Os Poderosos: A Ascensão do Mal - Interativa escrita por Eu Voltei


Capítulo 16
Passado Glorioso de Um Mundo Tenebroso


Notas iniciais do capítulo

Boa leitura!!!



PALÁCIO REAL, SHADOW, CAPITAL DO REINO SOMBRIO, HÁ MUITO, MUITO TEMPO ATRÁS...

Nas colinas verdejantes os raios de sol brilhavam, causando um efeito visual espetacular com as gotas de orvalho, enquanto o pequeno isento tentava a todo custo arrancar um pedaço da folha, sua principal fonte de alimento.

Uma enorme fila de animais seguia pelo vale descampado, seguindo a beira do riacho de águas cristalinas com suas correntezas suaves que seguiam sempre adiante, seguindo seu curso sem fim.

No longínquo horizonte a imponente cidade de pedras se erguia. Enormes muralhas de blocos de pedras cercavam toda a capital Shadow, enormes e pesados portões de madeira, guardados fortemente por soldados da coalizão Humano-Vampírica-Lupina. Um enorme e exuberante palácio se erguia no centro da cidade, era o palácio real.

Criados e serviçais caminhavam por todos os lados, nos corredores fortemente vigiados pelos soldados lobisomens. Naqueles tempos difíceis, a capital estava investindo fortemente nos militares.

A Guerra Sem Fim estava longe de terminar. O Rei Sheldon III, o Senhor das Sombras, se virá obrigado a formar uma aliança com os lobisomens e vampiros. Somente assim poderiam fazer força perante o grande e numeroso exército de orcs e trolls que avançavam pelo norte, varrendo a tudo e a todos que encontravam pelo caminho e se recusavam a se juntarem a eles. Um mundo outrora em paz e harmonia, agora jazia num sangrenta guerra.

No quarto real do Rei Sheldon III, ele e sua esposa, a rainha Anastazia, observavam a pequenina criaturinha deitada dentro de berço diante deles. Um bebê humano, pequenino. Mas sua aparência causaria terror em qualquer um, exceto em seus pais. Um bebê repleto de sombras. Escuro. Pura sombra!

Rei Sheldon III, o pai da criança, não era conhecido como Senhor das Sombras á toa. Dominava as artes de dominar as sombras, as usando ao seu favor. Sombra, sombra sólida, garras de sombra, se ocultar nas sombras.

— Ele foi completamente afetado pelas sombras - a mãe da criança a pegou no colo e a aconchegou em seus braços.

— Shadow Shadowy - o rei olhou para seu filho com carinho - espero que você herde de mim um reino novamente em paz.

Então o alarme ressoou por toda a cidade. O Rei imediatamente correu até uma das janelas. Aquele laranjado da manhã que cada vez mais ia tomando conta da paisagem, revelou o exército inimigo se aproximando no horizonte.

— Anastazia - o Rei falou assustado - vá para as masmorras com o bebê, e fique lá até tudo isso terminar - seus olhos se arregalaram quando ele viu no céu, as imensas sombras que se formavam no chão, dos grandes dragões que se aproximavam - Será nosso fim! - exclamou o rei.

***

 CASTELO DOS PODEROSOS, LONDRES, 1887

— Festa, festa, FEEEESTA! - Mel cruzou a sala correndo. Ulisses, que estava sentado no sofá lendo um jornal, apenas olhou por de cima das folhas, tentando entender o que se passava com a loira, para tamanha animação. Percebendo a reação de Ulisses, ela freou deslizando no chão e voltou correndo, até parar de frente para ele.

— Festa? - indagou Ulisses bocejando. Era de manhã cedo ainda.

— Siiiiiim! - exclamou Mel - o Tony vai dar uma festa de despedida para o Nuby. 

— Ah legal! Eles partem hoje a noite - respondeu Ulisses - infelizmente. Seria bom que eles ficassem aqui por mais tempo.

— É, seria bom. Mas temos uma importante missão pela frente de encontrar os artefatos - continuou Mel.

No quarto de Antony e Kathe, o casal conversava.

— Amor, enquanto vocês organizam as coisas pra festa, preciso fazer uma coisa no porão - disse Tony, despertando a curiosidade em Kathe.

— E o que seria? - indagou Kathe parando em frente ao marido.

— Surpresa - riu Tony - quando eu voltar, você verá. Vai gostar. DX, venha comigo.

— Sim, mestre - respondeu o robô.

***

PORÃO DO CASTELO

Tony e DX-42 desciam as escadarias de pedras que levavam até o subsolo, o porão da propriedade. As paredes e os degraus estavam completamente empoeirados e repletos de paranhos, que faziam o nariz de Tony coçar. Ele seguia logo atrás de DX-42, que ia a frente iluminando o caminho com uma lanterna que saia de sua testa.

Por fim chegaram até o seu destino. Tony bateu palmas e luzes se ascenderam, revelando uma extensa área plana. Máquinas e aparelhos movidos a vapor dos mais variados tipos, inclusive alguns computadores movidos a vapor e pneumática.

