Circus escrita por MaryDiAngelo, Semideusadorock


Capítulo 6
Ato V - Primeiro "Encontro"


Notas iniciais do capítulo

Olar amorinhas e cerejinhas ♥
Good Reading! ^-^



Nico provavelmente iria socar sua irmã a qualquer momento.

— Eu sei que você não tem nenhum problema em chegar naquela garota. É tipo, chegar com seu charme peculiar, jogar o cabelo para o lado e pedir para sair: com certeza ela vai derreter! — Bianca implicou.

— Ou talvez ela me dê as costas.

— De novo?!

— Bianca!

— Ok, só foi pra te lembrar mesmo — ela sorriu, divertida. — Mas, é muito estranho eu chegar lá e ficar “então, cara, quer dar uma voltinha? Eu até pego uma coleira e te levo pra passear, tem problema, Totó?”.

Era óbvio que era uma brincadeira, mas Nico riu, negando em reprovação.

— É, ele nem vai notar o fato de você ter trocado o nome dele, não é mesmo?

Bianca não respondeu, apenas se contentou com o silêncio, tentando arranjar qualquer dialogo descente em sua mente que não envolvessem coisas como “ei, quer um osso? Uma bolinha?” para dizer para Leo enquanto conversavam.

Os irmãos di Angelo caminhavam pelas ruas devagar. Nenhum dos dois estava ansioso com o fato de chamar criaturas sobrenaturais para sair. E Nico estava cada vez mais devagar, mais um pouco iria parar e tentar dar fuga dessa missão maluca. Até porque, é estranho você chamar uma pessoa para caminhar quando o tempo está com nuvens escuras que diziam “vou despejar chuva a qualquer segundo, se eu fosse você ficava embaixo das cobertas em casa, hein?”.

— Qual seria a melhor forma de chegar neles? — o garoto perguntou, voltando seu olhar para a irmã.

— Essa seria uma boa hora — Bianca comentou, acenando para a pista de skate abandonada pela qual eles passavam em frente.

— Percy, me segura! — Thalia gritou enquanto seus amigos davam risada da situação da garota, que havia rodeado o pescoço do garoto de olhos verdes-mar e cabelos negros desleixados.

— Eu to te segurando, mulher! — Percy Jackson respondeu, rindo alto quando ela soltou um gritinho, tirando os pés do skate e se pendurando nele. — Thalia! Põe os pés aí, senão, aí sim, você vai cair!

Leo foi maldoso. Ele esperou até que ela colocasse as pontas do pé no skate, totalmente hesitante com aquele treco de quadro rodas que era mais liso do que chão encerado, e se levantou, empurrando o skate para longe do alcance dela, que acabou tropeçando e se desvencilhando de Percy, começando a cair em câmera lenta até que conseguiu recuperar seu equilíbrio, levando as mãos para o chão para se manter, levantando rapidamente e colocando as mãos na cintura com uma pose de desdém.

— Há! Trouxa! — deu língua. — Não conseguiu me derrubar!

— Droga — o lobo fez uma careta. Ela riu. — Você é muito mole, Grace.

— Sinto muito, mas eu vou ter que concordar com ele, Thalia — Percy implicou, vendo-a levar a mão para o coração, totalmente ofendida.

— Eu sou muito boa, ok?!

— Então vai lá, fica em pé nele — o Valdez desafiou.

— Orra, eu não deixava! — Annabeth Chase colocou lenha na fogueira, abrindo um sorriso divertido quando foi fuzilada pela amiga. Seus cabelos loiros estavam presos em um rabo de cavalo alto que balançava com o vento gelado. Os olhos cinzentos com um brilho sagaz. — Eu subia e ainda fazia manobras, hein?!

Thalia rolou os olhos, indo atrás do skate e colocando-o no chão a sua frente.

— Vamos, Thalia. Se cair, do chão não passa. — Percy incentivou, subindo as sobrancelhas com um sorriso de canto.

 Olha, eu não diria isso com tanta convicção não. A Grace pensou consigo mesma, mas não verbalizou o pensamento, apenas comprimiu os lábios e pisou na tábua áspera, subindo no skate. Eu vou morrer. Ele começou a deslizar suavemente para frente. Eu vou morrer, eu vou morrer, eu vou morrer!

Assim, se desiquilibrou. Seu corpo foi para frente e o skate para trás. Risadas preencheram o ambiente e ela se viu se estatelando no chão... Se sua mão não tivesse sido segurada bem a tempo.

— Então — Nico começou, abrindo um sorriso de canto. — Quer dar uma volta comigo?

Thalia levantou seu rosto, notando quem era e, de repente, sentindo seu rosto esquentar.

— Ah... Claro!

O sorriso dele aumentou, soltando sua mão quando ela já havia recuperado a postura.

— Sabe me dizer se seu amigo está disponível? — o di Angelo apontou com a cabeça na direção de Leo. Thalia franziu o cenho, mas assentiu. — Então, tem gente interessada, sabe? — ele apontou diretamente para Bianca, que levantou as sobrancelhas, confusa.

— Jura?! — a Djinn a olhou como se fosse louca. — Ah, então tá bom, né?... — Olhou por cima do ombro, chamando atenção do Valdez para si. Depois, gritou: — ei, Leo! Sua crush está te esperando pra sair!

 Annabeth e Percy se juntaram para fazer um coro de “Hummm” que deixasse o garoto constrangido. Leo revirou os olhos, mesmo tendo plena consciência que seu rosto estava vermelho.

