Além do Tempo escrita por Tha


Capítulo 18
Histórias


Notas iniciais do capítulo

Esse capítulo foi emocionante, quase chorei em várias partes, mas espero que gostem e boa leitura :)
PS: espero que eu tenha contado certinho certo conto...
Algumas informações são tiradas diretamente do Pottermore, dos filmes, livros e para criaturas utilizo o livro Animais Fantásticos e onde habitam.



Os três voltaram rapidamente para casa a mando de Isabella, a mesma estava ligeiramente atordoada de negando a aceitar que uma criatura desse porte pode estar solta. Edward e Jacob ficavam se entre olhando tentando entender o silencio da mulher que estava no meio deles, mas eles também estavam curiosos sobre as relíquias e sobre a mortalha viva.

— Alohomora.

A porta da casa se abriu sozinha, Bella entrou primeiro, depois Edward e por fim Jacob. O vampiro acendeu as luzes para iluminar a casa.

— Colloportus - Isabella apontou para a porta que se fechou e se virou para os meninos - Vou primeiro contar um conto e depois sobre a mortalha viva.

Todos se acomodaram na sala, Isabella ficou em pé encostada na parede dando uma ampla visão dos dois homens a sua frente, suspirando começou o conto.

— Ele é chamado: O conto dos três irmãos.

‘’ Era uma vez três irmãos que andavam por uma estrada completamente deserta e sombria. Depois de algum tempo eles chegaram em um rio que era fundo demais e perigoso demais, mas como eles três sabiam magia, agitaram as mãos fazendo então uma ponte aparecer.

Quando eles estavam atravessando, apareceu a Morte, ela estava zangada por eles terem passado já que estava acostumada com viajantes tentarem atravessar o rio a nado e morrerem afogados, mas a Morte era astuta.

Ela felicitou os irmãos, cumprimentando em seguida, e anunciou que cada um tinha ganhado um prêmio por causa do feito deles. O irmão mais velho, o combatente, pediu uma varinha poderosa que derrotasse todos em um duelo. A morte então pegou um galho de um salgueiro e fez a varinha a entregando para ele.

O segundo irmão, o arrogante, pediu o poder de ressuscitar vidas que a Morte já levara consigo tentando humilhar ainda mais a mesma, então ela pegou uma pedra que havia perto da margem do rio e entregou a ele dizendo que aquela pedra tinha o poder de ressuscitar os mortos.

Por fim o terceiro irmão, o mais humilde e sábio, não acreditou na morte e pediu algo que o permitisse sair de lá sem ser seguido por ela. De má vontade, a morte lhe entregou A Capa da Invisibilidade.

E então a mesma deixou os três passarem pelo resto da ponde e irem embora, mas os irmãos se afastaram cada um tomando o seu rumo. O primogênito foi até uma vila distante procurar um bruxo querendo se vingar por causa de uma antiga briga, ele obviamente ganhou o duelo contra o bruxo e começou a se gabar falando que tendo aquela varinha ninguém poderia derrota-lo, mas na mesma noite um ladrão entrou em sua casa, roubou a varinha e cortou a garganta do irmão mais velho, assim a Morte levou o primeiro.

O segundo foi para sua casa, onde vivia sozinho, pegou a pedra e a girou três vezes. Para a surpresa dele, apareceu uma mulher era aquela com que ele sempre teve um desejo de desposa-la antes de sua morte precoce, porem a jovem moça vivia triste e fria mesmo tendo voltado o mundo dos vivos, ela sofria. Com aquilo acontecendo, ele enlouqueceu e se matou para poder então se unir verdadeiramente com a moça de seus sonhos, a morte levara o segundo.

Mas o terceiro, a Morte o procurou durante anos sem o encontrar, ele somente tirou a capa da invisibilidade quando atingiu uma idade avançada e a entregou para o seu amado filho, acolhendo assim a Morte como uma velha amiga. ‘’ - Isabella terminou a narrativa vendo os dois totalmente interessados no conto

— Então esse conto explica como surgiu a relíquias da morte? - perguntou Jacob

— Ele apenas foi criado para explicar isso, então digamos que sim - concordou Bella - Bem vocês devem estar com fome.

Ela fez um aceno com a varinha, e começaram a ouvir barulhos da cozinha de lá apareceu pratos, bandejas, copos e talheres onde se posicionaram na grande mesa que havia perto da sala, Jacob coçou os olhos para ver se não estava imaginando coisas, Edward ficou paralisado quando sentiu o cheiro de comida sendo preparada. Eles andaram até a mesa e viram algumas vasilhas aparecerem com comida.