Bem no centro da área havia um lago circular, sua água, embora limpa, era densa, devida a terra que havia em seu fundo, podendo ser somente notada as luzes dos diabos negros do mar, brilhando lá no fundo.

— Mestre - falou DX-42 - ainda não compreendi os motivos de o senhor vir até aqui e me pedir para o acompanhar.

— Está vendo aquela máquina? - Tony apontou para a enorme máquina mais adiante deles, que mais parecia uma espécie de portal e que possuía uma espécie de alavanca em uma de suas lateral.

— O antigo portal que seu pai construiu para o Reino Sombrio? - o automato estava mais exclamando de surpresa do que fazendo uma indagação.

— Isso mesmo meu caro DX - respondeu Tony - preciso que você acione a alavanca a girando com bastante velocidade, isso vai gerar uma carga de energia o suficiente para que o portal se abra e eu passe por ele, ficará aberto por alguns poucos minutos.

— Irás ao Reino Sombrio? - agora o robô indagava seu mestre.

— Sim meu caro - respondeu Tony - preciso encontrar um velho conhecido.

 DX-42 se dirigiu até a alavanca e a acionou, a fazendo girar. O que gerou a carga de energia suficiente para que um pequeno portal, mas o suficiente para que Tony passasse, se abrisse. O homem caminhou em direção ao portal que se abriu.

— Volto logo - olhou para trás e então seguiu adiante, sendo tragado pelo portal, sumindo da vista do ser mecanizado.

Do outro lado do portal Tony saiu numa sala escura, fracamente iluminada pela luz que adentrava através das frestas da cortina. Móveis quebrados, pedaços de tábuas nas janelas, coisas jogadas para todos os lados, marcas de garras nas paredes. Tony escutou um sibilo arrepiante.

— Shadow - ele exclamou - sou eu, seu velho amigo.

Tony sentiu um arrepio percorrer todo o seu corpo quando sentiu as sombras crescerem atrás de si, sentindo com se elas quase tomassem conta dele o envolvendo.

Ao se virar para trás se deparou com a figura obscura do humanóide, que estava com os braços esticados para cima e fazia uma horrenda careta, franzindo seu rosto e semicerrando seus olhos brancos.

— Te assustei? - indagou ele voltando a sua posição normal.

— Não Shadow - riu Tony - não caio mais em seus truques. Como passa velho amigo?

— Passo bem! - respondeu o Ser das Sombras - e a Kathe, como está? E o bebê? Yoseph recebeu minhas cartas? Mel está melhor? Como vai o Nuby e sua família? Vampirão ainda vive? Ah, são tantas perguntas. Não que de vez em quando eu não dê minhas voltinhas lá pelo seu mundo, mas é mais pra descontrair e pregar algumas peças - um sorriso maquiavélico surgiu no rosto de Shadow.

— A Kathe está ótima! O bebê, bem, a fecundação foi a uns poucos dias, creio que ele deva estar bem - respondeu Tony, mas foi interrompido pelo Ser das Sombras.

— É bom que fiquem bem. Espero que o Ulisses, como o bom médico que ele é, cuide bem da minha garota e da gestação da futura criança, ou então - Shadow passou o dedo indicador em seu pescoço.

— Continuando - Tony retomou a palavra - se os cachorros não tiverem estraçalhado suas cartas, creio que ele deve as ter recebido sim.

— E a Mel, como tá a minha loirinha? - perguntou um eufórico Ser das Sombras, esfregando as mãos.

— Sua loirinha? Meu chapa, agora a loirinha é do Ulisses. Estão namorando - respondeu Antony.

— Namorando? Ah cara, isso é uma notícia muito boa! - Shadow bateu palmas de exultação.

— Meu velho amigo, temos muito o que conversar ainda, mas temos que ir logo, o portal está quase fechando - alertou Tony, olhando para o portal que começava a diminuir de tamanho.

— Temos que ir logo? - indagou Shadow não entendendo.

— Tenho uma proposta para você. Passar um tempo com a gente no Castelo, protegendo a Kathe junto com o DX-42 - explicou Tony.

— É uma boa proposta - respondeu um pensativo Ser das Sombras - eu aceito.

Os dois então caminharam até que passassem pelo portal, chegando do outro lado, no porão do Castelo, e o portal se fechando logo atrás deles.

— Shadow - sem expressar nenhuma emoção, foi a única coisa que DX disse ao rever o velho conhecido.

— DX-42 - o ser das sombras rodou sobre os pés e correu até o robô, lhe abraçando - é muito bom te ver mais uma vez velho camarada!

***

Na cozinha do Castelo, Katherine estava segurando uma vasilha, a envolvendo com um de seus braços e com a outra mão ela batia a massa do bolo com uma colher de madeira.

Valerie estava tentando uma receita nova, que ela nunca havia feito antes. Sim, a mulher invisível também tinha como passa tempo o gosto (e o dom) para cozinhar.

— Ratatouille é o nome do prato - explicou Valerie - é assim que se faz Kathe?

