O Mentor escrita por MaahHeim


Capítulo 4
A Esforçada




Hinata não parecia exatamente feliz quando deu o braço para que eu a guiasse até a entrada do salão.

O casamento de Kiba e Tenten ocorria apenas dois meses depois do pedido de noivado, o que era realmente surpreendente. Quando perguntei à Tenten, ela apenas disse que não aguentava mais ficar morando longe dele.

Como aquela seria uma comemoração que juntaria muitas pessoas, o clã Hyuuga logo se atentou à ela, resolvendo aproveitar-se da situação para adquirir mais “popularidade”. Tenten tinha feito muitos amigos em outras vilas na época da guerra, e todos estariam ali naquela noite.

Foi decidido que eu e Hinata deveríamos ir juntos para mostrar que o clã era composto por pessoas de classe, que sabiam se portar. Fomos escolhidos por termos mais ou menos a mesma idade e, claro, porque ambos já teríamos que ir, sendo companheiros de time do noivo e noiva.

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Ao entrarmos no salão, Aburame Shino se aproximou de nós, olhando Hinata fixamente, avaliando como ela havia ficado com o vestido azul bebê que Hiashi-sama lhe dera.

Tentei manter a expressão neutra, apesar do óbvio desagrado que estava sentindo.

— Você está linda. – O Aburame balbuciou, ajeitando a blusa de gola alta que alcançava seus lábios. Ele devia ter algum tipo de doença na boca, já que nunca mostrava aquela parte de seu corpo.

Em resposta ao elogio, Hinata corou, o que fez meu desagrado aumentar.

— Obrigada. – Ela respondeu. – Achei que fosse ver você de terno hoje.

— Ah. Eu não fico muito bem de ternos. Por quê? Porque eles não ficam bem em mim.

Eu odiava esse jeito dele de fazer perguntas para si mesmo. Parecia um mongoloide.

Estúpidos realmente me irritavam.

— Vamos cumprimentar os Yamanaka. – Sugeri para Hinata, puxando-a antes de receber um consentimento. – Com licença.

Demos alguns passos para longe do Aburame e logo Hinata murmurou para mim, irritada:

— Você não tem educação? O deixou plantado sozinho!

— Você é minha acompanhante essa noite. – Falei. – Não gosto que fiquem encarando minhas acompanhantes como se estivessem prestes a devorá-las.

Em resposta, Hinata abaixou a cabeça, provavelmente corando.

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Quando Naruto apareceu, eu fechei a cara. Não que minha cara já não estivesse fechada, mas fiz com que ela se tornasse pior.

Desprezo. Era provavelmente o que ela mostrava.

Como um maldito estúpido, é claro que Naruto não percebeu aquilo, e apenas continuou sorrindo bobamente.

— Você está super bonita, Hinata! – Ele disse, rindo.

E você vai perder os olhos se não calar a boca.

— O-O-Obrigada. – Ela corou.

— Realmente, você está linda. – Sakura confirmou, aproximando-se. – Pare de babar nela, Naruto.

Hinata abriu um sorriso para Sakura, devolvendo o elogio, enquanto eu tinha vontade de matar Naruto ali mesmo.

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Quando noivo e noiva começaram a valsar, eu e Hinata acompanhamos com os olhos, assim como todos os outros convidados.

Os olhos castanhos de Tenten se encontraram com os meus em um momento, e ela pediu licença à Kiba.

Sob o olhar de diversos convidados, a jovem vestida de branco veio em minha direção, os olhos presos aos meus, sorridente.

— Dance comigo. – Ela pediu. Senti Hinata apertar um pouco mais o braço dado com o meu, mas em seguida o aperto afrouxou-se, e deixei Tenten me levar.

Tentei lançar um último olhar para Hinata, como que me desculpando por deixá-la sozinha, mas ela já se afastava, indo na direção de Naruto.

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— Gostou da cerimônia? – Tenten indagou enquanto dançávamos.

