Crepúsculo 2.0. escrita por Erin Noble Dracula


Capítulo 11
Clary Mikaelson sete anos depois


Notas iniciais do capítulo

https://youtu.be/-xi_iWfsncg-Lydia grito.



P.O.V. Clary.

Meu nome é Clarissa Cullen Mikaelson. E eu sou filha de um vampiro original e uma duplicata.

Me fizeram todo tipo de exame e não detectaram nada fisicamente errado comigo. Nenhum dano no cérebro, nada neurológico, nenhum trauma psiquiátrico e ainda assim, eu vejo coisas que não estão lá, e tenho alucinações ferradas.

Vou com uma amiga para Nova York, nós vamos dar uma voltinha por lá.

P.O.V. Lydia.

Meu nome é Lydia Martin e eu sou uma Banshee. Eu e minha amiga híbrida doida viemos para Nova York para curtir. Só não contava que ia gritar.

Eu nem sabia direito para onde estava indo só, vim parar na frente de uma boate e quando eu gritei eu senti a morte.

—Clary!

Quando cheguei ela estava encima de uma passarela ou sei lá o que. E tinha uns tatuados lá. As tatuagens deles eram parecidas com as coisas que a Clary desenha nos cadernos.

—Quem diabos são vocês?

P.O.V. Alec.

Eu ouvi aquele grito de longe. Não era um grito normal. E o que mais me atinou foi o que a voz gritou.

Quando chegamos havia alguém encima da passarela da antiga fábrica.

Então, alguém perguntou:

—Quem diabos são vocês?

Não me liguei. Não até a voz ao meu lado falar:

—Ei! Arqueiro! Você é surdo?

—Você pode me ver?

—É claro que eu posso. Quem diabos são vocês?

—Sou Alec Lightwood.

—Lydia Martin. Ela vai se suicidar. E em público. Ai, como diria a mãe dela... Misericórdia.

—A menina vai se matar e você está preocupada não porque ela vai se suicidar, mas porque vai fazer isso em público?

—É difícil explicar. Ai, eu não fui feita pra isso. Clary! Oh Clary! Eu sei que tá me ouvindo. Não se jogue. Eu vou chamar os bombeiros e eles vão te descer dai. Sua Original perturbada.

Original? O que isso deveria significar?

Ativei minha runa de visão e...

—Meu Deus! É a Clary!

—O que?

—Ativa a runa de visão Izzi.

Quando ela viu eu tive certeza.

—Meu Deus! Como ela sobreviveu?

—Alô é da emergência? A minha amiga surtou e ela vai se suicidar. Ela vai se atirar duma passarela perto da boate Pandemônio.

—Estamos mandando unidades e os bombeiros.

—Rápido por favor. Ai Meu Deus ela vai pular!

A garota ruiva de olhos azuis largou o celular e saiu correndo, começou a escalar a ponte.

—Clarissa não se atire!

Nem adiantou, ela se jogou, mas a outra a pegou pela mão.

—Ai como você pesa.

—Os monstros querem me pegar. Me deixe morrer, eu quero morrer.

—Para de chacoalhar Clary, você vai cair!

—Eu quero morrer!

As duas ficaram penduradas na ponte.

—Socorro. Cadê os bombeiros?

P.O.V. Lydia.

Sinto a necessidade de gritar ficando maior. Nós vamos morrer. A Clary vai morrer. Então, não consigo mais segurar e o grito sai seguido pela queda.

P.O.V. Alec.

O grito que ela deu foi tão potente que deu pra ver as ondas sonoras saindo da boca dela, vidros estilhaçados, lâmpadas explodindo. Os bombeiros e a polícia mundana chegaram. E as duas estavam no chão.

Lydia estava viva, mas Clary não.

—Pelo Anjo!

—Eu lamento em dizer que a sua amiga...

—Morreu? Eu sei.

—Vamos levar o corpo...

—Vocês não vão levar o corpo pra lugar nenhum. Vamos lá bebê milagroso mentalmente desequilibrado.

Ela começou a arrastar o corpo para longe.

—Você pesa uma tonelada Clarissa.

—Tudo bem, eu cuido disso. Sou o detetive Garroway.

—Lydia Martin. Agora, se me der licença, estou com pressa. Como queria que o Scott tivesse aqui.

Ela arrastou o corpo até um lugar isolado.

—Senhorita, por favor precisamos levar o corpo para...

