Crepúsculo 2.0. escrita por Erin Noble Dracula


Capítulo 4
Baseball


Notas iniciais do capítulo

https://youtu.be/Nd-_akkO7nQ-Chloe pede a ajuda de Bella.



P.O.V. Edward.

Ontem fez sol. Um sol lascado. E na previsão do tempo dizia que seria mais um típico dia nublado.

Convidei a Bella para jogar Baseball com a minha família.

—Oi. Á proposito, eu trouxe presentes.

—Para nós?

—Sim. Olha, admito eles são bregas pra caramba, mas eles tem um propósito.

Ela começou a tirar caixinhas de jóias de dentro da bolsa. Ela abria as caixas e distribuía.

—Esse é do Carslile.

—Esse é da Esme. Da Rosalie, do Emmett, da Alice e esse é pra você meu amor.

—Olha é o brasão da nossa família.

—É só o C de Cullen. Mandei o joalheiro fazer.

—O joalheiro?

—Sim. Isso ai não é bijuteria não. Foi feito pra durar.

—Meu Deus Bella! Quanto custou?

—Não importa. Eu precisava de algum tipo de pedra preciosa, uma gema para o feitiço pegar.

—Feitiço?

—O feitiço que eu coloquei nos anéis os torna... praticamente inestimáveis.

—Você se acha demais.

—Da próxima vez que fizer sol, faça-me o favor de enfiar esse anel no dedo e sair de casa. Dai a gente conversa. 

Disse Bella para Rosalie.

—Espere, está dizendo que estes anéis supostamente nos permitem caminhar ao sol?

—Eu sei que o feitiço funciona. Mas, é melhor testar antes de sair em público porque vocês são um tipo de vampiro que eu nunca vi. Então, talvez... só... talvez, o anel não funcione.

—Existem outros vampiros que usam estes anéis?

Perguntou Carslile e ela fez que sim com a cabeça.

—Um dia te apresento para o Damon. Ele é vampiro só que é diferente. 

—Tem uma tempestade vindo. Só assim dá pra jogar. Vai ver o porque.

—Tá.

—Estou feliz que está aqui, precisamos de um juiz.

—Ela acha que a gente trapaceia.

—Eu sei que trapaceiam. Só, apite se vir alguma coisa.

—Tudo bem.

P.O.V. Bella.

Eu entendi o porque precisavam do trovão. Eles empregavam muita força quando acertavam a bola. Fazia barulho.

—Você tá fora.

Rosalie olhou pra mim com ódio.

—Qual é, é só um jogo.

Disse Emmett. Os reflexos deles eram uma coisa impressionante, mil vezes melhores do que os reflexos do Damon por exemplo. Esther era falha, mas a natureza é perfeita.

Do nada, Alice gritou:

—Parem!

—O que? O que aconteceu?

Os Cullens se aglomeraram.

—Estavam indo embora, mas nos ouviram.

—O que? Quem?

—Vamos.

Edward tentou me tirar do lugar, mas...

—É tarde demais.

—Solte o cabelo.

Soltei não sabendo de que aquilo adiantaria.

—Como se isso adiantasse, posso sentir o cheiro dela do outro lado do campo.

Ah, outros vampiros. Mais filhos do Clã Corvinos.

—Não deveria ter te trazido eu sinto muito.

—Edward, vou ficar bem.

—Só fique quieta e atrás de mim.

Eles vieram. Dois homens e uma mulher. O negro estava á frente, com a mulher e o loiro ao seu lado.

—Eu creio que isso lhe pertença.

Disse o negro atirando a bola para Carslile.

—Obrigado.

—Eu sou Laurent. E estes são Victória e James.

—Eu sou Carslile e esta é a minha família.

—Olá.

—Temo que suas atividades de caça tenham causado um certo problema para nós.

Sim. Os humanos que morreram.

—Nossas desculpas. Não sabíamos que o território estava ocupado.

Território? O que é isso? Vampiros territoriais? Isso é novo.

—Sim. Mantemos residência permanente aqui perto.

—É mesmo? Bom, não seremos mais um problema. Só estamos passando.

—Os humanos estavam nos rastreando, mas os mandamos para o Leste. Estarão seguros.

Eles iam ficar e nós, Edward e eu iríamos embora. Mas, aconteceu alguma coisa. Acho que o vampiro sentiu meu cheiro.

—Trouxeram um lanche.

—A garota está conosco.

—E eu não mexeria com ela se fosse você.

Eles saíram, mas ficou aquela tensão no ar.

—Tire a Bella daqui.

Entramos no carro e...

—Eu consigo! To bem!

Edward entrou no carro e saiu cantando pneu.