— Hum, Bella, eu não como comida humana - apontou Edward meio transtornado vendo uma colher se levantar sozinha e servindo dois pratos

— Eu sei, meu caro - Bella colocou uma mão no ombro dele sentindo um leve choque em sua mão e sorriu - Acha que eu não pensei em você?

Com outro aceno, o copo de Edward se encheu de sangue animal e no seu prato apareceu...

— O que é isso? - perguntou Jacob curioso mordendo a língua impedindo que um insulto saísse de sua boca

— São dedos de mel feitos de sangue, tem de vários sabores, mas para vampiros tem apenas dois ou é sangue trouxa ou é sangue de animal. Como eu sei que Edward bebe sangue animal esses daqui são feitos disso. - respondeu a bruxa dando de ombros se sentando em sua cadeira

Ainda não acreditando, o telepata pegou um e o colocou na boca sentindo o gosto de sangue animal, ele olhou para Bella que comia sua própria comida tranquilamente como se nada tivesse acontecido. Quando todos estavam saciados, Isabella fez mais um aceno com a varinha, tudo aquilo foi para cozinha, escutaram o som da torneira da pia sendo aberta e o som de tudo que eles usaram sendo lavados, enxugados e guardados.

— Isso que acontece em uma casa bruxa - Isabella deu risada vendo que os meninos não tinham se acostumado com magia - Vamos a último tropico de nossa conversa... Mortalha-viva.

— Está bom, o que é isso? - perguntou Jacob se jogando no sofá

— Você está falando ‘’o que é isso’’ com muita frequência - comentou Edward que recebeu um olhar mau humorado do lobo

— Respondendo a sua pergunta, a mortalha-viva é uma criatura nível 5 de periculosidade no ministério, ela é um manto preto que rasteja no chão e ‘’come’’ trouxas, bruxos ou qualquer outra criatura que esteja dormindo, ela aparece quando está caindo a noite e a noite mesmo. Normalmente ela é encontrada em climas tropicais.

— Por isso que você nos puxou para longe? - perguntou o telepata recebendo um afirmativo com a cabeça

—  Ela tem cerca de meia polegada de espessura, porem quando ela se... Alimentou fica um pouco mais grossa.

— Como ela se alimenta? - Jacob engoliu em seco

— Ela sufoca a vitima até a sua morte e pôr fim a engole - respondeu a bruxa - A única coisa que possa lhe defender é o Patrono.

— Patrono?

— O patrono é um feitiço muito poderoso, ele é um feitiço de força positiva que nos protege de dementadores e mortalhas-vivas. Para invoca-lo nós bruxos temos que pensar em coisas boas e suficientemente fortes para poder realiza-lo, os patronos têm formato de animais, o meu, por exemplo, tem o formato de um morcego.

Eles ficaram conversando para onde iriam amanhã cedo já que o tempo está constantemente nublado, até que Jacob subiu para o seu quarto para descansar, Bella e Edward ficaram na sala em silencio, algumas perguntas ainda passavam pela cabeça do vampiro, ele se aproximou da bruxa que o olhou com uma sobrancelha erguida.  

— Sei que isso que vou perguntar pode ser meio doloroso, mas não sai da minha cabeça - Edward encarou a bruxa - Como você conheceu o Cedric?

— Foi em uma copa mundial de quabribol, estava acompanhando a família Weasley, Harry e Hermione, mas nós não nos falamos éramos o que poderíamos diz tímidos, assistimos o jogo com muito entusiasmo, bem era quadribol - Bella deu um sorriso pequeno - Quando apareceu a marca de Voldemort e os comensais tivemos que sair de lá imediatamente, depois disso voltamos para Hogwarts e nos víamos nas aulas, mas nada de muito contato ou conversa, minhas amigas vivam me falando que ele ficava me olhando.

Bella se interrompeu e olhou para as chamas de uma lareira acesa

— Até que começou a se falar do torneio, ele colocou o seu nome no cálice de fogo assim como vários alunos mais velhos, quando veio a escolha, o cálice o escolheu para ser representante de Hogwarts. Foi uma festa na mesa da Lufa-Lufa, Harry também tinha sido escolhido junto com outros dois de outras escolas de magia.

— Vocês começaram a se falar nesse período? - perguntou o ruivo

— Sim, ele me procurou para ter auxilio em feitiços, mas com as semanas passando nos tornamos muito próximos até que ele me convidou para ser seu par no baile de inverno, esperava que ele chamasse a Cho, mas não. Acabei aceitando o convite... Foi uma noite incrível, dançamos um pouco com nossos amigos tivemos uma diversão que anos não tínhamos em Hogwarts... No final de tudo ele me levou até a porta de entrada do meu salão comunal, agradeci pela noite...