— Foi linda. – Respondi educadamente, enquanto guiava-a. – Por que escolheu justamente eu para dançar?

— E quem mais eu poderia escolher? Você continua sendo meu melhor amigo, independente do time Gai ter ou não acabado.

Continuamos dançando por mais duas músicas, conversando, até que Kiba se aproximou sorridente.

— Posso pegar minha esposa de volta, bonitão? – O tom não era agressivo. Ele estava logicamente brincando.

— À vontade. – Respondi, afastando-me depois de dar dois tapinhas no ombro dele. Eu considerava muito Tenten, e tudo que queria era que ele cuidasse dela.

Kiba pareceu entender meus sentimentos, pois virou um pouco o rosto e murmurou “Eu irei cuidar dela, Hyuuga”.

Talvez não fosse tão estúpido.

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Tentei controlar a raiva quando Naruto devolveu Hinata à mim. Os dois haviam dançado pelo menos três músicas juntos. Do outro lado do salão, Sakura dançava com Sasuke, sorridente.

— E então, como foi a dança? – Perguntei de forma cínica depois que o estúpido se afastou e eu e Hinata ficamos sozinhos.

Ela não olhou para mim ao responder.

— Maravilhosa.

Cruzei os braços, observando os casais valsarem.

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— Hiashi-sama não vai gostar se souber que não dançamos nenhuma música juntos. – Falei. – Me concede essa honra, Hinata-sama?

Vi uma expressão de irritação contida em seu rosto.

— É claro, Neji-niisan.

Começamos a valsar. Era como quando eu a havia salvo das quedas no campo de treinamento, mas dessa vez realmente dançávamos. Minha mão em sua cintura, sua mão em meu ombro.

A música foi se tornando mais lenta, e ela encostou a cabeça em meu peito.

— Você deveria ter vergonha. – Sussurrou. – É realmente algo horrível.

— O quê? – Perguntei sem entender.

— Não se faça de estúpido. – Grunhiu. – Estou falando de adultério.

A música parou e ela fez menção de se afastar de mim, mas eu a apertei mais contra meu corpo, impedindo-a de sair. Outra música começou, também lenta. Sua cabeça permaneceu em meu ombro.

— Do que diabos você está falando?

— Eu vi você e Tenten se abraçando no campo de treinamento há algum tempo. Você é horrível. Nojento. O pior.

Eu e Tenten nos abraçando?

— Ela estava me contando que havia acabado de se tornar noiva de Kiba. Então eu a abracei. – Falei, lembrando-me do dia, lembrando-me de ver Hinata correndo de volta para o clã.

Ela me soltou.

Você a abraçou? – Ela franziu a testa como se eu não tivesse dito exatamente o que ela queria ouvir. – Você a abraçou porque ela estava noiva de Kiba? Não minta para mim, Neji-niisan. Eu vi o modo que vocês dançaram.

E então ela virou-se e se afastou, batendo com o salto no chão de modo nada delicado.

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Segui Hinata até um local mais reservado, fora do salão. Era um tipo de varanda, e havia vasos com flores por toda a parte, numa ornamentação majestosa.

— Não quero ter como par alguém tão cafajeste. – Ela falou. – É horrível! E vocês ainda tiveram coragem de dançar bem na frente do Kiba! Ele foi meu companheiro de time por anos e é uma ótima pessoa... Como vocês têm coragem?

— Como eu já disse...

— Eu já falei pra você não mentir para mim! Eu vi vocês se abraçando no campo de treinamento e o modo como vocês dançaram hoje à noite.

— E eu já falei que foi um engano. – Suspirei. – Por que diabos eu e Tenten teríamos algo? Pode perguntar que dia que Kiba pediu-a em noivado, no dia seguinte Tenten foi me contar, porque ela queria que eu fosse o primeiro a saber.

Hinata apertou os olhos para mim.

— Você jura que não está com ela? – Ela falava como se eu a houvesse traído ou algo do gênero, e não como se eu estivesse traindo Kiba com Tenten.