— Creio que sim Valy - Kathe se virou para a amiga - faz tanto tempo que não faço que esqueci a receita - ela soltou um sorriso.

— Aliás Kathe - agora era Mel quem falava, a medida que preparava um assado de frango - quem está tocando o restaurante?

— A mãe do Charlie - respondeu a mulher - ela está tocando o restaurante pra gente, e fica com oitenta porcento dos lucros. Ela é uma cozinheira de mão cheia.

— Ah não! Ah não! - exclamou um desesperado Yoseph - meu bolinhos queimaram!

Então, repentinamente, surgiu ali no meio da cozinha o Ser das Sombras, em sua forma metafísica.

— Shadow! - exclamou Kathe surpresa.

— Ah, olá Kathe, oi Mel, olá Valerie, e aí Yoseph! - Shadow cumprimentou cada um ali presente.

— Como você nos conhece? - indagou Valerie.

— Ele sabe muita coisa - Tony surgiu na entrada da cozinha - pessoal, esse é o ser das sombras, um velho amigo meu.

— Olhe pra esquerda! Olhe pra direita! Pra que lado olhe, eu estou em foco! - cantarolou Shadow.

— Eu contratei o Shadow, Kathe - Tony se aproximou da esposa, a segurando suas mãos - para ele e o DX serem seus "seguranças", e da criança também!

— Ah Tony, amor, não precisa disso - Kathe quis protestar contra as medidas do marido.

— Shhh - suavemente Tony aproximou seu corpo ao dela - eu vou fazer o que for preciso para te manter em segurança.

***

No salão de festas de castelo, sim, a propriedade possuía um salão de festas, acontecia a despedida para Anúbis e sua família. Todos comia, conversavam e riam, se divertindo muito.

— Essas garotas - Anúbis apontou para Kathe, Mel e Valerie - fazem a melhor comida que já experimentei aqui neste planeta.

— Pena que meus bolinhos queimaram - resmungou Yoseph - vocês iriam adorar.

— Precisamos ter uma conversa parceiro - disse Shadow para Yoseph - sou seu fã número 1.

Alexander estava sentado num canto, bebendo cerveja e conversando com Kebechet.

— E então foi assim que eu venci de uma vez só um grupo de trinta mercenários - Alexander se gabava de seus feitos.

— Uou, você realmente é um bravo soldado - Kebechet se impressionava com os feitos dos humanos.

Por fim começou a tocar uma valsa. Os casai começaram a dançar primeiro. Tony e Kathe. Ulisses e Mel. Anúbis e Anput. Todos acompanhavam perfeitamente o ritmo da melodia.

— Concederia tal honra a um humano? - Alexander se levantou de onde estava sentado e convidou Kebechet para dançar, ela aceitou o convite prontamente lhe estendendo a mão.

Yoseph e Shadow estavam sentados tomando cerveja e contando aventuras e casos que tinham vivido, quando Valerie se aproximou deles.

— Oi parceiro - foi quando ela se dirigiu a ele, que Yoseph percebeu como Valerie estava linda naquele vestido - sabe, eu amo valsa. Me daria a honra de dançar comigo?

— Eu? Eu não sei...

— Ora vamos grandão -ela insistiu com um encantador sorriso - eu lhe ajudo.

— Ok, por você - Yoseph se levantou e segurou na mão da amiga. Ela então colocou os braços de Yoseph ao redor de sua cintura. Ela achava aquela situação engraçada, Yoseph era muito maior que ela, se sentia confortável e segura em seus braços. Sentia algo que nunca havia sentido antes.

O Ser das Sombras apenas observava os dois, com um sorriso bobo no rosto, por vezes desviando seu olhar para Kathe e Tony e então olhava ao redor, voltando sua atenção novamente para Valerie e Yoseph.

***

Parado bem no centro do salão de festas, e rodeados pelos Poderosos, estavam Anúbis e sua família.

— Meus amigos - o poderoso ser começou a falar - foi uma grande honra lhes conhecer e lutar ao seu lado. Devo muito a vocês por terem salvo a mim e minha família. Mas agora estamos diante de uma importante missão. Assim que localizar o Orbe do Tesouro, entrarei em contato com vocês. Mas antes de a partir, quero lhes entregar este presente.

Anput então entregou uma misteriosa caixa para Antony Carter.

— Abram apenas quando passarem por seu momento mais difícil - disse Anúbis, e olhando uma última vez para seus novos amigos, fez um gesto com a mãos, e ele e sua família foram envolvidos por uma aura azul e então sumiram.

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Notas finais do capítulo

Espero que tenham gostado.
Sei que pedi link de musica pra vocês, mas na hora de escrever o capítulo, ele saiu diferente do que eu tinha imaginado.

Confiram essa fic:
https://fanfiction.com.br/historia/761111/As_Joias_de_Nhamandu_Interativa/

Obrigado e até!
PS: Espero que tenha ficado bom, pois não consegui escrever a parte da festa do jeito que eu queria, não estava encontrando as palavras...