Crepúsculo 2.0. escrita por Erin Noble Dracula


Capítulo 26
Relíquias de Família


Notas iniciais do capítulo

https://youtu.be/M-7eWBPwaeY-Clary filme caseiro



P.O.V. Henry.

O quarto dela era cheio de artefatos históricos, livros de valor inestimável.

Adagas, espadas, frascos cheios de plantas, pós coloridos, velas.

—Olha só isso! É uma bela espada.

—A espada de Rayna Petrova. A minha ancestral caçadora.

—Pensei que você fosse Mikaelson.

—E eu sou. Por parte de pai, mas por parte de mãe, eu sou Petrova. Descendente de duas das mais antigas linhagens do mundo.

—Então, todos esses artefatos, você herdou da sua família?

—Exato. Agora vou fazer seu remédio

Enquanto ela misturava as ervas, comecei a fuçar nas coisas. Livros tão antigos que era um milagre estarem inteiros, umas ervas que nunca tinha visto antes.

—Porque você não escolheu fazer botânica ao invés de história?

—Não preciso fazer botânica. Aprendi a mexer com ervas desde que era criança, minha mãe e minha tia Freya elas me ensinaram.

—Você tem uma bela coleção de relíquias.

—É. Eu tenho. Não toque nisso!

—É só uma faca.

—Não. Não é. É a adaga do Papa tunde.

—Outro ancestral seu?

—Não. Só um inimigo que agora está morto.

—Quem é mais velha? Você ou a sua prima?

—Hope. Apesar dela ser mais velha, nós duas somos primogênitas.

—Impossível.

—O impossível é só questão de opinião, Henry. Veja bem, meu tio Klaus, pai da Hope é um filho fora do casamento, ele e o meu pai são filhos da mesma mãe, mas não do mesmo pai. Hope nasceu e depois, eu. 

—Então, sim é possível.

—Como eu disse. Hope é primogênita pelos dois lados da família, como eu. A primeira neta de Esther e Ansel, e a primeira criança Laboneire da nossa geração. Eu sou a primeira neta de Mikael Mikaelson e a primeira criança verdadeiramente Mikaelson e Petrova da nossa geração.

—Seus avós se divorciaram?

—Eles morreram. Antes da gente nascer. Como pode ver, eu tenho uma família complicada. Nunca consegui entender completamente o elo fraternal mesmo conhecendo meu pai e meu tio Klaus. Eles machucaram um ao outro mais do que qualquer um, mas são viciosos em se tratando de proteger um ao outro. Mas, e você?

—Minha mãe me criou sozinha, meu pai foi embora quando ela contou que estava grávida. O que é isso?

—Um vídeo caseiro. Minha tia Rosalie tinha mania de filmar e editar enquanto que tia Alice gosta de me fazer de boneca.

—Bom, então... vamos assistir.

Coloquei o disco no aparelho de Blue-Ray e era um monte de Clary. Havia uma música, a letra passava na tela sob a imagem.

—Quem está cantando?

—Eu. É um monte de Eu. Ser filha única tem suas vantagens.

—E a mãe da Hope foi embora?

—Não. Ela... A Hayley foi... ela foi assassinada.

—Sinto muito.

Clary começou a me mostrar suas fotos de família.

—Essa é a Hope bebê, a mãe dela Hayley, tia Rebekah, meu pai, tio Klaus e essa é ela com a tia Freya. Nesta temos a Hope criança, meu pai, meu tio, Hayley e o tio Kol.

Então vi uma foto da Hope, o pai de Clary, uma mulher desconhecida e um bebê.

—E quem são a mulher e o bebê?

—A mulher é a minha mãe e o bebê... sou eu.

Então, vi a mãe dela com outro homem.

—Seu padrasto?

Clary riu.

—Não. Essa era... minha tia Elena e o marido dela, meu tio Stefan. Espera, será que são eles mesmo?

—Não reconhece seus próprios tios?

—Stefan e Silas são gêmeos. É praticamente impossível distinguir os dois.

Ela pegou o retrato na mão e olhou mais atentamente.

—Sim. Tia Elena e tio Stefan. E esses aqui...

Disse pegando outro porta retrato.

—São Silas e Amara.

—Como sabe?

—O diabo está nos detalhes.

Então havia outra com cabelos cheios e cacheados, roupas exageradamente decotadas e apertadas.

—E esta?

—Katherine.

—Então sua mãe tem três gêmeas.

—Ela tinha. As outras duas morreram, a tia Elena se formou em medicina, teve uma vida longa, feliz e humana e ai ela morreu. E a Katherine cometeu suicídio depois que a filha dela morreu.

—Nossa! Que horrível.

—Eu sei.

—E esses, quem são?

—Bonnie Bennett que também já morreu, meu tio Damon e a tia Caroline. Ela é madrasta da Hope. Essas duas são Josette e Elizabeth Saltzman, são filhas da tia Caroline com o Doutor Saltzman.

—Olha só que vela linda. Ela é toda trabalhada, decorada. Nunca tinha visto nenhuma vela como esta.

Tirei o esqueiro do bolso.

—Não! Não desperdice esta vela, pode acender qualquer outra menos esta.

—Porque?

—Porque essa é especial. Eu tenho algumas velas especiais.

—E o que tem de especial nesta?

—Supostamente, é uma vela de chama negra, feita da banha de um criminoso enforcado. Diz a lenda que se ela for acesa por um virgem numa noite de Sanhain, pode trazer os mortos de volta a vida.

—E você acredita?

—Acredito que o mundo é um lugar muito mais misterioso do que você pode se quer imaginar.

—Mais alguma vela especial?

—Essa. Uma vela da Babilônia. 

A vela era toda preta.

—Se você acender e pensar num lugar específico, a vela te transporta para lá. Como um portal.





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