— Eu não estou com Tenten. Isso não tem nenhuma lógica.

— Eu pedi pra você jurar, Neji-niisan.

— Eu juro, Hinata-sama.

Achei que ela tivesse suspirado com alívio, mas provavelmente foi apenas impressão.

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Hinata havia ido para o salão, mas acabou por voltar alguns minutos depois.

— Você é meu acompanhante. – Falou. - Deveria me acompanhar.

Dei de ombros, continuando a fitar a cidade com desinteresse. Não estava com vontade de voltar para a festa e ter que ver Naruto com o sorriso de estúpido dele.

Hinata andou até mim, parando ao meu lado.

— Esse vestido e salto-alto realmente me incomodam. – Murmurou. Permaneci calado, não havia o que dizer.

Ela não pareceu gostar do silêncio. Os dedos tamborilavam no cercado da varanda.

— Vamos embora, então? – Ela sugeriu. – Meus pés estão cheios de bolhas.

Meu instinto de proteção à família principal foi ativado abruptamente. Eu tinha sido treinado para aquilo durante toda a minha vida, então era normal que acontecesse.

— Você quer que eu lhe carregue, Hinata-sama? – Perguntei, abaixando-me para ver se o estado de seus pés estava muito ruim.

Ela pareceu meio sem graça, e deu alguns passos para trás.

— Está tudo bem, Neji-niisan. – E deu o sorriso de esforçada que eu conhecia tão bem. – Vamos nos despedir de todos.

Concordei, dando o braço para guiá-la.

— Hinata-sama? – Chamei-a, num sussurro.

— Hm? – Ela ergueu os olhos para mim.

Senti falta do seu sorriso.

— Não é nada.

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— Você tem certeza que consegue andar até em casa? – Perguntei, olhando para Hinata com preocupação. Estava com medo de seu pé estar doendo demais. Ela não era acostumada a usar sapatos daquele tipo.

— Sou uma esforçada, não sou? – Ela disse. – Então vou me esforçar.

Ainda fiquei preocupado, mas acabei concordando.

Abaixei meu braço para que nós não estivéssemos mais com eles dados. Com os braços dados seria mais fácil que eu a segurasse, mas, desde o início da festa, ela não tinha parecido muito feliz em estar de braços dados comigo.

Não queria deixá-la desconfortável.

Hinata demorou um pouco para abaixar seu próprio braço, como se não esperasse por aquilo. Lancei-lhe uma expressão indagadora “Está tudo bem?”, mas ela apenas balançou a cabeça negativamente “Sim, não é nada”.

Era engraçado como conseguíamos nos entender apenas com uma troca de olhares e leves gestos. Talvez fosse pelos treinos, já que eu e ela tínhamos que prever o movimento que o outro faria, tentando ler seu pensamento.

Sempre consegui fazê-lo, e sabia de alguma forma que ela não estava realmente bem.

— Aconteceu alguma coisa? – Perguntei.

Ela suspirou, parando de andar. Parei ao seu lado.

— Ás vezes eu me pergunto se você é mesmo um gênio, Neji-niisan.

E voltou a andar, deixando-me alguns passos atrás dela.

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Confesso que aquilo tinha me ofendido um pouco. Como assim “Me pergunto se você é mesmo um gênio”? Ela ainda frisara o mesmo, como se eu não tivesse nada de genioso.

Tudo bem, ela tinha parecido meio chateada quando eu soltei seu braço. Talvez ela quisesse que eu a ajudasse, já que seus pés estavam doendo.

Mas ela tinha dito “Vou me esforçar”, então imaginei que ela não quisesse a minha ajuda.

— Você quer que eu te ajude a andar? – Perguntei com certo receio. Ela não parecia estar de bom humor.

Ela virou o rosto para mim, parecendo meio decepcionada. Ainda estava caminhando à minha frente, parecendo não querer que eu andasse ao seu lado.

— Eu estou bem.

