Crepúsculo 2.0. escrita por Erin Noble Dracula


Capítulo 23
Duas bruxas na faculdade


Notas iniciais do capítulo

Não tenho nada contra a Faculdade. Esta Faculdade não é de verdade, é falsa ok? É inspirada na verdadeira com um toque de Gossip Girl.



P.O.V. Clary.

Conseguimos! Hope e eu passamos para a universidade de Cambridge! Nós vamos de intercâmbio.

Quando chegamos tava o mó frio. A Universidade é só para os privilegiados, a elite e tudo isso ai. Nossos pais super-protetores que tem inimigos saindo pelas orelhas mandaram seguranças atrás de nós.

—É. Já chegamos causando.

—Somos Mikaelson, priminha querida.

Disse a Hope tipo, ai que saco ser Mikaelson. 

—Não dá pra ser normal.

—Normal é relativo.

—Concordo. E cá entre nós, eu me aceito e estou confortável com quem eu sou.

—Somos duas.

Assim que a Limousine estacionou tudo mundo encarou e quando saímos...

—Estou sendo bombardeada.

—Bloqueia.

—Mas, eu adoro sotaque britânico.

Disse com um biquinho.

P.O.V. Hope.

Ai, a minha prima é um sarro. Me divirto muito com ela, ela é tão autêntica. Ás vezes autêntica demais.

—Ai, lembra do pacto ein? Primas primeiro, meninos depois.

—Sempre. Família é sempre e para sempre.

Nos demos as mãos e fomos escoltadas para dentro da Universidade. 

Eu sou mais tímida, ela é mais extrovertida.

—Sei que sente falta dela, mas ela estaria orgulhosa de você.

—E a sua promessa?

—Não preciso estar na sua cabeça pra saber o que está pensando. Eu te conheço!

Disse ela revoltada por eu ter duvidado.

—Desculpe.

—Desculpada.

Então apareceu uma mulher de terninho toda chique.

—Vocês devem ser Hope e Clarissa Mikaelson.

—Quase, eu sou a Hope e ela é Clary.

—Certo. Bom, bem vindas á Universidade de Cambridge. Temos os melhores alunos, as mentes mais brilhantes.

Vi a Clary torcer o nariz, discretamente.

Nós demos um passeio pelo Campus e era lindo. Terminado o Tour, fomos para o nosso dormitório.

—Uau! É tão grande.

Enquanto desempacotávamos as coisas íamos conversando.

—Então, e quanto ao seu lance com o Jace?

—Ele ficou todo surtado quando soube que eu viria pra cá e nós brigamos. Terminamos.

—E quanto ao Alec?

—Ele voltou para a Itália para dar um jeito nos Volturi. Tipo, tomar as rédeas e tal, porque as coisas por lá tavam ficando tensas.

—Os assassinatos em massa da TV.

—Isso. Os mundanos estavam ficando desconfiados e não queriam que colocassem polícia no meio. E o seu lance com o Landon?

—Ainda estamos juntos. Decidimos tentar namoro á distância.

—Isso raramente, funciona, mas boa sorte.

—Encorajador.

—Desculpe. Só... to com dor de cotovelo.

—Tudo bem.

—Não, eu não tenho o direito de ser uma bitch com você. Estou feliz por você e pelo Landon, espero mesmo que dê certo.

—Obrigado.

P.O.V. Charlie.

As garotas do intercâmbio chegaram e elas são as gatas mais gatas. Vi as duas de mãos dadas, será que são namoradas? Seria um desperdício.

Eu sou Charles Carlton. Meu pai é um membro do Parlamento.

—Você viu as garotas do intercâmbio?

—Sim. Eu vi.

—Elas são muito gostosas. Espero que não sejam namoradas.

—Elas são primas.

E este que acaba de falar é Henry Fitzpatrick, filho da diretora Fitzpatrick.

—Elas são muito gatas.

