Colônia de férias para pais solteiros escrita por Mebe


Capítulo 4
Dia 2 - Maldito seja o vinho que tomastes




Geral

—E a Sam?

Carly, que dividia sua atenção entre Mia e Leon à mesa, ergueu o olhar e encarou Freddie que tomava café junto a ela, também dividindo sua atenção com Violet.

—Está dormindo.

—Ainda?

O moreno olhou ao redor, notando todos os demais pais que estavam espalhados nas outras dezenas de mesas e mirou o relógio no alto da parede.

—São dez da manhã - completou.

—Ela não se importa muito com a hora.

Freddie ergueu as sobrancelhas e Carly riu sem deixar de olhá-lo.

—Ai, vocês dois… - A morena balbuciou.

Logo Marissa se aproximou da mesa com seu típico traje social e tocou o ombro do filho que rapidamente a olhou.

—Freddie, preciso que você faça um favor para mim.

—O que, mãe?

—Preciso que vá até a cidade para mim.

—Eu? Nenhum empregado pode ir?

—Estão todos ocupados e você pode ir rapidinho. Só preciso que compre mais três fardos de refrigerante.

—Agora?

—Sim, Freddinho. Anda. Vai lá para a mamãe.

O moreno revirou os olhos e viu Carly rir da situação. Levantou-se e sentiu Violet puxar sua blusa.

—Papai, posso ir?

—Não, Violet. Fique aí com seus amiguinhos. O papai já volta.

Deu um beijo na testa da filha e suspirou, passando uma mão pelo cabelo.

—Carly, você fica de olho nela para mim?

—Claro.

—Obrigado!

E assim o moreno deixou a mesa, subindo até seu quarto para se trocar e apanhar as chaves do carro.

Trocou-se rápido, reclamando mentalmente, e quando saiu do quarto, indo pelo corredor, avistou Sam parada perto da escada mexendo no celular. Sorriu logo de imediato.

Trajada num shortinho jeans curto, regata preta e uma blusa social azul masculina maior do que ela - herdada de um ex-namorado qualquer - a loira notou Freddie se aproximar com um sorriso estampado no rosto.

—Já está bem tarde, sabia?

—E eu com isso?

—Uma pessoa adulta não deveria acordar a essa hora.

—Falou bem. Não deveria, mas eu acordo.

Freddie sorriu observando a loira que o encarava de volta. Então, teve uma ideia.

—Quer ir à cidade comigo?

—Eu nem tomei café ainda…

—Compramos algo quando chegarmos lá. Não é longe.

Sam mordeu os lábios, pensativa. Sabia onde tudo aquilo poderia levá-los, mas não daria o braço a torcer.

—O que você vai fazer lá?

—Comprar algumas coisas para a minha mãe.

—E por que está me chamando para ir?

Ao ouvi-la, o moreno se engasgou um pouco com as palavras. Pensou, pensou, pensou. Mas nenhuma provocação lhe veio à mente.

—Você está louquinho pela mamãe aqui, né? É perceptível - Sam prosseguiu ostentando seu orgulho.

—E você acha mesmo que está escondendo que também está afim de mim?

—Não sei quem te deu essa esperança, mas vai na fé. Melhor acreditar nisso do que em nada.

Freddie, olhando para os lados, certificando-se que não havia ninguém transitando por ali, aproximou-se da loira que não desviou seu olhar um só segundo e disse baixo, bem próximo à sua boca:

—Sabe o que mais me irrita em você?

—O quê?

—Você sabe que é linda…

—Sei mesmo.

—E sabe que está me deixando louco...

—Também sei.

—Por isso fica me provocando…

—Isso mesmo.

—Mas a sua hora vai chegar, bruxinha. Para a sua informação, eu também sei jogar.

—É mesmo?

A loira se fez de incrédula e, de relance, olhou a boca de Freddie que estava perto da sua.

—É mesmo. Você fica pagando de durona, mas pessoas que são assim como você se entregam no primeiro beijo.

—Quem te falou isso?

—A experiência.

—A experiência? Garanhão você, hein? - Debochou.

—Eu tenho os meus rolês.

Sam prendeu uma risada e mais uma vez olhou de relance para os lábios do moreno.

—E então? Vai até a cidade comigo?

—Você está querendo ficar sozinho comigo para me beijar?

—Nunca neguei isso.

A loira suspirou, afastando-se do corpo de Freddie.

—Vamos ver quem se entrega primeiro então - disse Sam.

Freddie sorriu, sentindo-se vitorioso.

Na cidade

—Pronto.

Freddie, que esperava na fila do caixa com os três fardos de refrigerante que Marissa pedira, olhou para trás e viu Sam.

—Pegou algo para você? - Perguntou e a loira balançou uma garrafa de vinho e um pacote de Doritos. - Vinho?