Olhei para ela por alguns segundos, tentando decifrar sua expressão. Estava mesmo chateada com alguma coisa, concluí.

Dei três passos mais largos para alcançá-la, e dei o braço para Hinata.

Ela mordeu o canto do lábio inferior e riu, dando-me o braço.

Lancei-lhe um olhar indagador, não entendendo o porquê da risada.

— Nada. – Ela disse, ainda com um pequeno sorriso nos lábios. - Vamos cortar caminho pelo campo de treinamento.

Achei que a grama só fosse dificultar mais o andar dela, mas como Hinata estava rindo e me puxando, fui junto com ela.

A sensação de algo se remexendo em meu estômago já estava ali, junto com as batidas rápidas em meu peito.

Hinata era mesmo a única que conseguia me deixar daquela forma.

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— Vamos ficar por aqui. – Hinata pediu e tirou os sapatos, jogando-os de qualquer jeito na grama. Fez uma expressão de alívio e sentou-se, encostando as costas num dos troncos. Não parecia estar se importando com o fato de que sujaria o vestido.

— Tem certeza? Deve ser por volta de três da manhã, Hinata-sama.

— Ainda não estou com sono. – Disse. - Pode ir pra casa, se quiser.

Eu sabia que ela sabia que eu não faria aquilo. E sabia também que ela tinha dito aquilo de propósito, para me provocar.

Sentei ao seu lado, também encostando minhas costas no largo tronco.

— Por que você ficou tão estranho nos treinos de repente? – Ela perguntou, sem olhar para mim.

Eu meio que já esperava por aquilo, mas não tinha planejado uma resposta. A verdade era ridícula, e envolvia aquele sentimento ridículo que começava com C.

— Por que você faltou aos treinos? – Resolvi então devolver com outra pergunta, esperando que ela cedesse. Eu já sabia o porquê, mas queria saber se ela me diria o porquê.

Ela abriu e fechou a mão algumas vezes, esfregando a palma. Soltou um suspiro ao perceber que teria que responder.

— Fui esperar o time 7 voltar de uma missão. O Naruto-kun, na verdade. – Ela não parecia muito confortável ao me contar. – Acabei dormindo nos portões e perdi o horário dos treinos.

Observei um vaga-lume voando e piscando perto de onde um dos sapatos de Hinata havia caído.

— É a sua vez de responder. – Ela murmurou.

— Você já respondeu à essa pergunta. – Falei. – Eu vi você nos portões, e sabia quem você estava esperando. Então, fiquei com raiva por você marcar os treinos e faltá-los para encontrar-se com um garoto. Tudo certo agora?

Levantei-me, não gostando de ter que me expor daquela forma. Certo, havia sido uma meia verdade, mas ainda assim eu preferia que ela não soubesse de nada.

Ela agarrou a barra de meu paletó.

— É mesmo só isso?

Dizer a verdade era demais para o orgulho de Hyuuga Neji.

Sim, eu sentia por Hinata algo que nunca havia sentido por ninguém e sim, eu a queria só para mim.

Mas de que adiantaria dizer tudo aquilo? Eu apenas feriria meu orgulho mais uma vez, sem ganhar nada em troca.

Ela era apaixonada por um estúpido idiota que nunca percebeu seus verdadeiros sentimentos, e era isso. Fim. Não tinha espaço para mim ali. Eu apenas continuaria aceitando a realidade.

— É mesmo só isso? – Ela levantou-se e repetiu a pergunta, pois eu estava demorando demais a respondê-la.

Eu apenas deveria dizer que sim, e me afastar. Dizer sim, e não tê-la perto de mim. Dizer sim e conviver com a minha própria mentira.

— Não.

Hinata afrouxou o aperto no meu paletó, mas eu não saí andando. Também não consegui me virar. Apenas ficamos os dois parados.

— O que mais, então? – Ela sussurrou. – Por que você estava tão estranho?

Senti que meu orgulho evaporaria naquele momento. Por ela.

