Os Poderosos: A Ascensão do Mal - Interativa escrita por Eu Voltei


Capítulo 25
Lutamos Suas Guerras. Vencemos Suas Batalhas


Notas iniciais do capítulo

Bem, depois de escrever o pior capítulo da fic (o anterior a este), lhes apresento neste aqui um novo vilão.

Espero que gostem, boa leitura!

Trilha sonora:

https://www.youtube.com/watch?v=CRlWyfZ_P_g

https://youtu.be/RkZkekS8NQU



 

LONDRES, NOVO LABORATÓRIO DO DR. FÉLIX HANS, 1887

A luz bruxuleante mal iluminava a face do cientista alemão. As feições de Félix Hans estavam forçadas, contraídas, mostrando toda a tensão que o homem sentia. Ergueu a ampola contra a pouca claridade que emanava da lâmpada, segurando o frasco com a mão esquerda e com a direita dando duas leves batidas no vidro com o dedo médio. Numa pequena etiqueta branca colada no vidro da ampola estava escrito em letras de forma: Anesthesia.

Um sibilo correu por todo o laboratório, arrepiando os pelos da nuca de Fritz que havia acabado de entrar na pequena sala em que Félix Hans estava.

— O raptor está ficando impaciente, senhor - alertou Fritz, havia preocupação e medo em seu tom de voz.

— Os demais "doadores" foram fáceis de acalmarmos para pegarmos seus genes - disse Hans - aliás, seus caçadores fizeram um ótimo serviço trazendo estes espécimes para mim.

— Tivemos um pequeno problema no meio do percurso, mas demos cabo dele logo - respondeu Fritz - Rudy voltou de mãos vazias para casa, e com uma cicatriz que jamais esquecerá...

— Bom trabalho, mas ainda não terminamos tudo o que temos para fazer - Félix Hans saiu da sala, seguido por Fritz. A medida que avançavam pelo corredor os grunhidos e sibilos ficavam cada vez mais fortes. Ambos entraram numa nova sala, Hans acendeu as luzes, acionando o interruptor na parede assim que colocou seus pés naquela sala.

Atrás das reforçadas barras de ferro da cela estava um velociraptor de dois metros de comprimento e pouco menos de um metro de altura. Hans pegou de cima de uma mesa uma espécie de rifle tranquilizante e num dos dardos adicionou o conteúdo da ampola. Então mirou o rifle contra a criatura e disparou contra ela.

***

Dr. Félix Hans estava agora numa sala bem iluminada e diante de uma mesa com diversos frascos usados em experimentos científicos. Mas um dos frascos se destacava, estava bem diante dos olhos de Hans, continha um líquido esverdeado.

Ao lado da bancada de Félix Hans havia uma maca e nela estava deitado Fritz.

— Está pronto? - indagou Hans.

— Sim, chefe - respondeu um exitante Fritz - é um sacrifício que vale a pena...e se resultar na morte de Tony Carter, ficarei ainda mais satisfeito em servir a este propósito honroso.

— Aquele miserável pulguento vai pagar com sua vida pelo que me causou - praguejou Hans, ficando nervoso ao retomar lembranças passadas - Carter será o primeiro Poderoso a cair, e depois os outros. E depois o Vampirão.

— Che...Chefe? - chamou Fritz.

— Sim, meu caro - Hans voltou sua atenção para seu capanga que serviria como cobaia.

— Como o senhor sabe que não lhe atacarei após a transformação? - Fritz parecia preocupado com isso.

— Não se preocupe quanto a isso, Fritz - respondeu Hans acalmando o homem, que começava a suar frio - tenho tudo sob controle. Adicionei no material genético uma fórmula simples que desenvolvi para que sua consciência e memórias permaneçam ativas e não sucumbam.

Então Dr. Félix Hans prendeu os braços e pernas de Fritz com fivelas na maca, e logo em seguida colocou o conteúdo do frasco dentro de uma seringa, a aplicando numa das veias de Fritz.

***

LONDRES, ALGUNS DIAS DEPOIS, CASTELO DOS PODEROSOS, 1887

— Já é a terceira manchete essa semana que mostra esses assassinatos misteriosos - Yoseph jogou o jornal em cima da mesa onde tomavam café da manhã.

— Vamos nos meter, ou deixar para que o departamento de polícia resolva? - indagou Melanie - porque até agora eles se mostraram bem incompetentes para solucionar estes assassinatos.

— Já é hora de nos metermos nisso - respondeu Tony pegando o jornal de cima da mesa e olhando a foto em sua capa - isso não foi obra de um humano.

— Ao menos não um humano comum - comentou Kathe, sentada ao lado do marido, observando a foto da capa do periódico, um mendigo caído no chão, ou melhor, os restos de um mendigo, na parede estavam gravadas as marcas do que pareciam ser quatro garras - tem alguma fera solta pelas ruas de Londres durante as noites...