—É. Algum problema? Você disse “escolhe alguma coisa” e eu escolhi.

—Sim, mas não acha que está cedo para tomar vinho?

—Andou aprendendo isso com a Carly?

—Isso o quê?

—De ficar policiando o que eu bebo ou deixo de beber?

O moreno esbanjou uma expressão confusa no rosto.

—Não, é só que… Quer saber? Deixa para lá.

—Bom mesmo.

Sam, então, sacou do bolso um canivete e o usou para abrir a garrafa de vinho. Freddie, vendo aquilo, arregalou os olhos, mas não disse nada.

—Quer? - A loira lhe esticou a garrafa.

—Não… Valeu.

—Bom que sobra mais.

Freddie

Quando entramos no carro, no estacionamento, Sam já havia bebido quase a metade da garrafa de vinho e o pacote de Doritos já havia ido embora.

Deus, que mulher louca.

—Como você consegue? - Perguntei, mas ela não escutou. - Sam.

—Hum?

—Como você consegue beber esse tanto? Não são nem meio dia.

Ela me escutou, mas não respondeu. Ao contrário disso ficou me encarando com um sorrisinho no rosto.

—Você está louquinho por mim, né?

Não era preciso ser muito esperto para notar que ela estava totalmente bêbada, seu hálito denunciava tudo. Ela, então, se inclinou no banco, ficando próxima do meu rosto, e enlargueceu o sorriso.

—Vai. Diz que você está louquinho por mim.

—Você está bêbada.

—E daí? Eu estou bêbada, mas não estou cega, nem muda nem surda.

Olhei para os lados.

Sim, eu estava louco por ela, mas ela estava bêbada demais e, embora eu saiba que muitos se aproveitariam disso, não me parecia uma boa ideia entrar no jogo dela, afinal já não era ela que falava, mas sim o vinho.

—Sam, eu não…

—Agora vai dar para trás, engomadinho?

—É que…

Não tive tempo para contestar. Tão logo ela subiu no meu colo, pressionando a buzina com as costas diversas vezes.

—Sam, para com…

—Me beija.

—O quê?

—Não era isso que você queria? Me beija.

Eu não podia acreditar. Ela tinha enlouquecido.

Olhei para o lado e vi a garrafa de vinho pelas metades. Quando voltei meu olhar para Sam, ela sorriu travessa e rebolou sobre o meu colo. Merda.

—S…

Tentei dizer algo, mas ela tampou minha boca com a mão suja de Doritos e se colocou a passar a língua pelo meu pescoço. E eu não sou de ferro, né caramba? Juro que tentei segurar, forçando-me a lembrar de que ela estava bêbada e que aquilo provavelmente resultaria numa merda bem grande. Então me segurei, me segurei até o limite. Mas, porra, ela estava se esfregando em mim de uma forma tão gostosa que eu não pude evitar ficar excitado. Quando dei por mim, já tinha agarrado ela. Mas talvez os anjos quisessem me avisar do erro que estava cometendo.

Tão logo quando a agarrei, o celular dela começou a vibrar.

—Atende - incentivei-a apenas para que parasse de beijar o meu pescoço e eu pudesse recobrar minha sanidade.

—Alô…

Deus, ela estava completamente bêbada e a sua voz não escondia isso.

“Alô? Sam?”

Escutei uma voz feminina do outro lado da linha.

“Sam? É você?”

—Merda. É a Carly - Sam sussurrou me olhando.

“Sam, onde você está? Estou te procurando.”

—Eu… Eu saí, Carls…

“Sam, você está bêbada?”

Má ideia. Má ideia - era só o que martelava na minha cabeça.

“Você está bêbada, Puckett?!”

Mesmo escutando a voz de Carly com dificuldade, eu percebi que de repente ela ficou nervosa, mas Sam estava tão bêbada que eu acho que ela nem percebeu.

“Não me diga que você está bêbada, Sam. Caramba, Puckett! Onde você está?”

Olhei a loira e ela parecia totalmente alheia ao que Carly estava dizendo.

Merda.

Tomei o celular da sua mão, vendo-a rir bobamente de qualquer coisa, e tentei acalmar Carly.

—Ela está comigo, Carls.

“Freddie? Como assim ela está com você? Onde vocês estão? E por que ela está bêbada?”

—Ela veio comigo até…

“Traz ela de volta, Freddie. Caramba!”

Foi a última coisa que Carly disse antes de finalizar a ligação. Nunca a havia visto tão nervosa. Mas, de todas as formas, eu não fazia ideia do que estava acontecendo.

Assim que chegamos à casa da minha mãe, Carly estava na entrada de braços cruzados e, a contar pela maneira que ela batia um dos pés no chão, ela não estava nem um pouco calma.

Mal estacionei e a morena veio na direção do carro pisando forte. Abriu a porta do lado de Sam e puxou-a para fora.

