Crepúsculo 2.0. escrita por Erin Noble Dracula


Capítulo 12
Uma família complicada




P.O.V. Jace.

Eu quero saber mais sobre esta Clary. Quero saber o que ela sabe.

—Qual é o seu nome?

—Clarissa Cullen Mikaelson. Nasci dia vinte e quatro de fevereiro, meu pai é Elijah Mikaelson e minha mãe é Renesmee Carlie Cullen. E você?

—Jace Herondale. Meus pais eram Celine e Stephen Herondale.

Nós estávamos caminhando pela rua.

—E que tipo de ser sobrenatural é você?

—Ser sobrenatural?

—É. Sabe, fiquei feliz quando aquele arqueiro me disse que eu não era doida. Mas, meio apavorada em saber que os monstros são de verdade mesmo.

—Arqueiro? Você quer dizer o Alec?

—Isso. E como vocês tem as mesmas tatuagens, presumo que sejam o mesmo tipo de ser sobrenatural.

—Eu sou um Shadowhunter, Clary.

—E eu vou querer saber o que é isso?

—Nós protegemos o mundo dos humanos, do mundo dos demônios.

Ela parou bruscamente e perguntou chocada:

—Então você consegue matar aquelas coisas?! 

—Sim.

—Como?

—Nossas armas são forjadas com a ajuda dos anjos.

—Anjos? Anjos tipo... aqueles alados e divinos?

—Sim.

—Ah, eu tenho que me sentar.

Ela simplesmente sentou no chão.

—Gárgulas, dríades, unicórnios, vermes controladores da mente, uma gênia diabólica, vampiros, lobisomens, híbridos, tri-híbrida, uma banshee até ai tudo bem, mas anjos? Onde estavam os anjos quando os vampiros nazistas mataram a mãe da Hope?! Ou quando tem um maluco em algum lugar que quer liberar o Malivore que é uma dimensão do Inferno que engole seres sobrenaturais e os apaga da existência?!

—O que?

—É. Pois é. Todos esses seres citados acima existem e todas as coisas aconteceram de verdade. Mas, você tem o coração batendo e batendo a um ritmo humano, então... o que te torna sobrenatural?

—Eu tenho sangue de anjo. Todos os Shadowhunters tem.

—Tipo um nephilim?

—Sim.

De repente, fomos cercados.

—Passem as coisas.

Ela não reagiu como eu esperava.

—Não tá vendo que estamos conversando?

O homem apontou uma arma para a cara dela.

—Eu não vou pedir de novo.

Num movimento muito rápido ela agarrou o braço dele.

—Qual é cara? Isso não é jeito de se tratar uma dama!

Ela quebrou o braço do assaltante.

—Ai! Que porra é essa? 

Afundou os dentes no pescoço dele. E o matou.

Os outros tentaram correr. Mas, ela era mais rápida.

—Vocês não podem correr mais que eu!

Agarrou um pelo pescoço. 

—Não podem lutar contra mim.

Track. Com uma mão o pescoço do cara foi quebrado.

—E acabaram de estragar o meu não encontro.

Ela arrancou os corações deles de dentro do peito.

—Isso sem contar que mancharam meu vestido Prada novo e estragaram as minhas unhas. Que feio. Eca.

Clary jogou os corações no chão com nojo.

—Então, onde a gente tava mesmo? Ah, é sangue de anjo.

—Você é uma vampira.

—Em parte. Mas, sangue de anjo?

—Clary você acaba de matar oito mundanos.

—Eu acabo de impedir um assalto e salvar as nossas vidas e a minha virtude! Porque esses filhos da puta estavam pensando em nos roubar e me violentar. Então, não olhe pra mim com esses olhinhos cheios de julgamentos.

—Como assim em parte?

—Bom, como eu começo a explicar a minha família? Vamos começar com... Sempre e para sempre. É o nosso lema. Nós lutamos uns pelos outros sempre e para sempre independente de tudo.

—Sua família?

—Minha mãe é uma híbrida meio vampira, meio bruxa cem por cento Doppelgganger. E o meu pai é um Vampiro Original. Um dos primeiros vampiros do mundo. Eu sou nascida, não mordida.

—Um... uma híbrida? Seu pai biológico... é um vampiro?

—Não só um vampiro, ele é um Original.

—E quantos Originais existem?

—Considerando que há duas raças diferentes de vampiros e de algum jeito eu pertenço ás duas, então tem a minha família e Marcus Corvinos.

—Sua família? Tem uma família inteira de vampiros Originais?