— Cuidado — Thalia virou-se para Bianca. — Ele morde.

O lobo estava perto o suficiente para ouvi-la, o que o fez subir as sobrancelhas, afetado. Mas logo teve sua vingança, virando-se para Nico:

— Cuidado, ela tem veneno na boca!

— Até mais tarde, pessoal! — Thalia acenou para o casal que havia ficado para trás, que assentiram em resposta enquanto eles estavam se afastando em direção à rua.

Nico e Thalia começaram a caminhar um pouco mais na frente de Bianca e Leo, que conversavam coisas aleatórias até demais, já que para a garota era mais fácil ir direto ao ponto e perguntar que espécie ele era, mas era uma coisa difícil de se fazer quando não tinha confiança nem mesmo sabia seu nome (que ela só se tocou depois de um tempo, decidindo perguntar para não ficar estranho).

Já Nico, se sentia um pouco mais confortável com o fato de ter que sair com sua amiga de infância com sua irmã logo atrás, vigiando qualquer movimento que fosse suspeito de sua parte.

— O que você ficou fazendo todo esse tempo? Sabe... Onze anos é muito tempo! — Thalia puxou assunto, preferindo observar a paisagem ao redor enquanto andavam lado a lado, seus ombros ora ou outro se esbarrando.

— Bom — começou, olhando-a de soslaio —, logo depois que você sumiu, eu também me mudei. Não vou negar, fiquei bem tristinho quando você não voltou no dia seguinte. Mas relevemos que eu só tinha dez anos... Quer dizer... Ah, você entendeu!

Ela sorriu tristemente.

— Eu também fiquei triste, foi um baque e tanto não poder nem me despedir. — Disse. Esperou o silêncio pairar entre eles para retomar o assunto: — Mas, o que você faz da vida?

Nico sentiu como se uma gota extremamente gelada estivesse descendo por sua espinha.

— Ah... Meu pai tem uma empresa de joias raras e fazemos muitas viagens para buscar mais e mais, sabe como é, não? — contou a história propriamente decorada a um tempo, abrindo um pequeno sorriso e passando, de proposito, sua mão na dela, fazendo com que fosse sem querer.

Tinha a plena consciência que ela não sentia nada por ele. Quer dizer, ela havia dito aquilo em sua cara sem saber que era na sua cara, mas havia dito. Então, tecnicamente, não estava enchendo-a de falsa esperança, não é mesmo? Amigos também dão as mãos e saem juntos. Inclusive, se lembrava bem que quando ambos eram menores tinham a mania de andar de mãos dadas para todo lugar.

Contudo, antes que tentasse qualquer movimento maior para pegar em sua mão de modo descente, Thalia notou que aquilo estava estranho e, com o cenho franzido, cruzou os braços abaixo dos seios, eliminando qualquer chance que ele tinha de segurar sua mão.

Vendo essa cena, Leo começou a rir na cara dura, gargalhando e dando a deixa para Bianca soltar a risada também. Pelo menos aquele “encontro” serviria para dar boas risadas das tentativas fajutas de Nico de se reaproximar de sua amiguinha de infância.

A Grace olhou para o lobo por cima do ombro, o repreendendo com o olhar por deixar uma situação constrangedora entre eles. Mas, o di Angelo foi mais rápido para cortar o clima desconfortável:

— O que acha de um sorvete? Eu pago!

— Claro! — Thalia respondeu sem hesitar, sorrindo sem mostrar os dentes.

— Olha, a gente pode tomar sorvete, mas eu não vou seguir o exemplo do meu irmão e pagar, porque grana tá em falta aqui — Bianca comentou deliberadamente, fazendo o Valdez rir e assentir em concordância.

— Tudo bem, eu pago.

Eles entraram na sorveteria, cada um escolhendo um sabor diferente e indo para duas mesas separadas, deixando cada casal com seu respectivo par.

— Ah — Thalia chamou atenção de Nico, que havia sentado de frente para ela. — Eu trabalho no circo... Como você sabe...

— Sim! Claro! — ele levou uma colherada do sorvete aos lábios. — Por que trabalha lá?

— Minha família basicamente nasceu no circo, ela toda trabalha lá e tudo mais... — poupou os detalhes sobrenaturais, sorrindo com uma pitada de nervosismo e preferindo enfiar o sorvete em sua boca em vez de responder coisas a mais que poderiam a incriminar.

— Você... Nunca falou do circo quando éramos pequenos...

Thalia corou, baixando a cabeça e fitando a vasilha por longos segundos.

— Eu não gostava de lá... E também tinha muita vergonha. Ainda tenho.

— Por quê? Você é fantástica! — mentiu, sorrindo.

— Obrigada — ela sentiu seu rosto ficar mais quente de vergonha, mas tratou de se recuperar, fitando-o nos olhos. — Eu vi... Você... Duas vezes lá, não é?

Foi a vez de Nico enrubescer.

— O espetáculo é muito bom.

A Grace sorriu, voltando sua atenção para mesa quadriculada. A cada minuto que passava sentia-a cada vez mais incomodada naquela “volta”, pois do jeito que ambos estavam, nunca que pareciam ter sido amigos a onze anos. Nico parecia apressado, como se quisesse alguma coisa que ela tivesse.



Notas finais do capítulo

YAY! Chegamos ao final de mais um capítulo! :3
O que vocês acharam? O que querem que aconteça? Alguma teoria? Nós gostamos de ouvir teorias!

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Até o próximo o/
Beijos de Escuridão ♥



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