Crepúsculo 2.0. escrita por Erin Noble Dracula


Capítulo 27
O garotinho da mamãe


Notas iniciais do capítulo

https://youtu.be/ylkjtQAnNMQ- A verdade sobre Landon.
ALERTA DE SPOILER! se você não assistiu o episodio 13 de Legacies, não leia!



P.O.V. Landon.

Quando eu acordei, todo mundo tava me olhando com uma cara.

—O que aconteceu?

Hope, M.G., Raf e até o Kaleb estavam me olhando em total choque.

—Já ouviu falar da lenda da Fênix?

—O que?

—Landon... você é uma Fênix.

—Se tá brincando né? Eu... eu morri.

Comecei a me lembrar.

—Você me matou! Seu bosta!

Então... a Clary apareceu.

—Clary? Eu sou...

—Agora eu não sou a Clary. Agora eu sou a sua mãe. Estou tão feliz que finalmente pudemos nos encontrar.

—Minha mãe? Minha me odeia. Ela me largou.

—Aquela mulher... que te abandonou Seylah, não é a sua verdadeira mãe. O meu Poder, meu sangue é o que te faz ser tão especial, tão poderoso. E todos puniram você por isso, mas eu não vou. Porque só eu sei que presente você é para este mundo. Eu te amo mais do que qualquer coisa filho. E eu nunca mais vou deixar nada de ruim acontecer com você.

Ela tocou os meus ombros e eu senti queimar.

—Calma filho, a mamãe te ama. 

—O que está fazendo com ele?!

—O que é preciso. Acredite, me dói muito ter que feri-lo, mas ele precisa saber se defender sozinho. E para isso ele precisa do seu fogo interior. Vamos filho... coloque pra fora.

Depois de sei lá quanto tempo eu fiquei com raiva daquilo e uma onda de energia saiu de dentro de mim.

P.O.V. Hope.

Só vi a energia laranja vindo e dai eu fui lançada longe. Todos fomos.

—É o meu garoto.

—Ai Meu Deus! Hope! Me desculpe, eu não sei o que aconteceu.

—Eu sei. Acessou seu fogo interior, eu destranquei o seu Poder filho.

—Eu tenho poderes?

—É claro. Um lobisomem, um vampiro... rá, criaturas tão medíocres que você encontra um em cada esquina. Mas, uma Fênix... Oh, não há outro como você. Nem mesmo eu.

—Porque está sendo tão grossa?

—Porque ela não é a Clary. Só, tá no corpo da Clary.

—De fato.

—Espera, mas se a Entidade Cósmica Fênix é a mãe do Landon... isso não torna ele tipo um... semi-deus?

—Exatamente.

—É meio tarde pra você aparecer não acha? Você fala que a Seylah me abandonou, mas... você também me largou.

—Não nunca. Eu fui até o Inferno por você literalmente. Mas, não sou um ser sobrenatural, sou uma Deusa. Sair do Malivore foi fácil para mim assim como tirar a humana de lá de dentro. Infelizmente sou estéril, eu não tenho... bom, não tinha uma forma física e tangível, por isso eu precisava de uma barriga de aluguel. Alguém para carregar o meu filho por mim. Estou a eras buscando uma hospedeira, um corpo para habitar.

Ela falou como se comentasse sobre o tempo, acenando com a mão como se aquilo a irritasse.

—Mas, infelizmente, nenhum hospedeiro jamais sobreviveu. Meu fogo queima intensamente, é demais para um mundano suportar. Depois que eu consegui sair, daquele lugar horrível, onde eu deliberadamente entrei para poder conceber você filho, eu me enfiei dentro de uma hospedeira. Não demorou para ela morrer, mas... o sacrifício daquela humana valeu a pena.

—Porque você matou ela?

—Para que eu pudesse segurar você depois que nasceu. Tê-lo nos meus braços, abraçá-lo. Aqueles momentos que passei com você no meu colo foram os mais preciosos da minha vida muito, muito longa. Mas, aquele homem abominável. Ele tentou me jogar naquele poço outra vez, mas eu era muito poderosa para ele lidar, então o desgraçado me atirou de volta no vácuo do espaço. A humana já moribunda, morreu. E desde então, procurei com ainda mais afinco uma hospedeira. E eu finalmente encontrei.

—Você fala como se me amasse.

—É claro que eu amo. Perder você, o seu crescimento, poder te ver, saber que estava sofrendo e não poder fazer nada... me deixou ainda mais furiosa.

—Então, você ama o Landon?

—Porque eu não amaria?

—Você é uma coisa de fogo que possuiu a minha prima. Você não é capaz de amar.

—Um erro da fraca e falha imaginação humana. Eu já tive um irmão. Mas, ele me traiu. Me jogou na escuridão, trancando-me naquele lugar. Eu amava o meu irmão e estou furiosa com ele.

—E quem é o seu irmão?

—Ele tem muitos nomes, mas eu creio que vocês chamam ele de... Deus.

—Tá brincando? Eu sou filho da irmã de Deus?

—Sim. E eu preciso cuidar do Landon de um jeito que você e o seu querido senhor Saltzman jamais cuidariam. Infelizmente não pude segurar suas mãozinhas enquanto dava seus passinhos vacilantes, não pude alimentá-lo, educá-lo, ensiná-lo a controlar seu poder porque... aquele maldito mundano britânico me atirou no vácuo do espaço! A mesma prisão que me segurou desde antes do seu universo ser criado!