—Sam, você enlouqueceu, caramba?!

Escutei-a praticamente bradando quando saí do carro.

Eu tinha que confessar que, embora eu não estivesse entendendo nada, no fundo parecia eu o culpado.

—Relaxa, Carlinha…

—Como vou relaxar? Vocês está… - Vi-a cheirar a loira. - Arght! Você está um nojo, Puckett.

—Me dá um abraço?

Sam perguntou num tom meloso para Carly e se jogou em seus braços. Senti, então, os olhos da morena sobre mim. E eu, que estava contido perto do carro com as mãos no bolso, não tive coragem de encará-la.

—Vem, loira. Você precisa de um banho.

E assim assisti as duas caminharem para dentro da mansão. Carly suportando o peso do corpo da loira que ia escorada nela, cambaleante.

Droga!

Mais tarde

Geral

—Mais para a direita, Freddie.

—Hã?

—Mais para a direita. Ainda está torto.

Marissa estava em pé um pouco atrás da escada onde estava Freddie pendurando um banner. Carly, que há alguns minutos reparava a cena, aproximou-se.

—Quer ajuda, Senhora Benson?

—Ai, querida. Sim. Pode ajudar o Freddie a encher esses balões? Tenho que auxiliar os empregados na cozinha.

—Vai lá. Eu o ajudo aqui.

—Obrigada!

Marissa deu uma última olhada no banner e logo saiu apressada. E Freddie, terminando seu serviço, desceu da escada encontrando Carly já enchendo alguns balões.

A princípio, por mais que tivesse as perguntas saltitando dentro de si, limitou-se a um silêncio incômodo. Mas não se aguentou por muito tempo.

—E a Sam?

—O que tem ela?

—Ela está bem?

Carly suspirou inexpressiva.

—Sim.

—E onde ela está?

—No quarto.

—Carly, eu não fiz nada com ela…

—Eu sei que não.

—Sabe?

O moreno respirou, aliviado.

—Não é com você que estou irritada. É com ela. Na verdade, ela só te usou para se embebedar. Perto de mim ela jamais faria isso.

Por mais clara que Carly pensasse estar sendo, suas palavras embaralharam-se na cabeça de Freddie que, sem entender bem, não disse nada em resposta.

—Eu paguei para ela vir justamente porque eu sei que, se ela ficasse em casa sozinha, ela sairia para beber e ia acabar mal. É assim todos os anos - Carly prosseguiu.

—Mas ela disse que foi ela que pagou.

—Mentira dela. Ela foi demitida mês passado de uma loja de discos e desde então não tem feito nada.

A morena respirou fundo, impaciente com toda a situação. Deixou de lado o balão que enchia e passou as duas mãos pelo cabelo, ajeitando-o num coque. Por fim descansou os braços na cintura.

—A única coisa que me deixa mais aliviada é que ela estava com você. O meu maior medo é que ela se embebede assim na presença de um cara que acabe se aproveitando dela. Ainda mais porque ela não se lembra de nada depois que fica sóbria.

—De nada?

—Não. Raramente ela se lembra.

Freddie engoliu seco, lembrando-se de horas atrás quando estava dentro do carro com a loira.

Nenhum dos dois, porém, notou Sam que, descendo logo após Carly, escutou boa parte da conversa e, em certo ponto, não mais aguentou ser exposta.

—Isso, Carly. Agora só falta falar o meu tipo sanguíneo para ele.

—Sam?

—Surpresa? - A loira se meteu no meio dos dois e olhou de Freddie para Carly.

—Há quanto tempo está aí?

—Tempo suficiente para escutar você abrindo essa sua boca para esse cabeçudo aqui.

—Sam, eu não estava…

—Porra, Carly. Será que você não consegue ficar com essa boca fechada? Precisa ficar contando para esse saco de bosta o que eu faço ou deixo de fazer?

—Ei! - Freddie se manifestou. - Consegue falar sem me insultar?

—Fica na sua. Se não quer que eu…

—Eu não vou ficar na minha. Você está aí insultando a sua amiga sem nem saber bem a razão.

—Claro que eu sei a razão.

—Não sabe, não. Ela estava apenas me contando coisas que não são… Não são segredos.

—Como você sabe que não é segredo? Hã?

Freddie se engasgou com as palavras e, dando um passo para trás, não soube o que responder.

—Sam, não precisa tratar o Freddie assim. Você é que está errada, não ele.

—Ah, que ótimo! Agora vocês dois formam um complô contra mim. Maldita hora que eu fui vir na porra desse lugar.

Sem hesitar, a loira direcionou os passos para longe dos dois. Carly até tentou segurar a amiga, mas foi em vão.

—Acho que eu sou o culpado disso - Freddie resmungou ao ver Sam se afastar.