—Tem. Tá vamos contar, começando com os meus parentes que são só vampiros. A tia Rebekah, tio Kol, tio Finn, meu pai Elijah e o vovô Mikael. Só que o vovô Mikael já morreu. O tio Klaus matou ele. Mais de uma vez.

—E os que não são só vampiros?

—O tio Klaus. A magia da vovó Esther fez ele ser vampiro, mas ele nasceu lobisomem.

—Então o que ele é? Vampiro ou lobisomem?

—Ele é os dois.

—Caramba!

—Por isso que ele é meio estressado. Espera, eu vou me lavar, trocar de roupa e ligar para a polícia.

Bateu um vento e ela estava de volta. Com as roupas trocadas. Ela olhou para as unhas.

—Não. Nada de unha quebrada e nem sangue embaixo.

Clary tirou o celular da bolsa e discou.

—Hora do show.

—Nove um um, qual é a sua emergência?

—Moça! Por favor, eles estão mortos! Estão todos mortos! Parece que foram atacados por animais selvagens! Tem pedaços pra todos os lugares.

Foi chocante ela matou os assaltantes e chamou a emergência! Foi interrogada, ela até chorou. E quando saiu da delegacia, deu um sorriso malvado.

—Pelo Anjo, Clary!

—O anjo não tá nem ai. Ele não ia fazer nada mesmo.

—Clary, onde aprendeu a fazer isso?

—Isso o que?

—O que acabou de fazer.

—Meu pai me ensinou como arrancar corações e quebrar pescoços, eu nasci sabendo morder. Meus pais protegeram minha inocência o máximo que deu. Tive uma infância feliz, um pouco conturbada e tomava remédio para alucinação antes de sair das fraldas. Minha tia Freya que é uma bruxa de mil anos de idade me ensinou a fazer magia negra, eu cresci no Instituto Salvatore onde aprendi á controlar minha magia, a minha sede por sangue e o meu gênio ruim.

—E a sua família?

—Bom, meus pais foram drogados e sequestrados e eles transaram ai ela ficou grávida de mim e ainda tem pesadelos com o homem da agulha.

—Homem da agulha?

—Acho que é o sequestrador. A tia Freya é casada com a tia Keeling que é uma lobisomem. A minha mãe é melhor amiga da minha prima Hope que é filha do meu tio Klaus com uma lobisomem descendente da primeira lobisomem do mundo. Só que a Hayley morreu. Tio Klaus é casado com a tia Caroline e ela é a mãe da Josie e da Lizzie. O Rick é o pai. Josie e Lizzie são gêmeas, membros do Coven Gemini. A mãe biológica delas era Josette Laughlin quase Saltzman e ela foi assassinada ainda grávida das meninas pelo seu irmão gêmeo perturbado no dia do casamento. E o Coven magicamente implantou a Josie e a Lizzie na tia Caroline quando a Jo morreu.

—Caramba!

—Josie e Lizzie não tem magia própria, elas precisam sifar de outras coisas. Elas ainda eram crianças quando a tia Caroline casou com o tio Klaus e a Hayley ainda tava viva.

—A sua família é uma bagunça.

—Eu sei. Ah e por parte de mãe eu sou uma bruxa necromante de uma linhagem super antiga. E minha mãe é o objeto de imprinting de um metamorfo que se transforma num lobo gigante.

—Sua família gosta mesmo de lobos.

—É. Pois é.

Ela é um doce, mas é meio psicótica.

—Bem, ninguém é perfeito. Estou tão cansada.

Só então notei que o sol estava nascendo. Puxei-a para um beco.

—O que está fazendo?!

—O sol.

—Eu posso andar no sol. Híbrida. Lembra? Se me der licença, estou cansada e quando fico cansada, fico de mau humor.

Ela saiu, se despediu de mim, entrou num táxi e foi embora. E eu voltei para o Instituto.

P.O.V. Izzi.

Ai, o Jace não volta. Ele sumiu.

—Oi.

—Jace! Graças ao Anjo! Pensamos que tinha virado comida.

—Mas, não virei. Não posso dizer o mesmo dos assaltantes mundanos que apontaram uma arma para a cara da Clary. Eu estou tão feliz.

—Porque?

—Porque ela voltou!

—Jace, ela é uma vampira.

—Na verdade, ela é uma híbrida.

—Uma híbrida?

Quando Jace contou a história nós quase caímos pra trás.

—Ela é o bebê Original.

—O que?

—Magnus saiu da boate pra pedir ajuda porque um bebê Original estava brigando com uma mundana. A mulher foi hospitalizada.





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