—Três, dois... um.

A Clary respirou. Todos os ossos quebrados se concertaram.

—Não! Não! Eu quero morrer!

—Você é imortal Clary. Você não morre.

—Porque você quer morrer Clary?

—Os monstros. Monstros de olhos amarelos, de olhos violeta, coisas horríveis, pessoas que tem tentáculos horrorosos saindo bem do meio da cara, e o prédio. O pesadelo do prédio é de longe o pior. A luz azul e ai o fogo vindo e boom! Os remédios não funcionam, nada funciona. E aquelas coisas não morrem. Elas não morrem.

—Mas, e as suas coisinhas brilhantes? As coisinhas brilhantes são legais.

—Eu nem sei fazer funcionar. Lydia eu vou tomar a cura.

—Não. Não vai não. Vamos voltar para o hotel e você vai tomar banho e se deitar.

—Eles estão em todos os lugares. Não posso mais viver, por favor entenda.

—Ei.

Ela olhou para mim.

—Você pode me ver?

Clary fez que sim.

—Qual é o seu nome?

—Clarissa Cullen Mikaelson.

—Você sabe quem eu sou?

Ela fez que não.

—Suas tatuagens. Elas parecem com as minhas coisinhas brilhantes.

—Presta atenção, meu nome é Alec Lightwood. E as coisas que tem tentáculos saindo do rosto são demônios. Demônios Raviner. Eles são metamorfos, assumem a forma daqueles com quem fazem contato físico. Você não é louca Clary. Você tem a visão.

—Então eu não sou doida?

—Não.

—Legal! Vem Lydia! Vamos sair pra dançar e comemorar, beber até vomitar!

—Espera. Eu to de salto.

Aquela Clary imortal arrastou a garota para dentro da boate.

—Retiro o que eu disse. Ela é doida.

—Como é possível tamanha semelhança?

Isabelle veio correndo.

—Gente, vocês não vão acreditar! Essa Clary é uma versão completamente porra louca. Ela tá bebendo todo o estoque do bar da boate.

—Isabelle. Alexander.

—Oi Magnus.

—Nós temos um sério problema.

—Que seria?

—Tem uma bebê Original brigando com uma mundana lá dentro.

—O que é uma bebê Original?

—Uma híbrida filha de um dos primeiros vampiros do mundo.

P.O.V. Clary.

Estávamos dançando na boate quando eu vi um garoto loiro. Ele tinha as mesmas tatuagens dos outros. Estava sentado no bar.

E não tinha escolha, precisava conhecê-lo. Sentei ao lado dele.

—Não to interessado.

—Nossa! Mas, eu nem disse o meu nome.

Ele olhou pra mim e os olhos dele pareciam que iam saltar da cara.

—Clary?

—Oi. Quem é você?

—Sou eu. Jace.

—Bom, é um prazer conhecê-lo Jace. Isso vai soar esquisito, mas que se dane. Eu tenho sentimentos fortes por você, só não decidi se são negativos ou positivos ainda.

Ele pegou na minha mão e eu senti uma corrente elétrica. Como pequenos choques.

—Você está aqui. Está mesmo aqui.

—É.

Li os pensamentos dele e... vi meu pesadelo na cabeça dele. A luz azul, a mulher explodindo, a mão me agarrando.

—Porque o meu pesadelo tá na sua cabeça?

—O que?

—A luz azul, a mulher explodindo, o defunto levantando e me agarrando.

—Você se lembra disso?

—É um pesadelo.

—Não Clary. Não é só um pesadelo, é uma lembrança.

—Ok. Isso tá ficando muito estranho. To caindo fora.

—Espera. Espera, Clary por favor. Me desculpe tá. Vamos começar de novo. Porque não vamos para outro lugar, um menos barulhento para conversarmos.

—Eu estou com uma amiga.

Meu celular apitou. E quando olhei aquela mensagem...

Por favor, não fique brava comigo, mas o arqueiro me convidou pra sair. Posso dizer sim?

Eu ri e mandei uma mensagem de volta.

Divirta-se.

—Bom, acho que alguém lá encima tá do seu lado colega.

—O que?

—Minha amiga acaba de me chutar.

—Então, vou pagar a conta e nós vamos sair daqui.

—Apoiado. Vou pagar o que eu bebi.

Eu paguei com cartão e nós saímos para dar uma volta.





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