—Não da maneira como você está pensando.

—Como assim?

—Ela… Ela… Arght! Acho que não devo te contar isso.

Então, Carly decidiu ir atrás da loira, deixando Freddie ainda confuso.

—Loucas - resmungou ao final.

Mais tarde

Carly

No final das contas eu decidi não ir falar com Sam. Eu já conhecia aquela cena. Eu iria atrás dela, tentaria aconselhá-la, ela ficaria nervosa, sem querer me escutar, e então brigaríamos. Dessa vez não. Dessa vez eu a deixaria pensar por si.

Passei, então, o resto da tarde com Mia e Leon que brincavam com outras crianças no pequeno parquinho que havia atrás da mansão. Não vi mais Freddie e nem Sam.

À noite, segundo o cronograma, haveria uma pequena festa no jardim. Com ponche, salgadinhos e música ao vivo. Fui ao quarto com Mia e Leon, para aprontá-los, e tentei não me preocupar quando não encontrei Sam.

—Tia Carly, onde está a mamãe?

—Eu não sei, meu amor. Mas vamos encontrá-la. Está bem?

É certo que até o momento em que Leon me fez aquela pergunta eu não pretendia procurar pela loira, mas do que adiantava ela ter vindo para a colônia se sumia no momento oportuno de ficar com o filho?

Sentada à mesa com Leon e Mia que comiam alguns salgadinhos, olhei ao meu redor e só vi crianças correndo e outros pais conversando.

—Droga, Sam. Onde você se meteu? - Resmunguei para mim mesma. - Crianças, não saiam daqui. Está bem? Eu já volto.

Não me aguentei. Saltei da cadeira e fui atrás da Puckett.

Não foi fácil achá-la. Rodei todo o casarão, olhando em todos os cantos e chamando por ela. Era preciso confessar que quando Sam queria, ela sabia sumir. Aliás, é justamente esse dom dela que a faz ser tão incontrolável.

Então, depois de muito procurar, já próxima da ideia de desistir, ouvi risadinhas vindas da sala de jogos.

Ri. Mas é claro. Ela e o Freddie sumidos? Com certeza daria nisso.

Abri discretamente a porta que estava entreaberta e vi o que supostamente comprovava minha teoria: Sam sentada sobre a mesa de sinuca aos beijos com um moreno que eu deduzi ser Freddie.

—Três dias. Eu falei que não daria três dias…

—Três dias para quê?

Ouvi uma voz soar atrás de mim e quando me virei não entendi mais nada.

—Freddie?

—Sim - ele parecia desconfiado e tinha nos braços algumas garrafas de refrigerante.

Olhei para dentro da sala de jogos novamente e constatei que era tudo real.

—Algum problema? - Freddie perguntou, tentando ver além da porta.

—Não. Nenhum. Por quê?

—Você pareceu assustada.

—É que… Hã…Não. Sabe o que é? Eu estava vendo se tinha alguém aqui na sala de jogos, mas não tem ninguém. Ninguém.

Fechei a porta com uma força desnecessária e aquilo foi o marco inicial de toda a confusão que estava por vir.

—Mas que porra…

Tranquei os olhos assim que escutei a voz de Sam soar lá dentro. Não demorou muito e ela apareceu na porta ao lado do tal sujeito que eu tinha julgado ser Freddie.

—Ah, é só vocês - Sam disse.

—Como assim ‘só vocês’? - Freddie imediatamente pareceu se irritar.

—Eu pensei que fossem fantasmas. Se bem que você não está muito longe de ser um.

O cara alto - e até bem malhado - que estava ao lado de Sam soltou uma risada baixa e Freddie, notavelmente, não gostou.

E lá vamos nós.

—Escuta aqui, eu posso fazer com que vocês dois vão parar fora dessa casa agora mesmo.

—Desencana, cabeçudo. Não tem como você provar para a sua mamãe que nós dois estávamos aqui dentro.

—Eu não preciso provar nada. Ela acredita em mim.

Novamente o cara riu e eu vi a hora de Freddie avançar nele.

—Do que você está rindo, idiota?

—De você agindo como se tivesse dez anos.

—Dez anos é o meu pau!

Não evitei o arregalar dos meus olhos. Todo este tempo que eu conheci Freddie nunca imaginei que ele tivesse esse tipo de linguajar. Mas, eu tinha que confessar, suas palavras não eram frutos do acaso.

—O pau que você não tem?

Sam provocou e no momento que eu achei ser oportuno intervir, Freddie a respondeu de uma maneira nada delicada.

—Não. O pau sobre o qual você rebolou hoje mais cedo.

E assim ele nos deixou ali.

Olhei para Sam e ela parecia trespassada.

Eu, para ser sincera, não entendi foi nada. Eles se pegaram e eu não estou sabendo?





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