— Mestre - DX-42 apareceu na copa onde os heróis estavam - o chefe Howard deseja o ver, imediatamente.

— Oh, DX, mande-o entrar - pediu Tony tomando um gole de seu café.

— Ele está impaciente e já o fez, mestre - anunciou DX-42 e logo atrás do robô surgiu a figura do chefe da polícia de Londres. Howard Stewart, um homem de altura mediana, cabelos ralos nas laterais e careca no topo com enormes olhos castanhos e bochechas sardadas.

— How!? - exclamou Tony se levantando e abrindo os braços, fazendo também surgir um sorriso em seu rosto - como vai velho amigo?

— Nada bem, Antony - respondeu Howard - estamos tendo problemas para... - e então apontou para o jornal - acho que já devem fazer ideia do que se trata. Estou com a corda no pescoço. Meus superiores nos altos escalões do governo acham que vocês já deveriam ter se metido nisso...

— Mas veja bem Howard - disse Alexander, levantando-se de sua cadeira e alongando os braços, vestia um elegante roupão de cor púrpura - se nos metermos em todo e qualquer caso policial, vocês ficariam sem emprego - debochou Alexander.

— Mas vocês são heróis! - exclamou Howard, ficando evidentemente irritado com a irreverência do homem. Howard era descendente de irlandeses.

— Nós lutamos as guerras que vocês não conseguem lutar. Vencemos as batalhas que vocês não conseguem ganhar - retrucou Alexander - e essa pelo visto é uma delas.

— Somos heróis sim, Howard, mas não estamos aqui nos divertindo e matando tempo. Estamos demasiados ocupados tentando proteger a humanidade de ameaças maiores que vocês nem fazem ideia que existam - explicou Antony.

— Então nos diga, nos conte sobre essas ameaças! - pediu Howard - para que possamos nos preparar para as enfrentarmos.

— Não Howard - Tony se colocou diante do chefe da polícia - vocês jamais compreenderiam. Não estão preparados...pelo menos ainda não.

— E se vocês, Os Poderosos, falharem em nos proteger? - indagou o homem - como iremos nos defender então?

— Howard - Tony suavizou sua voz - nós somos amigos a um longo tempo. Eu tenho financiado a polícia em toda a bretanha, financiei seu exército e muitas vezes já servi como diplomata e resolvi muitos problemas para essa nação e nossa rainha. E quantas vezes, nos anos passados, meu caro, eu já lhe salvei o pescoço?

— Inúmeras vezes Tony, inúmeras vezes - respondeu Howard olhando para o chão.

— Então confie em nós, confie em mim, amigo - falou Antony - não por mim, mas pelo povo, pelo August. 

— Eu entendo - Howard começou a se dar por vencido - mas sinto falta do velho Alpha, do Cavaleiro de Londres, que vigiava as ruas da cidade, que vigiava sobre nossas cabeças.

— Sinto muito - disse Kathe se aproximando - mas Howard, os tempos mudaram, não somos mais heróis de rua.

— Gastamos nossas forças, energia e tempo combatendo ameaças muito maiores do que as que combatíamos antes - disse Valerie.

— Vocês devem aprender a lidarem com seus próprios problemas - Mel se juntou a conversa - talvez chegue a época em que terão que lutar suas próprias guerras.

— Bem, estamos nos preparando para uma importante missão - disse Tony - mas prometo que nessa noite darei jeito no que quer que seja que esteja causando esses assassinatos.

— Eu te ajudo parceiro - falou Alexander - posso chamar os Cães de Guarda.

— Isso seria muito bom. Obrigado - agradeceu Howard.

***

 MESMO DIA, PRÓXIMO A MEIA NOITE, LONDRES, 1887

Era noite de lua cheia no céu noturno e estrelado da capital inglesa. A mais bela visão que se podia ter era a da cidade com o telhado das casas e as vielas iluminadas pela luz branca que emanava do astro noturno.

Num bairro de Londres, num dos becos com algumas das casas, os cães que viviam na região começaram a latir, uivar e choramingar. Alguns se escondiam no fundo de suas casinhas e outros se enfiavam dentro de lixeiras, se escondendo ao escutarem o sibilo horripilante que cortava o silêncio noturno.

— Mamãe - chamou a pequena garotinha de cabelos negros - mamãe, tem um monstro no telhado.

Os pais de menininha se sentaram na cama e olharam para a filha.

— O que foi dessa vez querida? - indagou o pai da garotinha.

— Tem um monstro no  telhado da nossa casa - falou novamente a pequena - dá pra ver ele da janela do meu quarto.

O pai e a mãe pularam da cama e correram até o quarto da filha, parando diante da janela.

— Lá está - a garotinha esticou o braço e apontou para fora.