—E agora ele vem atrás de mim?!

—James é um rastreador. A caçada é sua obsessão. Minha reação no campo detonou tudo. Transformei isso no jogo mais emocionante de sua existência.

—Deixa.

Tive que catar todas as minhas coisas, magoar os sentimentos do meu pai e tivemos que sair da cidade.

—Tenho que saber uma coisa.

—Que coisa?

—Segura isso pra mim, querido.

Edward pegou e largou.

—Ai!

—Ótimo. Então afeta vocês também. Bom saber. Vou fazer umas granadas.

—Granadas?

P.O.V. Carslile.

Ela começou a amassar umas flores com um pequeno pilão. Misturou as flores na água e fez pacotinhos com aquilo. E uma parte ela bebeu.

Bella fez um círculo de velas e sal.

—De que isso vai adiantar?

—Não é pra vocês, é pra mim.

Bella encheu uma tigela com água colocou-a no meio do círculo, se ajoelhou lá. Arregaçou as mangas da blusa e estalou os dedos.

Com um estalar de seus dedos as velas se acenderam.

—Caramba!

Ela pegou um ramo duma planta e começou a passar na superfície da água pronunciando algum tipo de encantamento.

—Demaite amore, demaite amore.

Então, seus olhos ficaram parados.

—Ei babaca! É. To falando com você. James. Você me quer? Vem me pegar, desgraçado.

Ela parecia estar num tipo de transe. Mas, de repente, passou.

A bruxa piscou. E voltou ao normal.

—Ele tá na minha casa.

—Como você sabe?

—Eu o vi. Rastreei ele.

Então, Alice teve uma visão.

—Então, o curso do rastreador vai levá-lo a um estúdio de balé?

—Conhece este lugar?

—Sim. Fiz aulas quando era criança.

—Sua escola era aqui em Seattle?

—Era.

Ele me ligou. 

—E para onde vamos?

—Que tal, o antigo estúdio de ballet? E Bella, se tentar avisar seus amigos... a mamãe vai sofrer.

—Vejo você lá.

Eu sabia que a minha mãe não tava lá. Se ela estivesse, James já estaria morto.

Enfiei velas e as granadas na bolsa e sai. Nunca pensei muito em como iria morrer, mas morrer no lugar de alguém que eu amo e cumprindo meu dever sagrado. Me parece uma boa maneira de partir.

Cheguei ao Estúdio, não me desesperei. Comecei a espalhar as velas com simetria pela sala cheia de espelhos.

—Você veio.

—É claro que eu vim.

—Velas? Que romântico.

—Minha mãe não está aqui não é?

—Não.

Ele tocou o vídeo.

—Essa é minha parte favorita. Você era uma criança teimosa não era?

—Não me encosta.

—Sabia que você tornou tudo tão fácil. Então, para que as coisas fiquem mais interessantes, pensei em fazer um filme do nosso tempo juntos. Peguei isso na sua casa, espero que não se importe. E... ação. Me diga, como você fez aquilo. Estava na sua casa, mas não estava.

—Eu sou uma pessoa complicada.

—Isso vai partir o coraçãozinho do Edward.

—Ele não tem nada a ver com isso!

—Tem sim. A fúria dele vai proporcionar um jogo mais interessante.

—A minha também vai.

Peguei a granada, puxei o pino e taquei na cara dele.

—Ai! Ai!

Corri para perto das velas. Ele veio pra cima de mim e eu lancei o feitiço.

—De salta!

Como desta vez, eu tinha uma fonte... ele voou bem mais longe. E estilhaçou os vidros.

—O que é você?

—Serva da natureza. Incendea!

Mandei as chamas pra cima dele.

—Vem! Vem!

Ele veio pelo outro lado e outra granada.

—Ai! O que é isso?!

Antes que ele pudesse se recuperar, dei um aneurisma nele. Os Cullens chegaram e eu nem vi.

—E agora, você vai morrer, bastardo.

Acenei com a mão e o cérebro dele virou gelatina.

—Um aceno da sua mão e o cérebro dele derreteu?

—É o que acontece quando as pessoas me irritam. E ele tava me irritando.

—Temos companhia. E são muitos.

P.O.V. Carslile.

Nós saímos e era uma mulher contra um batalhão.

—Demorou, mas finalmente te pegamos.

—Ou talvez eu só tenha parado de fugir.

—Chloe!

Ela tinha velocidade sobrenatural. Era uma vampira. Mas, não se parecia conosco. Eram todos vampiros.

—A sua mordida é sinistra, mas está em menor número. Desista agora e acabaremos com isso rápido.

—Eu tenho uma ideia melhor.