Ela andou até onde estava o M.G. 

Kaleb tentou impedi-la, mas ela o fez voar longe. Então, virou um tapa na cara do M.G. que o fez caiu no chão.

—E está certo Milton. Você é um monstro. Mas, serviu seu proposito.

—Meu...  Propósito?

—Sim. O seu pai é Clérigo não é?

—É.

—Então... infelizmente, por mais que me doa na alma apenas dizer isto. O meu filho tinha que morrer para ser capaz  de acessar os seus dons. E ver o Landon morrer, ver você enfiar as suas presas no pescoço do meu filho... foi o momento mais doloroso... da minha longa, longa vida. Ouvir o meu filho, implorar por ajuda foi... tão... doloroso.

M.G. começou a queimar.

—Ai! Para!

—Para. Para para.

—Porque se importa? Ele te matou filho. É uma criatura insignificante.

—Ele é meu amigo. Foi um acidente.

—Tem razão. Este foi um acidente, mas aquele bandido em Seattle que lhe concedeu a cicatriz de bala que felizmente, você já não tem mais... não foi. 

Ela saiu flutuando.

P.O.V. Fênix.

Steven Marshall. Maldito delinquente. Vai pagar pelo o que fez ao meu filho. Todos eles vão.

P.O.V. Landon.

Agora eu acho que sei como a Hope se sente.

—Parece que o seu pai já não é o maior mal. A minha mãe é.

—Bem vindo á família querido. A mãe do meu namorado possuiu o corpo da minha prima. Só mais um dia normal.

Disse Hope me abraçando.

—Hope.

—O que?

—Acho que tá na hora de contar.

—É. Também acho. 

Me levaram de volta para o Instituto e fomos direto para a sala do Doutor Saltzman.

—O que foi agora?

—A sua mãe Fênix, não mentiu quando disse que foi até o Inferno por você.

—Como assim?

—Landon, você foi feito no Malivore. Sua mãe biológica Seylah foi jogada lá dentro por fazer perguntas demais, a Deusa Fênix provavelmente usou a Seylah como uma... barriga de aluguel. Uma encubadora ambulante.

—Como assim?

—Seylah ficou presa no Malivore e quando ela saiu, estava grávida. De você.

—Eu fui feito na banheira do Satã?!

—Foi. A Seylah era empregada da Tríade, a empresa que guarda o portal para o Malivore, quando ela percebeu que estava tendo lapsos de memória, começou a anotar tudo o que fazia, onde ia, a fazer mapas, escrever sobre as criaturas que capturava e para onde levava. Então, percebeu que sua memória estava sendo apagada. Então, um dia ela entrou sozinha e sem permissão no lugar e encontrou um poço negro trancado, cheio de alcatrão ou alguma coisa parecida. Literalmente um poço negro de perdição. E um dia, Seylah acordou no meio do nada coberta de lama sem ter a menor ideia de como chegou lá. E ela descobriu que haviam se passado dois anos, mas havia um lado bom. Ninguém para quem ela trabalhou se lembrava dela. Só que a pegadinha era que Seylah não voltou de lá sozinha.

—Ela estava grávida. De mim.

—Então, você é basicamente uma concepção imaculada divina sobrenatural.

—Caramba! Espera, encontramos a Seylah?

—Sim. Mas, ela se jogou no Malivore para proteger você. Por isso...

—Não nos lembramos dela.

—Sim.

P.O.V. Steve.

Eu tava de boa na minha casa quando vejo o reflexo dela pela TV.

—Olá Steven Marshall.

Do nada ela tava na minha frente, olhando pela janela.

—Para uma espécie tão desprezível, vocês fazem coisas bonitas.

—Quem é você sua vadia?

—Eu sou a Força Fênix. Por milhares de anos eu fiquei presa no vazio, mas agora estou livre. E nada vai me impedir de defender o meu filho.

—Você é louca!

Então todas as flores da minha casa, tudo o que tava vivo tirando eu, simplesmente queimou e virou pó.

—O que...

—Por milhares de anos, fui incapaz de conceber um filho. Mas, então consegui escapar e fui parar num lugar horrível, de propósito. Eu vi os humanos jogaram a mulher no Malivore e eu sabia que era a minha chance. Eu plantei o meu filho dentro dela. E a puxei pra fora. Fiquei vigiando ela e o meu filho não nascido. Eu a vi colocá-lo numa cesta e largá-lo na frente duma igreja como se ele fosse um trapo. E eu sabia que o meu menino seria poderoso demais para esta sua gentinha criar, então me enfiei num corpo e eu o segurei nos meus braços. Mesmo que por pouco tempo. E eu amo meu filho mais do que você imagina. E eu nunca soube se ele me amava de volta até aquele vampiro matá-lo.

—Eu não sei o que é isso. Mas, para agora.

—Não. Você queimou o meu filho com cigarros por esporte.

—Landon? Aquele moleque infernal...

—Agora vou te mostrar o verdadeiro significado da palavra queimar. Eu vou destruir você. Como você o destruiu.

Então, eu senti a pior dor que alguém pode sentir. Vi as labaredas vermelhas brotando e apaguei.

P.O.V. Fênix.

Eu catei as cinzas e as coloquei numa urna. Tive certeza de deixar um objeto pessoal do infeliz intacto para que o meu filho pudesse identificá-lo.

—Ele vai ficar feliz. O meu filho vai se sentir seguro.





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