Eu deixaria meu orgulho de lado por um momento, por ela. Minhas mãos estavam em punho, mas não porque eu estava com raiva, e sim porque estava nervoso.

Sim, Hyuuga Neji estava com medo de ser rejeitado.

— Eu... – Molhei meus lábios para continuar. Tive vontade de pigarrear, mas achei que seria ridículo. – Eu não gostei de ver vocês dois juntos. Assim como não gostei de ver o Aburame olhando fixamente para o seu vestido.

Ela me fez virar para ela, puxando minhas mãos e erguendo os olhos para mim. Fitava-me com intensidade, como que querendo gravar cada expressão que eu fizesse.

— Por quê? – Ela perguntou lentamente, e senti que ela estava, novamente, me provocando. Era como se me testasse, vendo até onde eu feriria meu orgulho por ela.

Certo, eu sentia que estava completamente vermelho. Vermelho, com medo de ser rejeitado, deixando o orgulho de lado.

Estava totalmente fora do meu habitual. Totalmente.

— Porque eu estava com... – Dessa vez eu pigarreei, sem me importar de parecer estúpido. – Ciúmes.

Eu mal terminei de responder e ela já me interpelou com outra pergunta.

— Por que você estava com ciúmes de mim?

O tempo parecia correr mais lentamente, e eu podia sentir cada gotícula de suor que escorria na minha nuca.

Ela deu um sorriso compreensivo, vendo o quão nervoso eu estava.

— Vamos dizer que, hipoteticamente, tem kiwi na sua boca, certo? – Eu olhei-a, entendendo o que ela queria dizer no momento em que seus lábios tocaram os meus.

Era para ela ser a garota tímida.

Beijá-la foi o suficiente para me fazer ceder. Antes que o beijo se tornasse algo além de um toque de lábios, eu me afastei dela lentamente.

— Porque eu amo você. – Sussurrei. – Porque eu amo você, Hinata.

Abracei-a o mais delicadamente que consegui, afundando o rosto no seu cabelo e sentindo o cheiro de seu perfume. Eu tinha vontade de espremê-la num abraço forte o suficiente para nossos corpos se unirem. Eu a queria para sempre ali, comigo.

Hinata moveu as mãos, me abraçando também.

— Eu percebi um pouco tarde demais que amava você. – Ela murmurou. – Só consegui realmente ver o quanto você era especial para mim quando vi você abraçando a Tenten-san, e fiquei com tanta raiva que sabia que não conseguiria mais me manter nos treinamentos.

“Eu sempre gostei do Naruto-kun, por isso demorei pra realmente perceber que estava te amando. Eu só dancei com ele na festa porque te vi dançando com a Tenten-san, e mesmo que eu tivesse dito que estava com raiva por você ter supostamente traído o Kiba-kun, não era verdade. Eu só estava magoada porque você tinha abraçado alguém, e não era eu. Eu amo você, Neji-sensei, e estava com medo de que você não me amasse também.”

Sorri, encostando a testa com a dela.

— Você é mesmo... Ingênua. – Ingênua, por achar que eu não a amava; ingênua, por achar que eu a rejeitaria.

A luz da lua iluminava o campo de treinamento enquanto eu e Hinata nos olhávamos, com nossos olhos brancos e idênticos.

— Neji-sensei? – Ela sussurrou, descendo um pouco os olhos dos meus. – Ainda tem kiwi na sua boca.

Então nós nos beijamos, e, dali pra frente, eu me permiti ser um estúpido, afinal, o amor era coisa de estúpidos, e eu estava completamente apaixonado por Hinata.

FIM



Notas finais do capítulo

Tcharam! E assim termina essa história que eu tenho tanto amor e apreço por. Preciso de mais inspiração para escrever NejiHina, eu gosto tanto desse casal. Espero que tenham gostado da história, e reviews são sempre muito bem-vindas! ♥ Postarei mais por aqui no futuro, creio~~ Até a próxima!



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