que era urgente e que não poderia esperar até amanhã." Robin disse e Regina também ergueu uma sobrancelha.

"Então ele queria que a gente se visse, presumo eu." A mulher tomou a mesma conclusão que Robin. Regina desceu da cerca em um pulo pegando as amostras e seguindo com Robin de volta até a casa.

"Amanhã ele vai ouvir." Regina pode escutar Robin resmungar e sorriu, virando-se para ele.

"Aí está o senhor turrão que havia sumido há alguns dias." Ela disse, Robin parando de caminhar, virando-se na mesma direção que a morena. Os dois trocaram olhares. "Eu quase senti falta dele." A morena falou e Robin sorriu.

"O senhor turrão decidiu dar um tempo." Ele falou, se aproximando dela. Regina sentiu uma pontada de nervosismo com a aproximação repentina, entretanto não se afastou.

"Isso é bom. Embora o senhor turrão me renda boas risadas, a pessoa que você se torna sem ele é muito, muito melhor." Ela elogiou e viu quando os olhos azuis brilharam, o sorriso no rosto do homem aumentando em níveis extremos. Robin levou uma das mãos até a bochecha da morena, acariciando delicadamente o local. Regina fechou os olhos, aproveitando o carinho.

"Você fica ainda mais linda com esse chapéu." Robin disse, não se importando que talvez eles não tivessem uma intimidade muito grande para isso. Naquele momento, tão próximo de Regina, o loiro resolveu que seguiria o conselho de sua mãe. Ele criaria essa intimidade. Para elogiá-la, para enchê-la de carinho. Era isso e muito mais que Regina merecia.

"Robin…" ela sorriu, abrindo os olhos castanhos e encarando os azuis.

"Janta comigo?" Ele convidou, castanho e azul travando uma batalha. Se Regina ficou surpresa com o convite, não demonstrou. A morena abriu ainda mais o sorriso para Robin.  

"Hoje?" Ela perguntou e Robin negou com a cabeça.

"Amanhã a noite." disse e Regina concordou com a cabeça, um sorriso crescendo no rosto de Robin. Um jantar, então. Que mal faria?

"Eu janto com você, senhor turrão." Robin tirou a mão do rosto dela, levando-a de encontro a mão da morena, a qual pegou e levou aos lábios, depositando um delicado beijo.

"Passo para te buscar amanhã às 19:00 horas, senhorita Mills." Robin disse, largando a mão dela e seguindo em direção a onde seu carro estava. Regina riu, entorpecida demais pelo momento.

O que aquele turrão estava fazendo com ela?



Notas finais do capítulo

Agora sim a coisa vai começar a ficar boa, hein? O que será que vai sair desse "jantar"?
Espero que tenham gostado do capítulo, acredito que esse foi o mais fraquinho pois não tem muita interação do casal, mas é importante para o desenvolvimento da história. E também queria introduzir devidamente a Rose e a Anna.
Espero que vocês tenham gostado, me deixam saber. Vou começar a responder os comentários rs prometo.
Beijos e até a próxima!



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