No telhado da casa, que dava para a janela do quarto da garotinha havia uma estranha e selvagem figura. Um ser bípede, com braços longos e fortes e nas mãos ao invés de dedos haviam quatro afiadas e enormes garras retráteis. Tinha uma enorme cauda reptiliana, sua aparência não apresentava nada de humana. Sua pele era de escamas, seus olhos eram vermelhos vivos e então a criatura abriu sua enorme boca, muito grande mesmo, mostrando inúmeros dentes afiadíssimos. Começou a correr em direção a janela, ao quarto da garota. Os pais abraçaram a filha e se encolheram esperando pelo pior.

Então um uivo cortou a noite. A criatura parou de correr. O pai da criança se levantou, empurrando a esposa e a filha para trás. E olhou para fora. Atrás da selvagem e perigosa criatura surgiu uma figura muito conhecida do homem. Um lobisomem. Um velho conhecido lobisomem.

— Tony - balbuciou Howard Stewart.

— Quem é você? E por que matou todas essas pessoas nas últimas noites? - indagou Tony em sua forma lupina.

— Para lhe chamar a atenção. Lhe atrair até mim - a voz da criatura era rouca e arrastada - o momento que eu tanto esperei - então se pôs a correr velozmente em direção ao lobisomem, soltando um horripilante rugido.

O corpo da criatura se chocou contra o corpo de Alpha e ambos voaram do telhado da casa, caindo no chão mais abaixo. A criatura cravou suas garras afiadas no flanco direito de Tony que urrou de dor. Então ela o levantou do chão e a arremessou para longe. Alpha se chocou contra uma parede e caiu novamente no chão. Se levantou cambaleante e conseguiu se desviar a tempo de um novo golpe desferido pela criatura, que era muito veloz e lhe desferiu outro golpe, cravando suas garras agora no flanco esquerdo do herói.

— Alexander - Tony chamou seu amigo pelo comunicador - é uma boa hora para você aparecer...

Alexander e o Agente Smith e o Soldado Ryan, membros dos Cães de Guerra, surgiram em meio de um dos becos ali próximos. Ryan e Smith começaram a disparar tiros com suas armas contra as criaturas, enquanto Alexander começou a correr em sua direção e então deu um salto e caiu de joelhos no chão, o socando, o que produziu uma intensa onda sonora que lançou a criatura para trás, que caiu no chão.

Tony e Alexander se aproximaram da criatura, Ryan e Smith fizeram o mesmo, apontando suas armas para ela. Mas aquele ser selvagem deu um golpe nos dois soldados com sua cauda, os lançando para trás. Pulou se colocando de pé e desferiu um golpe contra Alexander, que num movimento instintivo conseguiu se jogar para trás. O ser se virou para Antony, que a tentou golpear, mas ela desviou e segurou o lobisomem pela cabeça, e lhe deu um chute, cravando as garras de seu pé no peito do herói, que urrou de dor.

Então a criatura o segurou pelo pescoço o erguendo do chão e o arremessou contra uma parede. Tony bateu forte contra ela. Estava confuso. O que era aquilo contra quem lutavam? Tony, cambaleante se transformou novamente em um humano. Mas ao olhar para seu corpo viu seus ferimentos ainda ali, sentia uma terrível dor. Com muito esforço voltou a sua forma lupina, mas seu fator de cura que era acionado nas transformações não estava funcionando.

— O que você fez? - indagou Tony, falando com dificuldade - quem é você?

— Minhas garras contém um veneno que anulam seu fator de cura - respondeu a criatura - me chame de Raptor, sou aquele que trará seu fim, e de seus amigos...

Raptor correu em direção a Antony, preparando o golpe final contra o herói. Ryan e Smith começaram a disparar com suas armas, mas os tiros pareciam nem fazer cócegas na pele da criatura. Alexander correu em direção ao amigo e se preparou para socar mais uma vez o chão.

Então uma luminosidade azul surgiu no céu acima de todos ali, fazendo com que contemplassem a visão. Descendo do portal, como que um anjo, envolta num áurea azulada, Melanie pousou no chão, entre Tony e Raptor.

— Saia da minha frente mulher - urrou Raptor e so colocou novamente a correr em direção a eles.

— Isso lá são modos de se falar com uma dama? - perguntou Mel ironizando. A mulher esticou os braços para frente e então usando seus poderes telecinéticos lançou Raptor para trás - é melhor você não mexer novamente com meus amigos - ela começou a conjurar uma onda de energia que começou a emanar de suas mãos e a lançou contra Raptor. A criatura conseguiu desviar da energia jogada contra si e se colocou em fuga. Ela o perseguiria, mas o inimigo era muito veloz. Mel se voltou então para Antony. O amigo estava caído no chão, em sua forma humana, muito machucado.

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Notas finais do capítulo

Espero que tenham gostado e que tenha ficado bom.

No próximo capítulo nossos heróis começam a embarcar para uma épica aventura na África e na Ásia, a procura do Anel.

Deem uma chance pra essa fic: https://fanfiction.com.br/historia/731551/00/

Obrigado e até!!!

PS: Eu tentei fazer um capítulo de terror, mas isso foi o máximo que consegui chegar perto de um...