—Estamos aqui pra estudar Charlie, ser alguém na vida.

—Isso não nos impede de nos divertirmos.

P.O.V. Henry.

Eu sou o filho da diretora, tenho que dar o exemplo. Eu não sou um nerd total, mas sou o melhor aluno do meu curso. Vou á festas, danço e bebo um pouco, só que sou filho de mãe solteira. Sei o que minha mãe teve que passar para chegar onde chegou. Foi subestimada e sempre houveram os caras idiotas que a tratavam como um pedaço de carne. Então, tenho um profundo respeito por mulheres. O meu amigo Charlie é um babaca total com as meninas, mas ele tem seu lado bom.

Numa coisa ele tem razão, as garotas do Intercambio são muito bonitas.

Eu faço história. Adoro história. Essa conexão com o passado.

Logo era hora da aula. E imagine a minha cara quando uma das alunas de intercâmbio entra na sala. Ela se senta na carteira ao meu lado.

O professor entra.

E começa a passar a matéria.

—Guerra das Rosas.

Então, ela riu. Mas, para ela mesma do que para a sala.

—Oh! Temos um rosto novo.

—Olá senhor. Não se incomode, pode continuar.

—Não gostaria de se apresentar?

—Eu sou a Clary Mikaelson.

—Oh, uma das inter cambistas.

—Sim senhor.

Ele olhou na lista de chamada.

—Não há registro de...

—Clary é apelido. Sou Clarissa.

—Muito prazer, eu sou o Senhor Molina.

—Muito prazer.

O professor continuou a aula.

P.O.V. Clary.

Meu Deus! Eu to com saudade do Dorian. Ele era professor de história lá no Instituto. Acho que um relato em primeira pessoa é mais emocionante do que isso, mas este é o mundo dos mundanos. É assim que eles veem o mundo. Nada de vampiros, imortalidade, bruxas, magia, lobisomens, híbridos, shadowhunters, feiticeiros, demônios, anjos ou Tribridas.

—Ei! Americana?

—O que?

—A aula já acabou.

—Certo. Eu só tava meio distraída.

—Eu sou...

—Henry Fitzpatrick, o filho da diretora.

—Uau! Tá informada ein?

—Sempre. É um prazer te conhecer.

—Igualmente. Quer que eu te leve até o pátio?

—Adoraria.

Nós conversamos, contamos algumas coisas um para o outro. Nada de mais, só jogamos conversa fora.

Então eu vi a Hope conversando com algumas garotas e fiquei feliz por ela, até que eu ouvi os pensamentos delas.

—Ah, mas não vão mesmo. Nem pensar que eu vou deixar isso acontecer.

—O que?

—Nada. Desculpe.

—E ai, gatinha eu sou...

—Agora não Charles. Com licença.

Ela simplesmente deixou Charlie falando sozinho.

—Ela sabia meu nome.

—É. Mas, como?

P.O.V. Hope.

Estava tão feliz, fui convidada para uma festa. Agora só preciso duma fantasia.

—Hope.

—Você nem vai acreditar no que...

—Não é uma festa á fantasia. A festa vai ocorrer, mas ninguém vai fantasiado. Estão planejando filmar você de fantasia, filmar e postar na internet com todo mundo rindo da sua cara.

—Sério?

—É claro. Acha que eu mentiria sobre alguma coisa pra você? Acha que faria algo para te prejudicar? Olha, eu sei que desde que eu atingi o cem por cento, as coisas ficaram... complicadas, mas... eu nunca trairia você. Você é como se fosse minha irmã, é minha família e família é...

—Sempre e pra sempre.

—Isso.

—Então, porque nós não arrumamos looks de arrasar e damos uma lição nessas vadias?

—Então, partiu. Vamos acabar com elas.

—Falou como uma verdadeira Mikaelson. Ninguém tenta tirar uma onda com a minha prima e se safa. Toca ai.

Nós batemos as mãos.

 





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