Edward viu uma solitária lagrima descer pelo rosto de ‘’porcelana’’ de Isabella, ele conteve o impulso de enxuga-la de seu belo rosto, dava para ver que aquilo ainda mexia com a morena o que aconteceu entre os dois foi algo rápido porem profundo.

— Se não quiser terminar eu entendo - sussurrou Edward

— Não, está tudo bem - Ela limpou uma teimosa lágrima - Bem, Cedric tinha ficado muito feliz por eu ter ido junto com ele e eu também, antes de eu me virar para responder uma pergunta para entrar no salão, ele agradeceu pela noite e foi então que ele me beijou, me pegou de surpresa, mas confesso que depois pareci uma adolescente boba - Bella riu

— Foi então que ele... Morreu?

— Sua morte aconteceu na última parte do torneio, nós já estávamos se encaminhando para um namoro, mas um dos seguidores de Voldemort o matou com a maldição da morte sem ele ter chance de revidar e foi na frente de Harry...

Edward não falava mais nada e entendeu os primeiros pensamentos de Harry quando eles se viram na escola pela primeira vez.

— Edward, nós estávamos felizes, vimos Harry carregando o corpo de Cedric, mas quando Harry colocou o corpo no chão a comemoração acabou, Dumbledore se aproximou dos dois e uma menina gritou, vimos Minerva, Severo, Moody, Cornelio Fudge e Hadrig também se aproximarem. Eu, Rony e Hermione não estávamos entendendo o que estava acontecendo ouvíamos os gritos de Harry falando que Voldemort tinha voltado - Isabella olhou para Edward - Amos Diggory se aproximou deles, se ajoelhou no chão perto do corpo de seu filho e começou a gritar ‘’ Meu filho, não’’. Entendi então o que tinha acontecido, naquele momento meu mundo colorido se apagou, a dor veio no mesmo instante, Hermione teve que me segurar e depois desmaiei.

‘’ nunca tinha superado muito bem a morte dele, por isso quando te vi na escola fiquei triste e torturada.’’

— Te entendo, fiquei como você quando te vi.

— E você? E sua história com Marie?

— A minha história com ela foi bem rápida porem bem profunda também, nos conhecemos no corredor do hospital de Chicago, foi em 1918, estava acontecendo a primeira guerra mundial e uma epidemia de gripe espanhola se espalhou por Chicago inteira. Antes de conhecer Marie, pensava em me alistar no exército, coisa que minha mãe não gostava nem um pouco até repudiava, meu pai já estava internado por causa da gripe e morreu por causa disso.

— Foi aí que vocês dois se conheceram. - Deduziu Isabella

— Sim, ela era uma pessoa tímida e quieta, nunca levantou a voz ou algo do tipo, ficamos próximos em poucas semanas, minha mãe estava feliz que eu tenha me esquecido de se alistar por causa de Marie. Tudo estava indo tão bem até que contraímos a doença, tive que ser internado assim como ela e minha mãe, por sorte Carlisle trabalhava no hospital onde estávamos.

‘’ minha mãe morreu em poucos dias, eu já estava com o estagio avançado da doença quase não tinha chances, mas Carlisle me transformou no que eu sou hoje e vou ser para toda a eternidade, nos três dias de transformação eu não tinha nenhuma informação de Marie se ela vivia ou havia morrido. Quando acordei Carlisle me informou no que eu havia sido transformado e que Marie não tinha suportado e morreu - Edward terminou a história olhando nos olhos castanhos de Isabella

A bruxa e o vampiro ficaram em silencio se encarando, apenas o som do crepitar das chamas era ouvido, Bella desviou o olhar quebrando uma tensão que havia aparecido entre eles e se levantou.

— Vou ir dormir já está tarde e amanhã temos que sair cedo. - Comunicou

— Claro - falou Edward se levantando também

— Obrigada pela conversa, boa noite Edward - Bella se aproximou do vampiro que travou, ficou na ponta do pé e deu um beijo na bochecha dele logo em seguida se afastou, andou até as escadas a subindo e entrando no quarto

— Boa noite, Bella - sussurrou ele saindo do transe sabendo que ela já tinha subido

Continua...  



Notas finais do capítulo

E então gostaram? Espero que sim
comentários para o capítulo, perguntas ou críticas podem fazer elas são bem vindas
Bjs Bjs Tha