A mulher se transformou numa loba! Ela estraçalhou os vampiros e então... ouvi o som inconfundível de ossos quebrando. E ela era uma mulher outra vez.

—Querem mais? Vamos lá.

Os outros que sobraram caíram mortos. Exatamente como James. E Bella colocou seu casaco nos ombros da mulher. Que respirou aliviada. E... tascou um beijo nela.

—O que?

—Chloe... esses são os Cullen. E aquele bem ali... é o meu namorado Edward.

—Oh!

—Porque está aqui?

—Por causa deles.

—Os Cullens?

—Não. Os vampiros que estão tentando me matar.

—E porque eles estão tentando te matar?

—É um culto.

—Se juntou a um culto?!

—Não! São extremistas. Tipo, nazistas.

—Nazistas?

—Eles odeiam híbridos. Estão obcecados com a pureza do sangue e tudo isso ai.  A líder deles, Greta e um punhado desses bastardos morreu no ano passado.

—A Hope Mikaelson matou na Igreja. Maldito Quartel francês.

—O Vincent cortou a conexão com os ancestrais então... nada mais de magia ancestral. O que significa...

—Nada de ritual da colheita. Finalmente. Aquilo era uma barbárie. Pensei que a Hope tinha dado cabo de todos eles.

—Obviamente não. Eu preciso de ajuda.

—Tá. Só... arruma uma roupa.

—Eu me lembro que você gostava.

—Chloe!

—Não tá mais aqui quem falou.

—A Bella é lésbica.

—Eu sou bi. Ai que situação constrangedora.

P.O.V. Edward.

Saber que a sua namorada teve uma namorada é... porreta. E ver a sua garota pelada na mente de outra garota... é pior.

—Porque não... vamos pra casa e vocês explicam o que está havendo.

Depois de Chloe já estar banhada e devidamente vestida, começamos a conversar.

—Você é uma filha da lua.

—Isso é o seu jeito de dizer lobisomem? Sim. Eu nasci lobisomem, mas virei uma híbrida depois.

—Uma híbrida?

—A magia me fez ser vampira, mas eu nasci lobisomem. Sacou?

—Incrível. Você a transformou em vampira, Bella?

—Eu não.

—Foi o Klaus Mikaelson. Ele é o primeiro e mais forte de nós. Ele usou o sangue da prima da Bella para fazer um exército. Bella me ajudou a quebrar o elo.

—Elo?

—Todos os híbridos são ligados ao criador. Somos escravos daquele bastardo. Bella levou alguns de nós para as montanhas apalaches e a gente teve que se transformar um milhão de vezes. Doeu pra caralho, mas conseguimos. Quebramos o elo. Só que o Klaus ficou puto e matou quase todos.

—Chloe, manera no palavrão.

—Ainda continua chata. Só que agora a filha dele tá fazendo mais.

—A Hope tá fazendo mais híbridos?

—Sim. Só que ela deixa eles quebrarem o elo sem problemas.

—E como vocês ficaram juntas?

—Foi na minha fase complicada.

—Tecnicamente falando, ela não é mais virgem.

—Eu sou sim.

—Só porque não perdeu o ca...

—Silência.

A boca da híbrida sumiu.

—Para de falar besteira. Misericórdia!

—Ela está pedindo para você devolver a voz dela.

—Nada de falar do nosso passado. Combinado?

—Ela disse combinado.

Bella estalou os dedos e a boca dela voltou a aparecer.

—Odeio esse feitiço.

—Da próxima uso o da fome pelo que rasteja.

—Você não faria isso.

—Quer apostar?

—Eu me rendo.

Disse a híbrida levantando as mãos.

—Fome pelo o que rasteja? Que tipo de feitiço é esse?

—Não é um feitiço. É uma maldição. Um método eficiente para matar coisas imortais.

—E o que ele faz?

—Fome pelo o que rasteja. Tá logo no título. A pessoa começa a comer vermes e dai, ela parece que vai vomitar, só que ao invés disso... ela explode. Boom!

—Então, a sua garota teve uma garota. Mano, que é isso?

—Podemos nos focar no problema?

P.O.V. Victória.

Eu e Laurent encontramos o cadáver de James. E outros corpos também.

—Nunca vi cadáveres assim. Nunca vi um de nós morrer deste jeito. O que é isso?

—Não sei. Mas, seja o que for, vai morrer. Meu pobre James. Veja os olhos dele Laurent. Estão vazados.

—Estou vendo. Reconheço este cheiro. É o cheiro da garota.

—Acha que a humana fez isso?

—Não sei. Mas, os Cullens estão envolvidos. De algum jeito.





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